MEDIUNIDADE

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Mensagem  Convidad em Qua 24 Nov 2010 - 13:43

ÊXTASE - O LIVRO DOS ESPÍRITOS
439. Que diferença há entre o êxtase e o sonambulismo?
“O êxtase é um sonambulismo mais apurado. A alma
do extático ainda é mais independente.”
440. O Espírito do extático penetra realmente nos mundos
superiores?
“Vê esses mundos e compreende a felicidade dos que
os habitam, donde lhe nasce o desejo de lá permanecer.
Há, porém, mundos inacessíveis aos Espíritos que ainda
não estão bastante purificados.”
441. Quando o extático manifesta o desejo de deixar a
Terra, fala sinceramente, não o retém o instinto de
conservação?
“Isso depende do grau de purificação do Espírito. Se
verifica que a sua futura situação será melhor do que a sua
vida presente, esforça-se por desatar os laços que o
prendem à Terra.”
442. Se se deixasse o extático entregue a si mesmo, poderia
sua alma abandonar definitivamente o corpo?
“Perfeitamente, poderia morrer. Por isso é que preciso
se torna chamá-lo a voltar, apelando para tudo o que o
prende a este mundo, fazendo-lhe sobretudo compreender
que a maneira mais certa de não ficar lá, onde vê que seria
7a prova A- livro dos espíritos.p65 292 16/09/04, 15:22
DA EMANCIPAÇÃO DA ALMA 293
feliz, consistiria em partir a cadeia que o tem preso ao
planeta terreno.”
443. Pretendendo que lhe é dado ver coisas que evidentemente
são produto de uma imaginação que as crenças
e prejuízos terrestres impressionaram, não será justo
concluir-se que nem tudo o que o extático vê é real?
“O que o extático vê é real para ele. Mas, como seu
Espírito se conserva sempre debaixo da influência das idéias
terrenas, pode acontecer que veja a seu modo, ou melhor,
que exprima o que vê numa linguagem moldada pelos preconceitos
e idéias de que se acha imbuído, ou, então, pelos
vossos preconceitos e idéias, a fim de ser mais bem compreendido.
Neste sentido, principalmente, é que lhe
sucede errar.”
444. Que confiança se pode depositar nas revelações dos
extáticos?
“O extático está sujeito a enganar-se muito freqüentemente,
sobretudo quando pretende penetrar no que deva
continuar a ser mistério para o homem, porque, então, se
deixa levar pela corrente das suas próprias idéias, ou se
torna joguete de Espíritos mistificadores, que se aproveitam
da sua exaltação para fasciná-lo.”
445. Que deduções se podem tirar dos fenômenos do sonambulismo
e do êxtase? Não constituirão uma
espécie de iniciação na vida futura?
“A bem dizer, mediante esses fenômenos, o homem entrevê
a vida passada e a vida futura. Estude-os e achará o
aclaramento de mais de um mistério, que a sua razão
inutilmente procura devassar.”
446. Poderiam tais fenômenos adequar-se às idéias
materialistas?
“Aquele que os estudar de boa-fé e sem prevenções não
poderá ser materialista, nem ateu.”

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Re: MEDIUNIDADE

Mensagem  Convidad em Qua 24 Nov 2010 - 13:46

DUPLA VISTA - O LIVRO DOS ESPÍRITOS
447. O fenômeno a que se dá a designação de dupla vista
tem alguma relação com o sonho e o sonambulismo?
“Tudo isso é uma só coisa. O que se chama dupla vista
é ainda resultado da libertação do Espírito, sem que o corpo
seja adormecido. A dupla vista ou segunda vista é a
vista da alma.”
448. É permanente a segunda vista?
“A faculdade é, o exercício não. Em os mundos menos
materiais do que o vosso, os Espíritos se desprendem mais
facilmente e se põem em comunicação apenas pelo pensamento,
sem que, todavia, fique abolida a linguagem articulada.
Por isso mesmo, em tais mundos, a dupla vista é faculdade
permanente, para a maioria de seus habitantes,
cujo estado normal se pode comparar ao dos vossos sonâmbulos
lúcidos. Essa também a razão por que esses Espíritos
se vos manifestam com maior facilidade do que os
encarnados em corpos mais grosseiros.”
449. A segunda vista aparece espontaneamente ou por efeito
da vontade de quem a possui como faculdade?
“As mais das vezes é espontânea, porém a vontade também
desempenha com grande freqüência importante papel
no seu aparecimento. Toma, para exemplo, de umas dessas
pessoas a quem se dá o nome de ledoras da buena-
-dicha, algumas das quais dispõem desta faculdade, e verás
que é com o auxílio da própria vontade que se colocam
no estado de terem a dupla vista e o que chamas visão.”
450. A dupla vista é suscetível de desenvolver-se pelo
exercício?
“Sim, do trabalho sempre resulta o progresso e a dissipação
do véu que encobre as coisas.”
a) — Esta faculdade tem qualquer ligação com a
organização física?
“Incontestavelmente, o organismo influi para a sua existência.
Há organismos que lhe são refratários.”
451. Por que é que a segunda vista parece hereditária em
algumas famílias?
“Por semelhança da organização, que se transmite como
as outras qualidades físicas. Depois, a faculdade se desenvolve
por uma espécie de educação, que também se
transmite de um a outro.”
452. É exato que certas circunstâncias desenvolvem a
segunda vista?
“A moléstia, a proximidade do perigo, uma grande comoção
podem desenvolvê-la. O corpo, às vezes, vem a
achar-se num estado especial que faculta ao Espírito ver o
que não podeis ver com os olhos carnais.”
Nas épocas de crises e de calamidades, as grandes emoções,
todas as causas, enfim, de superexcitação do moral provocam
não raro o desenvolvimento da dupla vista. Parece que a Providência,
quando um perigo nos ameaça, nos dá o meio de conjurá-lo.
Todas as seitas e partidos perseguidos oferecem múltiplos
exemplos desse fato.
453. As pessoas dotadas de dupla vista sempre têm consciência
de que a possuem?
“Nem sempre. Consideram isso coisa perfeitamente
natural e muitos crêem que, se cada um observasse o que
se passa consigo, todos verificariam que são como eles.”
454. Poder-se-ia atribuir a uma espécie de segunda vista a
perspicácia de algumas pessoas que, sem nada apresentarem
de extraordinário, apreciam as coisas com
mais precisão do que outras?
“É sempre a alma a irradiar mais livremente e a
apreciar melhor do que sob o véu da matéria.”
a) — Pode esta faculdade, em alguns casos, dar a
presciência das coisas?
“Pode. Também dá os pressentimentos, pois que muitos
são os graus em que ela existe, sendo possível que num
mesmo indivíduo exista em todos os graus, ou em alguns
somente.”

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Re: MEDIUNIDADE

Mensagem  Convidad em Qua 24 Nov 2010 - 13:48

RESUMO TEÓRICO DO SONAMBULISMO,
DO ÊXTASE E DA DUPLA VISTA - O LIVRO DOS ESPÍRITOS
455. Os fenômenos do sonambulismo natural se produzem
espontaneamente e independem de qualquer causa
exterior conhecida. Mas, em certas pessoas dotadas de especial
organização, podem ser provocados artificialmente,
pela ação do agente magnético.
O estado que se designa pelo nome de sonambulismo
magnético apenas difere do sonambulismo natural em que
um é provocado, enquanto o outro é espontâneo.
O sonambulismo natural constitui fato notório, que
ninguém mais se lembra de pôr em dúvida, não obstante o
aspecto maravilhoso dos fenômenos a que dá lugar. Por
que seria então mais extraordinário ou irracional o sonambulismo
magnético? Apenas por produzir-se artificialmente,
como tantas outras coisas? Os charlatães o exploram,
dizem. Razão demais para que não lhes seja deixado nas
mãos. Quando a Ciência se houver apropriado dele, muito
menos crédito terão os charlatães junto às massas populares.
Enquanto isso não se verifica, como o sonambulismo
natural ou artificial é um fato, e como contra fatos não há
raciocínio possível, vai ele ganhando terreno, apesar da
má vontade de alguns, no seio da própria Ciência, onde
penetra por uma imensidade de portinhas, em vez de
entrar pela porta larga. Quando lá estiver totalmente, terão
que lhe conceder direito de cidade.
Para o Espiritismo, o sonambulismo é mais do que um
fenômeno psicológico, é uma luz projetada sobre a psicologia.
É aí que se pode estudar a alma, porque é onde esta se
mostra a descoberto. Ora, um dos fenômenos que a caracterizam
é o da clarividência independente dos órgãos ordinários
da vista. Fundam-se os que contestam este fato
em que o sonâmbulo nem sempre vê, e à vontade do experimentador,
como com os olhos. Será de admirar que difiram
os efeitos, quando diferentes são os meios? Será racional
que se pretenda obter os mesmos efeitos, quando há e quando
não há o instrumento? A alma tem suas propriedades,
como os olhos têm as suas. Cumpre julgá-las em si
mesmas e não por analogia.
De uma causa única se originam a clarividência do
sonâmbulo magnético e a do sonâmbulo natural. É um atributo
da alma, uma faculdade inerente a todas as partes do
ser incorpóreo que existe em nós e cujos limites não são
outros senão os assinados à própria alma. O sonâmbulo vê
em todos os lugares aonde sua alma possa transportar-se,
qualquer que seja a longitude.
No caso de visão a distância, o sonâmbulo não vê as
coisas de onde está o seu corpo, como por meio de um
telescópio. Vê-as presentes, como se se achasse no lugar
onde elas existem, porque sua alma, em realidade, lá está.
Por isso é que seu corpo fica como que aniquilado e privado
de sensação, até que a alma volte a habitá-lo novamente.
Essa separação parcial da alma e do corpo constitui um
estado anormal, suscetível de duração mais ou menos longa,
porém não indefinida. Daí a fadiga que o corpo experimenta
após certo tempo, mormente quando aquela se
entrega a um trabalho ativo.
A vista da alma ou do Espírito não é circunscrita e não
tem sede determinada. Eis por que os sonâmbulos não lhe
podem marcar órgão especial. Vêem porque vêem, sem saberem
o motivo nem o modo, uma vez que, para eles, na
condição de Espíritos, a vista carece de foco próprio. Se se
reportam ao corpo, esse foco lhes parece estar nos centros
onde maior é a atividade vital, principalmente no cérebro,
na região do epigastro, ou no órgão que considerem o
ponto de ligação mais forte entre o Espírito e o corpo.
O poder da lucidez sonambúlica não é ilimitado. O Espírito,
mesmo quando completamente livre, tem restringidos
seus conhecimentos e faculdades, conforme ao grau de
perfeição que haja alcançado. Ainda mais restringidos os
tem quando ligado à matéria, a cuja influência está sujeito.
É o que motiva não ser universal, nem infalível, a clarividência
sonambúlica. E tanto menos se pode contar com a
sua infalibilidade, quanto mais desviada seja do fim visado
pela natureza e transformada em objeto de curiosidade e
de experimentação.
No estado de desprendimento em que fica colocado, o
Espírito do sonâmbulo entra em comunicação mais fácil
com os outros Espíritos encarnados, ou não encarnados,
comunicação que se estabelece pelo contacto dos fluidos,
que compõem os perispíritos e servem de transmissão ao
pensamento, como o fio elétrico. O sonâmbulo não precisa,
portanto, que se lhe exprimam os pensamentos por meio
da palavra articulada. Ele os sente e adivinha. É o que o
torna eminentemente impressionável e sujeito às influências
da atmosfera moral que o envolva. Essa também a razão
por que uma assistência muito numerosa e a presença
de curiosos mais ou menos malevolentes lhe prejudicam de
modo essencial o desenvolvimento das faculdades que, por
assim dizer, se contraem, só se desdobrando com toda a
liberdade num meio íntimo ou simpático. A presença de
pessoas mal-intencionadas ou antipáticas lhe produz efeito
idêntico ao do contacto da mão na sensitiva.
O sonâmbulo vê ao mesmo tempo o seu próprio Espírito
e o seu corpo, os quais constituem, por assim dizer, dois
seres que lhe representam a dupla existência corpórea e
espiritual, existências que, entretanto, se confundem, mediante
os laços que as unem. Nem sempre o sonâmbulo se
apercebe de tal situação e essa dualidade faz que muitas
vezes fale de si, como se falasse de outra pessoa. É que ora
é o ser corpóreo que fala ao ser espiritual, ora é este que
fala àquele.
Em cada uma de suas existências corporais, o Espírito
adquire um acréscimo de conhecimentos e de experiência.
Esquece-os parcialmente, quando encarnado em matéria por
demais grosseira, porém deles se recorda como Espírito.
Assim é que certos sonâmbulos revelam conhecimentos acima
do grau da instrução que possuem e mesmo superiores
às suas aparentes capacidades intelectuais. Portanto, da
inferioridade intelectual e científica do sonâmbulo, quando
desperto, nada se pode inferir com relação aos conhecimentos
que porventura revele no estado de lucidez. Conforme
as circunstâncias e o fim que se tenha em vista, ele
os pode haurir da sua própria experiência, da sua clarividência
relativa às coisas presentes, ou dos conselhos que
receba de outros Espíritos. Mas, podendo o seu próprio
Espírito ser mais ou menos adiantado, possível lhe é dizer
coisas mais ou menos certas.
Pelos fenômenos do sonambulismo, quer natural, quer
magnético, a Providência nos dá a prova irrecusável da existência
e da independência da alma e nos faz assistir ao
sublime espetáculo da sua emancipação. Abre-nos, dessa
maneira, o livro do nosso destino. Quando o sonâmbulo
descreve o que se passa a distância, é evidente que vê, mas
não com os olhos do corpo. Vê-se a si mesmo e se sente
transportado ao lugar onde vê o que descreve. Lá se acha,
pois, alguma coisa dele e, não podendo essa alguma coisa
ser o seu corpo, necessariamente é sua alma, ou Espírito.
Enquanto o homem se perde nas sutilezas de uma metafísica
abstrata e ininteligível, em busca das causas da nossa existência
moral, Deus cotidianamente nos põe sob os olhos e
ao alcance da mão os mais simples e patentes meios de
estudarmos a psicologia experimental.
O êxtase é o estado em que a independência da alma,
com relação ao corpo, se manifesta de modo mais sensível
e se torna, de certa forma, palpável.
No sonho e no sonambulismo, o Espírito anda em giro
pelos mundos terrestres. No êxtase, penetra em um mundo
desconhecido, o dos Espíritos etéreos, com os quais entra
em comunicação, sem que, todavia, lhe seja lícito ultrapassar
certos limites, porque, se os transpusesse, totalmente se
partiriam os laços que o prendem ao corpo. Cerca-o então
resplendente e desusado fulgor, inebriam-no harmonias
que na Terra se desconhecem, indefinível bem-estar o invade:
goza antecipadamente da beatitude celeste e bem se
pode dizer que pousa um pé no limiar da eternidade.
No estado de êxtase, o aniquilamento do corpo é quase
completo. Fica-lhe somente, pode-se dizer, a vida orgânica.
Sente-se que a alma se lhe acha presa unicamente por um
fio, que mais um pequenino esforço quebraria sem remissão.
Nesse estado, desaparecem todos os pensamentos terrestres,
cedendo lugar ao sentimento apurado, que constitui
a essência mesma do nosso ser imaterial. Inteiramente
entregue a tão sublime contemplação, o extático encara a
vida apenas como paragem momentânea. Considera os bens
e os males, as alegrias grosseiras e as misérias deste mundo
quais incidentes fúteis de uma viagem, cujo termo tem a
dita de avistar.
Dá-se com os extáticos o que se dá com os sonâmbulos:
mais ou menos perfeita podem ter a lucidez e o Espírito
mais ou menos apto a conhecer e compreender as coisas,
conforme seja mais ou menos elevado. Muitas vezes, porém,
há neles mais excitação do que verdadeira lucidez, ou,
melhor, muitas vezes a exaltação lhes prejudica a lucidez.
Daí o serem, freqüentemente, suas revelações um misto de
verdades e erros, de coisas grandiosas e coisas absurdas,
até ridículas. Dessa exaltação, que é sempre uma causa de
fraqueza, quando o indivíduo não sabe reprimi-la, Espíritos
inferiores costumam aproveitar-se para dominar o extático,
tomando, com tal intuito, aos seus olhos, aparências que
mais o aferram às idéias que nutre no estado de vigília. Há
nisso um escolho, mas nem todos são assim. Cabe-nos tudo
julgar friamente e pesar-lhes as revelações na balança
da razão.
A emancipação da alma se verifica às vezes no estado
de vigília e produz o fenômeno conhecido pelo nome de
segunda vista ou dupla vista, que é a faculdade graças à
qual quem a possui vê, ouve e sente além dos limites dos
sentidos humanos. Percebe o que exista até onde estende a
alma a sua ação. Vê, por assim dizer, através da vista ordinária
e como por uma espécie de miragem.
No momento em que o fenômeno da segunda vista se
produz, o estado físico do indivíduo se acha sensivelmente
modificado. O olhar apresenta alguma coisa de vago. Ele
olha sem ver. Toda a sua fisionomia reflete uma como exal-
tação. Nota-se que os órgãos visuais se conservam alheios
ao fenômeno, pelo fato de a visão persistir, malgrado à
oclusão dos olhos.
Aos dotados desta faculdade ela se afigura tão natural,
como a que todos temos de ver. Consideram-na um
atributo de seus próprios seres, que em nada lhes parecem
excepcionais. De ordinário, o esquecimento se segue a essa
lucidez passageira, cuja lembrança, tornando-se cada vez
mais vaga, acaba por desaparecer, como a de um sonho.
O poder da vista dupla varia, indo desde a sensação
confusa até a percepção clara e nítida das coisas presentes
ou ausentes. Quando rudimentar, confere a certas pessoas
o tato, a perspicácia, uma certa segurança nos atos, a que
se pode dar o qualificativo de precisão de golpe de vista
moral. Um pouco desenvolvida, desperta os pressentimentos.
Mais desenvolvida mostra os acontecimentos que
deram ou estão para dar-se.
O sonambulismo natural e artificial, o êxtase e a dupla
vista são efeitos vários, ou de modalidades diversas, de uma
mesma causa. Esses fenômenos, como os sonhos, estão na
ordem da natureza. Tal a razão por que hão existido em
todos os tempos. A História mostra que foram sempre conhecidos
e até explorados desde a mais remota antiguidade
e neles se nos depara a explicação de uma imensidade
de fatos que os preconceitos fizeram fossem tidos por
sobrenaturais.


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