MENSAGENS DE REFLEXÃO

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MENSAGENS DE REFLEXÃO

Mensagem  Convidad em Seg 1 Nov 2010 - 22:03

Gente!! para não ficar repetindo aqui os mesmos tópicos...preferi abrir um diferente.


Mudar o mundo
Comece mudando a si mesmo. Ninguém muda o mundo se não consegue mudar a si mesmo ...

Cuide da Saúde do Planeta. Não desperdice água, não jogue lixo no lugar errado, não maltrate os animais ou desmate as árvores. Por mais que você não queira, se nascemos no mesmo planeta, compartilhamos com ele os mesmos efeitos e conseqüências de sua exploração ...

Seja responsável: não culpe os outros pelos seus problemas, não seja oportunista, não seja vingativo. Quem tem um pouquinho de bom senso percebe que podemos viver em harmonia, respeitando direitos e deveres ...

Acredite em um mundo melhor. Coragem, Honestidade, Sinceridade, Fé, Esperança são virtudes gratuitas que dependem de seu esforço e comprometimento com sua Honra e Caráter. Não espere recompensas por estas virtudes, tenha-as por consciência de seu papel neste processo ...

Tenha Humildade, faça o Bem, trabalhe. Não tenha medo de errar, com humildade se aprende, fazer o bem atrairá o bem para você mesmo e trabalhando valorizarás o suor de teu esforço para alcançar seus objetivos ...

Busque a Verdade, a Perfeição, uma posição realista frente aos obstáculos, uma atitude positiva diante da vida...

Defenda, participe, integre-se à luta pacífica pela Justiça, Paz e Amor. Um mundo justo é pacífico, e onde há paz pode-se estar preparado para viver um grande Amor ...

TEXTO: RODRIGO BENTES DINIZ



Raios de Luz.
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O TELEFONE ESTÁ TOCANDO. VOCÊ IRÁ RESPONDER?

Mensagem  Reikiana em Ter 2 Nov 2010 - 0:44

O TELEFONE ESTÁ TOCANDO. VOCÊ IRÁ RESPONDER?

Uma mensagem de Jennifer Hoffman
27 de Outubro de 2010

Eu me lembro das muitas vezes em que o Universo tentou me impedir de fazer algo que eu queria fazer de qualquer modo. Não importa quantos obstáculos foram colocados em meu caminho, eu prosseguia, determinada a ser bem sucedida a todo custo. E eu pagava o preço em tempo, com a energia e a dor. Por que eu não via as pistas pelo que elas eram, avisos de que o caminho em que eu estava não era o melhor para mim? O que me fazia seguir em frente com os meus planos, determinada a ver o que estava diante de mim, não importa o que isto significasse (e algumas vezes, significava muito!). O telefone toca freqüentemente em minha vida e eu não o pego porque não quero ouvir as mensagens, mas aprendi a ouvir e então, esperar mais informações, porque o telefone sempre me diz exatamente o que eu preciso ouvir.

Acho que por ser Ariana tem algo a ver com isto – eu posso ser muito teimosa, mas havia também um elemento do medo. E se nada mais houvesse além do que eu via como a minha única opção? Se isto não funcionasse eu teria que começar novamente. Assim quando o telefone começava a tocar, na forma de eventos, situações, sinais e pistas de todos os lados, eu fingia ser surda e cega e os ignorava.

Uma situação se destaca em minha mente como um grande exemplo disto. Eu queria trabalhar para uma companhia e tinha conseguido entrar em contato com o CEO e obter uma entrevista. Esta era uma empresa de tecnologia de ponta, e que eu admirava e respeitava, e realmente queria este emprego. Assim eu tinha uma entrevista com o CEO e com o chefe do departamento, com quem eu estaria trabalhando. O CEO ficou impressionado, mas o outro homem estava um pouco nervoso, porque eu era mais experiente e qualificada do que ele. Eu percebi que ele ficou olhando para mim e eu poderia dizer que ele se sentia muito desconfortável. (dica número 1).

Mas desde que eu tinha impressionado o CEO, eu estava certa de que tinha o emprego. Assim, eu continuei em contato e esperei pela carta de oferta. Enquanto isto, eu recebi outras ofertas de entrevistas, mas as recusei porque sabia que conseguiria este emprego. Quando eu telefonava para o escritório do chefe do departamento, ele nunca estava por perto e nunca retornava as minhas ligações (dica número dois). Então eu telefonei para o CEO e ele disse que estava fora de suas mãos, que era responsabilidade do chefe do departamento (assim ele não iria me apoiar. Dica número 3).

Eu tinha alguns softwares que esta companhia produziu e um dia, um mês após a minha entrevista e após fazer outro telefonema à companhia, eu abri a gaveta da minha mesa para pegar o CD do produto e ele tinha quebrado ao meio. Como isto aconteceu é um mistério, porque eu sempre mantive o Cd nesta gaveta, junto com outros e ele foi o único que estava quebrado. (dica número 4). Assim, eu telefonei para a companhia, que estava localizada em minha cidade, para pedir uma substituição e eles disseram que eu poderia conseguir um.

Eu me dirigi até o escritório e caminhei até a porta e ela não se abriu. A recepcionista tentou abrir apertando o botão algumas vezes, mas a porta estava emperrada. Finalmente, ela se levantou para abrir a porta para mim e ela não se abriu também. (dica número 5). Eu estava tentando abri-la do lado de fora, ela estava a empurrando por dentro e ela não se abriu. Após várias tentativas (ela disse que isto nunca tinha acontecido antes), a porta se abriu, eu consegui o meu CD e fui para casa.

A mensagem era clara, a porta para este emprego estava emperrada e eu precisava procurar em outro lugar. Isto tinha somente me levado um mês, várias dezenas de telefonemas, muita frustração e algumas oportunidades perdidas. O telefone estivera tocando alto, mas eu não estava ouvindo. Eu queria este emprego e fiz tudo que podia para obtê-lo.

O telefone é o modo do Universo de nos deixar saber que o que estamos perseguindo não é o melhor caminho para nós. Mas desde que isto freqüentemente acontece quando estamos em uma situação onde sentimos que temos opções limitadas, ou realmente queremos o que estamos perseguindo, vemos a dica do telefone como outro bloqueio em nosso caminho. É, mas ele está tentando fazer com que mudemos o nosso foco, que nos movamos para outra direção e deixemos ir a nossa vontade e nos entreguemos ao processo.

Como podemos nos entregar quando precisamos de um emprego, queremos este relacionamento, temos o nosso coração colocado no que estamos perseguindo, ou pensamos que é a coisa mais maravilhosa possível? Temos que responder à dica do telefone e ouvir as mensagens que ele tem para nós. Então podemos deixar ir o que estamos perseguindo tão arduamente (isto é uma enorme pista, quando queremos algo muito, nós faremos qualquer coisa para obtê-la), e vemos o que está além disto.

Quando estamos focados em um resultado determinado, podemos nos tornar alheios a todo o resto. Nossa perspectiva se vai, como a nossa habilidade em questionarmos se isto é a melhor e mais adequada opção para nós. Quanto mais alto o telefone soa, mais resistimos a suas mensagens e, entretanto, precisamos ouvi-las. Então, nos sentimos bloqueados e presos, e temos duas escolhas, avançarmos ou pararmos e esperarmos mais informações. Podemos deixar ir este sonho e confiarmos que outro ocupará o seu lugar? Isto é difícil de fazer, mas se o telefone está soando, tem uma mensagem para nós que contém outra opção. E é do nosso interesse atendê-lo.

O telefone está soando em sua vida? Que mensagens ele tem para vocês que não querem ouvir? Vocês poderão ter a oportunidade de que elas serão as melhores e adequadas opções para vocês, ainda que isto signifique que vocês têm que deixar ir o que tem no coração e deixar que o Universo lhes traga outra coisa? Poderia não ser o que vocês querem fazer, mas se vocês se abrirem para outras possibilidades, podem ficar surpreendidos pelo que possa acontecer.

Nestes tempos interessantes e transformadores, podemos ficar oprimidos pelo que está acontecendo em nossas vidas, mas há sempre outras soluções. Aqui estão algumas coisas para ajudá-los a atravessar os momentos difíceis em sua vida.

Permaneçam calmos, focados, não identificados e cientes, e lembrem-se que os seus pensamentos estão criando cada momento em sua vida.

Enquanto vocês ponderam isto e outras coisas que estão acontecendo neste momento, lembrem-se de que:

Aceitem todas as dádivas da compreensão com gratidão e as usem para aplicar o perdão, a liberação e a cura a cada situação.

Peçam orientação e confirmação e então esperem que isto venha até vocês.

Acima de tudo, sejam gratos por esta oportunidade de fazer parte da surpreendente mudança na consciência da humanidade, enquanto todos nós ascendemos na milagrosa vibração.

Muitas bênçãos nestes tempos milagrosos e surpreendentes,

Jennifer Hoffman

Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br

Direitos reservados © 2004/2010 para Jennifer Hoffman. Todos os direitos são reservados. Todo o material desta página está protegido pela lei dos direitos internacionais dos Estados Unidos da América e não podem ser parcialmente o integralmente reproduzidos sem a permissão escrita e expressa da autora. Todas as reproduções autorizadas, parciais ou em cópias, por inteiro ou em parte, devem fazer referência ao nome da autora e ao website de Curas Uriel

www.urielheals.com.

FONTE: http://www.luzdegaia.org/uriel/jennifer/telefone.htm .
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COLCHA RASGADA

Mensagem  Eternia em Ter 2 Nov 2010 - 1:19



Aninha da Praia

veste a roupagem de uma entidade ERÊ, da linha da AUM BAN DHAN, mas é, em verdade, uma grande sacerdotisa cósmica, livre dos planos da matéria há bilhões de anos...


Tia, você já reparou que a palavra deste milênio é UNIDADE ??

Unidade nos inspira para outros termos de signficados semelhante:

União, Unificação, Universo, Universalismo, Unicidade, Único, Uníssono, Uno, UNIR , UM !!!

UNIR EM UM !!!

O "TODO" É "UM"... é algo Inteiro... inteireza, interação, integração...interagir...integrar...

Como compreender o todo, se não compreendermos CADA PARTE dele?

Como compreender somente uma parte fora do contexto do TODO?

Seria como o nosso corpo se fosse somente uma parte dele? Fosse cada um de nós um estômago ambulante...que feio né, tia?....ou quem sabe um braço ou metade da perna? E por aí vai...

A VERDADE É UM TODO !!! ELA SIMPLESMENTE EXISTE...

Ela era uma grande colcha com a qual o Pai cobriu a Terra. Ela era uma UNIDADE...

Com as convulsões planetárias e a ignorância dos seres, em todos os tempos, esta colcha rasgou-se em milhares de pedaços...

Cada povo ou nação recebeu a cobertura mental, intelectual, espiritual, moral, ética,valorativa, religiosa, filosófica, de apenas um ou alguns destes pedaços e agarrou - se a ele ou eles, como se fossem únicos...

O apego ao pedaço de cada um gerou a animosidade contra os pedaços dos outros...

Desta fragmentação resultou a intolerância religiosa, política, entre outras...

E o orgulho humano fez cada qual considerar o seu pedaço de colcha o mais bonito, mais forte, mais correto, mais isso e mais aquilo...
E então veio a guerra....em todos os tempos houve guerra por pontos de vista diferentes...

Sem ser as guerras, havia a ascendência de algumas idéias sobre as outras...
Deste pretenso poder de se deter o conhecimento verdadeiro ou inteiro, veio a ironia e a subjugação...e até a PUNIÇÃO!
Daí, tia, vieram as fogueiras, as espadas, as forcas, os esquartejamentos, as ridiculaizações, as discussões e as vaidades...

A solução é costurar-se a colcha da Verdade que já era ÚNICA... e isso se chama REUNIFICAÇÃO !!!
Para esta reunificação há que haver um empenho, bastante material didático e os novos professores que vão consertá-la...
A isto se dá o nome de EGRÉGORA !!!

Como nós aqui de cima vamos costurar a colcha de um planeta, que é a Terra, então o seu trabalho neste país, tia, é começar a remendar os pedaços que te foram confiados...tudo que te compete... devagarinho... e outras pessoas estão fazendo a mesma coisa de outras formas, com outros pedaços desta mesma colcha..... e depois que todo mundo junto montar todos os retalhos desta colcha, a gente vai ver a UNIDADE dela DE NOVO...

Então a isso se dá o nome de EGRÉGORA PLANETÁRIA DA REUNIFICAÇÃO...ou seja, um monte de gente e de espíritos fazendo uma força gigante de explicar pra todo mundo que não é preciso ficar com raiva de quem é de uma religião ou de outra...e nem discriminar a gente da umbanda também, né, tia?

Se um retalho é da cor verde e o outro é vermelho...a gente vê que esta colcha tem variedade de cores e também de formatos...e isso a gente fala que é a DIVERSIDADE NA UNIDADE...

O que dá problema sempre é cada um acreditar que só existe o verde ou só o vermelho...e daí, quando a pessoa não consegue enxergar a colcha grande e seus retalhos de outras cores, acontece o FANATISMO...que dá na IGNORÂNCIA de novo...

Então, tia, "o jeito é cada um fazer a sua parte e, com o tempo, tudo vai ficar nos seus devidos lugares..."

Não fica mais fácil assim, tia?


ANINHA DA PRAIA


( Canalização de Rosane Amantéa em junho de 2010 )

Obs: Um grande ser cósmico se transveste em "criança-erê"
nos trabalhos da Umbanda para ocasionar uma transmutação alquímica das energias densas de tristezas, desarmonias e desequilíbrios de ordem emocional, mágoas, consequências mórbidas advindas de disputas, incompatibilidades, medos e complexos , como também atenuando dores provindas de energias intrusas no organismo dos consulentes.
Promovem a dissolução de implantes ou chips nos corpos etéricos de muitos pacientes destes tratamentos espirituais, através da sutilização de sua capacidade magnética cosmo-telúrica, por esta forma de trabalho magístico, ainda manipulando sabiamente todos os elementos de todos os reinos da natureza, gerenciados em suas mônadas originais e perenes pelos orixás, ou seja, seres ou atributos divinos imponderáveis, de poder magnético absoluto sobre a natureza, como criadores dos elementos do planeta Terra.
Aninha opera magisticamante, de forma mais acentuada, na faixa frequencial de Yemanjá. ( transmutação molecular pela frequência vibratória da energia hídrica )

*************************************
As mensagens deste site podem ser compartilhadas com outras pessoas desde que os direitos autorais sejam respeitados citando o autor e o link:
http://rosane-avozdoraiorubi.blogspot.com/
Obrigada por incluir o link do site do autor quando copiar ou repassar essa mensagem.

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Re: MENSAGENS DE REFLEXÃO.

Mensagem  Convidad em Ter 2 Nov 2010 - 11:07







[i]
Mude o clima de pessimismo de sua vida ...

Preserve o ambiente de esperança de seus sonhos ...

Proteja o Homem: trabalhador, honesto, sincero, corajoso, sério ...

Não desperdice o seu tempo com desejos maldosos ...

Recicle os seus hábitos e virtudes ruins ...

Despolua o coração e a mente dos maus sentimentos ...

Plante a semente do Bem ...

Não use “agrotóxico” ...

Defenda a Verdade e a Justiça sempre ...

Salve da extinção o Amor ...

Olá Queridas irmãs! Grata pelas lindas mensagens postadas... e vamos juntas e em frente nessa caminhada.

Beijos de Luz aos corações. flower
:[/] Arrow I love you

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Águia ou Galinha?

Mensagem  sueli em Ter 2 Nov 2010 - 15:52

Olá, queridos, que saudades!!!
Como é bom estar em casa.


Águia ou Galinha?


U m camponês criou um filhotinho de águia junto com suas galinhas.
Tratava-a da mesma maneira que tratava as galinhas, de modo que ela pensasse que também era uma galinha. Dava a mesma comida jogada no chão, a mesma água num bebedouro rente ao solo, e fazia-a ciscar para complementar a alimentação, como se fosse uma galinha. E a águia passou a se portar como se galinha fosse.
Certo dia, passou por sua casa um naturalista que, vendo a águia ciscando no chão, foi falar com o camponês:
"Isto não é uma galinha, é uma águia!"
O camponês retrucou:
"Agora ela não é mais uma águia, agora ela é uma galinha!"
O naturalista disse:
"Não, uma águia é sempre uma águia, vamos ver uma coisa..."
Levou-a para cima da casa do camponês e elevou-a nos bracos e disse:
"Voa, você é uma águia, assuma sua natureza!"
Mas a águia não voou, e o camponês disse:
"Eu não falei que ela agora era uma galinha?!"
O naturalista disse:
"Amanhã, veremos..."
No dia seguinte, logo de manhã, eles subiram até o alto de uma montanha.
O naturalista levantou a águia e disse:
"Águia, veja este horizonte, veja o sol lá em cima e os campos verdes lá em baixo, veja, todas estas nuvens podem ser suas. Desperte para sua natureza,
e voe como águia que é..."
A águia começou a ver tudo aquilo e foi ficando maravilhada com a beleza das coisas que nunca tinha visto; ficou um pouco confusa no início, sem entender o porquê de ter ficado tanto tempo alienada. Então, ela sentiu seu sangue de águia correr nas veias, perfilou devagar suas asas e partiu num voo lindo, até que desapareceu no horizonte azul.



Assim é a vida, criam as pessoas como se fossem galinhas, porém, elas são águias. Por isso, todos podemos voar, se quisermos. Voe cada vez mais alto, não se contente com os grãos que lhe jogam para ciscar. Nós somos águias, não temos que agir como galinhas, como querem que a gente seja. Pois, com uma mentalidade de galinha, fica mais fácil controlar as pessoas, elas abaixam a cabeça para tudo, com medo.
Conduza sua vida de cabeça erguida, respeitando os outros, sim, mas com MEDO, nunca.



http://www.armazemdesonhos.com.br/contos-fabulas/txts/aguiagalinha.htm




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Recomeçar

Mensagem  sueli em Qua 3 Nov 2010 - 14:26

Texto: Recomeçar

(Carlos Drummond de Andrade)



Não importa onde você parou...
Em que momento da vida você cansou...
O que importa é que sempre é possível e necessário "Recomeçar".
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...
É renovar as esperanças na vida e o mais importante...
Acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
Foi aprendizado...
Chorou muito?
Foi limpeza da alma...
Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia...
Sentiu-se só por diversas vezes?
É por que fechou a porta até para os anjos...
Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da sua melhora...
Pois é... Agora é hora de reiniciar... De pensar na luz...
De encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal um novo emprego?
Uma nova profissão?
Um corte de cabelo arrojado... diferente?
Um novo curso... Ou aquele velho desejo de aprender a pintar... Desenhar...
Dominar o computador... Ou qualquer outra coisa...
Olha quanto desafio...
Quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus o esperando.
Está se sentindo sozinho?
Besteira... Tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento"...
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso seu para "chegar" perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza...
Nem nós mesmos nos suportamos...
Ficamos horríveis...
O mau humor vai comendo nosso fígado...
Até a boca fica amarga!
Recomeçar...
Hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você quer chegar?
Ir alto... Sonhe alto...
Queira o melhor do melhor...
Queira coisas boas para a vida...
Pensando assim trazemos prá nós aquilo que desejamos...
Se pensamos pequeno...
Coisas pequenas teremos...
Já se desejarmos fortemente o melhor e, principalmente, lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental...
Joga fora tudo que te prende ao passado...
Ao mundinho de coisas tristes...
Fotos... Peças de roupa, papel de bala...
Ingressos de cinema, bilhetes de viagens...
E toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados...
Jogue tudo fora...
Mas, principalmente, esvazie seu coração...
Fique pronto para a vida...
Para um novo amor...
Lembre-se: somos apaixonáveis...
Somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes...
Afinal de contas...
Nós somos o "Amor".

"Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura."
(Fernando Pessoa)

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Re: MENSAGENS DE REFLEXÃO

Mensagem  EstranhoMundo em Qui 4 Nov 2010 - 18:14

Este vídeo sobre anacoretas (eremitas) em terras romenas é dividido em quatro pequenas partes: na primeira entrevista-se um guarda florestal que mantém contato com anacoretas, na segunda e na terceira se conversa com dois religiosos que falam sobre o assunto, e na quarta e última parte há uma pequena entrevista com um anacoreta.

Todas as partes são interessantes, mas quem estiver com pressa ou impaciência pode assistir apenas a última, que julgo como a mais importante.

O vídeo traz legendas em inglês, mas abaixo traduzi as legendas pro português pr'aqueles que se interessarem pelo conteúdo.



Guarda Florestal do condado de Neamt, Romênia

- Nós temos um anacoreta ali em cima, em minha área, e há um outro - um padre - que vem servir no Altar Sagrado uma vez por semana. Ele vem daquela floresta lá, pra servir [no Altar].

- É lá que ele mora?

- Não tenho permissão pra mostrar o lugar pra você, porque tenho essa "obrigação" com ele.

- Não, não queremos que você nos mostre o lugar. Apenas queremos que você confirme...

- Sim, temos anacoretas, temos sim. E temos alguns aqui, também. Temos eremitas mulheres também, mas elas estão bem embrenhadas no vale. São jovens que vivem em cavernas, no subsolo.

- Vivendo em cavernas... Mulheres?

- Sim, uma vida debaixo do solo, sim. Como guardas florestais, somos os únicos que vão a esses lugares. Então somos nós, aqueles que cuidam da floresta, que encontramos com essas pessoas.

- E vocês dão comida pra elas?

- Sim, damos. Assim como, claro, também o faz qualquer pessoa que possa ajudar e que tenha boa-vontade.

- E o que vocês fazem? Levam comida até a entrada da caverna ou deixam noutro lugar pra que eles a peguem?

- Não, porque como somos guardas florestais, eles não nos evitam. Afinal, também somos humanos e também acreditamos em Deus. Se levamos qualquer coisa a eles, o fazemos como se fosse um presente. Tenho um carro pra levar coisas até lá, então apenas deixo as coisas lá ou os chamo. Algumas vezes posso ver tal pessoa, então eu a coloco em meu carro e ela leva a comida até sua habitação. Elas levam essa vida anacorética, ou seja, essa vida dura... Como posso explicar...? É como que uma vida trágica, que de forma alguma é deste mundo, no qual temos prazeres e vemos todo tipo de coisa. Lá eles não veem nada, apenas oram a Deus.

Ancião Ilie Cleopa

- Mas ainda restam anacoretas?

- Sim, ainda há [anacoretas], mesmo nestes dias. Mas veja... Dois guardas florestais encontraram dois eremitas, com barbas que batiam em suas cinturas, no alto da montanha Comorii. Sei onde fica a Montanha Comorii, é lá no alto, pros lados de Hangu, na direção de Buhalnita. E eles [os guardas florestais] perguntaram [aos eremitas]: "De onde vêm, padres?"; "Somos de onde a misericórdia de Deus nos trouxe."; "Precisam de alguma coisa?"; "Precisamos apenas da misericórdia de Deus." Eles não disseram mais nada. Não disseram onde estavam habitando. Sim, ainda há anacoretas por aí. Quem quer que seja anacoreta nos dias de hoje não precisa ser encontrado por ninguém. O que ele ou ela precisa é de muita oração. Em meus tempos também vivi um pouco em reclusão, por nove anos e sete meses, com a misericórdia de Deus. Mas não é permitido contar os sinais e as coisas pelas quais se passa [vivendo como anacoreta].

Padre Ioanichie Balan

- Este é um verdadeiro milagre, que este país [Romênia] teve e ainda tenha santos. Ainda há santos, ainda há santos lá fora! Conhecemos uma santa que... Não quero nomeá-la, mas... Vamos falar o nome dela, mesmo assim. É Ekaterina. [Ela] vive em algum lugar no alto das montanhas, e nunca a vi face a face, mas mandamos [até lá] um padre, de tempos em tempos, pra dar a Eucaristia a ela. Ela chamará você pelo nome, mesmo não lhe conhecendo. Ela lhe diz coisas que ainda estão pra acontecer... Uma mulher! Ela nunca teve família; seu pai morreu, ela foi deixada sozinha e agora vive numa barraca na floresta, e ora a Deus com suas mãos erguidas ao céu! Isso é tudo que posso dizer sobre ela. A Romênia ainda possui santos, e ainda haverá mais santos!

Eremita - Monte Tarcau, Moldávia

- Tenho apreciado muito a vida na floresta. Caminho por toda a montanha Tarcau, pelos seus desfiladeiros. Pego dois grandes pães e saio a caminhar, como fazem os fumantes como seus cigarros. Ando enquanto como, pela cordilheira. Nunca apreciei viver no mundo.

- Há quanto tempo você vive nas montanhas?

- Bem, vivo lá há uns vinte anos. Faz uns vinte anos que estou vivendo na casa que hoje habito.

- E apenas jejua e reza?

- Sim, sim... Bem, sim. Se você leva uma vida monástica, você precisa ter um pouco de disciplina, diferente do [que acontece no] mundo exterior.

- Você alguma vez pensa nas pessoas, naquelas que precisam de você?

- Sim, penso. Quem quer que precise de orações, fará uma lista de nomes e problemas, e rezaremos por eles, ou daremos seus nomes pra serem lidos no Altar, durante a Liturgia. Há também as orações feitas por todo o monastério.

- O que você acha que é preciso pra Deus falar diretamente com você?

- Pra falar diretamente com Deus?

- Sim.

- Antes de tudo, Deus exige de você um corpo purificado. Sem pureza não se aproxima da santidade. Então... Porque isso é uma grande conquista! E em segundo lugar, há a oração. Orar dia e noite! Nada irá aproximá-lo de Deus exceto a oração. Eu possuía a oração do coração, algo que nem todos podem ter. E eu tinha isso, e pra ser sincero, eu a perdi por minha indignidade. Então... Mas quando você está em contato com o Espírito Santo, você apenas se senta e o Espírito Santo reza por você. Sim, você reza com seu coração, então. É como um moinho: uma vez pronto, ele funciona sozinho, sem você.

- O que o homem precisa pra falar com Deus?

- É difícil chegar a isso, minha senhora! Se todos fossem tentar isso... Mas dizem que apenas um em cada dez mil consegue chegar perto disso. Ou seja, aqueles que são escolhidos por Deus. E vocês mesma pode ser escolhida, minha senhora, porque talvez seu espírito lhe leve a isso, pra purificar sua alma. Nada pode purificar alguém tão bem quanto a oração. Assim como se lava uma peça de roupa pra que esta não fique malcheirosa e permaneça limpa, a oração lustra a alma do homem! E essa capacidade da pessoa orar vem de Deus, é da vontade de Deus que [essa capacidade] desça ao coração da pessoa. E como Deus concede [a capacidade da] oração a alguém? De acordo com a humildade da pessoa. Humildade, humildade e, novamente, humildade! A exaltação de si mesmo, a altivez, sempre foi repulsiva a Deus. Veja bem, Deus criou todas as coisas, mas Ele possui certas expectativas quanto ao homem. Por quê? Porque Ele não deu a ninguém o que deu ao homem. Assim como uma mãe alimenta seu bebê e lhe dá vida de seu próprio seio, Deus tem nos deu vida, pois derramou o Espírito Santo sobre o homem. E desde então, desde que Ele derramou o Espírito Santo sobre o homem e lhe fez falar, o homem deveria saber como agradar a Deus. Nós não deveríamos ter mais nada a ver com este mundo, e tudo a ver com Deus! Quando alguém se aproximou do Salvador e lhe perguntou: "Bom Mestre, o que devo fazer pra herdar a vida eterna?", o que o Salvador respondeu? "Guarde os dez mandamentos. Ame a Deus, a seu Deus, com todo seu coração, toda sua alma e toda sua mente, e ame seu semelhante como a si mesmo." Se alguém me cortasse aqui, me machucaria; se me cortasse ali, me machucaria. Dessa mesma forma meu coração deveria doer por você, porque se esse tipo de dor e amor existisse entre as pessoas, não haveria tantos assassinatos por aí como se vê hoje em dia. Digamos que um milhão de leis [cerca de quatrocentos dólares] caísse de seu bolso. Se eu me preocupasse por você, eu rapidamente pegaria o dinheiro, a fim de que outrem não o tirasse de você, e lhe diria: "Olhe, madame, esse dinheiro caiu do seu bolso. Aqui está." Porque eu amo você. Se eu não a amasse, eu colocaria meu pé sobre o dinheiro e me aproveitaria de sua desatenção. Vê como as coisas deveriam ser entendidas? Temos um dever sagrado de não causar ferir [os outros], mas fazer apenas o bem, o máximo [de bem] que pudermos. Por exemplo, nós monges não temos permissão de zombar nem insultar ninguém, nem mesmo bater numa criança, porque isso a assustará e você se tornará culpado diante de Deus. É isso que Deus quer: alegria e paz entre as pessoas. Amor. Você pode viajar muitíssimo, até o final do mundo, mas se você não tem amor, você não é nada. Você deve amar seu semelhante como a si mesmo. É isso o que nos tem fortificado e ajudado.
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Revolução da Alma

Mensagem  sueli em Sex 5 Nov 2010 - 7:35

Aristóteles filósofo grego escreveu este texto no ano 360 A.C...

REVOLUÇÃO DA ALMA

"Ninguém é dono da sua felicidade, por isso não entregues a tua alegria, a tua paz, a tua vida, nas mãos de ninguém, absolutamente de ninguém.
Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja.
A razão da tua vida és tu mesmo.
A tua paz interior é a tua meta de vida.
Quando sentires um vazio na alma, quando acreditares que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo, remete o teu pensamento para os teus desejos mais íntimos e busca a divindade que existe em ti.
Pára de colocar a tua felicidade, cada dia, mais distante de ti.
A razão da tua vida és tu mesmo.
Não coloques objectivos longe demais de tuas mãos, abraça os que estão ao teu alcance, hoje.
Se andas desesperado por problemas financeiros, amorosos ou de relacionamentos familiares...busca no teu interior a resposta para te acalmares, tu és o r eflexo do que pensas diariamente.
Pára de pensar mal de ti mesmo e sê teu melhor amigo, sempre.
Busca no teu interior a resposta para te acalmares, tu és o reflexo do que pensas diariamente.
Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar.
Então, abre um sorriso para aprovar o mundo que te quer oferecer o melhor.
Com um sorriso no rosto, as pessoas terão as melhores impressões de ti e tu estarás afirmando para ti mesmo, que estás “pronto“ para seres feliz.
Trabalha, trabalha muito a teu favor.
Pára de esperar a felicidade sem esforços.
Pára de exigir das pessoas, aquilo que nem tu conquistaste, ainda.
Critica menos, trabalha mais.
E não te esqueças, nunca, de agradecer.
Agradece tudo que está na tua vida neste momento, inclusive a dor.
A nossa compreensão do universo, ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja na nossa vida.”

“A grandeza não consiste em receberes honras, mas, sim, em merecê-las."


http://www.pensador.info/autor/Aristoteles_filosofo_grego_escreveu_este_texto_no_ano_360_A.C.../

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O conceito de amizade em Aristóteles.

Mensagem  sueli em Sex 5 Nov 2010 - 7:37

O conceito de amizade em Aristóteles.



Autora: Maria Regina Ponte da Silva

“Depende de nós praticarmos atos nobres ou vis; e se é isso que se entende por ser bom ou mal, então depende de nós sermos virtuosos ou viciosos.”
Aristóteles.



Em seu livro Ética à Nicômaco, Aristóteles estabelece um tratado das virtudes humanas. As virtudes se dividem em intelectuais ou dianoéticas e as virtudes morais, que podem ser aprendidas através do hábito.

A razão prática ou a ética em Aristóteles possui uma finalidade imprescindível, na medida em que ela serve de fio condutor que dá acesso à Felicidade. É por isso que a Ética de Aristóteles é teleológica, ou seja, também conhecida como doutrina do eudamonismo, pois nossas atitudes devem buscar a felicidade através de ações virtuosas.

A virtude aristotélica consiste no esmero esforço do equilíbrio entre os vícios da falta e do excesso. Em posição de destaque se encontra a amizade, como virtude necessária no compartilhamento da felicidade.

A AMIZADE
A amizade é, pois uma virtude extremamente necessária à vida. Mesmo que possuamos diversos bens, riqueza, saúde, poder, ainda assim, não será suficiente para nossa realização plena, pois nos falta a essencial e indispensável amizade. Na ética aristotélica, quanto mais influência e poder manipular um homem mais necessidade ele terá de ter amigos. A justiça e a amizade possuem os mesmos fins, mas considera-se a amizade superior a justiça, pois a justiça é utilizada para contornar nossos atos em relação ao próximo que não conhecemos. Com os nossos amigos não precisamos de justiça, pois a natureza da amizade nos é completa, como mais autêntica forma de justiça.

De acordo com a proporção da faixa etária de cada indivíduo, a amizade apresentará uma função específica. Para os jovens ela ajuda a evitar o erro, para os mais velhos serve de amparo para as suas necessidades e suprime as atividades que declinam com o passar dos anos, porque dois que andam juntos são mais capazes de agir e pensar.

Sua utilidade se estende ainda mais, ela mantém cidades unidas, pois assegura a unanimidade e repele o faccionismo. Por conta disso, afirma Aristóteles:




A amizade não é apenas necessária, mas também nobre, pois louvamos os homens que amam os seus amigos e considera-se que uma das coisas mais nobres é ter muitos amigos. Ademais pensamos que a bondade e a amizade encontram-se na mesma pessoa.[2]

A condição necessária e basilar para se formar uma amizade se dá pelo conhecimento de uma a outra pessoa que desejam entre si reciprocamente o bem. Assim como a condição específica para ser objeto de amor é ter um caráter bom, agradável e útil.

Acrescenta Aristóteles que deve existir mais de uma forma de amizade, neste sentido apresenta três espécies de objetos de amor: o que é bom, ou o agradável, ou útil.

Destes três objetos nascem três espécies de amizade. Encontra-se em situação de superioridade aquela que é motivada pelo bem, pois é duradoura. Enquanto a agradável está relacionada aos jovens e a terceira parece existir principalmente entre as pessoas idosas, pois nesta idade buscam não o agradável, mas o útil. Nestes tipos de amizades as pessoas buscam seus próprios interesses para terem alguém que lhes proporcionem prazer ou alguma utilidade. Não ama o amigo por ele mesmo, mas na medida em que ele pode proporcionar algum bem, utiliza a amizade para conseguir outra coisa, de modo que o amigo é tido como um meio; não como um fim. O verdadeiro amigo quer as coisas para as pessoas a quem ele ama, o amigo por acidente as quer para si.

Segundo Aristóteles, o requisito essencial para a amizade é “a consciência, a qual só é possível se duas pessoas são agradáveis e gostem das mesmas coisas”. Entretanto, se a ausência é demorada parece provocar o esquecimento da amizade.

A amizade perfeita é aquela que existe entre homens que são bons e semelhantes na virtude, ou seja, há a reciprocidade de caráter e de objetivos, conseqüentemente portará a tendência de ser perene. Sua exigência peculiar resume-se em tempo e intimidade e a verdadeira amizade é invulnerável a calúnia.

Há uma outra espécie de amizade que envolve a desigualdade entre as partes, por exemplo, a amizade entre pai e filho, entre velho e jovem, entre marido e mulher, e em geral a amizade entre quem manda e quem obedece. Como tornar proporcional a amizade entre os desiguais?

São consideradas amizades acidentais aquelas que se fundamentam no interesse derivada do amor a utilidade e não ao outro por si mesmo, assim elas são facilmente capazes de se fragmentarem quando uma das partes cessa de ser agradável ou útil, pois existia apenas como um meio para se chegar a um fim.

Já que a igualdade é característica essencial da amizade e que ela exerce os mesmos atos também na justiça, aquele que for melhor para com o outro deverá receber mais amor, para que assim estabeleça-se a proporção.

Por outro lado, ser amado é algo bom em si mesmo, e por isso parece ser melhor ser amado que receber honras, conseqüentemente a amizade parece ser desejável por si mesma. Mas a natureza da amizade consiste muito mais em amar do que ser amado, por exemplo, o amor de uma mãe pelo seu filho. É dessa maneira que pessoas desiguais podem ser amigas, sendo possível a igualdade entre eles. Desta forma, a amizade que se forma entre contrários visa à utilidade.

Em resumo, podemos concluir a partir de Aristóteles que:

Podemos dizer que amar assemelha-se à atividade, e ser amado à passividade: amar e ter várias formas de sentimentos amistosos são atributos dos homens mais ativos.[3]

1. A amizade x benevolência
A amizade pode cessar quando a reciprocidade de interesses é desvinculada. Esses fatos ocorrem quando o amante ama o amado visando o prazer, e o amado a utilidade, e nenhum deles possuem as qualidades que deles se espera. Ou seja, nenhum deles amava o outro por si mesmo à vista que suas qualidades não eram duradouras.

Nesse sentido, os desentendimentos ocorrem quando o que as pessoas obtêm é algo diferente daquilo que desejam.

Enquanto a amizade envolve a intimidade, a benevolência pode surgir subitamente, como acontece com os adversários em uma competição. Assim, ela pode ser o início de uma amizade. , do mesmo modo que o prazer o prazer com os olhos é o início do amor. Logo, podemos se aproximam por sentir benevolência uma para com a outra, na medida em que o tempo trará a intimidade para ratificar o amor.

Assim, afirma Aristóteles:

Por uma extensão da palavra amizade, poderíamos dizer que a benevolência é a amizade inativa, não obstante, quando se prolonga e chega ao ponto da intimidade, ela passa a ser amizade verdadeira. Mas não se trata da amizade baseada na utilidade ou no prazer, pois a benevolência não se manifesta em tais condições.[4]

A reta razão

A reta razão é justamente o caráter deliberativo da alma que nos dirige as virtudes, que nada mais são que o meio-termo entre os extremos. Para explicar a natureza da reta razão, Aristóteles inicia o livro VI afirmando que a alma se divide em duas partes: uma racional e outra não racional.

A racional se divide em outras duas partes: a científica[5], que contempla as coisas imutáveis, não sendo esta objeto de deliberação: e a calculativa, que se ocupa das coisas mutáveis, sendo objeto de deliberação. A virtude da primeira será a sabedoria filosófica e a da segunda a sabedoria prática.

Dentre as três coisas que controlam a ação e a verdade na alma temos: a sensação, o pensamento e o desejo. A primeira não é princípio de qualquer ação refletida, mas o desejo está ligado à reta razão. Assim, a escolha só será boa se o desejo for guiado pelo reto raciocínio.

A razão predomina sobre o desejo:
O caráter deliberativo encontra-se na inteligência prática, pois nos responde se o nosso desejo é bom ou não. Se for bom, a escolha deverá ser feita, pois houve concordância entre a razão e o desejo (a razão aprovou o desejo). Mas quando a razão conclui que tal desejo nos prejudica, então não deveremos escolher, pois embora o tenhamos desejado, a razão o rejeitou como algo prejudicial. Nesse sentido, só será lícito conhecermos uma coisa que desejamos, depois que o raciocínio a examinar declarando-a boa.

O alcance da verdade na alma somente será encontrado através de cinco disposições: a arte (no sentido geral do conhecimento técnico), o conhecimento científico, a sabedoria prática, a sabedoria filosófica e a razão intuitiva.

A arte, para Aristóteles, é a capacidade de produzir, utilizando um conhecimento sobre a maneira de se fazer às coisas, mas não se remete ao agir. Seria uma ciência como um conhecimento demonstrativo do necessário e do eterno, podendo ser ensinado ou demonstrado pela indução.

“O conhecimento científico é o juízo acerca das coisas universais e necessárias”.

Já a sabedoria prática ou discernimento é a capacidade deliberação, como já mencionamos anteriormente, tendo no agir a sua finalidade.

O discernimento deve ser uma capacidade verdadeira e raciocinada de agir com respeito aos bens humanos. Ela é, portanto, a capacidade de pensar sobre as coisas de ordem prática, sobre a conduta do próprio homem e de agir conforme o raciocínio. Nesse sentido, o prazer e a dor podem interferir nos juízos de ordem prática.

Podemos dizer que a sabedoria filosófica é a união da inteligência e da ciência (que demonstram as coisas invariáveis) , segundo Aristóteles, ela é a mais perfeita forma de conhecimento… Enquanto a sabedoria prática se relaciona com as ações humanas, que são objetos de deliberação, às coisas particulares e variáveis que tenham uma finalidade específica dentro do mundo da ação. Portanto afirma Aristóteles:

E não é menos evidente que a escolha não será acertada sem a sabedoria prática, como também não sem a virtude, pois uma (a sabedoria prática) determina o fim e a outra nos leva a praticar ações que conduzem a esse fim[6].

Na verdade, o ideal seria possuir as duas, mas não sendo isso possível a sabedoria prática é preferível à outra, pois diz respeito à ação de nossa realidade imediata, prática indispensável ao caráter deliberativo e iminente.

CONCLUSÃO


Na verdade, não há teoria da vontade racional em Aristóteles, mas o que ele instituiu foi o conceito do desejo deliberado, ou seja, a filosofia do agir. A estreita ligação entre desejo e virtude faz com que se possa justificar uma das expressões com que se quis caracterizar globalmente a Ética Nicomaqueia: eudonismo racional.

A finalidade ultima desse eudonismo é a contemplação, Livro X. Por conta disso, não se pode conciliar plenamente a unidade da virtude com a multiplicidade das virtudes, porque cada uma é ao mesmo tempo o seu fim em si e meio para atingir a contemplação. Por outro lado, e ainda diferentemente de Platão, não se pode separar a vida ativa e a vida contemplativa. Participando do prazer eterno o filósofo, ao contemplar obedece à sua natureza racional, cumprindo, o mais completamente possível ao homem, o seu dever de ser feliz.



Mas a ética aristotélica passa ainda por outro pólo, a vida humana baseada nas relações intersubjetivas da amizade, como condição necessária e indispensável para uma vida feliz, devendo acompanhar todo o agir moral.



A importância de sua filosofia adquiriu influência no pensamento cristão. Como no caso de São Tomás de Aquino que no seu pensamento teológico, aproveita a sistematização do Estagirita. Bem como, no ocidente, do período clássico até o século XVIII e permanece até os nossos dias.

http://www.consciencia.org/o-conceito-de-amizade-em-aristoteles

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A Virtude e as Virtudes

Mensagem  sueli em Sex 5 Nov 2010 - 7:43

A Virtude e as Virtudes

Sérgio Biagi Gregório

INTRODUÇÃO

Ao procurar compreender a virtude não são fáceis as perguntas que a razão humana se defronta: existe realmente a virtude? Em que consiste? Como pode o homem fragmentário em seus atos parciais, encontrar a unidade, o todo? A virtude liberta ou robotiza? O que significa dizer que aquela pessoa é uma “boa pessoa”? Tomemos essas questões como ponto de partida para o desenvolvimento de nossa peça oratória.

CONCEITO
Virtude é uma disposição estável em ordem a praticar o bem; revela mais do que uma simples potencialidade ou uma aptidão para uma determinada ação boa: trata-se de uma verdadeira inclinação.

Para o Espírito Emmanuel a virtude é sempre sublime e imorredoura aquisição do Espírito nas estradas da vida, incorporada eternamente aos seus valores, conquistados pelo trabalho no esforço próprio. (Pergunta 253 de O Consolador)

Virtudes são todos os hábitos constantes que levam o homem para o bem, quer como indivíduo, quer como espécie, quer pessoalmente, quer coletivamente.

HISTÓRICO

Sócrates (470-399 a. C.) - O estudo da virtude se inicia com Sócrates, para quem a virtude é o fim da atividade humana e se identifica com o bem que convém à natureza humana. Na sua conceituação, comete dois erros: 1) confunde a ordem moral com a ordem do conhecimento; 2) exagerado otimismo.

Platão (429-347 a. C.) - Desenvolve a doutrina de Sócrates. Apresenta a virtude como meio para atingir a bem-aventurança. Descreve as 4 virtudes cardeais: a sabedoria, a fortaleza, a temperança e a justiça.

Aristóteles (384-322 a. C.) - Ao conceito já esboçado como hábito, isto é, de qualidade ou disposição permanente do ânimo para o bem, Aristóteles acrescenta a análise de sua formação e de seus elementos. As virtudes não são hábitos do intelecto como queriam Sócrates e Platão, mas da vontade. Para Aristóteles não existem virtudes inatas, mas todas se adquirem pela repetição dos atos, que gera o costume (mos), donde o nome virtude moral. Os atos, para gerarem as virtudes, não devem desviar-se nem por defeito, nem por excesso, pois a virtude consiste na justa medida, longe dos dois extremos.

Cristianismo - A influência da Sagrada Escritura fez com que se acrescentasse às virtudes cardeais, as virtudes teologais. Santo Agostinho diz que "a virtude é uma boa qualidade da mente, por meio da qual vivemos retamente". Santo Tomás de Aquino diz que "a virtude é um hábito do bem, ao contrário do hábito para o mal ou o vício".

Kant (1724-1804) - Entre os filósofos não cristãos dos tempos modernos requer especial atenção o sistema kantiano. Kant, em certo sentido, volta às doutrinas estóicas, enquanto procura formular uma ética que seja fim de si mesma, sem leis heterônomas, nem sanções. Mas a Crítica da Razão Prática, que cria a nova moral, não fala de virtude, mas só de moralidade: esta consiste essencialmente no cumprimento do dever, ou seja, dos imperativos categóricos que a razão autônoma dita. Embora por outros caminhos, caiu no mesmo erro dos antigos estóicos, dando-nos uma ética vazia, que se destrói a si mesma, negando todo legislador, toda sanção, todo o fim ulterior de nossas ações.

Aspecto Prático da Virtude - Além do aspecto teórico da sua conceituação, estritamente conexo com o sistema filosófico no qual se enquadra a Ética, apresenta um aspecto prático de vivo e permanente interesse: como formar e desenvolver a virtude. É o campo da Psicologia Educacional e da Pedagogia. No educador exige antes de tudo o bom exemplo, tão necessário, especialmente no trato com as crianças, incapazes de longos raciocínios e vivamente levadas à imitação. (Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo)

VIRTUDE EM ARISTÓTELES

. O TEXTO ARISTOTÉLICO

“A virtude é portanto uma disposição adquirida voluntária, que consiste, em relação a nós, na medida, definida pela razão em conformidade com a conduta de um homem ponderado. Ela ocupa a média entre duas extremidades lastimáveis, uma por excesso, a outra por falta. Digamos ainda o seguinte: enquanto, nas paixões e nas ações, o erro consiste ora em manter-se aquém, ora em ir além do que é conveniente, a virtude encontra e adota uma justa medida. Por isso, embora a virtude, segundo sua essência e segundo a razão que fixa sua natureza, consista numa média, em relação ao bem e à perfeição ela se situa no ponto mais elevado”. (Ética a Nicômaco, II, 6)

. TERMOS IMPORTANTES

Para entender corretamente o texto filosófico, devemos localizar os termos mais importantes, e suas noções. Assim:

Virtude (arétè) designa toda excelência própria de uma coisa, em todas as ordens de realidade e em todos os domínios. Aristóteles a emprega assim, embora lhe acrescente o valor moral.

Disposição (héxis) é definida como uma maneira de ser adquirida. O latim traduziu héxis por habitus. A virtude só será habitus se se retirar desse termo o caráter de disposição permanente e costumeira, mecânica, automática.

Mediedade (mésotès): este termo remete tanto ao termo médio de um silogismo quanto à média (ou ao meio termo) que caracteriza a virtude.

. A VIRTUDE É MÉDIA E ÁPICE

Como, pois, entender que virtude é média e ápice?

Aristóteles parte de um conceito geral e delimita-o depois.

Diz, primeiramente, que a virtude é agir de forma deliberada; depois, fala em agir em prol do mais alto bem. Ao falar dela como héxis, enfatiza uma capacidade adquirida, constante e duradoura, o que elimina a pretensa qualidade inata. Assim, ao se comportar moralmente, o homem deve também se comportar racionalmente, ou seja, uma razão que já passou pela prova dos fatos; a mediedade, diz ele, é a que o homem prudente determinaria. E determinaria em função dos homens superiores a ele. Por isso é oportuno aconselhá-los a imitarem os melhores.

. A VIRTUDE NÃO É MÉDIA, ELA É A MÉDIA JUSTA

A mediedade opõe-se a dois vícios simétricos: o excesso e a falta.

Quais são essas práticas que não são virtudes? Os vícios.

Explicação: a natureza moral jamais é natural, e sim o resultado de uma maneira de ser adquirida – para mais ou para menos –, o que representa sempre um excesso. Por exemplo, a coragem é virtude delimitada por essa falta que é a covardia e esse excesso que é a temeridade. A virtude revela-se portanto como um meio termo.

A virtude não é assim uma média aritmética dos excessos para mais ou para menos, ela é o vértice de eminência, ou seja, é ela quem diz qual é o vício para cima ou para baixo. O óbolo da viúva, de que nos lembra o Evangelho, vem a calhar: a viúva que deu apenas uma moeda, deu mais do que o rico, pois enquanto este deu o que lhe sobrava, para ela a quantia representava uma privação. (FOLSCHEID, 2002, cap. III)

. VIRTUDES CARDEAIS E VIRTUDES TEOLOGAIS

Desde a Antiguidade até os nossos dias, as virtudes foram classificadas em Cardeais e Teologais. As Cardeais são adquiridas pelo esforço; as Teologais como um Dom de Deus.

. VIRTUDES CARDEAIS

As virtudes cardeais são aquelas virtudes essenciais na qual todas as outras decorrem. São em número de quatro: prudência, fortaleza, temperança e justiça. Funciona como uma dobradiça, pois todas as outras devem girar ao redor destas. Isto decorre da etimologia da palavra cardeal (cardo = gonzo = dobradiça).

Prudência - É aquela virtude que permite ao entendimento reflexionar sobre os meios conducentes a um fim racional.

Fortaleza ou valentia - Consiste na disposição para, em conformidade com a razão, isto é, em atenção a bens mais elevados, arrostar perigos, suportar males e não retroceder, nem mesmo ante a morte. A paciência, por exemplo, é uma virtude subordinada à fortaleza, e consiste na capacidade constante de suportar adversidades.

Temperança - Consiste em aperfeiçoar constantemente a potência sensitiva, de modo a conter o prazer sensual dentro dos limites estabelecidos pela sã razão. Assim, a moderação é a temperança no comer, a sobriedade no beber, a castidade no prazer sexual. São aparentados com a temperança: a negação ou domínio de si mesmo, isto é, a vontade de não se deixar desviar do bem, nem sequer pelas mais violentas excitações do desejo.

Justiça - Consiste ela na atribuição, na equidade, no considerar e respeitar o direito e valor que são devidos a alguém, ou a alguma coisa. (Santos, 1965)

. VIRTUDES TEOLOGAIS

Na Ética religiosa a Fé, a Esperança e a Caridade são chamadas teologais, porque não são elas produtos de um hábito, pois o homem não as adquire através de seu próprio esforço.

A Fé é o assentimento do intelecto que crê, com constância e certeza, em alguma coisa. A prudência, a fortaleza, a justiça e a moderação podem ser adquiridas. Ninguém gesta dentro de si a Fé; ou a tem, ou não.

A Esperança é a expectação de algo de superior e perfeito. A Esperança não é o produto de nossa vontade, mas de uma espontaneidade, cujas raízes nos escapam, porque não é ela genuinamente uma manifestação do homem, mas algo que se manifesta pelo homem, porque não encontramos na estrutura de nossa vida biológica, nem da nossa vida intelectual, uma razão que a explique.

A Caridade é a mãe de todas as virtudes como dizem os antigos, e diziam-no com razão: é a raiz de todas as virtudes, porque ela é a bondade suprema para consigo mesmo, para com os outros, para com o Ser Infinito. A caridade, assim, supera a nossa natureza, porque, graças a ela, o homem avança além de si mesmo, além das suas exigências biológicas.

Não são o produto de uma prática, porque pode o homem praticar a caridade sem tê-la no coração; pode o homem exibir uma crença firme, sem alentá-la em seu âmago; pode o homem tentar revelar aos outros que é animado pela esperança, sem ressoar ela em sua consciência. (Santos, 1965)

. VIRTUDES E VÍCIOS

. OS VÍCIOS MAIS COMUNS

Ao longo do tempo adquirimos uma série de hábitos negativos. Alguns deles são visíveis como o fumo e o álcool; outros, nem tanto. É que costumamos disfarçá-los ao máximo, para que não se tornem muito evidentes. Nesse sentido, à gula damos o nome de necessidade proteínica; à lascívia chamamos necessidade fisiológica; a ira é embelezada com a expressão paradoxal: “cólera sagrada”; a cobiça é encoberta com a desculpa da previdência; a preguiça disfarçamos com a necessidade de repouso, quando não com a esperteza que faz os outros produzirem por nós.

. VIRTUDES E VÍCIOS NA VISÃO DO ESPIRITISMO

Allan Kardec, nas perguntas 893 e 913 de O Livro dos Espíritos , esclarece-nos este assunto com muita propriedade.

893. Qual a mais meritória de todas as virtudes?

— Todas as virtudes têm seu mérito, porque todas são indícios de progresso no caminho do bem. Há virtude sempre que há resistência voluntária ao arrastamento das tendências; mas a sublimidade da virtude consiste no sacrifício do interesse pessoal para o bem do próximo, sem segunda intenção. A mais meritória é aquela que se baseia na caridade mais desinteressada.

913. Entre os vícios, qual o que podemos considerar mais radical?

Já o dissemos muitas vezes; o egoísmo. Dele deriva todo do mal. Estudai todos os vícios e vereis que no fundo de todos existe o egoísmo. Por mais que luteis contra eles não chegareis a extirpá-los enquanto não os atacardes pela raiz, enquanto não lhes houverdes destruído a causa. Que todos os vossos esforços tendam para esse fim, porque nele se encontra a verdadeira chaga da sociedade.

CONCLUSÃO

O movimentar-se diário produz hábitos. Os hábitos maus enraízam de tal sorte em nosso psiquismo que se tornam extremamente difíceis de serem eliminados. Em se tratando do esforço para extingui-lo, parece-nos que cometemos um erro que já se tornou secular, ou seja, combater a causa pelo efeito. Somente quando tomamos consciência do móvel que produz a ação é que podemos ter segurança na eliminação do efeito. Na realidade, não somos nós que deixamos os vícios; são eles que desprovidos da nossa atração, deixam-nos.

. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

ÁVILA, F. B. de S.J. Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo. Rio de Janeiro, M.E.C., 1967.
FOLSCHEID, Dominique e WUNENBURGER, Jean-Jacques. Metodologia Filosófica. Tradução de Paulo Neves. 2. ed., São Paulo: Martins Fontes, 2002. (Ferramentas)
KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. 8. ed., São Paulo, FEESP, 1995.
SANTOS, M. F. dos. Dicionário de Filosofia e Ciências Culturais. 3. ed., São Paulo, Matese, 1965.
XAVIER, F. C. O Consolador, pelo Espírito Emmanuel. 7. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1977.

http://www.ceismael.com.br/filosofia/virtude-e-as-virtudes.htm



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Re: MENSAGENS DE REFLEXÃO

Mensagem  EstranhoMundo em Sex 5 Nov 2010 - 8:20

Sempre bom começar o dia lendo textos excelentes como esses que você postou, Sueli.
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Re: MENSAGENS DE REFLEXÃO

Mensagem  sueli em Sex 5 Nov 2010 - 8:28

Obrigada por gostar e compartilhar.
Um bom dia a todos.

sueli

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Re: MENSAGENS DE REFLEXÃO.

Mensagem  Convidad em Sex 5 Nov 2010 - 17:41

[i]O obstáculo

O obstáculo no nosso caminho. Em tempos bem antigos, um rei colocou uma pedra enorme no meio de uma estrada. entao, ele se escondeu e ficou observando para ver se alguém tiraria a imensa rocha do caminho. Alguns mercadores e homens muito ricos do reino passaram por ali e simplesmente deram a volta pela pedra. Alguns até esbravejaram contra o rei dizendo que ele nao mantinha as estradas limpas mas nenhum deles tentou sequer mover a pedra dali. De repente, passa um camponês com uma boa carga de vegetais. Ao se aproximar da imensa rocha, ele pôs de lado a sua carga e tentou remover a rocha dali. Após muita forca e suor, ele finalmente conseguiu mover a pedra para o lado da estrada. Ele, entao, voltou a pegar a sua carga de vegetais mas notou que havia uma bolsa no local onde estava a pedra. A bolsa continha muitas moedas de ouro e uma nota escrita pelo rei que dizia que o ouro era para a pessoa que tivesse removido a pedra do caminho. O camponês aprendeu o que muitos de nos nunca entendeu: "Todo obstáculo contem uma oportunidade para melhorarmos nossa condiçao".

Raios de luz

:
: I love you flower

Convidad
Convidado


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A VIRTUDE

Mensagem  sueli em Sex 5 Nov 2010 - 19:52

A VIRTUDE

A virtude, no seu grau mais elevado, abrange o conjunto de todas as qualidades essenciais que constituem o homem de bem.

Ser bom, caridoso, trabalhador, sóbrio, modesto, são as qualidade do homem virtuoso.

Infelizmente, são, quase sempre acompanhadas de pequenas falhas morais, que as deslustram e enfraquecem.

Aquele que faz alarde de sua virtude não é virtuoso, pois lhe falta principalmente uma qualidade: a modéstia, e sobra-lhe o vício mais oposto: o orgulho,

A virtude realmente digna desse nome não gosta de exibir-se. Temos de adivinhá-la, mas ela se esconde na sombra, foge à admiração das multidões.

São Vicente de Paulo era virtuoso. O digno Cura d'Ars era virtuoso. E assim muitos outros, poucos conhecidos do mundo, mas conhecidos de Deus.

Todos esses homens de bem ignoravam que eram virtuosos. Deixavam-se levar pela corrente da suas santas inspirações, e praticavam o bem com absoluto desinteresse e completo esquecimento de si mesmos.

É para essa virtude, assim compreendida e praticada, que eu vos convido, meus filhos. Para essa virtude realmente cristã e verdadeiramente espírita, que eu vos convido a consagrar-vos. Mas afastai de vossos corações o sentimento do orgulho, da vaidade, do amor próprio, que deslustram sempre as mais belas qualidades. Não imiteis esse homem que se apresenta como modelo e se gaba das próprias qualidades, para todos os ouvidos tolerantes. Essa virtude de ostentação esconde, quase sempre, uma infinidade de pequenas torpezas odiosas fraquezas.

O homem que se exalta a si mesmo, que eleva estátuas à sua própria virtude, em princípio aniquila, por essa única razão, todos os méritos que efetivamente podia ter. E que direi daquele cujo valor se reduz a parecer o "que não é". Compreendo perfeitamente que aquele que faz o bem sente uma satisfação íntima, no fundo do coração. Mas desde o momento em que essa satisfação se exterioriza, para provocar elogios, degenera em amor-próprio.

Ó vós todos, a quem a fé espírita reanimou com os seus raios, que sabeis quanto o homem se encontra longe da perfeição, jamais vos entregueis a essa estultícia!

A virtude é uma graça, que desejo para todos os espíritas sinceros, mas com esta advertência:

- Mais vale menos virtudes na modéstia, do que muitas no orgulho. Foi pelo orgulho que, as Humanidades se perderam sucessivamente. É pela humildade que elas um dia deverão redimir-se.

FRANÇOIS NICOLAS MADELEINE - Paris, 1863 - ESE

OBSERVAÇÃO:
A virtude não é um dom de Deus, o Espiritismo nos ensina que aquele que a possui, a adquiriu pelos seus esforços, nas vidas sucessivas, ao se livrar pouco a pouco das suas imperfeições. A graça é a força que Deus concede a todo homem de boa vontade, para se livrar do mal e fazer o bem.

VIRTUDES APARENTES: metais comuns no homem, que se alteram ante a ventania das ilusões terrenas.

VIRTUDES REAIS: metais preciosos no Espírito, que não se corrompem ante as lufadas das tentações humanas, sustentando a vida eterna.

http://www.comunidadeespirita.com.br/

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Os dois cães.

Mensagem  sueli em Sab 6 Nov 2010 - 8:04

Os dois cães.


Existe uma fábula atribuida por alguns à um mestre chinês e por outros a um sábio índio, que fala sobre nossa luta interior. Vou optar pela versão do mestre chinês.

“Conta a história que um discípulo foi procurar um mestre. Ao encontrá-lo o interpelou:

- Mestre às vezes me sinto uma pessoa boa, em paz com o mundo e às vezes me sinto mesquinho e egoista. Como vou saber qual destas pessoas eu realmente sou?

O mestre o encarou com a face plácida e o olhar que continha a sabedoria de anos de meditação e respondeu:

- Dentro de mim existem dois cães, um bom e um mal. Os dois são idênticos, nasceram juntos, tem a mesma força, sabem as mesmas coisas, enfim, são completamente idênticos. E os dois estão sempre brigando em meu interior, até quando estou dormindo.

O discípulo olhou para seu mestre com uma expressão de dúvida.Refletiu um pouco e perguntou:

- Mas mestre qual destes cães vai vencer a briga?

O mestre olhou para o horizonte e com um ar solene respondeu:

- Aquele que eu alimentar!”

Essa fábula nos leva a pensar qual dos cães alimentamos diariamente. Eu sei que tento alimentar todos os dias meu cão bom. Também sei que meu cão maligno vive faminto e presta atenção em cada movimento meu para poder ganhar qualquer coisa de alimento se eu me descuidar.

E você, qual dos seus cães está alimentando?

http://sejafeliz.net/?p=119


Tenham um bom dia.

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Sócrates.

Mensagem  sueli em Seg 8 Nov 2010 - 7:31

Bom Dia Gente Amiga!

Vamos aprender um pouco com um grande pensador: Sócrates.




Frases De Sócrates:

Para conseguir a amizade de uma pessoa digna é preciso desenvolvermos em nós mesmos as qualidades que naquela admiramos.

Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância.

Meu conselho é que se case. Se você arrumar uma boa esposa, será feliz; se arrumar uma esposa ruim, se tornará um filósofo.

Uma vida sem desafios não vale a pena ser vivida.

A maneira mais fácil e mais segura de vivermos honradamente, consiste em sermos, na realidade, o que parecemos ser.

Aquele a quem a palavra não educar, também o pau não educará.

Não penses mal dos qu e procedem mal; pensa somente que estão equivocados.

Existe apenas um bem, o saber, e apenas um mal, a ignorância.

Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses.

O homem faz o mal, porque não sabe o que é o bem.

O verdadeiro conhecimento vem de dentro.

Não sou nem ateniense, nem grego, mas sim um cidadão do mundo.

O caminho mais grandioso para viver com honra neste mundo é ser a pessoa que fingimos ser."

O que deve caracterizar a juventude é a modéstia, o pudor, o amor, a moderação, a dedicação, a diligência, a justiça, a educação. São estas as virtudes que devem formar o seu carácter.

Conhece-te a ti mesmo, torna-te consciente de tua ignorância e será sábio

Sábio é aquele que conhece os limites da própria ign orância.

Frase de Sócrates antes de morrer: Crínton, devemos um galo a Esculápio: dai-lo a ele e não vos esqueceis.

Deve-se temer mais o amor de uma mulher, do que o ódio de um homem.

Aquilo que não puderes controlar, não ordenes.

Não vivemos para comer, mas comemos para viver.


A maneira de se conseguir boa reputação reside no esforço em se ser aquilo que se deseja parecer.

O amigo deve ser como o dinheiro, cujo valor já conhecemos antes de termos necessidade dele.

Se alguém procura a saúde, pergunta-lhe primeiro se está disposto a evitar no futuro as causas da doença; em c aso contrário, abstém-te de o ajudar.

Se todos os nossos infortúnios fossem colocados juntos e, posteriormente, repartidos em partes iguais por cada um de nós, ficaríamos muito felizes se pudéssemos ter apenas, de novo, só os nossos.

Pois bem, é hora de ir: eu para morrer, e vós para viver. Quem de nós irá para o melhor é obscuro a todos, menos a Deus.

A vida sem ciência é uma espécie de morte.

Tendo o mínimo de desejos chega-se mais perto dos deuses.

A um homem bom não é possível que ocorra nenhum mal, nem em vida nem em morte.

Creio que tenho prova suficiente de que falo a verdade: a pobreza.

O próprio sábio cora das suas palavras, quando elas surpreendem as suas ações.

Aconselho que se case.Se o faz será um homem feliz, se não o faz será filósofo.

Mas eis a hora de partimos, eu para morte, vós para a vida. Quem de nós segue o melhor rumo, ninguém o sabe, exceto o deus.

O que e sei é que nada sei.

Sabio é aquele que conhece os limites da própia ignorância


O ideal no casamento é que a mulher seja cega e o homem surdo.

Sob a direção de um forte general, não haverá jamais soldados fracos.

Três coisas devem ser feitas por um juiz: ouvir atentamente, considerar sobriamente e decidir imparcialmente.

http://www.mensagenscomamor.com/frases_de_socrates.htm



Bom Dia a Todos.

sueli

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Esopo e a Língua

Mensagem  sueli em Seg 8 Nov 2010 - 7:45

Esopo e a Língua


Esopo era um escravo de rara inteligência que servia à casa de um conhecido chefe militar da antiga Grécia. Certo dia, em que seu patrão conversava com outro companheiro sobre os males e as virtudes do mundo, Esopo foi chamado a dar sua opinião sobre o assunto, ao que respondeu seguramente:

- Tenho a mais absoluta certeza de que a maior virtude da Terra está à venda no mercado.

- Como? Perguntou o amo surpreso. Tens certeza do que está falando? Como podes afirmar tal coisa?

- Não só afirmo, como, se meu amo permitir, irei até lá e trarei a maior virtude da Terra.

Com a devida autorização do amo, saiu Esopo e, dali a alguns minutos voltou carregando um pequeno embrulho. Ao abrir o pacote, o velho chefe encontrou vários pedaços de língua, e, enfurecido, deu ao escravo uma chance para explicar-se.

- Meu amo, não vos enganei, retrucou Esopo. A língua é, realmente, a maior das virtudes. Com ela podemos consolar, ensinar, esclarecer, aliviar e conduzir. Pela língua os ensinos dos filósofos são divulgados, os conceitos religiosos são espalhados, as obras dos poetas se tornam conhecidas de todos.

- Acaso podeis negar essas verdades, meu amo?

- Boa, meu caro, retrucou o amigo do amo. Já que és desembaraçado, que tal trazer-me agora o pior vício do mundo.

- É perfeitamente possível, senhor, e com nova autorização de meu amo, irei novamente ao mercado e de lá trarei o pior vício de toda terra.

Concedida a permissão, Esopo saiu novamente e dali a minutos voltava com outro pacote semelhante ao primeiro. Ao abri-lo, os amigos encontraram novamente pedaços de língua. Desapontados, interrogaram o escravo e obtiveram dele surpreendente resposta:

- Por que vos admirais de minha escolha? Do mesmo modo que a língua, bem utilizada, se converte numa sublime virtude, quando relegada a planos inferiores se transforma no pior dos vícios. Através dela tecem-se as intrigas e as violências verbais. Através dela, as verdades mais santas, por ela mesma ensinadas, podem ser corrompidas e apresentadas como anedotas vulgares e sem sentido. Através da língua, estabelecem-se as discussões infrutíferas, os desentendimentos prolongados e as confusões populares que levam ao desequilíbrio social. Acaso podeis refutar o que digo? indagou Esopo.

Impressionados com a inteligência invulgar do serviçal, ambos os senhores calaram-se, comovidos, e o velho chefe, no mesmo instante, reconhecendo o disparate que era ter um homem tão sábio como escravo, deu-lhe a liberdade. Esopo aceitou a libertação e tornou-se, mais tarde, um contador de fábulas muito conhecido da antiguidade e cujas histórias até hoje se espalham por todo mundo.

Autor desconhecido

http://www.metaforas.com.br/

sueli

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Re: MENSAGENS DE REFLEXÃO

Mensagem  sueli em Ter 9 Nov 2010 - 6:47

Bom Dia Turma.
Vamos refletir e agradecer a Deus por sermos perfeitos... todos os dias.

Luz na escuridão


Um dia, um menino de 3 anos estava na oficina do pai, vendo-o fazer arreios e selas. Quando crescesse, queria ser igual ao pai. Tentando imitá-lo, tomou um instrumento pontudo e começou a bater numa tira de couro. O instrumento escapou da pequena mão, atingindo-lhe o olho esquerdo.

Logo mais, uma infecção atingiu o olho direito e o menino ficou totalmente cego.

Com o passar do tempo, embora se esforçasse para se lembrar, as imagens foram gradualmente desaparecendo e ele não se lembrava mais das cores. Aprendeu a ajudar o pai na oficina, trazendo ferramentas e peças de couro.

Ia para a escola e todos se admiravam da sua memória. De verdade, ele não estava feliz com seus estudos. Queria ler livros. Escrever cartas, como os seus colegas. Um dia, ouviu falar de uma escola para cegos.

Aos dez anos, Louis chegou a Paris, levado pelo pai e se matriculou no instituto nacional para crianças cegas. Ali havia livros com letras grandes em relevo. Os estudantes sentiam, pelo tato, as formas das letras e aprendiam as palavras e frases. Logo o jovem Louis descobriu que era um método limitado. As letras eram muito grandes. Uma história curta enchia muitas páginas. O processo de leitura era muito demorado. A impressão de tais volumes era muito cara. Em pouco tempo o menino tinha lido tudo que havia na biblioteca.

Queria mais. Como adorava música, tornou-se estudante de piano e violoncelo. O amor à música aguçou seu desejo pela leitura. Queria ler também notas musicais.

Passava noites acordado, pensando em como resolver o problema. Ouviu falar de um capitão do exército que tinha desenvolvido um método para ler mensagens no escuro. A escrita noturna consistia em conjuntos de pontos e traços em relevo no papel. Os soldados podiam, correndo os dedos sobre os códigos, ler sem precisar de luz.

Ora, se os soldados podiam, os cegos também podiam, pensou o garoto. Procurou o capitão Barbier que lhe mostrou como funcionava o método. Fez uma série de furinhos numa folha de papel, com um furador muito semelhante ao que cegara o pequeno.

Noite após noite e dia após dia, Louis trabalhou no sistema de Barbier, fazendo adaptações e aperfeiçoando-o. Suportou muita resistência. Os donos do instituto tinham gasto uma fortuna na impressão dos livros com as letras em relevo. Não queriam que tudo fosse por água abaixo.

Com persistência, Louis Braille foi mostrando seu método. Os meninos do instituto se interessavam. À noite, às escondidas, iam ao seu quarto, para aprender. Finalmente, aos 20 anos de idade, Louis chegou a um alfabeto legível com combinações variadas de um a seis pontos.

O método Braille estava pronto. O sistema permitia também ler e escrever música. A ideia acabou por encontrar aceitação. Semanas antes de morrer, no leito do hospital, Louis disse a um amigo: "Tenho certeza de que minha missão na Terra terminou."

Dois dias depois de completar 43 anos, Louis Braille faleceu. Nos anos seguintes à sua morte, o método se espalhou por vários países.

Finalmente, foi aceito como o método oficial de leitura e escrita para aqueles que não enxergam. Assim, os livros puderam fazer parte da vida dos cegos. Tudo graças a um menino imerso em trevas, que dedicou sua vida a fazer luz para enriquecer a sua e a vida de todos os que se encontram privados da visão física.

Há quem use suas limitações como desculpa para não agir nem produzir. No entanto, como tudo deve nos trazer aprendizado, a sabedoria está, justamente, em superar as piores condições e realizar o melhor para si e para os outros.


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Os Três Últimos Desejos de Alexandre, o Grande

Mensagem  sueli em Ter 9 Nov 2010 - 6:49

Os Três Últimos Desejos de Alexandre, o Grande


Quando à beira da morte, Alexandre convocou os seus generais e relatou seus 3 últimos desejos:

Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;

Que fossem espalhados no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas...); e

Que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.

Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre quais as razões.

Alexandre explicou:

Quero que os mais eminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;

Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;

Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.


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LIÇÕES DE VIDA

Mensagem  sueli em Ter 9 Nov 2010 - 7:00



LIÇÕES DE VIDA

Um homem tinha quatro filhos. Ele queria que seus filhos aprendessem a não julgar as coisas tão rapidamente.

Assim, ele os enviou com uma tarefa, um a um, para ir a uma pereira que estava a uma grande distância.

O primeiro filho foi no inverno, o segundo na primavera, o terceiro no verão e o mais novo no outono.

Quando todos tinham ido e voltado, ele os chamou juntamente p/ que descrevessem o que tinham visto.

O primeiro filho disse que a árvore era feia, curvada e torcida.

O segundo filho disse que não, que estava coberta de botões verdes e cheia de promessa.

O terceiro filho discordou, ele disse que estava carregada com flores que cheiravam tão bem e eram tão bonitas. Isto foi a coisa mais graciosa que jamais vira.

O último filho discordou de todos, ele disse que era madura, e inclinada por causa das frutas, cheia de vida e realização.

O homem então explicou para seus filhos que todos eles estavam certos, porque eles viram apenas uma estação da vida da árvore. Ele falou-lhes que uma pessoa não pode julgar uma árvore ou uma pessoa através de apenas uma estação, e que a essência daquilo que eles são, e o prazer e amor que vem daquela vida pode apenas ser medido no final, quando todas as estações se passaram. Se você desiste quando ainda é inverno, você perderá a promessa da sua primavera, a beleza do seu verão, a plenitude do seu outono. Não deixe que o sofrimento de uma estação destrua a alegria de todo o resto. Não julgue uma vida através de uma estação difícil.

Persevere através dos trechos difíceis e tempos melhores certamente virão em breve ou um pouco mais tarde.

Deixe Deus guiar você através das estações da vida. Ele conhece o melhor caminho por onde conduzí-la à sua plenitude.

(desconheço a autoria)


Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/auto-conhecimento/fabulas-lendas-e-metaforas/30/#ixzz14m2JlNQ0

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Maneiras de dizer as coisas

Mensagem  sueli em Ter 9 Nov 2010 - 7:02

Maneiras de dizer as coisas

Autor desconhecido
Uma sábia e conhecida anedota árabe diz que, certa feita, um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse seu sonho.

- Que desgraça, senhor! Exclamou o adivinho. Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade.

- Mas que insolente _ gritou o sultão, enfurecido. Como te atreves a dizer-me semelhante coisa? Fora daqui!

Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem acoites. Mandou que trouxessem outro adivinho e lhe contou sobre o sonho.

Este, após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe:

- Excelso senhor! Grande felicidade vos esta reservada. O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes.

A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho. E quando este saia do palácio, um dos cortesãos lhe disse admirado:
- Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito. Não entendo porque ao primeiro ele pagou com cem acoites e a você com cem moedas de ouro.

- Lembra-te meu amigo - respondeu o adivinho - que tudo depende da maneira de dizer...

Um dos grandes desafios da humanidade e aprender a arte de comunicar-se. Da comunicação depende, muitas vezes, a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra.

Que a verdade deve ser dita em qualquer situação, não resta duvida. Mas a forma com que ela e comunicada e que tem provocado, em alguns casos, grandes problemas.A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa. Se a lançarmos no rosto de alguém pode ferir, provocando dor e revolta. Mas se a envolvemos em delicada embalagem e a oferecemos com ternura, certamente será aceita com facilidade.

A embalagem, nesse caso, é a indulgencia, o carinho, a compreensão e, acima de tudo, a vontade sincera de ajudar a pessoa a quem nos dirigimos.

Ademais, será sábio de nossa parte se antes de dizer aos outros o que julgamos ser uma verdade, dize-la a nós mesmos diante do espelho.

E, conforme seja a nossa reação, podemos seguir em frente ou deixar de lado o nosso intento. Importante mesmo, é ter sempre em mente que o que fará diferença e a maneira de dizer as coisas...

http://www.portalcmc.com.br/met211.htm

sueli

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Re: MENSAGENS DE REFLEXÃO

Mensagem  sueli em Qua 10 Nov 2010 - 7:42

Bom Dia Amigos.
Esse texto que irei postar fala de um livro que li há mais ou meno 20 anos, e adorei.
Espero que gostem.


O DESPERTAR DOS MÁGICOS – ‘Desperta, Tu Que Dormes!’ (Gustav Meyrinck)
março 4th, 2008 at 7:49 pm (Realismo Fantástico)

Citarei a verdade onde a encontrar”.
(Richard Bach)

‘Olho de Hórus’

“O homem é um deus enfaixado. O Tempo é uma faixa. O Espaço é uma faixa. A carne é uma faixa… São faixas todos os sentidos e as coisas por ele percebidas. A mãe sabe que as faixas não são a criança. A criança, porém, não o sabe”… (Cf. ‘O Livro de Mirdad’, cap. 4. Mikhail Naimy. Editora Rosacruz-Áurea).

‘O ADMIRÁVEL TEXTO DE GUSTAV MEYRINCK’
(‘O Despertar dos Mágicos – Introdução ao Realismo Fantástico’. Louis Pauwels e Jacques Bergier. Difusora Européia do Livro)

“A chave que nos tornará mestres da natureza interior ficou enferrujada desde o Dilúvio. Ela se chama: velar. Velar é tudo”. O homem está firmemente convencido de que vela; mas, na realidade, está preso numa rede de sono e de sonho que ele próprio teceu. Quanto mais apertada é a rede, mais poderoso reina o sono. Aqueles que estão presos nas malhas dessa rede são os adormecidos que, indiferentes e sem pensamentos, caminham através da vida como rebanhos de animais levados para o matadouro.

Os sonhadores vêem através das malhas um mundo quadriculado, distinguem somente aberturas enganadoras e agem em conseqüência, sem saber que esses quadriculados são apenas fragmentos insensatos de um todo enorme.

Estes sonhadores não são como talvez o suponhas, os lunáticos e os poetas; são os trabalhadores sem-repouso do mundo, os possessos da loucura de agir. Assemelham-se a escaravelhos feios e laboriosos que se arrastam ao longo de um cano liso para nele mergulharem ao chegar lá em cima. Dizem que velam, mas aquilo que julgam uma vida não é senão um sonho, determinado antecipadamente nos mínimos pormenores e subtraído à influência da sua vontade.

Existiram e ainda existem alguns homens que descobriram que sonhavam, os pioneiros que avançaram até aos baluartes detrás dos quais se esconde o Eu eternamente desperto – videntes como Descartes, Schopenhauer e Kant. Mas eles não possuíam as armas necessárias para a tomada da fortaleza e o seu apelo ao combate não acordou os adormecidos.

Velar é tudo! O primeiro passo para esse objetivo é tão simples que qualquer criança pode fazê-lo. Só aquele que tem o espírito falsificado esqueceu como se caminha, e mantém-se paralisado sobre os dois pés, por não querer privar-se das muletas que herdou dos seus antecessores.

Velar é tudo. Vela em tudo o que fazes! Não te julgues já desperto. Não, tu dormes e sonhas… Reúne todas as tuas forças e espalha um instante pelo teu corpo este sentimento: agora, eu velo! Se o conseguires, reconhecerás que o estado no qual te encontravas surge então como uma modorra e um sono. Este é o primeiro passo hesitante do longo, muito longo percurso que leva da servidão ao completo poder.

Desta forma avança, de despertar em despertar. Não existe pensamento tormentoso que desta maneira não possas banir. Ele fica para trás e já não te pode atingir. Estendes-te sobre ele como a copa de uma árvore se eleva por sobre os ramos secos… E as dores desprender-se-ão de ti como folhas mortas, quando essa vigília se apossar igualmente do teu corpo.

Os banhos gelados dos brâmanes, as noites de vigília dos discípulos de Buda e dos ascetas cristãos, os suplícios dos faquires, nada mais são que ritos estereotipados, indicando que ali se erguia outrora o templo daqueles que se esforçavam por velar.

Lê as Escrituras Sagradas de todos os povos da Terra. Em cada uma delas passa como um fio vermelho a ciência dissimulada da vigília. É a escada de Jacó, que combate toda a “noite” com o anjo do Senhor, até que chegue o “dia” e obtenha a vitória.

Deves subir, um degrau após outro, os degraus do despertar, se queres vencer a morte. O degrau inferior já se chama: gênio. Como devemos chamar os degraus superiores? Permanecem desconhecidos da multidão e são tidos como lendas. A história de Tróia também foi considerada uma lenda, até que finalmente um homem arranjou coragem de investigar por si mesmo.

Sobre esse caminho da vigília, o primeiro inimigo que defrontarás será teu próprio corpo. Ele lutará contigo até o primeiro cantar do galo. Mas se vislumbrares a luz da vigília eterna, que te afasta dos sonâmbulos que supõem ser homens, mas ignoram serem deuses adormecidos, então o sono do teu corpo desaparecerá também e o Universo submeter-se-á a ti.

Poderás então operar milagres, se quiseres, e já não estarás reduzido a um humilde escravo a espera de que um cruel e falso deus seja suficientemente amável para te cumular de presentes, ou de te cortar a cabeça. Há evidentemente a felicidade do bom cão-fiel: servir um amo. Ela deixará de existir para ti – mas sê franco para contigo mesmo: gostarias, mesmo agora, de trocar com o teu cão?

Não te deixes amedrontar de não atingir o objetivo nesta vida. Aquele que descobriu este Caminho regressa sempre ao mundo com uma maturidade interior que lhe torna possível a continuação de seu trabalho. Ele nasce como “gênio”.

O caminho que te mostro está semeado de acontecimentos estranhos: mortos que conheceste hão de erguer-se e falar-te! São apenas imagens [personificações]. E também aparecerão silhuetas luminosas para te abençoar. São apenas imagens, formas exaltadas pelo teu corpo que, sob influência da tua vontade transformada, morrerá de uma morte mágica e se tornará espírito, tal como o gelo, atingido pelo fogo, se dissolve em vapor.

Só quando tiveres abandonado em ti o cadáver, poderás dizer: agora o sono afastou-se de mim para sempre. Então, dar-se-á o milagre em que os homens não acreditam – porque, enganados pelos seus sentidos, não percebem que matéria e força são a mesma coisa – nem compreendem, esse milagre que, mesmo se o enterrarem, não haverá mais cadáver no caixão.

Só então poderás diferenciar o que é realidade ou aparência. E certamente aquele que encontrares, só poderá ser um dos que seguiram o Caminho antes de ti. Todos os outros serão apenas sombras.

Até ali tu não sabes se és a criatura mais feliz ou a mais infeliz. Mas nada receies. Nem um sequer dos que seguiram por esse caminho da vigília, mesmo se alguma vez se perdeu, jamais foi abandonado pelos seus Guias.

Quero, porém dar-te um sinal pelo qual poderás reconhecer se uma aparição é realidade ou miragem: se ela se aproxima de ti, e a tua consciência se perturba, se as coisas do mundo exterior tornam-se vagas ou desaparecem, desconfia. Acautela-te! A aparição não passa de uma parte de ti mesmo. Mas, se não a compreendes, é apenas um espectro sem consistência, um gatuno que consome [suga energia], parte da tua vida.

Os que exploram a força da alma são piores do que os gatunos do mundo. Atraem-te como fogos-fátuos nos pântanos de uma esperança enganadora, para te deixarem só nas trevas e desaparecerem para sempre.

Não te deixes cegar por algum milagre que pareçam fazer por ti, nenhum nome sagrado que se dêem, nem profecias que exprimam, mesmo que elas se realizem. Eles são os teus inimigos mortais, expulsos do inferno do teu próprio corpo e contra os quais deves lutar pelo domínio.

Sabe que as forças maravilhosas que eles possuem são as tuas próprias – desviadas por eles para te manterem na escravatura. Eles não podem viver fora da tua vida, mas se os venceres ficarão aniquilados, como ferramentas mudas e dóceis, que poderás empregar segundo as tuas necessidades.

Inúmeras são as suas vítimas entre os homens. Lê a história dos visionários e dos sectários e compreenderás que o caminho está semeado de crânios. Inconscientemente, a humanidade ergueu contra eles um muro: o materialismo. Esse muro é uma defesa infalível, é a imagem do corpo, mas também o muro de uma prisão que dissimula a vista.

Atualmente estão dispersos e a fênix da vida interior ressuscita das cinzas nas quais esteve deitada durante muito tempo, como morta, mas os abutres de outro mundo também começam a bater as asas. Por isso, deves tomar cuidado. A balança sobre a qual deporás a consciência mostrar-te-á quando podes ter ou não confiança nessas aparições. Quanto mais desperta [a consciência] estiver, mais se inclinará a teu favor.

Se [eventualmente] um guia, irmão de outro mundo espiritual te quiser aparecer deverá poder fazê-lo sem despojar a tua consciência. Podes pousar a mão sobre ele como Tomé, o incrédulo. Seria fácil evitar as aparições e seus perigos. Basta conduzir-te como o homem vulgar. Mas que se ganha com isso? Continuarás a ser um prisioneiro na jaula do teu corpo, até que o carrasco “Morte” te conduza ao cadafalso.

O desejo dos mortais de ver os seres sobrenaturais, porém, é como um grito que desperta até os fantasmas do inferno, porque semelhante desejo não é puro – é mais avidez do que desejo -, porque quer “tomar” de qualquer maneira, em vez de gritar para aprender a “dar”.

Todos os que consideram a Terra como uma prisão, todas as pessoas piedosas que imploram a libertação, evocam, sem se aperceberem o mundo dos espectros. Faze-o também… Mas, conscientemente. Para aqueles que o fazem inconsciente existirá uma mão invisível que os possa retirar do pântano onde se atolam? Eu não acredito.

Quando sobre o Caminho do despertar atravessares o mundo dos espectros, reconhecerás aos poucos serem eles simplesmente pensamentos, que de súbito poderás ver com os teus próprios olhos. Eis por que te parecem estranhos ou criaturas, pois a linguagem das formas é diferente da do cérebro.

Chegou então o momento em que a transformação se dá: os seres humanos que te rodeiam transformar-se-ão em espectros. Todos aqueles que amaste serão, de súbito, [como que] larvas. Mesmo o teu próprio corpo. Não se pode imaginar mais terrível solidão do que a do peregrino no deserto, e quem não sabe encontrar aí a Fonte da vida morre de sêde.

Tudo o que aqui te digo se encontra nos livros de homens piedosos de todos os povos: a vinda de um novo reino, a vigília, a vitória sobre o corpo e a solidão… E, no entanto um abismo intransponível nos separa dessas pessoas piedosas: elas supõem que se aproxima o dia em que os bons entrarão no paraíso e os maus serão atirados para o inferno. Nós sabemos que o tempo virá em que muitos despertarão e serão separados dos adormecidos que não podem compreender o que significa a palavra vigília. Nós sabemos que não existe o bom e o mau, mas apenas o exato e o falso.

Eles crêem que velar significa manter os sentidos lúcidos e os olhos abertos durante a noite, de maneira que se possa fazer as orações. Nós sabemos que a vigília é o despertar do Eu imortal, e a insônia do corpo uma conseqüência natural.

Eles crêem que o corpo deve ser descurado e desprezado porque é pecador. Nós sabemos que não existe pecado; o corpo é o começo de nossa obra e viemos à Terra para transformá-lo em espírito. Eles crêem que deveriam viver na solidão com o nosso corpo, para purificar o espírito. Nós sabemos que o nosso espírito deve primeiramente isolar-se para transfigurar o corpo.

Só a ti cabe a escolha do caminho a tomar: o deles ou o nosso. Deves agir segundo a tua própria vontade. Não tenho o direito de te aconselhar. É mais salutar colher, segundo a tua própria decisão, o fruto amargo de uma árvore, do que ver pendurar um fruto doce aconselhado por outrem”… [Φ]

[Cf. ‘O Despertar dos Mágicos, Introdução ao Realismo Fantástico’, p. 426/430. Louis Pauwels e Jacques Bergier. (Excerto de ‘Le Visage Vert’. Gustav Meyrinck). Difusora Européia do Livro. 1969].

http://www.magisterlux.com/2010/o-despertar-dos-magicos-desperta-tu-que-dormes-gustav-meyrinck/

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Sincronicidade

Mensagem  sueli em Qua 10 Nov 2010 - 7:45

SINCRONICIDADE: Nada Acontece Por Acaso na Vida. (Campos de Raphael).
fevereiro 8th, 2010 at 12:40 pm (Autoconhecimento e Espiritualidade)


“Sente-se, Jéssica, veja como o chão do céu /Traz uma camada espessa de traços de ouro brilhante. /Não há o mínimo orbe que você contemple, /Mas, no seu movimento, como um anjo canta, /Ainda se mostrando aos olhos jovens de querubins, /A harmonia que está nas almas imortais; /Mas enquanto esta lamacenta veste de decadência /Fecha-se pesada sobre ela, não podemos ouvi-la”. – Shakespeare. (‘O Mercador de Veneza’).


Vivemos encontrando justamente aquilo de que precisamos para evoluir como seres psicológicos e espirituais… diz David Richo. “Receber leva a dar e, desse modo, todos se beneficiam do trabalho de cada um. Esse intercâmbio é o jubiloso cumprimento do destino pessoal num mundo que anseia por luz”.


Quanto mais nos tornamos conscientes por meio do autoconhecimento e agimos de acordo com isso, mais se reduz a camada do inconsciente pessoal - diz Carl Jung. E “aflora a consciência não mais prisioneira de insignificantes interesses pessoais. Essa consciência ampliada é uma função do nosso relacionamento com o mundo… levando a uma ligação absoluta e a uma comunhão indissolúvel com o universo”. - Carl Jung. [Cf. ‘Milagres Inesperados’, p.171. David Richo. Pensamento].


O que é sincronicidade? – Alguém já disse que um bom exemplo vale mais do que mil palavras. Casualmente assisti na TV um caso de sincronicidade (‘Estrelas’ de 23.05.2009): Jackson Antunes relatou que atravessava um momento difícil na vida, quando tomou um ônibus e achou caído ao lado da poltrona um livro do prof. Hermógenes. Abriu uma página ao acaso e leu algo que o tocou profundamente; infundiu-lhe novas forças e pôde “dar a volta por cima”. Jackson talvez nem tenha percebido as coincidências por trás disso, e que a notoriedade artística surgiu na novela de significativo nome: “Renascer”…

“A sincronicidade acontece quando alguma coisa ditada pelo destino está acontecendo. Pode não ser mera coincidência o fato de você estar lendo este livro [ou página]“… diz David Richo. “Pode ser uma estrita coincidência, que mostrará com acerto que sentido a sua vida teve e tem… uma coincidência significativa, que revela alguma nova topografia do seu caminho pessoal… ‘Significativa’ quer dizer “que cumpre o destino”. (David Richo). [Cf. ‘Milagres Inesperados’, p. 09. Pensamento].

“Deus perto está, /Difícil de captar. /Mas onde há perigo, cresce /O que salva também”… (‘Patmos’. ‘Simbolos da Transformação’ § 630. Carl Jung). “Quando crises vindas de fora ou de dentro atingem uma profundidade onde ‘o perigo é grande’… Aí ‘Deus está próximo’ e o homem encontra o vaso materno do renascimento, o lugar de germinação, onde a vida pode renovar-se. Pois a vida continua … e pode mesmo ser vivida com a maior intensidade se a retrospecção para o que findou não tolher o passo”. (‘Símbolos da Transformação’, § 630. C.G. Jung).

Desde o início do nosso processo do nascimento na forma física no mundo espaço e tempo, estamos sujeitos a lei da causalidade (causa e efeito) como também a lei do karma (“escolha” e “ação”, no sanscrito). Mas, existe também um outro fator misterioso por trás dos acontecimentos, que Carl Jung denomina ‘sincronicidade’ e seus ‘agentes espirituais’…

“A sincronicidade não é mais enigmática, nem mais misteriosa do que as descontinuidades na física” – destaca Jung. “Nossa convicção enraizada do poder da causalidade cria, e só ela, as dificuldades que se opõem ao entendimento”… E diz: ”Sua ‘inexplicabilidade’ não é devida a ignorância de sua causa, e sim ao fato de que o intelecto é incapaz de pensá-la”. [Cf. ‘Salto para o Sagrado’ - ‘Viver Mente & Cérebro', nº. 2, p.53. 2009. e ‘Memórias’, p. 359. C.G. Jung. 1986].

Vivemos aqui para aprender e precisamos “abrir os olhos para o fato de que nosso mundo de tempo, espaço e causalidade está relacionado com uma outra ordem de coisas, atrás ou sob ele, ordem na qual “aqui” e “ali”, “antes” e “depois” não são essenciais”. [Cf. ‘Memórias’, p. 264. C.G. Jung. Vozes].


Em ‘Milagres Inesperados’, p. 19. David Richo acrescenta: “A sincronicidade é o encontro perturbador entre o mundo exterior e o nosso eu interior. Ela nos traz conforto com o mistério de a nossa natureza humana e a mãe natureza contarem a mesma história… Cada experiência sincronística é um convite desafiador para que renunciemos ao ego por um período suficiente a fim de projetar uma destinação de acordo com os propósitos do amor”…

Trabalhando desde os treze anos na Cidade Maravilhosa, o fluxo do destino nos levou mais tarde, sete anos depois de casado, para São Paulo, em razão do cargo que exercia na Companhia Siderúrgica Nacional. E passados dois ciclos de sete, foi-nos proposto acordo trabalhista e adquirimos um apartamento no litoral de Santos, em Itanhaém, de clima mais ameno do que o Rio de Janeiro…

E já no ano seguinte, a mãe de minha mulher residente em Friburgo, que sofria de câncer terminal, veio passar conosco os últimos dias; anos antes, por estranha coincidência o seu marido faleceu de câncer também em nosso apartamento, quando morávamos no Rio de Janeiro. As circunstâncias imprevistas em nossa vida, quando não explicáveis pela escolha consciente, são oportunidades de crescimento; elas trazem lições a serem apreendidas ou problemas não resolvidos na vida passada…

“Quando as ocupações se nos propõem, devemos aceitá-las; quando as coisas acontecem em nossa vida, devemos compreendê-las até o fundo”. (Mestre Lü Dsu). [Cf. ‘O Segredo da Flor de Ouro’, p.34. C.G. Jung. Vozes].

Providenciamos uma cama hospitalar para minha sogra e a filha prestou-lhe assistência enquanto foi possível; ao pressentir que sua hora estava próxima, nós a internamos na Clínica Tobias em São Paulo. Antes de partir de Itanhaém, porém ela nos chamou assim que despertou para contar um sonho significativo que trouxe resposta a sua pergunta: “Por que tenho que sofrer tanto?”. Trata-se de uma experiência noutro nível da consciência, e o relato dela você pode ver aqui. [Clic: “Cada um Escolhe a Sua Cruz”].

Há uma sentença espiritual que jamais esqueci: “Antes que me chames, já terei atendido”. Naquela Clinica Tobias, onde internamos nossa outra mãe, havia uma livraria espiritualista, e o título de um livrinho me atraiu: “El Secreto de la Flor de Oro” de C.G. Jung /Richard Wilhelm. Jamais imaginaria então que a preciosidade ali contida sinalizaria mais tarde outra etapa significativa no caminho da vida, em cujo fluxo me aprofundaria na psicologia moderna. Mas, na época desconhecia a terminologia junguiana e acabei deixando esquecido o livrinho na estante…

Sete anos mais tarde reencontrei o livrinho na estante. Ciclos de sete anos sempre marcaram minha vida, e outra série de acontecimentos desencadeou forte tempestade em nossas vidas, culminando com o meu afastamento físico do discipulado na Escola Espiritual de J. van Rijckenborgh (sede na Holanda), onde aprendera fundamentos cristão-universais.

Pouco antes dessa última tempestade, porém já percebera um fator inexplicável atuando em nossas vidas para além da vontade consciente de cada um, laços cármicos do passado, etc. e ansiava por respostas que atendesse ao coração e a razão para compreendê-lo, bem como achar uma nova trilha da “Longuíssima via”, para darmos continuidade ao caminho universal…

“O espaço da alma é imensamente grande e pleno de realidade viva. Sobre suas fronteiras paira o mistério da matéria e do espírito; ou, ainda, o dos sentidos. Eis o que constitui, para mim, os limites dentro dos quais posso formular minha experiência”. [Cf. 'Memórias', p. 322/23. C. G. Jung].

Abri ao acaso o livrinho ‘O Segredo da Flor de Ouro’ numa página marcado por fita vermelha, com os dizeres: “Não Temas”. As palavras desceram como bálsamo para a alma e apaziguou de imediato o meu coração. O texto de Carl Jung me trazia a resposta sincronística.
‘A PSICOLOGIA MODERNA ABRE UMA POSSIBILIDADE DE COMPREENSÃO’.

“No meu trabalho sempre mantive a convicção, talvez por causa do meu temperamento, de que no fundo não há problemas insolúveis. Até agora, a experiência confirmou esta expectativa. Vi muitas vezes pacientes superarem problemas aos quais outros sucumbiram…

Tal ‘superação’ ou ‘ampliação’, como denominara anteriormente o fenômeno, revelou-se depois de experiências posteriores como uma elevação do nível da consciência. Algum interesse mais alto e mais amplo apareceu no horizonte, fazendo com que o problema insolúvel perdesse a urgência. Sem que encontrasse a solução lógica, empalideceu em confronto com um novo e forte rumo de vida“… >

“Não foi reprimido, nem submergiu no inconsciente, mas simplesmente apareceu sob outra luz, tornando-se outro. Aquilo que num primeiro degrau levara aos conflitos mais selvagens e a tempestade pânicas de afetos parecia agora, considerado de um nível mais alto da personalidade, uma tempestade no vale, vista do cume de elevada montanha.

Com isto, a tempestade não é privada de sua realidade, mas, em lugar de se estar nela, se está acima dela. Mas como de um ponto de vista anímico [ou da alma] somos ao mesmo tempo vale e montanha, parece uma presunção nada convincente sentir-se o indivíduo além do humano”. >

“Certamente sentimos o afeto (a emoção), que nos sacode e atormenta. Mas ao mesmo tempo é-nos dada uma consciência mais alta, que impede nossa identificação com o afeto; somos capazes de considerá-lo com um objeto, e assim podemos dizer: “Eu sei que estou sofrendo”… A afirmação de nosso texto chinês: “Conscientizar a distração é o mecanismo que conduz à eliminação da distração. A preguiça da qual não somos conscientes e a preguiça da qual somos conscientes estão a milhares de milhas uma da outra”.

“Ao observar a via de desenvolvimento daqueles que silenciosa e inconscientemente se superaram a si mesmos, constatei que seus destinos tinham algo em comum: o novo vinha a eles do campo obscuro das possibilidades de fora ou de dentro, e eles o acolhiam e com isso cresciam.

Parecia-me típico que uns o recebesse de fora e outros, de dentro, ou melhor, que em alguns o novo crescesse a partir de fora e em outros, a partir de dentro. Mas de qualquer forma, nunca o novo era algo somente exterior ou somente interior. Ao vir de fora, tornava-se a vivência mais íntima. Indo de dentro, tornava-se acontecimento externo. Jamais era intencionalmente provocado ou conscientemente desejado, mas como que fluía na torrente do tempo”. [Cf. ‘O Segredo da Flor de Ouro’, p. 31/32. C.G. Jung / R. Wilhelm. Vozes].

É o livro que citei no início deste relato. Lembra-se? Desde então as portas se abriram para adentrar aos mistérios da ‘Sincronicidade’. E se você teve paciência de ler até aqui, pode agora compreender o fundamento desta afirmação: “Nada acontece por acaso na vida”…

Possa os trechos transcritos ser um instrumento da Amorosa Mão que ilumina e guia pelos escuros labirintos da vida! [®]

http://www.magisterlux.com/2010/sincronicidade-nada-acontece-por-acaso-na-vida-campos-de-raphael/

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Cada um Escolhe a Sua Cruz”.

Mensagem  sueli em Qua 10 Nov 2010 - 7:51

Esse texto foi citado no texto interior.
Acredito que é um depoimento importante.

“Cada um Escolhe a Sua Cruz”. (História Real). Campos de Raphael.
julho 11th, 2009 at 12:27 pm (Histórias Reais da Vida)


“Já é o momento de nos perguntarmos se a estreita analogia entre os processos quânticos e nossas experiências interiores e processo de pensamento é mera coincidência”. (David Bohm, ‘Quantum Theory’). [Cf. 'Um Modelo Mecânico-Quântico da Consciência'. 'O Ser Quântico', p.89. Danah Zohar. Edit. Best Seller. 1990].

“Certa moradora na roça, já avançada em idade, começou a dar sinais de que “estava nas últimas”, como dizem as pessoas do interior mineiro quando alguém está à beira da morte. E o filho mais velho pediu ao mais moço para procurar uma vela para colocar na mão dela – um costume popular entre as pessoas simples, pois acreditam que a chama da vela pode ajudar o moribundo a atravessar a escuridão da região inferior do Além…
E seu irmão voltou dizendo não ter achado nenhuma vela em casa, e o mais velho o instruiu: “Traz então umas brasas do fogão”… Surpreso, o outro exclamou: “Mas, as brasas vão queimar a mão dela!”… Embora em voz baixa, a discussão fizera a velhinha entreabrir os olhos e ouvir seu filho dizer: “Traz cinzas para forrar sua mão, que as brasas não a queimarão!” A velhinha então sussurrou: “Vivendo e aprendendo”…

Ouvi essa história pela primeira vez em 1993, quando era acompanhante de meu pai idoso, internado no Hospital Andaraí do Rio de Janeiro, e outro senhor da mesma enfermaria, contou esta historieta. Meu pai, possuidor de espírito nobre e altruísta, desconhecia ter nascido sob a influência da categoria de anjos que auxilia a curar os problemas de saúde; ainda assim participava ativamente da ‘Pastoral da Saúde’ no Hospital Andaraí do Rio de Janeiro. Solidário com o sofrimento dos outros, ele levava um violão e cantava junto ao leito de doentes que não recebiam visitas, para amenizar seu isolamento. Estudara música quando adolescente, instado por meu avô, e veio a tornar maestro da banda no município interiorano onde nasci; graças à música conheceu a minha mãe…

E embora o misterioso fator ‘Sincronicidade’ esteja sempre presente em nossas vidas, desde o início de nosso nascimento na forma física, só me conscientizei dele na maturidade, depois de sofridas experiências e dádivas gratificantes na Escola da Vida. E percebo a sincronicidade, qual Amorosa Mão, atuando o tempo todo por trás de fatos marcantes e ‘coincidências significativas’ que acontecem, externa e internamente na vastidão do ‘pequeno universo’, o microcosmo no qual “vivemos, existimos e nos movemos”…

Jung afirmava: “A razão crítica parece ter há pouco, eliminado, juntamente com numerosas outras representação míticas, também a idéia de uma vida após a morte. Essa eliminação foi possível porque os homens, hoje, se identificam freqüentemente apenas com a consciência e imaginam ser apenas aquilo que conhecem de si próprios… O racionalismo e a doutrinação são doenças do nosso tempo; pretendem ter respostas para tudo”… >
“Infelizmente, o lado mítico do homem encontra-se hoje freqüentemente frustrado. O homem não sabe mais fabular. E com isso perde muito, pois é importante e salutar falar sobre aquilo que o espírito não pode apreender, tal como uma boa história de fantasmas, ao pé de uma lareira”… >

“O homem mítico reivindica certamente “algo além”, mas o homem na sua responsabilidade científica não pode dar-lhe assentimento. Para a razão, o fato de “mitologizar” (mythologein) é uma especulação estéril, enquanto que para o coração e a sensibilidade essa atividade é vital e salutar: confere à existência um brilho ao qual não se quereria renunciar”… [Cf. 'Memórias', p. 260/61. C.G. Jung].

Uma obra recente, embora de ficção, levanta esse questionamento atemporal: “Se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar o nosso sofrimento?” [Cf. ‘A Cabana’. William P. Young. Sextante]. E vamos contar uma história real, que acompanhamos de perto, e nos traz resposta a essa pergunta. São fatos verídicos que ilustram melhor, o título deste relato…

Casados há sete anos, vivendo e trabalhando na Cidade Maravilhosa, o fluxo natural de acontecimentos do destino nos levou inesperadamente para São Paulo, para montar um setor técnico da Companhia naquela Capital; após mais dois ciclos de 7 anos, a Companhia me propôs um acordo e adquirimos um apartamento no litoral ao sul de Santos, na cidade de Itanhaém e clima mais ameno do que o do Rio de Janeiro…

E no ano seguinte já morando em Itanhaém, a mãe de minha mulher, que residia em Friburgo e sofria de câncer em estado terminal, veio viver conosco seus últimos dias; coincidentemente, anos antes seu marido também morrera de câncer, em nosso apartamento no Rio de Janeiro.

Circunstâncias significativas e sonhos repetitivos que ocorrem mais além da nossa vontade consciente; vindo de dentro ou de fora, eles jamais acontecem ao acaso e nos trazem sempre lições profundas a serem apreendidas. Um sábio chinês ensina: “Quando as ocupações se nos propõem, devemos aceitá-las; quando as coisas acontecem em nossa vida, devemos compreendê-las até o fundo”. (Mestre Lü Dsu). [Cf. ‘O Segredo da Flor de Ouro’, p.34. C.G. Jung. Vozes. 1983].

“Essa é a cruz que Deus me deu!”… Quem já não ouviu essa frase, que as pessoas repetem ingenuamente sem questionar nem buscar suas próprias respostas? E para desmistificar esse falso conceito, vamos contar uma história verídica, que acompanhamos de perto em nossa vida particular.

Ela se chamava Maria, nome tradicional na família austríaca; alegre, bondosa e prestativa, conseguia intuitivamente ajudar aos doentes através de ervas e banhos medicinais; talvez herança inconsciente do passado. Em geral, a doença decorre de infligirmos leis que regem a vida física e psíquica; mas muitos crentes são induzidos a crer que a doença é castigo divino; e ela, pessoa caridosa, não entendia o ‘castigo’. Dizia: “Mein Gott! (Meu Deus!) Por que tenho que sofrer tanto?”

Na época, minha mulher e eu já passáramos por uma série de experiências de primeira mão e adquirido conhecimentos mais amplos e profundos. Mas, como o catolicismo nega o ciclo de existências, o que podíamos explicar a ela, criada nessa crença, sobre vidas passadas e escolhas noutro nível de consciência antes de descer a esta dimensão?!

E simplesmente nós dois nos calávamos. Mas, como estava presa ao leito (alugáramos uma cama hospitalar), gostava de leitura e tínhamos em casa livros na língua alemã sobre cristianismo rosacruz, adquiridos pela filha em nossas viagens à Europa; ela se interessou e uma porta se lhe abriu… [Jesus dizia a todos: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia, tome a sua cruz e siga-me”. Lucas, 9:23].

Cerca de três dias antes de seu passamento, ela nos chamou logo que acordou, dizendo: “Quero contar uma história para vocês. Havia um homem que tanto se queixou de seu sofrimento, que o Senhor lhe apareceu, e o homem então Lhe perguntou: ‘Senhor, por que tenho que sofrer tanto?’ (era a mesma pergunta que ela sempre nos fazia). E o Senhor, respondeu: ‘Você acha que sua cruz está demasiado pesada? Você quer escolher uma outra cruz?’ – “Sim, Senhor! Eu gostaria”…

O homem foi levado então ao “lugar das cruzes” [note bem: cruz e não crucifixos]… Ali havia um monte de cruzes, de infinita variedade: cruzes de pedras preciosas, ouro, prata, tronco de árvores, etc. E o homem viu ali uma cruz cujo brilho se destacava das outras, apontou-a e disse: “Senhor, já sei qual cruz que eu quero!” E o Senhor então exclamou: ‘Mas, essa é a sua cruz! Você escolheu antes a cruz de ouro; ela é uma cruz muito brilhante, mas também muito pesada!’…

O homem finalmente compreendeu que sua cruz não lhe fôra imposta por Deus, e sim que carregava a cruz que era fruto de sua própria e livre escolha… Aceitou então a sua cruz, e ela já não lhe pesava mais tanto… D. Maria nos fitou, e concluíu: “Agora sei, que escolhi a cruz de ouro!”

Minha mulher e eu nos entreolhamos num misto de surpresa e gratidão, profundamente tocados. Estávamos arrepiados. Sem que a mãe soubesse, acabara de descrever o “lugar das cruzes”, aonde a filha fôra levada, 21 anos antes e aos seis meses de casados, durante sua ‘experiência de quase-morte’! Fato que abriu a porta para iniciarmos nossa busca de respostas mais amplas, que culminaria com o reencontro de nosso caminho espiritual escolhido, há 700 anos atrás, entre cátaros e templários do Sul da França…

Sabendo que D. Maria estava prestes a deixar a veste física, decidimos levá-la para S. Paulo naquela 6ª feira e interná-la na Clínica Tobias, onde seria assistida por médicos antroposóficos que falavam alemão. E ela, pressentindo a proximidade de sua passagem, chamou-me a parte e fez seu último pedido: queria ser enterrada ao lado dos restos de seu marido, no Cemitério S. João Batista em Nova Friburgo. Tranqüilizei-a que assim seria feito e três dias depois, na 2ª feira ao meio-dia, ela deixava para trás sua veste temporal…

Providenciamos uma urna lacrada e a transportamos direto para Friburgo e o corpo foi velado na capela São João Batista. Na manhã seguinte ajudei a carregar o caixão e alguém veio me substituir. E não sei explicar por que, ao invés de juntar-me aos seus parentes e amigos atrás do féretro, comecei a caminhar na frente, interiormente satisfeito por ter cumprido seu último pedido. Pensava nela e aconteceu algo inesperado!

Estranhei que eu inconscientemente colocara a mão esquerda sobre o coração, e quis tirá-la, mas num relance claro percebi que ela caminhava de braço dado comigo! Vestia seu vestido predileto, azul com pequeninas rosas amarelas – e não o do caixão; seu corpo rejuvenescido aparentava 30/40 anos e numa radiante alegria, comunicou-se telepaticamente comigo dizendo que não tinha palavras para expressar sua felicidade!

Eu nunca tivera tal experiência e até hoje me sinto grato por me propiciar essa inesperada vivência. Na hora de descer a urna ao túmulo, não resisti e apontei o caixão às pessoas ao redor, e lhes disse serena e firmemente: “D. Maria não está mais ali! Deixou para trás sua veste corporal e está feliz noutro corpo; ela deu um passo para a eternidade. E minha mulher lhes contará o que sua mãe nos revelou três dias antes de partir”. E todos escutaram fascinados a história da cruz, que agora partilhamos com você…

Mas ainda nos resta contar outro fato inusitado: Cansados da viagem, dirigindo o carro de S.Paulo a Friburgo e a vigília noturna, hospedamo-nos no Hotel Fabris e fomos dormir cedo, mas fui acordado alta madrugada pela minha mulher. Emocionada, contou-me que despertara ouvindo um canto angélico; discernia vozes de amigos e amigas que partiram antes de nós, entoando o Hino de Shamballa: ‘Ó Cidade Santa, vem teu viajor!” – Ela ‘viu’ um canal de luz pelo qual o corpo de sua mãe ascendia pelos pés e uma voz falou: “Ela está sendo ascendida à região protegida do assédio de entidades do mundo astral, para que possa escolher livremente seu caminho na próxima existência”…

Antes de finalizar: Naquela mesma Clínica Tobias em São Paulo, havia uma pequena livraria na sala de espera e ali ‘descobri’ um livrinho à venda que me atraiu interiormente e o adquiri. Intitulava-se: “El Secreto de la Flor de Oro”. C.G. Jung/R. Wilhelm. Embora lesse bem o castelhano, havia ali termos junguianos que desconhecia na época, e a obra foi deixada na estante com outros livros…

Sete anos mais tarde reencontrei este precioso livrinho, após uma série de eventos que desencadeara outra tempestade e culminou com o meu afastamento do discipulado na Escola Espiritual de J. van Rijckenborgh (sede na Holanda), onde aprendiimportantes fundamentos por trás das alegorias universais do cristianismo original, gnóstico-esotérico…

Além do mais aquela citada Escola Espiritual na Europa, foi a ponte significativa para chegar aos antigos santuários do Sul da França, conhecer melhor a verdade sobre os ensinos dos monges cristãos cátaros e dos templários, e ser guiados inesperada e sincronisticamente para onde aflorariam vívidos registros espontâneos do passado de nossas vidas há 700 anos atrás naqueles locais, cidades e castelos… [Clic: 'Nada Acontece Por Acaso na Vida: Sincronicidade'].

Desde então as portas se abriram para adentrar aos mistérios da ‘Sincronicidade’ e descobrir que, além dos laços cármicos do passado, existem fatores outros, além de traumas registrados em nosso ser profundo, influenciando o comportamento e atos na presente existência…

Tudo o que acabamos de relatar são histórias verídicas: a vivência do nosso mito e jornada pessoais, que mudou o rumo de nossas vidas, transformou a visão-de-mundo e revelou o sentido maior por trás de nossa existência nesta dimensão do espaço e tempo: “Nada Acontece Por Acaso” no universo de nossas vidas…

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Re: MENSAGENS DE REFLEXÃO

Mensagem  sueli em Qua 10 Nov 2010 - 10:46

"É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas." - do livro "O Pequeno Príncipe" da autoria de Antoine de Saint-Exupéry.

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Re: MENSAGENS DE REFLEXÃO

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