MENSAGENS DE REFLEXÃO

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Charles Chaplin

Mensagem  sueli em Qui 11 Nov 2010 - 7:29

Bom Dia.
Nesse inicio de um novo dia um texto do filme O Ditador, ainda muito atual.



Desejo ajudar...

"Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício.
Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja.
Gostaria de ajudar, se possível, judeus, gentios, negros, brancos...
Todos nós desejamos ajudar uns aos outros.
Os seres humanos são assim.
Desejamos viver para a felicidade do próximo, não para seu infortúnio.
Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros?
Neste mundo há espaço para todos.
A terra que é boa e rica, pode prover a todas as necessidades.
Caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém, nos extraviamos.
A cobiça envenenou a alma das pessoas...
Levantou no mundo as muralhas do ódio e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e a morte.
Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela.
A máquina que produz abundância, tem-nos deixado em penúrias.
Nossos conhecimentos fazem-nos céticos; nossa inteligência em pessoas duras e cruéis.
Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mais do que máquinas, precisamos de humanidade.
Mais do que inteligência, precisamos de afeição e doçura.
Sem essas feições a vida será de violência e tudo será perdido.
A aviação e o rádio aproximam-nos muito mais.
A própria natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade da pessoa humana, um apelo à fraternidade universal, à união de todos nós.
Neste mesmo instante minha voz chega a milhões de pessoas por este mundo afora.
Milhões de desesperados, homens e mulheres, criancinhas, vítimas de um sistemas que tortura seres humanos e encarcera inocentes.
Aos que me podem ouvir, eu digo: "Não se desesperem!"
A desgraça que tem caído sobre nós não é mais produto da cobiça em agonia, da amargura de pessoas que temem o avanço do processo humano.
As pessoas que odeiam desaparecerão.
Os ditadores sucumbirão e o poder que do povo foi roubado há de retornar ao povo.
E assim, enquanto morrem pessoas, a liberdade nunca perecerá.
Companheiros, não vos entregueis a seres humanos brutais que vos desprezam, que vos escravizam, que arregimentam as vossas vidas, que ditam os vossos atos, as vossas idéias, os vossos sentimentos!
Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como um gado humano, que vos utilizam como carne para canhão!
Não sois máquinas! Pessoas é que sois!
E, com amor da humanidade em vossas almas!
Não odieis!
Só odeiam os que não se fazem amar, os inumanos.
Companheiros, não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade!
No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro de vós todos! Vós, o povo, tendes o poder - o poder de criar máquinas.
O poder de criar felicidade!
Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... e fazê-la uma aventura maravilhosa.
Portanto, em nome da democracia, usemos deste poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom, que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê fruto à mocidade e segurança à velhice.
É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder.
Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem.
Jamais o cumprirão!
Os ditadores liberam-se, porém, escravizam o povo.
Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência.
Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à aventura de todos nós.
Em nome da democracia, unamo-nos.
Hannah, estás me ouvindo?
Onde te encontres, levanta os olhos!
Vês, Hannah?
O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam!
Estamos saindo das trevas para a luz!
Vamos entrando num mundo novo.
Um mundo melhor, em que as pessoas estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade.
Ergue os olhos, Hannah!
A alma das pessoas ganhou asas e afinal começa a voar.
Voar para o arco-íris, para a luz da esperança.
Ergue os olhos Hannah!
Ergue os olhos!"

Charles Chaplin
Extraído do filme O Grande Ditador

http://certas_coisas.br.tripod.com/certascoisas/id9.html

sueli

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Texto de Charles Chaplin

Mensagem  sueli em Qui 11 Nov 2010 - 7:35

Texto de Charles Chaplin


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Charles Chaplin - O ultimo discurso de O grande ditador

Mensagem  sueli em Qui 11 Nov 2010 - 7:42



Charles Chaplin - O ultimo discurso de O grande ditador


sueli

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Re: MENSAGENS DE REFLEXÃO.

Mensagem  Convidad em Sex 12 Nov 2010 - 22:43

[i]Mensagem de anjos:

Eu sou teu Anjo...
Eu sou teu Anjo da Paz!

Trabalho para afastar tuas dúvidas e tristezas,
tuas magoas e pensamentos negativos.
Te inspiro auto-confiança e serenidade,
acalento teu coração nos momentos de conflito.
Te proporciono bem estar físico e espiritual!
Faço você ficar de bem com a vida.
É muito fácil me achar...
Moro na Rua da paz do teu coração!

Eu sou o teu Anjo do Amor!
Desperto teus sentimentos mais puros e reais.
Te incentivo a atos de fraternidade e perdão, de carinho e romantismo, aqueço teu coração
em todos os momentos.
Retribuo em dobro a tua doação
de carinho e amor.
Faço tua conexão direta com deus!
É muito fácil me achar...
Moro na Rua do Amor do teu coração!

Eu também sou seu Anjo da Felicidade!
Você poderá me achar sempre.
Mas antes terá que passar pelas ruas
da Paz e do Amor.

Oi...
Sou seu Anjo " Eu estou ao seu lado e sou aquele que nunca desacredita dos seus sonhos. Sou eu que as vezes altero seu itinerário, e até atraso seus horários para evitar acidentes ou encontros desagradáveis.
Sim, sou eu que falo ao seu ouvido aquelas "inspirações" que você acredita que acabou de ter como "grande idéia". Sou eu quem te causa aqueles arrepios quando você se aproxima de lugares ou situações que vão te fazer mal. E sou eu quem chora por você quando você com a sua teimosia insiste em fazer tudo ao contrário só para desafiar o mundo.
Quantas noites passei na cabeceira de sua cama velando por sua saúde, cuidando de sua febre e renovando suas energias. Quantos dias eu te segurei para que você não entrasse naquele ônibus,carro e até avião?Quantas ruas escuras eu te guiei em segurança? Não sei, perdi a conta, e isso não importa.
O que realmente importa, e o que me deixa triste e preocupado, é quando você assume a postura de vítima do mundo, quando você não acredita na sua capacidade de resolver os problemas, quando você aceita as situações como insolúveis, quando você pára de "lutar" e simplesmente reclama de tudo e de todos, quando você desiste de ser feliz e culpa outra pessoa pela sua infelicidade, quando você deixa de sorrir e assume que não há motivos para rir, quando o mundo está repleto de coisas maravilhosas, quando se esquece até de mim, seu anjo da guarda, aquele que Deus deu a honra de auxiliar nessa missão tão difícil que é viver e progredir.
Já que me deixaram falar diretamente com você, gostaria de te lembrar,que estou ao seu lado sempre, mesmo quando você acredita estar totalmente só e abandonado, até nesse momento eu estou segurando a sua mão, eu estou consolando seu coração, eu estou te olhando, e por te amar demais, fico triste com a sua tristeza, mas, como eu sei que você nasceu para brilhar, eu agradeço a Deus a oportunidade bendita de te conhecer e cuidar de você, porque você é realmente muito especial.
Seu anjo da guarda, que acredita em você. Ore, Agradeça, Peça, ele está ai contigo te ouvindo:"Santo Anjo do Senhor, Meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, me rege, me guarde, me ilumine Amém!

Raios de Luz.
: Arrow flower I love you

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Refletindo astrologicamente

Mensagem  Convidad em Sab 13 Nov 2010 - 12:36

Estados de alma, bolhas e noites escuras


Bolhas que dissolvem, luzes que não se vêm...ainda; nestes tempos em que Netuno e Quíron têm andado de mãos dadas, tenho meditado, ponderado e, ponderado no trabalho dos dois e naquilo que os diferencia, completando-se.

Netuno numa das suas faces, no horóscopo simboliza a nossa necessidade da perfeição, do ideal, do inatingível e por isso por vezes consegue atirar-nos para paraísos que nos protegem daquilo que não queremos aceitar na nossa realidade. Escapamos, podemos viver assim dentro de uma bolha protetora, por muito tempo.

A vida é dinâmica, chegará a hora em somos obrigados a enfrentar o quanto daquele ideal é uma criação do ego, algo que teimamos em alimentar não fazendo parte da nossa essência, como se estivéssemos debaixo do efeito de um alucinogéno natural.

Virá a altura em que Netuno ativa pontos cruciais (muitas vezes com uma ajuda de Saturno), dissolve aquele ideal, o que leva a uma dissolução daquele self criado. Egos construídos ao longo da vida que nos foram norteando e protegendo por tanto tempo...aos quais nos apegamos como se da nossa verdadeira essência se tratassem. Depois da incompreensão segue-se o desgosto, da perda, enquanto nasce o novo...ideal.

Uma vez que ao sermos confrontados pela necessidade do desmame daquela droga, com a morte do ideal que nos amparava, somos forçados a olhar a nossa essência nua e crua. Épocas refletidas no mapa pessoal, por contatos dinâmicos (quadraturas, oposições e conjunções) de Netuno. Períodos mais ou menos longos com alguns recuos. Recuamos para dentro de nós. Que nos levam a mudanças importantes.

Consoante aonde acontece este fenômeno, em que ponto do mapa pessoal, assim vemos a realidade transformar-se, de dentro para fora. Os efeitos exteriores acabam por ser um mero reflexo do que nos vai na alma.

Com Netuno tenho que falar de alma, porque tudo começa no nosso íntimo.

É o lugar que ocupamos na sociedade, no trabalho (Meio-do-Céu), com repercussões no lar (o mesmo acontecendo no Fundo-do-Céu) que parece perder o sentido, questionamos aonde nos temos focado. O self que se desintegra, por vezes em forma de depressão ou noutras formas de doença física, sentimo-nos perdidos, sem sentido (Ascendente ou o Descendente), os outros não nos vêm como realmente somos.

São alturas da vida solitárias, melancólicas até que o processo esteja realmente completo.

Ao aproximarmo-nos um pouco mais da nossa essência, desprendemo-nos de padrões egocêntricos. Este caminho, é doloroso mas também é criativo, querer passar a correr, arriscamo-nos a não ir tão longe como poderíamos. Estaremos condicionar o novo self que nascerá depois deste período. Li há pouco tempo que são alturas em que deveremos estar preparados para apreciar a beleza da longa noite escura.

Quíron o curador ferido por seu turno, no mapa, sugere o poder de curar os outros, precisamente na área em que padecemos. Quando este ativa um planeta pessoal, busca a cura, cansado de sofrer vai a fundo para se libertar. Quíron a pressionar o regente ou um planeta na Casa 7ª (relacionamentos) vai querer resolver as "suas" mágoas latentes. No caso do Sol, a urgência em resolver aquilo que nos sendo essencial, temos escamoteado.

Agora em conjunto com Netuno, a necessidade de entender os segredos da alma, de os esquadrinhar, para que se liberte e se retorne ao essencial.

Quem beira os 50entas, tem o chamado retorno de Quiron, à mistura com Netuno (e que poderão estar simultaneamente a ativar um outro ponto crucial do mapa). Caso para dizer, tratamento intensivo. Dissolução e cura.

Esta deverá ser altura em que poderemos curar-nos a nós próprios. Ninguém disse que seria fácil, a fé e a fidelidade à nossa essência, de que algo de melhor e mais autêntico está para nascer, terão que ser os companheiros desta jornada escura e confusa.

Netuno, depois da dissolução brinda-nos com o amor, o incondicional, por nós próprios e como isso a paixão pela nossa vida, tal como ela é.

Publicado por Ana Cristina

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Sistema Geografico Sul Mineiro

Mensagem  Convidad em Sex 19 Nov 2010 - 16:02


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NORMOSE

Mensagem  sueli em Dom 21 Nov 2010 - 7:16

Bom Dia!
Bom Domingo!



NORMOSE


http://www.youtube.com/watch?v=WlC-2-YFfF4



Última edição por sueli em Dom 21 Nov 2010 - 7:20, editado 1 vez(es)

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A chave da energia vital

Mensagem  sueli em Dom 21 Nov 2010 - 7:18


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Olhando os outros

Mensagem  sueli em Ter 23 Nov 2010 - 7:41

Olhando os outros


Gilberto de Nucci tem uma excelente imagem a respeito de nosso comportamento. Segundo ele, os homens caminham pela face da Terra em fila indiana, cada um carregando uma sacola na frente e outra atrás.

Na sacola da frente, nós colocamos as nossas qualidades. Na sacola de trás, guardamos todos os nossos defeitos.

Por isso, durante a jornada pela vida, mantemos os olhos fixos nas virtudes que possuímos, presas em nosso peito. Ao mesmo tempo, reparamos impiedosamente, nas costas do companheiro que está adiante, todos os defeitos que ele possui.

E nos julgamos melhores que ele – sem perceber que a pessoa andando atrás de nós, está pensando a mesma coisa a nosso respeito

http://g1.globo.com/platb/paulocoelho/2009/08/14/olhando-os-outros/

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Código de Ética dos Indígenas Norte-Americanos

Mensagem  sueli em Ter 23 Nov 2010 - 8:05

Código de Ética dos Indígenas Norte-Americanos

http://www.youtube.com/watch?v=bxHv5ltDxFU&feature=related

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O silêncio

Mensagem  sueli em Ter 23 Nov 2010 - 8:06


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O Caminho das oito vias

Mensagem  sueli em Ter 23 Nov 2010 - 8:08



O Caminho das oito vias



O Tantra é parte do Budismo Tibetano. É a compreensão do Caminho das oito vias.

Buda ensinou a seus discípulos que os extremos da vida deviam ser evitados, que o caminho do meio é a forma de chegar ao equilíbrio, ensinou ainda que, tanto o prazer extravagante ou a abnegação exagerada deviam ser evitados. Ambos os extremos provocam sofrimento.
Para Buda existem oito vias para romper com o sofrimento e levar ao caminho do meio e assim chegar a iluminação.

1. Visão Correta
A vida de cada pessoa está envolvida por crenças e hábitos desta e de existência passadas. Que é difícil desviar-nos completamente destas crenças, mas não impossível, porque além de sermos animais sociais, somos também animais racionais. Buda ensinou que a vida precisa de um projeto, de mapas em que a mente possa confiar, a energia de cada um deve ser dirigida a um prop ósito.

"Um elefante por mais perigo que corra, não fará nada para fugir até se assegurar de que o caminho que vai percorrer suportará o seu peso. Sem ter esta certeza, irá preferir a agonia à incerteza da queda".

O mesmo acontece com o ser humano, até que sinta que sua razão não esta satisfeita, ele não avança com firmeza em nenhuma direção. Assim, é necessária alguma orientação intelectual antes de se fazer algo com firmeza. Os ensinamentos sobre uma das "Quatro Nobres Verdades" fornecem esta condição. O sofrimento é provocado pelo desejo de satisfação pessoal. Esse desejo, ou anseio é refreado através do Caminho das Oito Vias.

2. Aspirações Corretas
Enquanto o primeiro passo nos leva a tomar decisões tendo em conta o problema básico da vida, o segundo conselho é deixar que os nossos corações sigam os seus desejos.

3. Linguagem Correta
É necess� �rio estar atento. O primeiro aprendizado é usar a linguagem correta, estar ciente do poder que a linguagem de cada um pode revelar sobre a nossa personalidade. Ao invés de começarmos com a decisão de só dizermos a verdade, faremos melhor se recuarmos um pouco e pensarmos na quantidade de vezes que, durante o dia, nos desviamos da verdade e por que razão o fazemos. O homem deve abster-se da mentira, da bisbilhotice e das frivolidades e deve falar de forma verdadeira, amigável e atenciosa.

4. Conduta Correta
Antes de tentar ser melhor deveríamos entender o nosso comportamento. A conduta correta implica em não matar nenhum ser vivo, animal ou humano, não roubar, não se entregar a relações sexuais licenciosas, não mentir e não usar drogas.

5. Atividade Correta
O progresso espiritual é impossível quando as ações pessoais são contraditórias. Para aqueles que buscam a libertação, não é sufi ciente a vontade, precisam dedicar toda a sua vida ao projeto de se tornarem livres dos conceitos e crenças errôneas. Atividade correta consiste em observar a própria conduta, dedicar-se a ocupações que promovam a vida ao invés de destruição.

6. Esforço Correto
Aquele que busca o caminho do meio não deve permitir a intervenção de pensamentos ou de estados de espírito destrutivos, e se estes já estiverem instalado, deverá buscar desviá-los, antes de seus efeitos visíveis.

7. Atenção Correta
Em um texto sagrado do Dhammapada, está escrito: "Tudo o que somos é o resultado daquilo que pensamos".
Buda considerava que a liberdade é a libertação que cada um pode alcançar dentro desta existência por meio do autoconhecimento, deixando de agir sempre dentro de atitudes inconsciente e automática. Isto é, estar atento aos pensamentos e sentimentos, perceber que eles chegam e sae m e não constituem parte de nós. Devemos testemunhar os acontecimentos de forma reativa, olhando e vivenciando os estados de espírito e as emoções de forma a não condenar ou dar importância demasiada a nem uma delas.

8. Êxtase Correto
É estar atento ao controle completo sobre a mente e o corpo, neste ponto um praticante de Tantra estará pronto para entender a meditação.

Mikka Wentz
www.ser-tantra.com.br/
http://somostodosum.ig.com.br/blog/blog.asp?id=5107

sueli

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O CAMINHO DO MEIO

Mensagem  sueli em Qui 25 Nov 2010 - 7:43


Tenham todos um bom dia!



O CAMINHO DO MEIO


Rogério Malaquias
Boa Esperança de Cima, 1992


Caminho do Meio (Madhyama Pratipad, em sânscrito) é uma tradicional expressão budista que procura, de um modo sucinto, apontar o rumo àqueles que se propõem a dar seus primeiros passos em direção à sabedoria ou, pelo menos, ao alívio de seus conflitos.
É uma das imagens que brotam espontaneamente na alma sempre que ela é atormentada pelo Conflito dos Opostos, vale dizer, conflito de desejos ou necessidades que aparecem como absolutamente excludentes. É uma metáfora, uma das imagens recorrentes em todas as épocas e culturas sob as mais diversas formas e denominações, pois que representa um poderoso determinante da alma humana: o arquétipo da União (Conjunctio) especificamente a União de Opostos (Conjunctio Oppositorum, como diziam os alquimistas, em latim), a mais radical das uniões.
Digo a mais radical porque os opostos não se justapõem ou se mesclam simplesmente, como bananas num cacho ou tintas numa palheta de pintor, nem se deixam reduzir um ao outro por submissão violenta ou a golpes de raciocínios bem intencionados. Os opostos são o que são: opostos. Mas quando somos pegos pelo calor do embate que eles travam em nossa alma, imediatamente o arquétipo de União é ativado (tenhamos ou não consciência dele) lançando-nos à estranha aventura de reconciliar o irreconciliável. Tal aventura é inescapável pois que significa, se não a cura, ao menos alívio para um intenso sofrimento.

O arquétipo ativado traz esperança de calma, ordem no caos, inspira nobres ideais, mostra agora um pouco de felicidade ou a promete para um futuro próximo, alimenta utopias, fascina, alenta, convida a alma a não desesperar-se, encoraja-a a prosseguir entre as dificuldades. No entanto, ele também se manifesta por dúvidas, inseguranças, culpas, remorsos, depressões, ansiedades, estresses, e que tais.
E, também, por uma estranha teimosia que parece realimentar o processo de sofrimento. Mas não. É aquela aventura, também estranha, que exige as teimosias, obsessões, persistências, certezas, paranóias, manias, indiferenças, preconceitos, e outras coisas mais, para que nos mantenhamos no caminho e não percamos o rumo.
Assim, talvez, possamos perceber algum sentido em meio a tanto sofrimento e... talvez, vislumbrar o alívio.

As margens de um caminho não são opostas por si mesmas, tornam-se opostas em função do ponto de vista do caminhante. O lado direito e o esquerdo são os do caminhante, não os do caminho. Vale dizer, os da alma do caminhante, que facilmente projeta neles suas tensões em conflito. E é bom que o faça, pois a metáfora do caminho traz consigo diagnósticos e esperanças de transformação.
Senão, vejamos: o lado direito e o esquerdo fazem às vezes de lados bom e mau, certo e errado, reto e torto, claro e escuro, consciente e inconsciente, esposa e amante, etc. No caminho se vai para frente ou para trás, se progride ou regride, há futuro e passado, se tem rumo ou se está perdido, ele está impedido ou desimpedido, os obstáculos são fáceis de serem transpostos ou muito difíceis, ele é perigoso ou nem tanto, se estamos só ou acompanhados, se nos ajudam ou não, se aguardamos a próxima curva , a próxima vila, ou se voltamos já. E será ainda possível o retorno? E a bifurcação? E a decisão numa encruzilhada? Muitas estórias... Espelhos onde a alma se reflita, se veja, reflita e se retoque.
Os opostos só existem na alma. Quando os lados direito e esquerdo de um caminho voltarem a ser apenas os lados direito e esquerdo de um caminho, então o caminhante estará em paz. E o arquétipo de União terá cumprido o seu desígnio.

Caminho do Meio é uma expressão que sugere evitar os caminhos extremos, cuidado, consideração aos dois lados da questão, atenção. Isso lembra os gregos.
Os gregos antigos ensinavam a temperança, a prudência, o bom senso, a moderação, a modéstia como um estado de espírito calmo e são (Sophrosyne). Esta era uma virtude que se contrapunha à Hybris que significava o contrário: desmedida, excesso, orgulho, insolência, impetuosidade, desenfreio, ultraje, insulto, desespero... violência! Nada em excesso, recomendavam seus mestres, contando maravilhosas estórias de homens e heróis castigados pelos deuses por conta de seus excessos.

Observa-se um benefício simples e ancestral da arte de unir opostos (é uma arte!) contemplando, por exemplo, a tensão de um arco retesado prestes a lançar a sua flecha (criada pela aproximação das duas extremidades “opostas” da haste de madeira unidas por um cordel) e a perícia do atirador em acertar o seu alvo (nem para cima demais ou para baixo, nem demais para a direita ou a esquerda).
Outro exemplo ainda mais simples e mais ancestral ainda: o homem, a mulher, e seus filhos.
Observemos também os cuidados de afinação das cordas de um instrumento musical: não podem ser frouxas ou tensas demais. Esta foi exatamente a imagem que Buda usou ao tentar mostrar aos seus cinco ex-companheiros de rígido ascetismo que o corpo (e a mente) não deve ser agradado ou desagradado em excesso. É preciso encontrar o Caminho do Meio.

.O caminho budista por excelência (Marga). Uma visão tântrica.

O caminho do Meio é conhecido na tradição budista como a Quarta Nobre Verdade, vejamos rapidamente as outras três:
A Primeira -- duhkha aryasatya (nobre verdade sobre a dor) -- anuncia que todos os seres vivos sofrem. Sofrem quando nascem, sofrem quando envelhecem, sofrem quando adoecem, sofrem quando morrem. Sofrem quando não se unem àqueles que amam ou se unem àqueles que odeiam, e sofrem quando deles se separam. Sofrem quando não conseguem realizar os seus desejos. Sofremos, metidos todos que estamos numa realidade que se transforma incessantemente. Insatisfação sem fim. A impossibilidade do descanso garantido. Só a insegurança não passa: o meu mundo não permanece, o meu corpo não permanece, eu mesmo não permaneço.

A Segunda – duhkha samudaya aryasatya (nobre verdade sobre a origem da dor) -- denuncia o desejo, a sede (trishna) de existir, de viver, sede de prazer, sede de poder, como a causa de todo o sofrimento. Desejamos a permanência do nosso mundo, do nosso corpo e de nós mesmos. Desejamos não só a permanência como ampliá-la, protegê-la. Estamos apegados a umas tantas coisas que temos por essenciais ou agradáveis que lutamos todo o tempo para que elas não se vão. Mas elas se vão. Mais cedo ou mais tarde, e não se deixam conservar. O desejo se reproduz, vai de um a outro, e nos lança numa intermináve l corrente de dor: desejo de ser isto e de não ser aquilo, desejo de prazer e de não sofrer, de permanecer, não morrer. O desejo é a fonte de toda a ilusão, que por sua vez reforça o desejo, num ciclo vicioso infernal. O desejo alimenta a noção ilusória de um “eu” permanente e substancial que é “quem” sofre. É o suporte da dor, e a ela dá continuidade.
O desejo se acende e arde nas duas paixões que se opõem: o amor e o ódio, e se alucina com a própria ilusão que produz! -- O amor, desejo ardente de união (raga), representado no imaginário budista por um galo, ou uma pomba -- O ódio, desejo ardente de repulsão (dvesha), representado por uma s erpente. -- A ilusão, desejo ardente de não saber (avidya), ignorância, indiferença, preguiça, indiferenciação, inconsciência, indiscriminação, loucura, confusão (moha), representada por um porco, é o desejo de dissipação, que de tão dissipado já, pode nem mais aparecer como desejo. Atração, Repulsão e Indiferença – dois caminhos opostos e um pseudo caminho do meio -- são os chamados Três Venenos, Os Três Males.
A sede de existir, de viver, que começa e continua em ilusão, engano e dor, recomeça incessantemente a sua sina através dos sucessivos ciclos de renascimentos.

A Terceira – duhkha nirodha aryasatya (nobre verdade sobre a cessação da dor) -- prenuncia a libertação do sofrimento, o alívio da dor: se não nos apegarmos ao mundo, ao corpo e a nós mesmos, então não sofreremos jamais! Extinguindo o desejo faremos cessar a dor. Extinção do desejo, do apego, da sede de existir, do “eu”, do ciclo de renascimentos, da ilusão, enfim. Quando a chama se extingue, quando se foi o último alento, quando já não houver mais o sopro, ex- (nir) soprado, (vana) -- apagado de um sopro -- expirado (nirvana) estará o prazo da chama, do pavio, da vela. Extinguiu-se o incenso. Não há mais ações (karma) que exijam ter continuidade ou desejo de as ter.
Elimine-se a causa que desaparecerá o efeito. Lógico e simples, não é mesmo? Lógico e simples demais... Na prática, porém, muito provavelmente porque não somos Budas, seja talvez impossível andarmos assim tão desapegados pela existência a ponto de não sofrermos nem ao menos um tiquinho. Mas também não precisamos e nem devemos nos exigir tanto, pois seria um excesso, e paradoxalmente estaríamos alimentando um desejo, ficaríamos apegados a uma mera idéia, mesmo que ela seja uma idéia tão nobre. A vida concreta e cotidiana é, muitas vezes, mais generosa que a mente abstrata dos filósofos e sacerdotes em sua demanda das coisas absolutas. Se conseguirmos sofrer bem menos e esse sofrimento não nos afastar do caminho, já está muito bom.


Resumindo: Primeira Nobre Verdade – Todos os seres sofrem.
Segunda Nobre Verdade – A causa do sofrimento é o desejo
Terceira Nobre Verdade – A cessação do desejo faz cessar o sofrimento.
Quarta Nobre Verdade – O Caminho do Meio faz cessar o desejo.

Ao contrário da nossa compulsão de viver, de ser, de ter, do nosso medo e pânico a respeito da morte, o budismo propõe a extinção, não a teme, almeja-a. Mas essa extinção não é, simplesmente, a morte do corpo, que é uma das formas materiais (rupa) e que é muito fácil de acontecer, mas também a morte da alma, como podemos entender a palavra sânscrita para nome (naman), o que, para os budistas, é muito mais difícil de acontecer. s significa o conjunto das cinco sensações (vedana), provenientes dos cinco órgãos voltados para fora, ou instrumentos do exterior (bahir-karana) – olho, nariz, ouvido, língua, pele; as representações mentais dessas sensações, ou percepções (samjna); as conscientizações dessas percepções (vijnana); e a assim chamada mente, considerada um sexto órgão de conscientização, voltado para dentro, ou instrumento do interior ( antar-karanam), formada pela atenção seletiva ou “intelecto” (manas), a atividade do ego (ahankara), o discernimento (buddhi). Em suma, características que configuram o que conhecemos por psique, alma.
A extinção do conjunto de nomes-e-formas (namarupa), a unidade psicossomática, alma-e-corpo, se dá ao longo de um caminho que pode durar muitas vidas, tantas quantas forem necessárias até que o não-saber (avidya), a ignorância, a escuridão, o sono, o sonho, a ilusão, cesse e ceda lugar à sabedoria (vidya), deixe surgir a iluminação (boddhi) .
Caminhar pelo Meio é, pois, a arte de ir-se eliminando apegos pela vida a fora, e vida a dentro. É procurar não sofrer e não fazer sofrer. É procurar não estar enlaçado a uma coisa nem a seu oposto. É escorrer, fluir como água entre uma margem e a outra. Mesmo que as águas fluam com excessiva rapidez e esbarranquem as margens que a contêm, observe, sofra, mas tenha calma, não se desespere, espere, não há pressa.

Atenção para uma importantíssima diferença:
Caminho do Meio não é o mesmo que caminho medíocre.
Não é cinzento, sombrio ou morno. Ele cheira e fede. Vão nele as Marias-sem-as-outras.
Não é atalho para hipócritas, nem o refúgio de ambíguos. Estes, e os confusos, perdem-se nele logo à vista da primeira encruzilhada.
Passar entre dois extremos não é o mesmo que evitar os extremos. As águas de um rio não evitam as suas margens, ao contrário, apoiam-se nelas! Um trem não evita os trilhos que lhe dão o rumo.
Pelo Caminho do Meio sobe-se às mais altas montanhas e se desce aos vales mais profundos. Por ele se vai ao céu e ao inferno.
É a coluna central, flexível como a da serpente, que se comunica com todas os aspectos da tragédia humana.
É o fio da meada.
Nele, há calor e frio. Macho e fêmea. Há fraqueza e força. Espírito e matéria. Tudo e nada. Há vida e há morte.
Nele, somos tolos e sábios, inteiramente luz e inteiramente treva. Não há meio-a-meio, é isto tudo e mais tudo aquilo. É inteiro e completo como a natureza é.
O Caminho do Meio tem os extremos.
O caminho medíocre teme os extremos.
Não há como confundi-los: a virtude da temperança inclui temperos, temperaturas, não é insensível nem insípida, é plena de sabores, comporta mil saberes. Provar, conhecer o sabor, é saber. Saborear é o ofício do sábio.

Uma outra distinção merece ser feita:
Caminho do Meio não é o mesmo que meio do caminho.
Ele não nos leva a lugar algum. Na verdade, não é um caminho por onde se passe para chegar a um outro lugar mais distante, é um caminho onde se chega. Estar nele, caminhando, é já ter chegado.
Estamos sempre no meio do caminho quando estamos sempre evitando alguma situação e ansiando por alguma outra. Um lugar lá atrás, um outro mais lá na frente. Sempre alguma coisa no passado e sempre alguma outra no futuro. Assim, estamos sempre no meio...

Observem, agora, esta passagem sutil: ESTAMOS SEMPRE NO MEIO.
Perceber que sempre estamos no meio do caminho, que sempre estivemos e estaremos sempre, é entrar no Caminho do Meio. Um caminho que, se podemos dizer conduza a algum lugar, conduz a ele próprio. Algo assim como caminhar tranqüilo na intimidade da própria casa.
Um cam inho o mais reto possível que nos leve o mais rapidamente possível a algum lugar distante e exótico, para fora ou para dentro de nós, e ainda para mais além dos nossos mesquinhos problemas e insatisfações, não é o Caminho do Meio, embora seja exatamente assim que uma quantidade enorme de budófilos (os apegados ao Buda) o compreenda.
Qualquer caminho leva a todos os outros caminhos, o que vale dizer que levam todos a si mesmos, a diferença está no jeito com que se caminha.
O viajante estará perdido se tentar encontrar algo diferente de si mesmo, já que na verdade, é só o que ele encontra constantemente.
Um budista senta-se à sombra de uma árvore e descansa. Descansa de si mesmo, em si mesmo. Ao reiniciar sua caminhada caminhará sentado, sabendo que por mais longe ele chegue, por mais que ande, estará sempre ali, chegado. Tornará sempre a si mesmo, àquele mesmo descanso, à sombra mesma daquela árvore.
Ora, um caminho que nos traz de volta sempre ao mesmo ponto, certamente não é um caminho reto, mas de natureza curva, circular.
Caminhar em círculos, eternamente, sem chegar a parte alguma, parece coisa de louco, ou pelo menos de alguém completamente perdido. E é mesmo. Mas é isso o que fazemos normalmente, sem o saber, agarrando-nos a objetivos provisórios aos quais conferimos valor perene: uma profissão, um cargo público, um casamento, um filho, uma conta no banco, uma religião, um amor, um ideal político... Nos enganamos assim, e sofremos muito quando o que parecia eterno se esvai impiedosamente diante dos nossos olhos incrédulos.
Quando sabemos disso, quando sentimos seu gosto, seu estranho sabor, então já não é mais possível crer em metas ilusórias tendo-as por verdadeiras. Imediatamente já não estamos mais na periferia de nós mesmos, mas chegados a uma espécie de Centro surgido inesperadamente do nada (ou do tudo) que nós somos.
Caminho do Meio é o caminho do Centro.
Nele encontram-se todos os extremos. Nele todos os extremos se apoiam. Dele jorram todas as diferenças. Aqui já não há (ou ainda não há) a terrível luta entre os opostos. Estes, no Centro, de alguma forma, se ajeitam por si mesmos.
Um bicho acuado entre dois monstrengos pode, no máximo, escapar com alguma habilidade, fazer algum tipo de malabarismo, algum equilibrismo, ser hábil, esperto -- o que é bom -- mas não propriamente um sábio, um Desperto (Buddha). Não escapará de si mesmo, e tornará a encontrar os monstrengos, até cansar ( e descansar) no Centro...



O Caminho do Meio é representado no budismo por uma roda de carroça com oito raios e um centro vazio. Os oito raios, que se “opõem” entre si, representam os oito caminhos principais (é infinito o número de oposições possíveis) que ligam a periferia da roda ao seu centro. Por isso o Caminho do Meio é também chamado de O Nobre Caminho Óctuplo (aryastangamarga).
Imaginemos que estamos todos amarrados a uma enorme roda de carroça em movimento; que tentamos faze-la parar quando chegamos no alto, aliviados da dor, e sentindo prazer mesmo que saibamos que outros de nós, lá embaixo, no extremo oposto, estraçalham-se em sofrimentos e desejam com ardor que a roda se mova.
Imaginemos que essa roda não pára nunca e, em breve, voltará a nos sa vez de suportarmos o alívio dos outros, e o peso dessa lei inexorável.
Se não tentamos nos enganar, e aos outros, veremos cruamente que é mesmo aí onde estamos metidos e daí não se sai fácil, não se sai falso.
Ser verdadeiro é muito difícil pois embora sendo esta uma grande virtude, o que ela expõe aos olhos da consciência costuma ser muito assustador, mormente aquela dança macabra que é o drama oculto no majestoso girar da Roda da Existência, Roda da Vida, ou Roda do Vir-a-Ser (Bhavachakra).

Encontrar um jeito de ser o que se é mesmo. Eis nossa tarefa! Ser autêntico da melhor forma possível. Estar no centro das próprias contradições, revelá-las, deixar que elas tramem alguma arte.
O que há de comum em cada um dos oito caminhos é exatamente a autenticidade. Na verdade, os oito caminhos são um só: ser próprio, não imitar, ser igual a si mesmo, autêntico. Não se trata de obedecer a um código de regras prefixadas em busca do comportamento perfeito.

A palavra sânscrita samiak e a sua equivalente páli samma significa algo como “completo em si mesmo” e pode ser traduzida nas línguas ocidentais por right, richt, proper, perfect, certo, direto, direito, reto, correto, pleno, perfeito, próprio, completo, inteiro, integral, puro, verdadeiro, autêntico, etc. Com exceção dos adjetivos reto, certo, direto, direito (right, richt ) – que sintomaticamente revelam a compulsiva impaciência ocidental para tratar das questões da alma – os demais têm uma conotação mais próxima do sentido original, mais rotunda, mais cheia, plena de suas partes.
Eu prefiro autêntico, porque esta palavra, embora seja também muito mal usada e compreendida, pois parece justificar quaisquer ações, palavras ou pensamentos, é a que reclama mais atenção para o que se faça, fale ou pense. Portanto, exige mais responsabilidade. O que fazemos espontaneamente pode ser bom ou muito ruim para nós mesmos e para os outros. Depende do que se tem na alma.
A atenção dilui os impulsos nefastos e... concentra-se (junta suas partes no centro).
Se somos autênticos, por qualquer dos caminhos chega-se ao centro, e de lá a todos os outros, rapidamente.

Abaixo seguem os oito caminhos, em sânscrito, com a tradução que me parece a mais adequada e algumas outras possibilidades; entre aspas o sentido aproximado de algumas palavras sânscritas; e em itálico a tradução para o inglês.


1º- Compreensão autêntica (samyag drishti) – concepção, visão, view.
2º- Decisão autêntica (samyak samkalpa) – determinação, resolução, resolve.
3º- Fala autêntica (samyag vak) – “palavra”, discurso, linguagem, speech.
4º- Conduta autêntica (samyak karmanta) – “ações”, action.
5º- Sustento autêntico (samyak ajiva) – “enquanto se vive”, meio/modo de vida, trabalho, livelihood.
6º- Empenho autêntico (samyag vyayama) – aplicação, esforço, effort.
7º- Atenção autêntica (samyak smirti) – mindfulness.
8º- Contemplação autêntica (samyak samadhi) – “absorção”, fixação, meditação, concentration.

Compreender, decidir, falar, agir, sustentar-se, empenhar-se, prestar atenção (ouvir), contemplar. Autenticamente. Isto é, sem fingir.
Até mesmo o fingir pode ser autêntico, e quando o é, podemos nos perceber artistas.
Tais caminhos por serem autênticos, verdadeiramente não se opõem. Mas não só esses oito, mostrados desde o início pela tradição budista. Se autêntico, podemos acrescentar: caminhar, tomar chá, lutar, comer, plantar, cozinhar, enfeitar, vestir-se, fazer amor, conversar, cantar, dançar, pintar, sofrer, morrer... e tudo o mais.
Nada podemos fazer para sermos autênticos. Imagine uma girafa esforçando-se para ser girafa. Não há normas para o Caminho do Meio, nem mesmo esta. Com as normas podemos apenas criar um personagem qualquer, que possa até ser muito útil e interessante a nós mesmos ou aos outros, mas não seremos necessariamente autênticos.

Podemos tentar apenas não ser falsos.
Mergulhar em nossa mediocridade, profundamente, e chafurdamos nela até o limite do nojo. Podemos também, depois disso, sentarmo-nos sobre a pedra que há no meio do caminho e ali, então, descansar, talvez verdadeiramente.
O Caminho do Meio é um tesouro invisível. Surge à imaginação enquanto ainda não o encontramos, ou quando já o perdemos.
O medíocre meio do caminho tem a peculiaridade de ser bem visível, principalmente nos outros e aos outros.
Não sabemos tanto o que é a verdade quanto sabemos ser a mentira. Nos enganamos mais facilmente quando lidamos com a verdade, mesmo quando tentamos ser honestos. Nossas certezas costumam mostrar-se precárias com o passar do tempo. No entanto, sabemos quando mentimos.
É, pois, mais fácil (?) falar da mediocridade que da sabedoria, já que é possível vê-la. Por aí devemos começar. O Cam inho do Meio virá por si mesmo, e por si mesmo irá embora se não soubermos andar por ele.

Por ser assim tão invisível, é também chamado o Não-Caminho.
Estamos acostumados a parar de caminhar apenas quando já chegamos, mas aqui trata-se justamente do oposto: chegamos quando paramos de caminhar!
Quem busca estará sempre no meio do caminho.
Quem encontra estará sempre no Caminho do Meio.
O próprio Caminho do Meio, portanto, não pode ser buscado jamais, apenas encontrado. Tudo o que se encontra nos remete a ele, mesmo as coisas mais desprezíveis.

O caminho que nos leva não entre os opostos, mas através deles; o caminho que nos leva não para longe dos extremos, mas para dentro deles, este é o Caminho do Meio.

No centro da Roda do Vir-a-Ser, no olho mesmo da confusão, aqui, bem no meio do caminho, alucinados pelo desejo, possuídos pela paixão, agarrados às coisas do mundo, sofridos, radicais, imperfeitos, pecadores ... há uma flor.
Há uma flor agora.
Há um belo e puro lótus, desses que crescem nos pântanos mais imundos.
Sobre ele senta-se em paz o Desperto.




http://www.rubedo.psc.br/Artigos/camimeio.html

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Re: MENSAGENS DE REFLEXÃO

Mensagem  sueli em Ter 30 Nov 2010 - 6:49

Bom Dia Irmãos.
Adoro textos sobre Parábolas, Contos, Metáforas, Histórias e etc.
Acredito que o bons exemplos são a melhor forma de educar, moldar o caráter e lendo esses textos podemos sempre nos corrigir, aperfeiçoar enfim sermos melhores.


Metáforas
Por SaKAIZEN Sakurai


O que é metáfora?

A palavra metáfora é derivada do grego "meta"(além) mais "phorein" (transportar de um lugar para outro). Tem a conotação de transportar o sentido literal de uma palavra ou frase, dando-lhe um sentido figurado. A metáfora se comunica com os dois lados de nosso cérebro.

compreendido literalmente pelo lado esquerdo associado à mente consciente, lógica e racional, onde se encontram as estruturas corticais reponsáveis pelo processamento da linguagem. Ao mesmo tempo, é compreendido no seu sentido figurado pelo lado direito associado à mente inconsciente, intuitiva, criativa, emocional e sábia. A metáfora usa uma linguagem simbólica que é característica da linguagem primária do inconsciente.



Para que serve a metáfora?

A metáfora faz parte da comunicação coloquial das pessoas: "doce como mel". "liso como quiabo", "duro como aço", etc. A metáfora está presente nas fábulas, parábolas e estórias infantis que mais nos marcaram. As mensagens da Bíblia e dos textos sagrados estão repletas de metáforas. A metáfora faz parte das músicas e dos poemas que mais nos emocionaram. O que faz uma piada ser engraçada é a metáfora nela embutida.

A propaganda e o marketing fazem uso freqüente das metáforas. O nome das empresas e dos produtos, seus símbolos e logotipos, seus anúncios e comerciais estão repletos de mensagens metafóricas. Na verdade, o que fica gravado como aprendizado em nossa mente, não é o sentido literal da estória, mas o sentido figurado e metafórico captado pelo nosso inconsciente.

A metáfora induz a um processo natural de mudança. Ao contrário de uma ordem ou sugestão direta de mudança, a metáfora permite à pessoa conscientemente travada e sem saída, perceber, inconscientemente, outras alternativas que não visualizada anteriormente.

O uso da metáfora em psicoterapia tem sido cada vez mais freqüente. Freud fazia uso das metáforas nas interpretações dos sonhos, na livre associação de idéias, na metáfora do complexo de Édipo. Jung aprofundou o uso das metáforas ao expandir a interpretação dos sonhos e fantasias de seus pacientes, através dos mitos, símbolos e arquétipos.

Milton H. Erickson teve a sensibilidade de compreender o valor e os benefícios do uso das metáforas junto com a hipnose. Nos seus últimos anos como terapeuta, ajudava seus clientes, apenas contando estórias e metáforas criadas a partir da história pessoal de cada um. Personalizava cada metáfora, moldando-a sob medida para as necessidades específicas daquele cliente. Conseguia, assim, eliciar as respostas dos próprios clientes para os seus problemas, num processo de auto-ajuda e de autocura.




http://www.portalcmc.com.br/pnl16.htm
















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O Homem que Dizia a Verdade

Mensagem  sueli em Ter 30 Nov 2010 - 6:51

O Homem que Dizia a Verdade
Narrativa de Filoxeno (436-380 a.C.), recontada por Grace H. Kupfer

Antigamente, reinava na cidade de Siracusa, na Sicília, um tirano cruel e vaidoso chamado Dionísio. Vivia cercado por uma corte de bajuladores, que não se atreviam a dizer senão elogios, embora o criticassem duramente pelas costas.
Uma das vaidades de Dionísio era se considerar poeta. Não perdia uma oportunidade de fazer versos. Reunia então os cortesãos e recitava suas últimas composições. Todos aplaudiam e expressavam admiração por seu gênio, louvavam a beleza da poesia e Dionísio ficava muito satisfeito.
O homem mais culto de Siracusa era um filósofo chamado Filoxeno. Dionísio já estava tão envaidecido pelos repetidos aplausos dos cortesãos que mandou chamar Filoxeno para que também ouvisse seus versos e louvasse seu talento de poeta.
Filoxeno se apresentou, ouviu os versos, e Dionísio mal podia esperar as palavras de admiração e louvor à sua arte. Mas, para espanto de todos, o filósofo afirmou que os versos er am tão maus que não mereciam ser chamados de poesia, assim como o autor não merecia o nome de poeta. Dionísio ficou fora de si diante de tamanha franqueza. Chamou os guardas, ordenou que acorrentassem Filoxeno e o levassem ao calabouço, destinado aos piores criminosos.
Quando a notícia chegou aos ouvidos dos amigos de Filoxeno, eles ficaram indignados. Como o tempo passava e o filósofo continuava preso, enviaram a Dionísio uma carta pedindo a liberdade de Filoxeno.
Talvez Dionísio temesse a ira de um bom número de súditos, ou talvez tivesse uma razão inteiramente diferente, como se verá. O fato é que Dionísio concordou em libertar o filósofo, com a condição de que viesse jantar com ele uma vez mais.
Filoxeno foi. Ao fim do grande banquete, na presença de todos os cortesãos, o rei se levantou e leu os novos versos de sua lavra. Queria que o filósofo, que só dizia a verdade, os ouvisse, pois achava-os excepcionalmente bons. Os cortesãos aduladores tinham a mesma opinião, a julgar por seus gestos e elogios. Apenas Filoxeno continuava em silêncio, sem nada dizer, sem que a expressão do rosto traísse seu veredicto.
Não era absolutamente o que Dionísio esperava. Controlou a impaciência tanto quanto pôde. Vendo que Filoxeno não se manifestava, o tirano dirigiu-se a ele com pretensa calma e, achando que ele não ousaria provocar novamente sua ira, disse:
- Diga-me, Filoxeno, sua opinião sobre este meu novo poema.
De fato, ninguém esperava a resposta que ele deu. Pois, dando as costas aos participantes do banquete, Filoxeno dirigiu-se aos guardas e disse, em tom de repugnância:
- Levem-me de volta ao calabouço!
Era a maneira mais clara de externar sua opinião. Sabendo que a honestidade resultaria em punição, escolheu o método mais direto. Preferia voltar à cela por sua própria vontade.
Os cortesãos ficaram horrorizados diante de tão óbvia declaração. Apa vorados aguardaram a reação de Dionísio. Mas o tirano, embora um poço de vaidade, tinha algum senso de humor e certo respeito pela coragem moral. Deixando os cortesãos trêmulos de medo, voltou-se com um sorriso para o imperturbável Filoxeno e deu-lhe permissão para ir em paz.

O Livro das Virtudes - William J. Bennett - Editora Nova Fronteira (pág. 295/296)


http://www.metaforas.com.br/

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A divindade dos homens

Mensagem  sueli em Ter 30 Nov 2010 - 7:03

A divindade dos homens

Robert B. Dilts e outros - No livro Neuro-Linguistic Programming Vol. I (Meta Publications). Tradução: Virgílio Vasconcelos Vilela

Houve um tempo em que todos os homens eram deuses. Mas eles abusaram tanto de sua divindade que Brahma, o mestre dos deuses, tomou a decisão de lhes retirar o poder divino. Resolveu então escondê-lo em um lugar onde seria absolutamente impossível reencontrá-lo. O grande problema era encontrar um esconderijo. Brahma convocou um conselho dos deuses menores, para juntos resolverem o problema.

- Enterremos a divindade do homem na terra, foi a primeira ideia dos deuses.

- Não, isso não basta, pois o homem vai cavar e encontrá-la.

Então os deuses retrucaram:
- Joguemos a divindade no fundo dos oceanos.

Mas Brahma não aceitou a proposta, pois achou que o homem, um dia iria explorar as profundezas dos mares e a recuperaria. Então os deuses concluíram:
- Não sabemos onde escondê-la, pois não existe na terra ou no mar lugar que o homem não possa alcançar um dia.

Brahma então se pronunciou:

- Eis o que vamos fazer com a divindade do homem: vamos escondê-la nas profundezas dele mesmo, pois será o único lugar onde ele jamais pensará em procurá-la.
Desde esse tempo, conclui a lenda, o homem deu a volta na terra, explorou escalou, mergulhou e cavou, em busca de algo que se encontra nele mesmo.

http://www.portalcmc.com.br/met23.htm

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Re: MENSAGENS DE REFLEXÃO

Mensagem  sueli em Qua 1 Dez 2010 - 7:29


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Re: MENSAGENS DE REFLEXÃO

Mensagem  sueli em Qua 1 Dez 2010 - 7:30


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Re: MENSAGENS DE REFLEXÃO

Mensagem  sueli em Qua 1 Dez 2010 - 7:31

Sonhem...

Mensagem de Walt Disney, o Sonhador

http://www.youtube.com/watch?v=IcbcBalYq9E&feature=related


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Re: MENSAGENS DE REFLEXÃO

Mensagem  Convidad em Qua 1 Dez 2010 - 10:30

Bom dia! sunny


A Missão de Cada Signo - Martin Schulman

E naquela manhã Deus compareceu ante suas doze crianças
e em cada uma delas plantou uma semente da vida humana.
Uma a uma, cada criança recebeu então o dom que lhe
caberia na Terra. E Deus disse a elas:



"A ti Áries, dou a primeira semente para que a plantes. Para
cada uma que plantares, um milhão delas surgirá em tuas
mãos. Tu serás a primeira a penetrar o solo da mente humana
levando minha idéia.Mas não cabe a ti alimentar e cuidar dessa
idéia. Para ti, viver é agir. E a única ação que te atribuo é a
de dar o passo inicial. Por essa tarefa, te concedo o
Respeito por Ti mesmo. "


"A ti, Touro, dou o poder de transformar uma semente em
substância. Tens que terminar tudo o que foi começado, sem
deixar que as sementes se dispersem ao vento. Não deves
assim questionar e não deves mudar de idéia antes da tarefa
cumprida. Para executar o que te peço, não dependerás dos
outros. Te concedo para isso o dom da Força. Usa-o bem."


"A ti, Gêmeos, dou as perguntas sem resposta, para que possas
transmitir a todos, um entendimento de tudo aquilo que está ao
redor do homem. Tu nunca saberás por que os homens ouvem
e falam, mas em tua busca pela resposta receberás o dom que
reservei para ti: o Conhecimento, para ser difundido."



"A ti, Câncer, delego a tarefa de mostrar aos homens o valor
da emoção.Provocarás risos e lágrimas, de maneira que tudo
o que se veja e se sinta seja pleno e venha do interior de
cada um. Por isso terás o dom da Família, a fim de multiplicar
tua Plenitude."



" Tu, Leão, tens a tarefa de exibir ao mundo minha criação
em todo o seu esplendor. É muito importante que tenhas
cuidado com o orgulho e te lembres sempre que é minha
criação, e não tua. Se te esqueceres disso,serás desprezado
pela humanidade. Há muita alegria para ti: basta fazer bem
teu trabalho. Para isso, tens o dom da Honra."


"A ti, Virgem, delego a tarefa de rever tudo o que a humanidade
fizer com minha criação. Observarás atentamente os caminhos
percorridos e alertarás a todos sobre seus erros, trabalhando
para aperfeiçoar minha criação. Para poderes cumprir com tua
tarefa, te concedo o dom da Pureza de Pensamento."


"Tu, Libra tens a missão de servir, alertando os homens sobre
seus deveres para com os outros. Ensinarás a cooperação e a
fraternidade. Hei de levar-te aonde houver a discórdia para ali
encaminhares as soluções. Por teus esforços, te concedo o
dom do Amor."


"A ti, Escorpião, confio a difícil tarefa de conhecer a mente
humana.Muitas vezes te sentirás triste com o que vires e
poderás até te esquecer que não é minha idéia, mas a
perversão da minha idéia por parte dos homens é que te
deixa triste. Em tua luta contra os instintos animais,não te dou
o direito de falares sobre o que vires. Cada vez que te
lembrares de mim estarás mais forte, com o dom da Finalidade."


"Tua tarefa, Sagitário, é levar à humanidade o riso da esperança,
pois, por causa das distorções que fazem da minha idéia, os
homens se tornam amargos. A esperança os fará voltar seus olhos
de novo para mim. Terás muitas vidas, ainda que por um momento,
e em cada uma conhecerás a inquietação. O teu dom é o da
Abundância para levar a luz a cada canto escuro."


"De ti, Capricórnio, quero o teu suor e dedicação para que
possas ensinar aos homens o valor do trabalho. Tua tarefa
não é fácil e muitas vezes sentirás os ombros pesados. Mas,
pela importância de tua carga, terás o dom da Responsabilidade
sobre os atos humanos. Hás de vencer, preservando-a."


"Aquário, tu terás o conceito do futuro para que leves aos
homens novas possibilidades. Sofrerás com a solidão, pois
não te permito personalizar meu amor. Com o dom da Liberdade,
poderás falar claro aos homens e poderás servir sempre, onde
quer que precisem de ti, com eficiência."


"A ti, Peixes, reservei a mais difícil de todas as tarefas. Peço-te
que reúnas todas as tristezas dos homens e dirijas suas súplicas
a mim. Tuas lágrimas serão minhas, e colherás os frutos das
distorções dos homens à minha idéia. Prepara-te para não seres
ouvida quando tentares transmitir esse dom."

Então Deus disse:
Cada uma de vós tem uma parte da minha idéia. Mas não deveis
confundir a parte com a idéia global, nem podereis negociar vossas
partes. Cada uma de vós é perfeita, mas não podereis compreender
isso até que todas sejais Uma. Então, o todo da minha idéia será
revelado. Até lá, voltareis a mim muitas vezes, pedindo para serdes
liberadas de vossas missões."

(Karmic Astrology: The Moon´s and Reincarnation, Martin Schulman)

Convidad
Convidado


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O Ciclo da Vida

Mensagem  sueli em Qui 2 Dez 2010 - 7:46

Bom Dia Turma!

O Rei Leão - O Ciclo da Vida (Disney)
http://www.youtube.com/watch?v=YO3NEhIz-Ws&feature=player_embedded


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Re: MENSAGENS DE REFLEXÃO

Mensagem  sueli em Qui 2 Dez 2010 - 7:48

Essa mensagem é ...vocês verão.
Espero que todos se fortaleçam com essa história.


Força da superação! Emocionanteeeeeeee!!!

http://www.youtube.com/watch?v=AjuoFKFWV5E

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Re: MENSAGENS DE REFLEXÃO

Mensagem  sueli em Qui 2 Dez 2010 - 7:49

Como diz a Grazy, por hoje é só.


LIÇÃO DE VIDA PRA NÓS QUE RECLAMAMOS DE TUDO

http://www.youtube.com/watch?v=knhRWYenfHg[youtube]

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Inteligência e Q.I. - Adulto Dotado

Mensagem  sueli em Sex 3 Dez 2010 - 7:15

Olá, gente amiga.
Tenham um bom dia!
Olha nós aí...


"Se pensa estar em boas condições mentais, se pretende passar muitas horas a lutar com cálculos, sequências, matrizes, analogias, associações, rotações, simetrias, combinações, permutações, diccionários, enciclopédias, máquinas de calcular, resmas de papel, se acha que pode perder o "Quem quer ser milionário?" e quejandos para se dedicar de alma (e corpo) a algo que não lhe vai trazer qualquer benefício material, então, chegou ao sítio certo...

"Quando muitos de nós ouvimos a palavra 'dotado' quase sempre pensamos duas coisas: (1) 'só as crianças em idade escolar são dotadas' e (2) 'eu não sou uma criança, não posso ser considerado dotado'. Estas respostas automáticas são compreensíveis tendo em atenção o que nos foi dito acerca das pessoas ditas 'brilhantes'. Mas aquilo que nos foi dito está fundamentalmente incorrecto e extraordinariamente incompleto." Mary-Elaine Jacobsen in "O Adulto Talentoso"

Características e qualidades geralmente apresentadas por adultos dotados:

Você é um bom solucionador de problemas?
Consegue concentrar-se durante longos períodos de tempo?
Considera-se perfeccionista?
Demonstra perseverança nos seus interesses?
É aquilo que se chama um leitor ávido?
Tem uma imaginação vívida e fértil?
Gosta de resolver "quebra-cabeças"?
Estabelece frequentemente relações entre ideias ou conceitos aparentemente não relacionados?
Aprecia paradoxos?
Estabelece para si próprio padrões altos?
Tem boa memória e de longa duração?
É profundamente compassivo?
A sua curiosidade é persistente?
Tem um excelente sentido de humor?
Considera-se bom observador?
Sente-se fascinado pela matemática?
Precisa ocasionalmente de períodos de contemplação?
Procura descobrir o significado da sua vida?
Está normalmente atento a pormenores que passam despercebidos aos outros?
Sente-se atraído pelas palavras e pela retórica?
É muito sensível?
Tem convicções morais fortes?
Sente-se frequentemente não sincronizado com os outros?
É perceptivo e/ou perspicaz?
Questiona frequentemente as regras ou autoridades estabelecidas?
Tem um certo gosto pelo coleccionismo?
Tenta superar-se a si próprio perante um bom desafio?
Tem habilidades e déficits notórios?
Aprende coisas novas rapidamente?
Sente-se quase subjugado por tantos interesses e habilidades?
Considera-se uma pessoa enérgica?
Toma frequentemente uma posição firme contra aquilo que considera injusto?
Acha que é conduzido e motivado pela sua criatividade?
Adora uma ardente discussão de ideias?
Na sua infância, foi considerado como avançado no seu desenvolvimento?
Tem ideias ou percepções pouco comuns?
Acha que, por vezes, sonha acordado?
Considera-se uma pessoa complexa?

Se 75% destas características se ajustam à sua personalidade e forma de estar e ser, você provavelmente é um adulto dotado. A dotação intelectual não era, até muito recentemente, identificada nas crianças, o que levou a que muitos adultos não tomassem conhecimento do seu talento enquanto crianças. Mas mesmo aqueles que foram identificados tendem a acreditar que a sua sobredotação desapareceu antes da maioridade.

"A mente verdadeiramente criativa em qualquer campo não é mais que isto: uma criatura humana nascida anormalmente, inumanamente sensível.

Para ele...um toque é uma pancada, um som é um ruído, um infortúnio é uma tragédia, uma alegria é um extase, um amigo é um amante, um amante é um deus e o fracasso é a morte.

Adicione-se a este organismo cruelmente delicado a subjugante necessidade de criar, criar, criar - de tal forma que sem a criação de música ou poesia ou literatura ou edifícios ou algo com significado, a sua respiração é--lhe cortada. Ele tem que criar, deve derramar criação. Por qualquer estranha e desconhecida urgência interior, não está realmente vivo a menos que esteja criando" - Pearl Buck

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sueli

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Círculo dos 99

Mensagem  sueli em Sex 3 Dez 2010 - 7:17

Círculo dos 99


Era uma vez um Rei muito triste; que tinha um pajem, que como todo pajem de um Rei triste, era muito feliz. Todas as manhãs, o pajem chegava com o desjejum do seu Amo, sempre rindo e cantarolando alegres canções. O sorriso sempre desenhado em seu rosto, e a atitude para com a vida sempre serena e alegre. Um dia o Rei mandou chamá-lo:

-Pajem - disse o Rei - qual é o seu segredo?

-Qual segredo, Alteza?

-Qual o segredo da tua alegria?

-Não existe nenhum segredo, Majestade.

-Não minta, pajem...bem sabes que já mandei cortar muitas cabeças por ofensas menores do que a sua mentira!

-Mas não estou mentindo! Não guardo nenhum segredo.

-E por que estás sempre alegre e feliz?

-Majestade, eu não tenho razões para estar triste: muito me honra servir à Vossa Alteza, tenho minha esposa e meus filhos, e vivemos na casa que a Corte nos concedeu; somos vestidos e alimentados, e sempre recebo algumas moedas de prata para satisfazer alguns gostos... como não estar feliz?

-Se você não me disser agora mesmo qual é o seu segredo, mandarei decapitá-lo - disse o Rei. Ninguém pode ser feliz por essas razões que você me deu!

-Mas Majestade, não há nenhum segredo... Nada me satisfaria mais do que sanar a Vossa curiosidade, mas realmente não há nada que eu esteja escondendo.

-Vá embora daqui antes que eu chame os guardas.

O pajem sorriu, fez a habitual reverência e deixou o Rei em seus pensamentos. O Rei estava como louco. Não podia entender como o pajem poderia ser feliz vivendo em uma casa que não lhe pertencia, usando roupas de terceira mão e se alimentando dos restos dos cortesãos. Quando se acalmou mandou chamar o mais sábio de seus conselheiros, e lhe contou a conversa que tivera com o pajem pela manhã.

-Sábio, por que ele é feliz?

-Ah, Majestade! O que acontece é que ele está fora do Círculo...

-Fora do Círculo?

-Sim.

-E é isso o que faz dele uma pessoa feliz?

-Não, Majestade. Isso é o que não o faz infeliz...

-Vejamos se entendo: estar no Círculo sempre nos faz infelizes?

-Exato.

-E como ele saiu desse tal Círculo?

-Ele nunca entrou.

-Nunca entrou? Mas que Círculo é esse?

-É o Círculo dos 99...

-Realmente não entendo nada do que você me diz.

-A única maneira para que Vossa Alteza entenda seria mostrando pelos fatos.

-Como?

-Fazendo com que ele entre no Círculo.

-Isso! Então o obrigarei a entrar!

-Não, Alteza, ninguém pode ser obrigado a entrar...

-Então teremos que enganá-lo?

-Não será necessário... se lhe dermos a oportunidade, ele entrará por si mesmo.

-Por si mesmo? Mas ele não notará que isso acarretará sua infelicidade?

-Sim, mas mesmo assim entrará... Não poderá evitar!

-Me diz que ele saberá que isso será o passo para a infelicidade e que mesmo assim entrará?

-Sim. O senhor está disposto a perder um excelente pajem para compreender a estrutura do Círculo? -Sim.

-Então nesta noite passarei a buscar-lhe. Deves ter preparada uma bolsa de couro com 99 moedas de ouro. Mas devem ser exatas 99, nem uma a mais, nem uma a menos.

-O que mais? Devo levar escolta para proteger-nos?

-Nada mais do que a bolsa de couro, Majestade...

-Então vá. Nos vemos à noite.

Assim foi... Nessa noite o sábio buscou o Rei e juntos foram até os pátios do Palácio. Se esconderam próximo à casa do pajem, e lá aguardaram o primeiro sinal. Quando dentro da casa se acendeu a primeira vela, o sábio pegou a bolsa de couro e junto a ela atou um papel que dizia as seguintes palavras: "Este tesouro é teu. É o prêmio por ser um bom homem. Aproveite e não conte a ninguém como encontrou esta bolsa". Logo deixou a bolsa com o bilhete na porta da pajem. Golpeou uma vez e correu para esconder-se. Quando o pajem abriu a porta, o sábio e o Rei espiavam por entre as árvores para verem o que aconteceria. O pajem viu o embrulho à sua porta, olhou para os lados, leu o papel, agitou a bolsa e, ao escutar o som metálico, estremeceu dos pés à cabeça, apertou a bolsa contra o peito e rapidamente entrou em sua casa. O Rei e o sábio se aproximaram então da janela para presenciar a cena. O pajem havia despejado todo o conteúdo da bolsa s obre a mesa, deixando somente a vela para iluminar. Havia se sentado e seus olhos não podiam crer no que estavam vendo...Era uma montanha de moedas de ouro! Ele, que nunca havia tocado em uma dessas, de repente tinha um mote delas...Ele as tocava e amontoava, acariciava e fazia brilhar à luz da vela. Juntava e esparramava, fazendo pilhas... E assim, brincando, começou a fazer pilhas de 10 moedas. Uma, duas, três, 4, 5.... e enquanto isso somava 10, 20, 30, 40, 50... até que formou a última pilha... 99 moedas? Seu olhar percorreu a mesa primeiro, buscando uma moeda a mais, logo o chão e finalmente a bolsa. "Não pode ser" – pensou. Pôs a última pilha ao lado das outras 9 e notou que realmente esta era mais baixa.

-Me roubaram! Me roubaram – gritou. Uma vez mais procurou por todos os cantos, mas não encontrou o que achava estar faltando...Sobre a mesa, como que zombando dele, uma montanha resplandecia e lhe fazia lembrar que haviam SOMENTE 99 moedas."99 moedas... é muito dinheiro" – pensou.

-"Mas falta uma... Noventa e nove não é um número completo. 100 é, mas 99 não..."

O Rei e o sábio espiavam pela janela e viam que a cara do pajem já não era mais a mesma: ele estava com as sobrancelhas franzidas, a testa enrugada, os olhos pequenos e o olhar perdido... sua boca era uma enorme fenda, por onde apareciam os dentes que rangiam. O pajem guardou as moedas na bolsa, jogou o papel na lareira e olhando para todos os lados e constatar que ninguém havia presenciado a cena, escondeu a bolsa por entre a lenha. Pegou papel e pena e sentou-se a calcular. Quanto tempo teria que economizar para poder obter a moeda de número 100? O tempo todo o pajem falava em voz alta, sozinho...Estava disposto a trabalhar duro até conseguir. Depois, quem sabe, não precisaria mais trabalhar... com 100 moedas de ouro ninguém precisa trabalhar. Finalizou os cálculos. Se trabalhasse e economizasse seu salário e mais algum extra que recebesse, em 11 ou 12 anos conseguiria o necessário para comprar a última moeda." Mas 12 anos é tempo demais... S e eu pedisse à minha esposa que procurasse um emprego no vilarejo, e se eu mesmo trabalhasse à noite, em 7 anos conseguiríamos" - concluiu depois de refazer os cálculos.

"Mesmo sendo muito tempo, é isso o que teremos que fazer..."

O Rei e o sábio voltaram ao Palácio. Finalmente o pajem havia entrado para o Círculo dos 99!!! Durante os meses seguintes, o pajem seguiu seus planos conforme havia decidido naquela noite. Numa manhã, entrou nos aposentos reais com passos fortes, batendo nas portas, rangendo dentes e bufando com todo o mau humor típico dos últimos tempos...

-O que lhe acontece, pajem? - perguntou o Rei de bom grado.

-Nada, não acontece nada...

-Antigamente, não faz muito, você ria e cantava o tempo todo...

-Faço ou não o meu trabalho? O que Vossa Alteza esperava? Que além de pajem sou obrigado a estar sempre bem por que assim o deseja?

Não se passou muito e o Rei despediu o seu pajem, afinal, não era nada agradável para um Rei triste ter um pajem mau humorado o tempo todo...

Você, Eu e todos ao redor fomos educados nessa psicologia: sempre falta algo para estarmos completos, e somente completos podemos gozar do que temos. Portanto, nos ensinaram que a Felicidade deve esperar até estar completa com aquilo que falta. E como sempre falta algo, a idéia volta ao início e nunca se pode desfrutar plenamente da vida.

Mas, o que aconteceria se a Iluminação chegasse às nossas vidas e nos déssemos conta, assim, de repente, que nossas 99 moedas são os nossos 100%? Que nada nos faz falta? Que ninguém tomou aquilo que é nosso? Que não se é mais feliz por ter 100 e não 99 moedas? Que tudo é uma armadilha posta à nossa frente para que estejamos sempre cansados, mau humorados, desanimados, infelizes? Uma armadilha que nos faz empurrar cada vez mais e ainda assim tudo continue igual... eternamente iguais e insatisfeitos....

Quantas coisas mudariam se pudéssemos desfrutar de aquilo que não tem ou que poderia ter...nosso tesouro tal como é! Se este é o seu problema, a solução para sua vida está em saber valorizar o que você tem ao seu redor, e não lamentar-se.


por Autor desconhecido

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