ACHAS QUE NÃO ÉS MANIPULADO?

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ACHAS QUE NÃO ÉS MANIPULADO?

Mensagem  fox_2001 em Seg 28 Mar 2011 - 19:49

o texto é longo mas podemos aplica-lo a todas as nações do Mundo vale apena ler toda a verdade

Fonte:http://www.provafinal.net/?p=1807

Sair do euro – e depois?
Postado por Prova Final
Segunda-feira, 28 Março 2011 03:51

O euro é uma moeda muito prática, mas ela faz milhões de vítimas. Este artigo explica de um modo simples porque o euro não pode funcionar e expõe as vantagens de uma passagem para um sistema de dinheiro do Estado.

* Não, a cooperação europeia não cessará sem o euro!
* Sim, estaríamos bem melhor com dinheiro do Estado!

O euro tem um problema insolúvel. Os países que agora estão gravemente endividados, se conseguirem libertar-se à custa de reduções de despesas do Estado, previsivelmente endividar-se-ão novamente.

É porque estes países são vítimas de uma falha fundamental no euro. Já antes do arranque do euro economistas haviam advertido que uma moeda única não pode funcionar senão quando todos os países participantes são economicamente homogéneos. [1] [2] [3]

Neste momento não há nada que impeça consumidores gregos de preferirem produtos da Alemanha melhores e mais baratos. E quando a Grécia importa mais do que exporta, as suas dívidas aumentam. A mesma coisa vale para todos os países menos produtivos na zona euro. Eles poderão reduzir suas despesas tanto quanto quiserem e privatizar todas as infraestruturas, mas a crise de dívida seguinte nunca estará muito longe!

Eis porque. Quando os consumidores nos países menos produtivos preferem produtos importados menos caros e melhores, a dívida externa aumentará, ao passo que a produtividade do país diminuirá. Quando um país dispõe da sua própria moeda, ele pode desvalorizá-la. Isso aumentará o preço dos produtos importados e diminuirá o preço dos seus próprios produtos para a exportação. A dívida diminuirá e a produtividade aumentará novamente. As desvalorizações eram habituais antes do início do euro.

Com o euro as desvalorizações não são mais possíveis e os países acabam embaraçados em dívidas. Mas quando os países comprometem-se a fazer parte da zona euro, eles obrigam-se a reduzir a sua dívida pública abaixo de 60% do seu produto nacional bruto (PNB) e o seu défice fiscal abaixo de 3% do PNB. Quando ultrapassam estes limites os outros países consideram isso como um perigo para a estabilidade do euro. Estes outros países imporão sanções aos governo endividados para obrigá-los a tomar medidas adequadas (como se existisse uma solução duradoura) e, se isso não funciona, estes outros países concederão empréstimos (que, seja dito de passagem, aumentam a dívida externa!), acompanhados por condições severas, como reduções de despesas públicas – licenciamentos de funcionários, cortes nos orçamentos de educação, cultura, assuntos sociais, exército, etc – e obrigações de vender propriedades do Estado, infraestruturas e serviços públicos! (Desconfiem quando ouvirem políticos dos países mais ricos dizer que vão ajudar os mais fracos!)

Não é um acaso o facto de que sejam a Grécia, a Espanha e a Irlanda os países hoje mais severamente afectados. Economicamente estes países não podem ser comparados a um país como a Alemanha. A partir do momento em que uma crise atinge a zona euro, torna-se claro que a zona não é homogénea; há países fortes e países fracos. A Europa é composta por países fortes e países fracos. A Europa é composta por países muito diferentes com economias muito diferentes com potenciais de produtividade muito diferentes.

De facto, é impossível utilizar uma moeda única numa zona tão heterogénea como os 23 países da zona euro. Apesar das advertências de economistas, os políticos decidiram introduzi-lo mesmo assim. Para os seus partidários não era uma questão de inventar regras de jugo e convencer os países a assinarem acordos, para o efeito eles teriam de se ater a estas regras. Pois bem, pode-se por assinaturas sobre bocados de papéis, mas isso não torna possível aquilo que não o é. Hoje, 20 dos 27 países da União Europeia não podem satisfazer as exigências orçamentais. [4]

Pode-se comparar o euro a um veículo com 23 secções articuladas, nas quais todas as rodas são de dimensões diferentes. Não irá muito longe

As diferenças de produtividade não são temporárias. Diferenças intrínsecas são relacionadas com o clima local, a situação geográfica, a fertilidade do solo, a presença de água e de energia, as distâncias a cobrir, às dificuldades de transportes e a outras coisas invariáveis. Elas determinam em grande medida o fracasso ou o êxito de actividades económicas. Cada país desenvolveu sua própria economia típica, uma a apoiar-se um pouco mais sobre a agricultura, outro sobre a indústria pesada, outro ainda sobre o transporte naval e o comércio, etc. Por estas razões uma “política financeira de conjunto” jamais poderá convir a todos os países.

O exemplo do dólar?

Muitas vezes menciona-se os Estados Unidos como exemplo com “êxito” de uma zona de moeda única. Contudo, uma diferença crucial é que ali toda a gente fala a mesma língua e assim as pessoas podem deslocar-se muito mais facilmente para os lugares onde há actividades económicas. Na Europa a mobilidades internacional do trabalho é relativamente restrita, não só por causa das barreiras linguísticas como também porque temos países antigos com pessoas que estão enraizadas nas suas tradições e culturas.

Dito isto, pode-se perguntar se se pode ao dólar um caso de êxito de uma moeda única. [5] Desde 1973 os Estados Unidos importaram muito mais do que exportaram e com uma dívida em crescimento vertiginoso e não dominável o país vive como um parasita que se alimenta de quase todos dos países do mundo. O exemplo do dólar seria antes uma prova de que um moeda única numa zona heterogénea não é possível sem uma exploração maciça de outros países.

Sair do euro?

Compreender que o euro não pode funcionar é uma coisa. A seguinte é ainda mais importante. Demonstrarei que retornar simplesmente para as nossas moedas anteriores é uma solução muito má. Certamente, teremos de novo a necessidade de moedas nacionais mas, se quisermos evitar os erros do passado, teremos necessidade de dinheiro emitido pelo Estado. (O que é o que a maior parte das pessoas pensa que acontece hoje.)

Para compreender porque o dinheiro do Estado é tão importante, devemos compreender o que é o dinheiro e como funciona. O dinheiro actual não é posto em circulação e nem gerido pelo governo. Ao invés disso – e para muitas pessoas isso pode parecer incrível – quase todo o dinheiro que existe hoje foi posto em circulação por bancos comerciais de modo secreto (e enganoso). De facto, vocês não têm dinheiro nas vossas contas bancárias – apenas números. Estes números são uma “ilusão de dinheiro”. No vosso extracto bancário é mencionado quanto o banqueiro vos deve, mas este dinheiro não existe, à parte uma fracção minúscula. Naturalmente, desde que você possa pagar com este dinheiro falso, isso vos é indiferente. [6] Entretanto, como demonstrarei abaixo, é este logro no sistema bancário que permite aos banqueiros fazerem inchar a massa de dinheiro de modo permanente, o que constitui um perigo para a nossa sociedade. Os banqueiros corromperam todas as moedas do mundo com os seus truques contabilísticos secretos. O euro não é uma excepção.

“Ainda bem que as pessoas do país não entendem nosso sistema bancário e monetário, pois se o entendessem creio que haveria uma revolução na manhã seguinte”. (Henry Ford)

O segredo do dinheiro

Hoje, menos de 5% de todo o dinheiro sob forma de bilhetes e moedas é verdadeiro dinheiro. O resto foi criado artificialmente pelos bancos e não existe senão sob forma de números em contas bancárias. Quando você toma dinheiro emprestado no banco, o banco não vos empresta do dinheiro existente. Ao invés disso ele cria um novo montante, simplesmente teclando números na vossa conta. Em seguida você paga juros sobre este dinheiro novo. Muitas vezes trata-se de montantes importantes. Habitualmente, alguém que paga a sua casa em 20 ou 30 anos paga quase tanto de juros como de reembolsos. De facto ele paga duas casas. Uma para si mesmo e uma para o seu banqueiro! [7]

No momento em que alguém compra uma casa, o dinheiro do seu empréstimo é lançado na conta do vendedor. Este gastará este dinheiro em outras coisas. Assim o dinheiro do empréstimo começa a circular na sociedade. Todo o dinheiro na sociedade começou como um empréstimo. Cada banqueiro colecta juros sobre o dinheiro que criou e todos os bancos reunidos colectam juros sobre todo o dinheiro que existe. Se tiver dinheiro no bolso ou na vossa conta, há alguém em algum lado que paga juros sobre este dinheiro a um banqueiro. Quando alguém reembolsa o seu empréstimo, o dinheiro, que foi criado a teclar na conta, é destruído deduzindo-o desta conta. Neste momento, este dinheiro já não existe.

Portanto, todo o dinheiro é temporário. O montante total existente representa a parte dos empréstimos emitido ainda por reembolsar. Isso quer dizer que o montante do dinheiro total na sociedade é um montante arriscado. Ele nada tem a ver com as necessidades da sociedade para o intercâmbio normal de bens e serviços.

Inflação eterna

Pior ainda: os banqueiros concedem cada vez mais empréstimos e assim criam cada vez mais dinheiro. Quando se utiliza mais dinheiro para comprar um mesmo número de bens e serviços, o valor de cada unidade de dinheiro diminui e os preços aumentam. É a bem conhecida inflação. [8] O chefe de orquestra desta inflação é o banqueiro central. Quando ele baixa a sua taxa de juro, indica aos bancos que devem acelerar a distribuição de créditos (a taxas mais baixas as pessoas tomarão mais emprestado e mais facilmente) e, inversamente, quando aumenta a sua taxa o crescimento da massa de dinheiro enfraquecerá.

Os banqueiros têm necessidade de inflação

Os banqueiros têm necessidade de inflação. [9] Quando a criação de dinheiro é acelerada, torna-se mais fácil para o tomador do empréstimo ganhar as somas de que tem necessidade para pagar a sua dívida. Isto é uma vantagem para o tomador, mas igualmente para os banqueiros. Isso garante menos incumprimentos de pagamento.

O facto de que o principal de um empréstimo terá diminuído de valor no momento em que é reembolsado não preocupa o banqueiro. Com efeito, os montantes reembolsados pelo principal não continuam a existir. Lembrem que o banqueiro criou este montante ao teclar numa conta e destruiu-o no momento do reembolso deduzindo-o desta conta.

Quanto aos juros, é uma outra história. Estes juros não fazem parte do dinheiro que o banqueiro criou para o empréstimo e estes montantes não desaparecerão no momento em que são pagos. Eles são os lucros do banqueiro! É verdade que o seu valor terá diminuído por causa da inflação. Mas não tenha pena do banqueiro. Vocês podem estar certos de que ele viu este problema antecipadamente e que elevou a sua taxa desde o início para compensar esta desvalorização.

Quanto mais se reembolsa, mais dívida se tem!

Não há possibilidade de uma sociedade sustentável

A inflação tem outro aspecto importante. Se não quisermos nos empobrecer, devemos trabalhar sempre mais para compensar a perda de valor do nosso dinheiro. Esta é razão porque a inflação causa cada vez mais actividade económica. Dito de outra forma, com um sistema bancário inflacionista jamais será possível alcançar uma sociedade durável e equilibrada.

Poder financeiro

A massa de dinheiro sempre crescente cria uma situação na qual tudo se torna comprável, mesmo o Estado. Em muitos países, grupos financeiros já compraram serviços públicos para transformá-los num rio de lucros contínuos: os serviços de distribuição de gás, de electricidade e de água, os transportes públicos, os correios, o telefone, tarefas de polícia, as prisões, a saúde pública, os serviços de colecta de lixo, etc. Isto é um processo contínuo. Os banqueiros e a elite financeira tomam cada vez mais decisões de investimento que moldam a nossa sociedade e o Estado toma cada vez menos.

Isto tem consequências. O dinheiro e o lucro determinam hoje o que é “bom” para a nossa sociedade. Mas isso não é tudo. Uma vez que o governo fornece cada vez menos serviços aos seus cidadãos, ele perde o reconhecimento de autoridade natural. Ao invés de ser uma instituição que cuida da sua população, o governo está em vias de se tornar um esqueleto, o qual tem necessidade de cada vez mais opressão para impor decisões de visão curta e para o curto prazo. Ao invés de ser o garantidor das liberdades individuais, o governo autoriza e mesmo favorece que todos os cidadãos sejam postos sob vigilância electrónica, efectuada tanto por organizações do Estado como privadas, com milhares de câmaras, ligadas a bases de dados interconectadas. O KGB era uma escola maternal em comparação com a vigilância electrónica de hoje, em crescimento rápido.

O euro

O euro é uma moeda pertencente ao Banco Central Europeu (BCE) com sede em Frankfurt. [10] O BCE pertence aos bancos centrais dos países participantes. [11] Apesar dos seus nomes, que se assemelham aos de instituições do Estado (Deutsche Bundesbank, Banque de France, etc), todos eles são independentes do governo e a maior parte é dirigida por conselhos privados. [12]

Apesar do seu carácter privado, o BCE é um órgão oficial da União Europeia. Graças ao artigo 7 do Sistema Europeu dos Bancos Centrais (SEBC) e ao artigo 107 do Tratado de Maastricht, o BCE desfruta de uma independência total. [13]

Note-se que esta independência não decorre de alguma necessidade lógica ou organizacional, mas deriva da crença de que somente banqueiros centrais independentes são capazes de gerir o sistema do dinheiro convenientemente. Pois bem, se hoje não pusermos em causa esta crença quando o faremos? [14]

O governo europeu

Em 1957 arrancou a Comunidade Económica Europeia (CEE). Desde o princípio faltou-lhe governação democrática: o parlamento não tinha senão um papel consultivo. Os fins da CEE eram a cooperação económica e política entre a França, a Alemanha, a Itália, a Bélgica, os Países Baixo e o Luxemburgo.

Em 1967 houve uma concentração de poder, quando a CEE, o Euratom e a Comunidade Económica do Carvão e do Aço tornaram-se as Comunidades Europeias. Os direitos de veto dos países individuais foram igualmente abolidos em muitos domínios. Uma vez feito isto, os banqueiros intrometeram-se. Em 1970 Pierre Werner, um banqueiro influente do Luxemburgo [15] , traçou os planos para a moeda colectiva.

Bretton Woods

Pierre Werner foi um dos participantes na Conferência de Bretton Woods, em 1944, que foi fortemente dominada pelo espírito agressivo da Segunda Guerra Mundial. Nesta conferência foram decididos os princípios para o comércio e a finança mundiais. Os países agora teriam de ligar a sua divisa ao dólar e manter as suas taxas de câmbio estáveis. Isso foi benéfico para o comércio e a finança internacional. De facto, o que este princípio exprimia é que a facilidade para o comércio e a finança internacional era mais importante que a faculdade dos países de poderem adaptar-se a mudanças do ambiente internacional. Além disso, através deste acordo os EUA foram virtualmente proclamados o “mestre do mundo”, uma vez que todos os países teriam de adaptar as suas divisas ao dólar, ao passo que os Estados Unidos podiam fazer o quisesse.

Nesta mesma conferência foi estabelecido o Fundo Monetário Internacional (FMI), assim como os precursores do Banco Mundial e da Organização Mundial de Comércio. Os cavalheiros de Bretton Woods sabiam muito bem que os países mais fracos sofreriam com os seus projectos. O FMI, e mais tarde igualmente o Banco Mundial, recebiam o papel de fornecedor dos créditos a estes países. Eles eram acompanhados de condições severas, como reduções de despesas públicas, o que geralmente implica graves consequências para a educação e a saúde pública. Na prática, o FMI e o Banco Mundial enterravam em dívidas os países em desenvolvimento. As dívidas destes países tornavam-se então de tal modo elevadas que eles já não podiam os juros e portanto menos ainda os reembolsos. E uma vez que um país se encontrasse numa posição sem saída, era obrigado a vender tudo o que tinha (particularmente os seus minerais e o seu petróleo), mas frequentemente a empresas dos Estados Unidos. [16]

Empréstimos estrangeiros

Apesar de o Banco Mundial ter ensinado o contrário aos seus funcionários, os créditos estrangeiros constituem a pior maneira de ajudar um país em dificuldade. A única coisa que ele pode fazer com o dinheiro estrangeiro é comprar produtos no estrangeiro e endividar-se mais. [17]

Só no caso em que um país ter realmente necessidade de uma máquina ou de outra coisa que não possa fabricar por si mesmo e em que, além disso, o fornecedor recusa a moeda do país, pode ser justificado o empréstimo do estrangeiro.

Movimento livre de capital

E o que significaria a Eurolândia para os banqueiros? Os banqueiros perderiam uma fonte de receitas importante: as comissões sobre o câmbio das numerosas moedas nacionais. Mas ganhariam uma fonte de receitas bem mais importante: o movimento livre de capital. Era uma pré-condição para uma moeda única. Graças a isso os banqueiros podiam facilmente conceder empréstimos por toda a parte onde pudessem ser feitos lucros.

O boom da construção na Europa do Sul

Internacionalmente os banqueiros acordaram um certo número de regras para si próprios, que fixam limites ao montante total dos empréstimos que podem emitir em relação ao seu capital. A norma é que devem dispor de pelo menos 8 euros de capital para cada 100 euros de empréstimos em aberto no comércio e na indústria. Contudo, para a construção de casas eles podem emprestar o dobro disso e portanto colectar o dobro de juros. [18] Ainda há pouco tempo os banqueiros pensavam que os preços das casas não podiam senão aumentar e que os empréstimos para a construção de casa eram, por assim dizer, sem risco. Nascia assim o boom da construção em Espanha, Portugal, Irlanda e alhures. O que os banqueiros esqueciam é que para reembolsar os créditos os seus clientes deviam poder ganhar dinheiro. Seria preciso igualmente que houvesse actividades económicas. Mas ao financiar actividades económicas como a indústria e o comércio os banqueiros não podem colectar senão a metade dos juros…

Socorro!

A Grécia já sabe o que é ter “amigos” europeus, que chegam com empréstimos e exigem simultaneamente reduções enormes nas despesas públicas. Estes amigos têm tal confiança na sua solução que fizeram entrar o cão raivoso do FMI para tomar parte na tragédia grega. [19] Note-se de passagem que o euro agora é “assistido” pelo FMI. Seria divertido se não fosse uma realidade tão trágica.

A Irlanda, Portugal e a Espanha também se encontram em dificuldade. Enquanto permanecerem no euro, não poderão desvalorizar a sua moeda. O euro funciona agora como uma taxa de câmbio invisível e imposta aos diferentes países. Os países endividados têm um duplo problema. Em primeiro lugar, devem reduzir suas dívidas até o nível admitido pela zona euro e em segundo devem evitar endividar-se no futuro.

O primeiro problema geralmente é resolvido com medidas extremamente duras, como cortes nas despesas sociais e culturais, na educação e saúde públicas, depois o despedimento de funcionários e a privatização de infraestruturas (como os aeroportos espanhóis) e de serviços públicos e, para coroar tudo, um forte aumento de impostos. Estas medidas são agressivas e muito injustas para as pessoas comuns, as quais não são responsáveis por esta tragédia. Muitas pessoas cairão na pobreza. Terão elas oportunidade para sair?

Será que as coisas poderão ser melhores?

Para ter uma ideia, é preciso ver o segundo problema. Como se pode evitar que países menos produtivos se endividem? Pois bem, não se pode. Não há nenhuma maneira de impedir que as pessoas nos países menos produtivos importem mais do que exportam. É mesmo lógico supor que preferirão comprar produtos menos caros e melhores importados de países mais produtivos da zona euro. Este é o defeito fundamental da moeda única num mercado comum composto por economias muito heterogéneas.

Na minha opinião, as medidas duras que estes países tomam neste momento são completamente inúteis se estes países não abandonarem o euro.

Más soluções

Uma má solução seria retornar à situação anterior ao euro e deixar que banqueiros criassem o dinheiro e que inchassem a massa monetária com a sua inflação eterna.

Algumas pessoas pensam que se os banqueiros não fossem mais autorizados a criar dinheiro simplesmente a teclar numa conta bancária a inflação pararia. A única coisa que pararia seria o efeito multiplicador dos haveres bancários. [20] É verdade que haveria então verdadeiro dinheiro nas nossas contas bancárias mas, como indicado acima, os banqueiros têm necessidade de inflação. Eles continuariam portanto a conceder cada vez mais empréstimos, mas ao invés de criá-lo do nada teriam de tomá-lo emprestado junto ao banco central. Este pode criar dinheiro indefinidamente. E, bem entendido, os banqueiros fariam com que este custo suplementar fosse suportado pelos seus clientes. Os empréstimos tornar-se-iam mais caros e a inflação nem por isso cessaria.

Uma outra má solução seria optar por uma moeda com base no ouro. Se bem que tais moedas tenham existido no passado (nos Estados Unidos até 1971), o dinheiro baseado no ouro tem muitas desvantagens. Os países sem minas de ouro seriam obrigados a comprá-lo (ou seja, entregar bens e serviços aos países fornecedores de ouro) com o simples objectivo de dispor de um meio de troca nacional. E cada vez que chegasse mais outro ao mercado, seriam obrigados a comprar mais para evitar que a sua moeda desvalorizasse em relação aos países que continuassem a aumentar suas reservas de ouro. A indústria das minas de ouro deteria sob muitos aspectos um poder supranacional, mesmo mais do que tem hoje a Reserva Federal. O ouro não é um valor estável. Seu preço pode ser influenciado por aqueles que detêm grandes stocks (como estas indústrias de minas de ouro e os bancos centrais). Mesmo um grande número de pequenos vendedores e compradores, quando actuam por medo ou por cobiça, pode influenciar o seu preço. Todas estas flutuações de preços podem constituir um perigo para qualquer economia que tenha a sua moeda ligada ao ouro. Mais ainda do que hoje, o ouro desencadearia conflitos, opressão e guerras.

Toda cobertura do dinheiro por commodities, quer seja o ouro, a prata ou outra coisa, terá um impacto severo sobre a moeda em causa, assim como sobre o preço das commodities escolhidas.

A solução através do dinheiro estatal

A maior parte das pessoas pensa que o dinheiro é emitido pelo Estado. É assim que deveria ser. O dinheiro deve pertencer à sociedade e não aos banqueiros. É a única maneira de obter um sistema monetário justo e a única maneira de ter um governo que não dependa dos banqueiros.

Neste momento temos um sistema monetário muito oneroso, com banqueiros que a cada ano aumentam o seu capital com lucros gigantescos. Os banqueiros dirão que têm necessidade deste capital para os casos em que têm de absorver perdas. Estas perdas seriam deduzidas do capital. Pois bem, objectivamente os seus capitais são enormes mas eles não cobrem senão uma fracção ínfima dos empréstimos correntes. Se as perdas forem demasiado grandes, o capital desaparecerá rapidamente. Mas se examinarmos mais atentamente os acordos internacionais entre banqueiros, constata-se que eles não podem utilizar o seu capital obrigatório para absorver perdas. Se eles deduzirem qualquer montante que seja do capital obrigatório, há imediatamente vinte vezes mais empréstimos no balanço que deixam de ser cobertos por capital. Portanto, o que vemos hoje são banqueiros que, ao invés de sofrerem as suas perdas, correm simplesmente para o ministro da Finanças para lhe dizer que têm necessidade de dinheiro fresco, pois doutra forma não terão mais capital suficiente!

– Banco estatal

Pois bem, nós podemos acabar com este sistema oneroso e desonesto criando um banco do Estado, o qual será o único banco autorizado a criar dinheiro no país. Este criará o dinheiro necessário para os empréstimos no país, assim como para avançar despesas do Estado. E quanto aos banqueiros privados, daí em diante seriam proibidos de criar haveres sem disporem do dinheiro correspondente. Se os banqueiros quiserem, poderão operar como intermediários entre o Banco do Estado e o público para a emissão de créditos. Para isto receberiam uma provisão e não juros. Poderão igualmente gerir as contas dos clientes em nome e por conta do Banco do Estado. Deste modo os clientes podem manter suas contas bancárias excepto no momento da conversão para a moeda nacional, não haverá interrupção nos serviços de pagamentos interbancários. (No caso em que os banqueiros não quiserem cooperar, o Banco do Estado deverá abrir seus próprios guichets, por exemplo nas repartições de impostos.)

Além da sua nova função como intermediário para os empréstimos do Banco do Estado ao público, os banqueiros poderão sempre reunir dinheiro existente para formar fundos que poderão ser emprestado com juro. Uma vez que se tratará de dinheiro existente, isso não criará inflação.

– Travagem da inflação

Com esta reforma o governo passa a dispor dos meios para travar a inflação. Dispor dos meios não quer dizer que tenha de fazê-lo. É mais provável que os governos só venham a travar a inflação progressivamente, pois a abordagem gradualista da filosofia “a cobiça é bela” inclina-se a “cuidar do ambiente e do futuro”. E seja qual for a forma que assuma, não seremos obrigados a trabalhar cada vez mais só porque os banqueiros querem isso de nós.

– Não mais dívida pública

Se o governo puder criar o dinheiro de que temos necessidade, a dívida pública pode desaparecer.

A dívida pública forma-se quando o governo faz despesas para as quais os impostos não foram arrecadados os impostos correspondentes. Neste momento, pagamos muito em juros pelos Títulos do Tesouro que o Estado emite para financiar estas despesas. Os banqueiros gostam muito de investir nestes Títulos do Tesouro, pois eles proporcionam juros quase sem risco. Portanto, por um lado o governo tem de se endividar para salvar os banqueiros e, por outro, os banqueiros recebem juros sobre estas mesmas dívidas!

– Fundos de pensões complementares

Outros aproveitadores da dívida pública são os fundos de pensão complementares, que dela retiram uma parte das suas receitas. Nossos pensionistas são pagos, em grande parte, a partir deste juro, o qual, por sua vez é pago pelo contribuinte do fisco. Uma outra parte é paga pelas contribuições de reforma da população activa. Portanto, por trás da fachada, que deixa pensar que as pessoas põem dinheiro de lado para a sua reforma, a maior parte do dinheiro que recebem nossos pensionistas provém das contribuições de reforma e dos impostos pagos pela população activa.

De facto isto é bastante lógica. Se o dinheiro fosse simplesmente armazenado durante décadas e liberto a seguir, esta libertação apenas provocaria inflação. O que se pode fazer com o dinheiro quando se está velho depende em grande medida da força de trabalho e da produtividade da produtividade da população activa nesse momento.

Uma outra parte das receitas dos nossos reformados provém de aplicações no estrangeiro ou, para dizê-lo claramente, do trabalho de pessoas no estrangeiro. Eticamente é como colonialismo financeiro. Nada para se orgulhar.

É por isso que seria mais lógico haver uma caixa de pensões gerida pelo Banco do Estado. Ou para dizer de outra forma, a população activa deverá muito simplesmente aceitar que deve tomar conta da população idosa. Os cidadãos, que quisessem transferir seus direitos adquiridos nas caixas de aposentação privadas para a caixa do Estado devem ter a liberdade para assim o fazer.

– Juros

Muitas pessoas acham que os juros não são éticos. Contudo, se uma parte do produto dos juros for utilizada para absorver as perdas com os empréstimos que não podem ser reembolsados, e quando o resto vai para o Tesouro do país, não vejo inconveniente. Esta última parte diminuiria os impostos a arrecadar.

O governo poderia estabelecer taxas de juro variadas conforme o sector e o tipo de investimento que deseja privilegiar. Ao invés de determinar brutamente uma única taxa de juro, como o fazem os bancos centrais de hoje, o governo poderia dirigir os empréstimos e os investimentos nas direcções necessárias.

Os juros são igualmente um meio útil para incitar os tomadores de empréstimos a pagarem as suas dívidas em tempo.

– Ricos e pobres

Hoje, no momento da concessão de empréstimos, os banqueiros existem uma garantia colateral que possam apreender se o tomador do empréstimo não pagar a sua dívida. Deste modo os ricos sempre podem obter empréstimos e investir mais facilmente, e portanto enriquecer mais, de modo mais fácil. O afastamento crescente entre ricos e pobres é perigoso para a sociedade. O Banco do Estado não tem necessidade de garantias. Pode-se comparar os impostos que ele concede com dívidas fiscais. Se elas não forem reembolsadas, podem ser tratadas de modo semelhante. Em princípio, os pobres poderiam tomar emprestado e investir tão facilmente quanto os ricos.

Como explicado mais acima, num ambiente sem inflação é mais difícil reembolsar empréstimos. Contudo, isto será compensado pelo facto de que as taxas de juros poderão permanecer mais baixas, uma vez que não teremos mais de contribuir para a capitalização cara e inútil dos bancos privados. Além disso, se necessário, compensações suplementares podem ser oferecidas aos tomadores de empréstimos através da política fiscal.

– Será que custa caro deixar o euro?

Alguns políticos procuram assustar as pessoas e pretendem que seria extremamente custoso deixar o euro e que isso atrasaria o desenvolvimento económico durante anos e assim por diante, etc. Pois bem, para começar, os países não param de comerciar porque um país deixou o euro e tem uma nova moeda. E se este país optar pelo dinheiro do Estado, os custos são principalmente organizacionais e relativamente mínimos em relação aos ganhos obtidos.

Todo o dinheiro necessário à mutação pode simplesmente ser criado do nada pelo Banco do Estado. Todos os euros em circulação no país poderão ser comprados pelo Banco do Estado pela emissão de dinheiro novo. Estes euros poderão ser postos de lado como reserva estratégica ou para o pagamento das importações.

O governo poderá recomprar todas as infraestruturas essenciais e de serviços públicos do país. A reconstrução de empresas nacionais a partir das numerosas empresas privadas e fragmentadas nos domínios da energia, correios, telefones, ferrovias e outras levará certamente a serviços muito mais fiáveis. Nestes serviços essenciais a qualidade e o cliente deveriam ter a prioridade. Isso não significa um retorno às poeirentas empresas estatais de outrora. Empresas do Estado podem perfeitamente ser geridas de um modo moderno e eficaz e, porque não, proporcionar serviços bem melhores do que não importa qual empresa privada em busca de lucros.

Não digo que todas estas mudanças sejam fáceis. Mas se quisermos alcançar uma sociedade durável, onde a democracia e a liberdade ainda querem dizer alguma coisa quando os nossos filhos e netos forem grandes, este é o caminho que é preciso tomar.

– Resumo

A reforma, tal como a vejo, pode ser resumida no esquema abaixo. É favor prestar atenção às notas sob o esquema.

http://www.resistir.info/europa/imagens/sair_do_euro_2.jpg

Notas e referências:

[1] Nos estudos científicos sobre as “optimum currency areas” (regiões óptimas para uma moeda) podemos distinguir aqueles que se centram nas condições necessárias e aqueles posteriores a 1970 (quando os políticos decidiram que queriam uma moeda única) que são mais centrados sobre os custos e os benefícios.

Roman Horvath e Lubos Komarek em “OPTIMUM CURRENCY AREA THEORY: AN APPROACH FOR THINKING ABOUT MONETARY INTEGRATION” (2002)

(Tradução abaixo)

“It is possible to distinguish two major streams of the optimum currency area literature. The first stream tries to find the crucial economic characteristics to determine where the (illusionary) borders for exchange rates should be drawn (1960s-1970s). The second stream (1970s-till now) assumes that any single country fulfills completely the requirements to make it an optimal member of a monetary union. As a result, the second approach does not continue in the search for characteristics, identified as important for choosing the participants in an optimum currency area. This literature focuses on studying the costs and the benefits to a country intending to participate in a currency area”.

“É possível distinguir duas correntes principais na literatura sobre as regiões óptimas para uma moeda. A primeira corrente tenta encontrar as características chave para determinar onde as fronteiras (imaginárias) para as taxas de câmbio deveriam ser estabelecidas (anos 60 e 70). A segunda corrente (de 1970 até hoje) supõe que não importa qual país individual responde inteiramente às exigências para se fazer um membro óptimo de uma união monetária. Em consequência, a segunda abordagem não continua a procurar as características, que foram identificadas como importantes, para escolher os participantes numa região monetária óptima. Esta literatura é centrada nos estudo dos custos e benefícios para um país que tem a intenção de participar numa região [união] monetária”.

http://wrap.warwick.ac.uk/1539/1/WRAP_Horvath_twerp647.pdf , page 7 .

Friedman descreve as vantagens das taxas de câmbio flexíveis como se segue: “Como se constata habitualmente, os preços e os salários num país são relativamente rígidos e [estes] factores são imóveis entre países. Em consequência, aquando de uma procura negativa ou de um choque na oferta, o único instrumento para evitar uma inflação maior ou o desemprego é uma mudança na taxa de câmbio flexível (o que quer dizer revalorizar ou desvalorizar a moeda). Isso trará a economia de volta ao equilíbrio interno e externo inicial. (…) Sob o regime de taxas de câmbios fixas, haveria sempre o impacto desagradável do desemprego ou da inflação”.

http://wrap.warwick.ac.uk/1539/1/WRAP_Horvath_twerp647.pdf , page 8 .

[2] Yrd. Doç. Dr. Hüseyin Mualla YÜCEOL, Mersin Üniversitesi Ýktisadi ve Ýdari Bilimler Fakültesi, Maliye Bölümü, em “WHY THE EUROPEAN UNION IS NOT AN OPTIMAL CURRENCY AREA: THE LIMITS OF INTEGRATION” (“PORQUE A UNIÃO EUROPEIA NÃO É UMA REGIÃO DE MOEDA ÓPTIMA: OS LIMITES DE UMA INTEGRAÇÃO”)

“A Europa não é uma região de moeda óptima. Contudo, no dia 1º de Janeiro de 1999 onze país da UE iniciaram uma União Monetária Europeia adoptando uma moeda partilhada, ou euro, embora a UE não responda a todos os critérios para uma região monetária óptima. Além disso, aderir à UE não é a mesma coisa que aderir ao euro, tanto para os antigos como para os novos membros”.

http://eab.ege.edu.tr/pdf/6_2/C6-S2-M6.pdf , page 66

[3] Paul de Grauwe, partes de um discurso:

(Tradução abaixo)

“With up to twenty-seven members instead of the present twelve, the challenge for ensuring a smooth functioning of the enlarged Eurozone will be daunting. The reason is that in such a large group the probability of what economists call ‘asymmetric shocks’ will increase significantly. This means that some countries may experience a boom and inflationary pressures while others experience deflationary forces. If too many asymmetric shocks occur, the ECB will be paralyzed, not knowing whether to increase or to reduce the interest rates. As a result, member countries will often feel frustrated with the ECB policies that do not (and cannot) take into account the different economic conditions of the individual member countries. This leads us to the question whether the enlarged EMU will, in fact, be an optimal currency area.” (…)

“If a country is hit by negative shocks brought about by agglomeration effects, the wage cuts necessary to deal with these shocks will inevitably be very large. To give an example: If Ford Motor were to close down a plant in Belgium and to invest in Poland instead, the wage cut of Belgian workers that would convince Ford Motor not to make this move would have to be 50% or more given that the wage not feasible, then flexibility dictates that the Belgian workers be willing to move.”

“Hoje com vinte e sete membros ao invés dos doze, o desafio para assegurar um funcionamento fluído da zona euro ampliada será terrível. A razão é que num grupo tão amplo a probabilidade daquilo a que os economistas chamam “choques assimétricos” aumenta de modo significativo. Isso quer dizer que certos países podem experimentar um boom e pressões inflacionárias, ao passo que outros experimentam forças deflacionárias. Se se verificarem demasiados choques assimétricos, o Banco Central Europeu será paralisado, não sabendo se deve aumentar ou reduzir as taxas de juro. Em consequência, os país membros muitas vezes se sentirão frustrados pela política do Banco Central Europeu, que não tem em conta (e nem pode ter em conta) as diferentes condições económicas nos países membros individuais. Isto nos leva à questão de se a União Monetária Europeia ampliada será uma região de moeda óptima”. (…)

Se um país for afectado por choques negativos provocados por efeitos de acumulação, os cortes salariais necessários para gerir estes choques serão inevitavelmente muito importantes. Exemplo: Se a Ford Motors encerrasse uma fábrica na Bélgica e em alternativa investisse na Polónia, os cortes salariais que convenceriam a Ford a não deslocalizar teriam de ser de 50% ou mais. Uma vez que tal salário não é factível, então a flexibilidade determina que os trabalhadores belgas estariam dispostos a mudar-se”.

mostlyeconomics.wordpress.com/…

[4] NRC Handelsblad, 03/Junho/2010

“De Europese Commissie heeft op dit moment tegen 20 van de 27 EU-landen een procedure lopen omdat deze landen de interne begrotingsregels van de Europese Unie overschrijden.”

“A Comissão Europeia encetou procedimentos contra 20 dos 27 membros da União Europeia, uma vez que estes países infringem as regras orçamentais da UE”.

www.nrc.nl/economie/schuldencrisis/article2558281.ece/…

[5] Julius Horvath em “Optimum currency area theory: A selective review”

Ghosh and Wolf (1994), for example, conclude the US is not an optimum currency area and tentatively suggest separate currencies for different parts of the United States.

Ghosh e Wolf (1994), por exemplo, concluem que os Estados Unidos não são uma região monetária óptima e tentam sugerir moedas separadas para diferentes partes dos Estados Unidos.

www.bof.fi/NR/rdonlyres/5C4E3CE4-0386-4FDB-886B-C276040CD183/0/dp1503.pdf , pg. 7

[6] Apesar das aparências, não podemos e não pagamos com dinheiro “falso”. Com o bocadinho de dinheiro real que resta, os banqueiros conseguem executar nossas ordens de pagamento. Para uma explicação simplificada ver “Débit, crédit, banco!”, paragrafo “Jongler avec les paiements”

http://www.courtfool.info/fr_Debit_credit_banco.htm

[7] Inflação e taxas de juro variem enormemente no decorrer do tempo. Ver o gráfico ” US rates 1940-1999″ http://www.courtfool.info/US_inflation_1940_1999.htm . Estas taxas não mostram as despesas suplementares que os clientes devem frequentemente desembolsar para obter os seus empréstimos, como seguros por exemplo. Os seguros reduzem os riscos para o banqueiro, portanto aumenta os seus lucros com os empréstimos. Portanto mesmo que você pague estes seguros a uma companhia de seguros e não ao vosso banqueiro, eles constituem uma forma de juros disfarçados.

[8] A inflação dos preços leva ao descontentamento da população. Eis porque muitos países utilizam um Índice de Preços no Consumidor (IPC) que mostra números mais agradáveis.

http://www.mw.ua/2000/2020/52764

“… the reference value (4.5%) of M3 growth on an annual basis. This reference value for monetary growth is based on a potential economic growth of 2.0% to 2,5%, an inflation of less than 2.0% in the medium term and a long-term decline of the velocity of money by 0.5% to 1.0%, per annum.”

“… o valor de referência (4,5%) do crescimento do M3 numa base anual. Este valor de referência para o crescimento monetário baseia-se num crescimento económico potencial de 2,0% a 2,5%, uma inflação de menos de 2% no médio prazo e um declínio a longo prazo da velocidade da moeda de 0,5% a 1,0% por ano”.

http://www.dnb.nl/dnb/home/file/ar03_tcm47-146939.pdf (página retirada / não mais acessível)

“In 2003, the money supply (M3) in the euro area grew at a rate of 8.0%, well above the official reference value of 4.5%”.

“Em 2003, o crescimento monetário (M3) na zona euro era de 8%, bem acima do valor de referência oficial de 4,5%”.

http://www.dnb.nl/dnb/home/file/ar03_tcm47-146939.pdf (página retirada / não mais acessível)

Lembrem-se que quando políticos, funcionários ou o banqueiro central falam em público da inflação”, eles querem dizer a mudança no Índice dos Preços no Consumidor.

O índice é baseado numa comparação anual do custo de um cabaz de produtos para uma família “média”. O conteúdo do cabaz varia de um país para outro, assim como os métodos para o cálculo do índice. Um país pode incluir o custo da alimentação, do combustível e da habitação, outro país pode deixar estes custos de fora.

http://bigpicture.typepad.com/comments/2005/09/the_history_of_.html

http://www.goldandsilverexchange.info/consumer-price-index.html

Certos países publicam as categorias de produtos que incluem no cabaz, mas em geral os produtos exactos permanecem secreto. Contudo, certos gabinetes de estatística fazem alguns truques de prestidigitação, que praticam para obterem índices favoráveis. Exemplo: mudam periodicamente o conteúdo do cabaz. Os produtos cujo preço aumenta demasiado são retirados e substituídos por outros mais baratos. Ou, quando o preço de um produto permanece estável, mas a qualidade melhora, contam a melhoria da qualidade como uma baixa de preço. Assim, para os computadores no cabaz, o Gabinete Central de Estatística (CBS) nos Países Baixos conta uma baixa de preço de 64 por cento entre 1998 e 2003! E eis o índice que baixa!

www.cbs.nl/NR/rdonlyres/…

gráfico página 6

www.cbs.nl/en-GB/menu/themas/prijzen/publicaties/artikelen/archief/2005/…

Portanto, o conteúdo do cabaz é adaptado periodicamente. A justificação é: “quando os preços sobem, as famílias também adaptam as suas compras”. E o que significa esta política de adaptação para o índice? Pois bem, uma vez que a família média definida não pode gastar mais do que ganha, o aumento do custo do cabaz é automaticamente limitado ao aumento das suas receitas. O IPC portanto fará crer que a inflação não ultrapassa o aumento dos rendimentos.

Numa região vasta e heterogénea como a zona euro os países jamais serão afectados do mesmo modo por grandes choques como a crise financeira. Para o BCE é então impossível reagir com uma política que fosse boa para todos os países. O BCE será constrangido a escolher uma política que convenha a alguns, mas não a outros. E quando a política monetária não está adaptada isso pode provocar grandes inflações. Neste caso também o IPC fará o seu melhor para mascarar a realidade.

[9] O banqueiro central cuida de que a inflação continue eternamente a guiar a taxa de juro.

[10] Os escritórios do Banco Central Europeu estão em Frankfurt. É a cidade histórica dos Rothschild. Representantes das famílias Rothschild e Morgan estiveram na base da criação da Reserva Federal nos Estados Unidos, em 1913. (G. Edward Griffin em “The Creature of Jekyll Island”)

[11] Propriedade BCE:

eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=OJ:L:2009:021:0066:0068:EN:PDF , artikel 2.

[12] Exemplo: o banco central holandês é o Nederlandse Bank N.V. (DNB), onde N.V. signfica Sociedade Anónima. É uma forma jurídica comum para empresas com um capital em acções. Nos Países Baixos estas empresas têm a obrigação de mencionar sempre o N.V. junto com o seu nome. Em 1929 uma lei especial dispensava o De Nederlandse Bank N.V. de imprimir o N.V. sobre o seu papel moeda, permitindo esconder à população que a sua moeda pertencia a uma sociedade anónima.

http://www.dnb.nl/binaries/wo0649_tcm46-145952.pdf

The 4 members of DNB’s governing board, the day-to-day direction, are appointed by the Crown.

http://www.dnb.nl/en/about-dnb/organisation/governing-board/index.jsp

Of the 10 members of the supervisory board one member is appointed by the government.

dnb.nl/en/about-dnb/organisation/supervisory-board-and-bank-council/index.jsp

All these members have strong bonds in the economy.

http://www.dnb.nl/binaries/Raad%20van%20Commissarissen_tcm46-185323.pdf (in Dutch)

Of the 14 members of the bank council, one is the member of the supervisory booard who is appointed by the government. (Nevertheless, he is as independent from government as all others.)

dnb.nl/en/about-dnb/organisation/supervisory-board-and-bank-council/index.jsp

Notar que para o banco central trata-se de poder, influência e ampliação do balanço e, regra geral, não tanto a obtenção de lucros, que muitos bancos centrais revertem ao Tesouro do país.

[13] Independência dos bancos centrais:
http://www.ecb.int/press/key/date/1997/html/sp970513.en.html

[14] Os banqueiros centrais têm o poder sobre o sistema monetário (e querem conservá-lo). Uma das razões é que têm a necessidade desesperada de manter a inflação, pois sem isso o sistema enganoso não pode funcionar. Como explicado, os bancos entrariam rapidamente em falência. Portanto os banqueiros centrais querem o controle total sobre a taxa de juro. Contudo, para o mundo externo eles pretendem desejar exercer este controle, uma vez que os governos não seriam capazes de conduzir uma política monetária consistente a longo prazo. Eles referem-se a uma situação em que um governo provocou uma grande inflação. Banqueiros centrais conduzir-se-iam de modo mais responsável (!) e portanto [querem] ter o controle sobre o sistema monetário sem nenhuma interferência do governo. Eis um exemplo de como eles apresentam a coisa.

Alexandre Lamfalussy, President of the European Monetary Institute, at the Oesterreichische Nationalbank, Vienna, 13 May 1997

“Modern economic theory emphasises the inflationary bias in economic policy, which relates in particular to the so-called time-inconsistency issue, i.e. the problem of convincing the public that the monetary authorities will resist the temptation to stimulate output growth in the short run by creating “surprise inflation”. Against the backdrop of negative past experience, the public is unlikely to have much faith in the authorities’ promises to maintain low inflation. Unless these promises are underpinned by a credible form of pre-commitment, the equilibrium inflation rate will be higher than needed, with no better performance in terms of output and possibly even a deterioration. As a solution to this problem, it has been suggested that responsibility for monetary policy be separated from political control and to enshrine this in legislation. According to this view, central banks should be given the freedom to formulate and execute monetary policy in line with their primary objective as determined by the legislator, to whom they are accountable. Accountability may involve either a legal obligation for the central bank to give reckoning for the conduct of monetary policy or a commitment to explain its actions, for example, in regular reports and to parliament. This allows central banks to take a medium-term orientation and not to be distracted by short-term political motives, an approach which benefits the credibility, transparency and efficiency of monetary policy.”

http://www.ecb.int/press/key/date/1997/html/sp970513.en.html

[15] Pierre Werner foi um banqueiro luxemburguês muito influente. Em 1944 participou na Conferência de Bretton Woods, que deu origem ao Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento (International Bank for Reconstruction and Development, IBRD), ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e aos Acordos Gerais sobre Tarifas e Comércio (General Agreement on Tariffs and Trade, GATT). Em 1970 ele era também ministro das Finanças e primeiro-ministro do Luxemburgo. Além disso, em 1969 havia presidido o Conselho da Comunidade Económica Europeia.
http://www.terra.es/personal2/monolith/eu.htm

[16] John Perkins numa entrevista na Talkstick TV (tradução francesa e link no YouTube, ver abaixo.)

“The fact of the matter is our job was to convince other countries to take very large loans [given by the World Bank]… Let’s say a billion dollars to Ecuador to build big infrastructure projects: power plants, … ports, highways, industrial parks. Things that didn’t benefit anybody except the very wealthy people in those countries who were quite corrupt, and we corrupted them… 90% of that billion dollars would come back to the United States to pay for Halliburton, Bechtel, these types of companies to build the infrastructure.

Then the country would be stuck with this huge debt, which over time would continue to be refinanced and get larger and larger and larger. So that in fact today Ecuador owes more than 50% of its national budget just to pay down its debt service which means there’s very little money left to pay for education and health services for the poor people who are the ones who suffer from these projects. It was their rivers that were destroyed when we built these hydro-electric plants, it was their land that was destroyed…

Now they’re saddled with this incredible debt that they can’t possibly pay. And so we go in and demand our pound of flesh, very much like the mafia… We need Ecuador’s oil… We tell Ecuador, ‘Since you can’t pay off your loans, what you need to do is to turn over your Amazon to our oil companies… What it is all about is building empire. We’ve done this in every country around the world that has resources that we covet, often this is oil in places like Indonesia, Nigeria, Ecuador, Venezuela, and. Colombia. But sometimes its other resources, for example in Panama it was the Panama Canal. ”

“O facto é que o nosso trabalho era convencer outros países a tomarem empréstimos muito grandes [fornecidos pelo Banco Mundial] … Digamos mil milhões de dólares para o Equador a fim de construir grandes projectos de infraestruturas: centrais eléctricas, auto-estradas, parques industriais. Coisas que não beneficiavam ninguém além das pessoas muito ricas neste país, as quais eram relativamente corrompidas e nós as corrompíamos… 90% destes mil milhões de dólares retornariam aos Estados Unidos para pagar a Halliburton, Bechtel, este tipo de empresas que construíam a infraestrutura.

A seguir o país seria paralisado por esta dívida enorme, que com o tempo devia ser refinanciada e tornar-se cada vez maior. De tal modo que hoje o Equador deve mais de 50% do seu orçamento nacional para pagar estas dívidas, o que quer dizer que não sobra senão muito pouco para pagar a educação e os serviços de saúde pública para as pessoas pobres, as quais são as que sofrem com estes projectos. Eram os seus rios que destruíamos ao construir estas centrais eléctricas, eram as suas terras que destruíamos…

Agora eles têm esta dívida incrível nos braços e jamais poderão pagá-la. E nós entramos e pedimos a nossa porção de carne, muito à semelhança da Mafia… Se se tiver necessidade do petróleo do Equador, nós lhe dizemos; “Uma vez que não podem pagar a vossa dívida, o que devem fazer é entregar a vossa Amazónia às nossas companhias de petróleo… Tudo isso é a construção de um império. Fizemos isso por toda a parte do globo em todos os países que têm recursos que desejamos, muitas vezes trata-se de petróleo em lugares como a Indonésia, a Nigéria, o Equador, a Venezuela e a Colômbia. Mas algumas outros recursos seus, como por exemplo no Panamá, em que era o Canal do Panamá”.

YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=yTbdnNgqfs8

Joseph E. Stiglitz, num entrevista em 2001:

“As the chief economist at the World Bank from 1997 to 2000, I have seen firsthand the dark side of globalization; … how so-called structural-adjustment loans to some of the poorest countries in the world ‘restructured’ those countries’ economies so as to eliminate jobs, but did not provide the means of creating new ones, leading to widespread unemployment and cuts in basic services..”

“Como economista chefe no Banco Mundial de 1997 a 2000 vi em primeira-mão o lado escuro da globalização; … como os chamados empréstimos de ajustamento estrutural a alguns dos mais pobres países do mundo “reestruturaram” as economias daqueles países de modo a eliminar empregos, mas não proporcionaram os meios de criar outros novos, levando à generalização do desemprego e a cortes em serviços básicos”.

http://secret-of-life.org/the-World-Bank-and-IMF

Ver igualmente: THE IMF AND IRELAND: WHAT WE CAN LEARN FROM THE GLOBAL SOUTH

http://www.dublinopinion.com/downloads/Afri_Report_on_EU_IMF_Loan_Deal.pdf

[17] David C. Korten, in “One World–One World Government Bretton Woods or The United Nations?”

(tradução abaixo)

“It was all so simple. The World Bank trained cadres of young economists, teaching them to believe that rapid development depends on foreign borrowing to supplement investment based on domestic savings. Few seemed to notice the obvious — that when you borrow abroad you are borrowing foreign money that is only useful to buy foreign products, thus increasing your economy’s dependence on imports. You are also building up foreign debts that can only be repaid by exporting ever more of your domestic resources and production. Almost inevitably you end up at the mercy of foreign lenders — like the World Bank.”

“Era tudo tão simples. O Banco Mundial treinava quadros de jovens economistas, ensinando-lhes a acreditar que o desenvolvimento rápido depende de empréstimos estrangeiros para complementar o investimento baseado em poupanças internas. Poucos pareciam perceber o óbvio – que quando você toma emprestado no exterior está a tomar empréstimo em moeda estrangeira que só é utilizável para comprar produtos estrangeiros, portanto agravando a dependência da sua economia de importações. Também está a acumular dívidas externas que só podem ser reembolsadas através da exportação cada vez maior dos seus recursos e produção internos. Quase inevitavelmente você acabará à mercê de prestamistas estrangeiros – como o Banco Mundial”.

http://www.ratical.com/co-globalize/ifg041400DK.html

[18] Os acordos de Basileia

http://www.parl.gc.ca/information/library/PRBpubs/prb0596-e.htm

[19] NRC Handelsblad, 11 Fevereiro 2010

O deputado holandês Frans Weekers dizia que a Grécia deve os seus problemas exclusivamente a si própria. Segundo ele os gregos “enganaram e ludibriaram” a União Europeia durante anos com números falsos acerc da sua posição financeira. “É a punição do mercado para a Grécia”, segundo Weekers. (Continuação abaixo…)

vorige.nrc.nl/economie/article2481429.ece/…

Pois bem, se Weekers se houvesse informado um pouco, teria podido saber isto:

Segundo Nikolaos Salavrakos, membro do Parlamento Europeu, em “The Greek Fiscal Crisis: Is there a way Out?” / “A crise fiscal grega: Haverá um meio de saída?”

“Em 1974 a dívida pública grega era apenas 22,5% do seu Produto Interno Bruto (PIB) e em 1979, quando a Grécia assinou a sua entrada na Comunidade Económica Europeia, era 31,7%. Ela atingiu os 36,1% em 1981 e em 1989 era de 85,3%. A dívida pública continuava a subir e, assim, em 1993 havia atingido um nível surpreendente de 110,1% do PIB. Foi ligeiramente reduzida para 106,6% em 2001 e 102,4% em 2003. Assim, mesmo com as estatísticas oficiais do período 2000-2003, a dívida grega foi sempre elevada. Contudo, a Grécia entra na União Monetária Europeia a 1 de Janeiro de 2001 como o seu décimo segundo membro. Era evidente que todo o mundo (os mercados, os políticos, a Comissão Europeia) sabia que um país com uma dívida superior a 100% do seu PIB se tornava membro da União Monetária Europeia”.

http://www.efdgroup.eu/news/99-the-greek-fiscal-crisis-is-there-a-way-out.html

Até 18 de Dezembro de 2010 o FMI forneceu mais de 10 mil milhões de euros de crédito à Grécia. Aparentemente as condições não foram tornadas públicas.

[20] C. van Ewijk & L.J.R. Scholtens em “Geld, Financiële Markten & Financiële Instellingen” (em holandês) Ver “Multiplicação do dinheiro” / “Geld vermenigvuldiging”

Publicado a 16/Janeiro/2011
Última modificação em 23/Março/2011
Título original: Sortir de l’euro


Do mesmo autor:
# Custos, malfeitorias e perigos do dólar , 19/Mar/2007
# Segredos do dinheiro, dos juros e da inflação , 27/Set/2007

[*] Investigador independente, Países Baixos. O autor pode ser contactado via www.courtfool.info/fr_contact.htm

O original encontra-se em http://www.courtfool.info/fr_Sortir_de_l_euro.htm . Tradução de JF.

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

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Re: ACHAS QUE NÃO ÉS MANIPULADO?

Mensagem  fadinha em Ter 28 Jun 2011 - 13:12

Olá...

manipulação é o tema.

Vimos transcorrer a parada gay de 2011 no domingo passado.
O lema era :"Amai-vos uns aos outros..." palavras de Jesus em uma frase incompleta.
Jesus disse: Amai-vos uns aos outros como vos amei.
Essa parada nada tem a ver com religiosidade, é confundir as coisas, levar ao raciocínio errado colocando meia verdade como se inteira fosse.
De onde será que veio a inspiração para usar essa meia frase?
Certamente conhecemos os métodos das sombras para confundir, usando algo que parece razoável mas não é porque tem vício de interpretação. Uma frase maliciosa.
Será que Jesus ou outro Ser Iluminado aprovaria e sairia nessa parada gay? em qual carro alegórico? com qual fantasia? quase sem roupa e fazendo propaganda de camisinha?
O propósito é confundir, manipular, levar as pessoas de pouco conhecimento a uma conclusão errônea, sentir-se culpada se não ama a discordia.
Colocar a culpa no outro, fazê-lo sentir-se culpado é o método mais antigo de manipulação.
Como é? Adão colocou a culpa em Eva que colocou a culpa na serpente que não pode colocar a culpa em outro porque parece que estavam só os três lá.
Saint Germain explica muito bem esse fato. Como podemos amar o que não pode ser amado, a discordia na pessoa, seu lado sombra, seu ego, sua personalidade terrena? não podemos e não devemos amar nada que não mereça ser amado.
Respeito. Como pessoas elas tem direitos que devem ser respeitados.
Devemos amar nas pessoas Deus que existe nelas e não esse lado da dualidade mesmo porque é impermanente.
Sabemos que vão ter tempo e ocasião para se lembrar de Deus. Deus se manifesta para todos e depende de nós estarmos abertos e no tempo certo para ouvir ou ver.
Não foi Jesus que disse que nenhuma ovelha do rebanho se perderia? mas cada uma tem a sua hora. Muitos ainda não tiveram tempo de viver tudo o que querem viver.
Compreender não quer dizer ser conivente e deixar passar pensando que este é o lado mais fraco da história e por isso não merece correção.

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Re: ACHAS QUE NÃO ÉS MANIPULADO?

Mensagem  Convidad em Qua 7 Dez 2011 - 12:57

PERGUNTAS E RESPOSTAS PARA JESHUA
Nesta sessão você encontrará respostas de Jeshua,
através de Pamela Kribbe, a perguntas feitas por leitores.
Qual é o seu ponto de vista sobre a homossexualidade?

Não há nada de errado com a homossexualidade. A homossexualidade é perfeitamente respeitável; a forma em que ela vem sendo retratada por várias tradições religiosas, como pecaminosa e prejudicial, origina-se do medo e do preconceito. Não há nada de errado em se sentir atraído por pessoas do mesmo sexo. Na verdade, a preferência pelo mesmo sexo ou pelo outro sexo não é tão fixa e rigidamente dividida como muitas pessoas pensam. Você pode ser heterossexual e, ao mesmo tempo, ser atraído por pessoas do seu próprio sexo. Você pode sentir uma conexão de alma que transcende a forma física. Em outras palavras: você pode ser heterossexual no geral, mas sentir-se atraído por alguém do mesmo sexo porque existe uma conexão profunda no nível da alma. Existe uma escala móvel entre heterossexualidade e homossexualidade, e não uma fronteira fixa.

Do ponto de vista espiritual, o que importa nos relacionamentos sexuais é como um se conecta com o outro de alma para alma. Sempre que existe uma conexão profunda, marcada por uma parceria verdadeira e respeito mútuo, o fato do relacionamento entre homem-mulher, homem-homem ou mulher-mulher realmente não importa

É lógico que é importante para o mundo se você é homossexual. Em muitos lugares ao redor do mundo ainda existe preconceito e hostilidade contra a homossexualidade. Muitas almas que encarnam como homossexuais são bastante corajosas, porque sabem que enfrentarão a questão da marginalização, de ser diferente dos outros e ter que lidar com hostilidade e incompreensão. A alma pode ter decidido conscientemente passar por essa experiência para enfrentar e superar a dor emocional de ser rejeitada e, com isto, tornar-se forte e independente, ou para elevar a consciência na Terra, fazendo as pessoas refletirem sobre as definições tradicionais mesquinhas e limitadas sobre a identidade sexual. Os homens homossexuais, por exemplo, podem mostrar como de ser do sexo masculino pode facilmente combinar com ser sensível e artístico. Homens e mulheres homossexuais encorajam as pessoas a pensarem de modo diferente sobre o que significa ser do sexo masculino ou feminino.

Para os homossexuais que se sentem dilacerados e em conflito sobre sua natureza sexual, eu diria:

Não julgue o seu modo natural de sentir; respeite sua natureza e sinta-se livre para ser quem você é. Seja fiel a si mesmo, não se esconda. Outras pessoas podem aprender alguma coisa com você. Cônjuges ou pais, que se sentem chocados e ofendidos quando você lhes conta sobre a sua natureza, serão tocados, de alguma forma, pela sua coragem e honestidade, mesmo que não demonstrem isso abertamente. A verdade sempre liberta as pessoas. Ao permanecer fiel a si mesmo, você se curará e será uma luz para os outros

© Pamela Kribbe 2011

Tradução de Vera Corrêa veracorrea46@ig.com.br -
Direitos Autorais Pamela Kribbe - A permissão é concedida para cópia e distribuição deste artigo na condição de que o endereço www.jeshua.net, esteja incluído como recurso e que ele seja distribuído livremente.

Fonte: www.luzdegaia.org.br


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Re: ACHAS QUE NÃO ÉS MANIPULADO?

Mensagem  007 em Ter 13 Dez 2011 - 17:03

Olá a todos!

Concordo que a homossexualidade tem de ser respeitada bem como também os homossexuais. Afinal, se eles não estão matando, roubando, abusando de outras pessoas, são seres mais normais até do que os que vivem prejudicando seus semelhantes e não são homossexuais.

O que não concordo é com a forma que a palavra Amor é empregada no nosso planeta. Na maiooria das vezes dá mais idéia de sexo e de atração física do que o que é mais importante, o verdadeiro amor no sentido exato da palavra, aquele que faz com que uma pessoa goste de outra por aquilo que ela realmente é, ou seja, pelos seus atributos espirituais.

Todos sabemos que a palavra Amor é uma das mais empregadas em nosso mundo, mas então por que tanto ódio, tanto desamor entre grande parte das pessoas? Afinal, será que elas, na sua maioria, não fazem sexo com freqüência? Penso que se o verdadeiro amor fosse apenas sinônimo de atração física por outra pessoa não haveria tanta carência de amor, e seria muito melhor o mundo em que vivemos.

Por isso creio que torna-se evidente a manipulação das massas para que pensem nesse sentido equivocado a respeito da palavra Amor.
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Re: ACHAS QUE NÃO ÉS MANIPULADO?

Mensagem  fadinha em Sab 23 Jun 2012 - 14:10

terça-feira, 12 de junho de 2012

A FRAUDE DO AQUECIMENTO: Em carta à presidenta dezoito cientistas brasileiros questionam aquecimento global causado pelo homem




Comunicado: Cientistas enviaram carta aberta à presidente Dilma Rousseff questionando o consenso sobre o aquecimento global tema do seu discurso no Forum Brasileiro de Mudanças Climáticas

Dezoito dos principais cientistas do país, entre físicos, geólogos e climatologistas, enviaram carta à presidente Dilma Rousseff questionando o consenso de que o aquecimento seja causado pelo homem.
Eles dizem que não há nenhuma influência humana sobre o clima global e que a hipótese de que o homem influencia o clima "é um desserviço à ciência". Criticam o que chamam de alarmismo climático e destacam que o gás carbônico (CO2) não é o vilão do aquecimento global, muito pelo contrário, "é o gás da vida". Abaixo a íntegra da carta aberta à presidente Dilma.


Carta aberta à presidente Dilma Rousseff
Mudanças climáticas: hora de recobrar o bom senso


Exma. Sra.
Dilma Vana Rousseff
Presidente da República Federativa do Brasil

Excelentíssima Senhora Presidente:

Em uma recente reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, a senhora afirmou que a fantasia não tem lugar nas discussões sobre um novo paradigma de crescimento - do qual a humanidade necessita, com urgência, para proporcionar a extensão dos benefícios do conhecimento a todas as sociedades do planeta. Na mesma ocasião, a senhora assinalou que o debate sobre o desenvolvimento sustentado precisa ser pautado pelo direito dos povos ao progresso, com o devido fundamento científico.
Assim sendo, permita-nos complementar tais formulações, destacando o fato de que as discussões sobre o tema central da agenda ambiental, as mudanças climáticas, têm sido pautadas, predominantemente, por motivações ideológicas, políticas, acadêmicas e econômicas restritas. Isto as têm afastado, não apenas dos princípios basilares da prática científica, como também dos interesses maiores das sociedades de todo o mundo, inclusive a brasileira. Por isso, apresentamos-lhe as considerações a seguir.


1) Não há evidências físicas da influência humana no clima global:

A despeito de todo o sensacionalismo a respeito, não existe qualquer evidência física observada no mundo real que permita demonstrar que as mudanças climáticas globais, ocorridas desde a revolução industrial do século XVIII, sejam anômalas em relação às ocorridas anteriormente, no passado histórico e geológico - anomalias que, se ocorressem, caracterizariam a influência humana.

Todos os prognósticos que indicam elevações exageradas das temperaturas e dos níveis do mar, nas décadas vindouras, além de outros efeitos negativos atribuídos ao lançamento de compostos de carbono de origem humana (antropogênicos) na atmosfera, baseiam-se em projeções de modelos matemáticos, que constituem apenas simplificações limitadas do sistema climático - e, portanto, não deveriam ser usados para fundamentar políticas públicas e estratégias de longo alcance e com grandes impactos socioeconômicos de âmbito global.

A influência humana no clima restringe-se às cidades e seus entornos, em situações específicas de calmarias, sendo estes efeitos bastante conhecidos, mas sem influência em escala planetária. Para que a ação humana no clima global ficasse demonstrada, seria preciso que, nos últimos dois séculos, estivessem ocorrendo níveis inusitadamente altos de temperaturas e níveis do mar e, principalmente, que as suas taxas de variação (gradientes) fossem superiores às verificadas anteriormente.

O relatório de 2007 do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) registra que, no período 1850-2000, as temperaturas aumentaram 0,74°C, e que, entre 1870 e 2000, os níveis do mar subiram 0,2 m.

Ora, ao longo do Holoceno, a época geológica correspondente aos últimos 12.000 anos em que a civilização tem existido, houve diversos períodos com temperaturas mais altas que as atuais.

No Holoceno Médio, há 5.000-6.000 anos, as temperaturas médias chegaram a ser 2-3°C superiores às atuais, enquanto os níveis do mar atingiam até 3 metros acima do atual. Igualmente, nos períodos quentes conhecidos como Minoano (1500-1200 a.C.), Romano (séc. VI a.C.-V d.C.) e Medieval (séc. X-XIII d.C.), as temperaturas atingiram mais de 1°C acima das atuais.

Quanto às taxas de variação desses indicadores, não se observa qualquer aceleração anormal delas nos últimos dois séculos. Ao contrário, nos últimos 20.000 anos, desde o início do degelo da última glaciação, houve períodos em que as variações de temperaturas e níveis do mar chegaram a ser uma ordem de grandeza mais rápidas que as verificadas desde o século XIX.

Entre 12.900 e 11.600 anos atrás, no período frio denominado Dryas Recente, as temperaturas caíram cerca de 8°C em menos de 50 anos e, ao término dele, voltaram a subir na mesma proporção, em pouco mais de meio século.

Quanto ao nível do mar, ele subiu cerca de 120 metros, entre 18.000 e 6.000 anos atrás, o que equivale a uma taxa média de 1 metro por século, suficiente para impactar visualmente as gerações sucessivas das populações que habitavam as margens continentais. No período entre 14.650 e 14.300 anos atrás, a elevação foi ainda mais rápida, atingindo cerca de 14 metros em apenas 350 anos - equivalente a 4 m por século.

Por conseguinte, as variações observadas no período da industrialização se enquadram, com muita folga, dentro da faixa de oscilações naturais do clima e, portanto, não podem ser atribuídas ao uso dos combustíveis fósseis ou a qualquer outro tipo de atividade vinculada ao desenvolvimento humano.
Tais dados representam apenas uma ínfima fração das evidências proporcionadas por, literalmente, milhares de estudos realizados em todos os continentes, por cientistas de dezenas de países, devidamente publicados na literatura científica internacional. Desafortunadamente, é raro que algum destes estudos ganhe repercussão na mídia, quase sempre mais inclinada à promoção de um alarmismo sensacionalista e desorientador.


2) A hipótese "antropogênica" é um desserviço à ciência:

A boa prática científica pressupõe a busca permanente de uma convergência entre hipóteses e evidências. Como a hipótese do aquecimento global antropogênico (AGA) não se fundamenta em evidências físicas observadas, a insistência na sua preservação representa um grande desserviço à ciência e à sua necessária colocação a serviço do progresso da humanidade.
A história registra numerosos exemplos dos efeitos nefastos do atrelamento da ciência a ideologias e outros interesses restritos.
Nos países da antiga URSS, as ciências biológicas e agrícolas ainda se ressentem das consequências do atraso de décadas provocado pela sua subordinação aos ditames e à truculência de Trofim D. Lysenko, apoiado pelo ditador Josef Stálin e seus sucessores imediatos, que rejeitava a genética, mesmo diante dos avanços obtidos por cientistas de todo o mundo, inclusive na própria URSS, por considerá-la uma ciência "burguesa e antirrevolucionária". O empenho na imposição do AGA, sem as devidas evidências, equivale a uma versão atual do"lysenkoísmo", que tem custado caro à humanidade, em recursos humanos, técnicos e econômicos desperdiçados com um problema inexistente.

Ademais, ao conferir ao dióxido de carbono (CO2) e outros gases produzidos pelas atividades humanas o papel de principais protagonistas da dinâmica climática, a hipótese do AGA simplifica e distorce um processo extremamente complexo, no qual interagem fatores astrofísicos, atmosféricos, geológicos, geomorfológicos, oceânicos e biológicos, que a ciência apenas começa a entender em sua abrangência.

Um exemplo dos riscos dessa simplificação é a possibilidade real de que o período até a década de 2030 , e experimente um considerável resfriamentom vez de aquecimento, devido ao efeito combinado de um período de baixa atividade solar e de uma fase de resfriamento do oceano Pacífico (Oscilação Decadal do Pacífico, ODP), em um cenário semelhante ao verificado entre 1947-1976.
Vale observar que, naquele intervalo, o Brasil experimentou uma redução de 10-30% nas chuvas, o que acarretou problemas de abastecimento de água e geração elétrica, além de um aumento das geadas fortes, que muito contribuíram para erradicar o café no Paraná. Se tais condições se repetirem, o País poderá ter sérios problemas, inclusive, nas áreas de expansão da fronteira agrícola das regiões Centro-Oeste e Norte e na geração hidrelétrica (particularmente, considerando a proliferação de reservatórios "a fio d'água",impostos pelas restrições ambientais).

A propósito, o decantado limite de 2°C para a elevação das temperaturas, que, supostamente, não poderia ser superado e tem justificado todas as restrições propostas para os combustíveis fósseis, também não tem qualquer base científica: trata-se de uma criação "política" do físico Hans-Joachim Schellnhuber, assessor científico do governo alemão, como admitido por ele próprio, em uma entrevista à revista Der Spiegel (17/10/2010).

3) O alarmismo climático é contraproducente:

O alarmismo que tem caracterizado as discussões sobre as mudanças climáticas é extremamente prejudicial à atitude correta necessária frente a elas, que deve ser orientada pelo bom senso e pelo conceito de resiliência, em lugar de submeter as sociedades a restrições tecnológicas e econômicas absolutamente desnecessárias.
No caso, resiliência significa a flexibilidade das condições físicas de sobrevivência e funcionamento das sociedades, além da capacidade de resposta às emergências, permitindo-lhes reduzir a sua vulnerabilidade às oscilações climáticas e outros fenômenos naturais potencialmente perigosos. Tais requisitos incluem, por exemplo, a redundância de fontes alimentícias (inclusive a disponibilidade de sementes geneticamente modificadas para todas as condições climáticas), capacidade de armazenamento de alimentos, infraestrutura de transportes, energia e comunicações e outros fatores.

Portanto, o caminho mais racional e eficiente para aumentar a resiliência da humanidade, diante das mudanças climáticas inevitáveis, é a elevação geral dos seus níveis de desenvolvimento e progresso aos patamares permitidos pela ciência e pela tecnologia modernas.

Além disso, o alarmismo desvia as atenções das emergências e prioridades reais. Um exemplo é a indisponibilidade de sistemas de saneamento básico para mais da metade da população mundial, cujas consequências constituem, de longe, o principal problema ambiental do planeta. Outro é a falta de acesso à eletricidade, que atinge mais de 1,5 bilhão de pessoas, principalmente, na Ásia, África e América Latina.

No Brasil, sem mencionar o déficit de saneamento, grande parte dos recursos que têm sido alocados a programas vinculados às mudanças climáticas, segundo o enfoque da redução das emissões de carbono, teria uma destinação mais útil à sociedade se fossem empregados na correção de deficiências reais, como: a falta de um satélite meteorológico próprio (de que dispõem países como a China e a Índia); a ampliação e melhor distribuição territorial da rede de estações meteorológicas, inferior aos padrões recomendados pela Organização Meteorológica Mundial, para um território com as dimensões do brasileiro; o aumento do número de radares meteorológicos e a sua interligação aos sistemas de defesa civil; a consolidação de uma base nacional de dados climatológicos, agrupando os dados de todas as estações meteorológicas do País, muitos dos quais sequer foram digitalizados.


4) A "descarbonização" da economia é desnecessária e economicamente deletéria:

Uma vez que as emissões antropogênicas de carbono não provocam impactos verificáveis no clima global, toda a agenda da"descarbonização" da economia, ou "economia de baixo carbono", se torna desnecessária e contraproducente - sendo, na verdade, uma pseudo-solução para um problema inexistente. A insistência na sua preservação, por força da inércia do status quo, não implicará em qualquer efeito sobre o clima, mas tenderá a aprofundar os seus numerosos impactos negativos.

O principal deles é o encarecimento desnecessário das tarifas de energia e de uma série de atividades econômicas, em razão de:

a) os pesados subsídios concedidos à exploração de fontes energéticas de baixa eficiência, como a eólica e solar - ademais, inaptas para a geração elétrica de base (e já em retração na União Europeia, que investiu fortemente nelas);

b) a imposição de cotas e taxas vinculadas às emissões de carbono, como fizeram a Austrália, sob grande rejeição popular, e a União Europeia, para viabilizar o seu mercado de créditos de carbono;

c) a imposição de medidas de captura e sequestro de carbono (CCS) a várias atividades.
Os principais beneficiários de tais medidas têm sido os fornecedores de equipamentos e serviços de CCS e os participantes dos intrinsecamente inúteis mercados de carbono, que não têm qualquer fundamento econômico real e se sustentam tão somente em uma demanda artificial criada sobre uma necessidade inexistente. Vale acrescentar que tais mercados têm se prestado a toda sorte de atividades fraudulentas, inclusive, no Brasil, onde autoridades federais investigam contratos de carbono ilegais envolvendo tribos indígenas, na Amazônia, e a criação irregular de áreas de proteção ambiental para tais finalidades escusas, no estado de São Paulo.

5) É preciso uma guinada para o futuro:

Pela primeira vez na história, a humanidade detém um acervo de conhecimentos e recursos físicos, técnicos e humanos, para prover a virtual totalidade das necessidades materiais de uma população ainda maior que a atual. Esta perspectiva viabiliza a possibilidade de se universalizar - de uma forma inteiramente sustentável - os níveis gerais de bem-estar usufruídos pelos países mais avançados, em termos de infraestrutura de água, saneamento, energia, transportes, comunicações, serviços de saúde e educação e outras conquistas da vida civilizada moderna. A despeito dos falaciosos argumentos contrários a tal perspectiva, os principais obstáculos à sua concretização, em menos de duas gerações, são mentais e políticos, e não físicos e ambientais.
Para tanto, o alarmismo ambientalista, em geral, e climático, em particular, terá que ser apeado do seu atual pedestal de privilégios imerecidos e substituído por uma estratégia que privilegie os princípios científicos, o bem comum e o bom senso.
A conferência Rio+20 poderá ser uma oportuna plataforma para essa necessária reorientação.


Kenitiro Suguio
Geólogo, Doutor em Geologia Professor Emérito do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (USP)
Membro titular da Academia Brasileira de Ciências
Luiz Carlos Baldicero Molion
Físico, Doutor em Meteorologia e Pós-doutor em Hidrologia de Florestas
Pesquisador Sênior (aposentado) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)
Professor Associado da Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Fernando de Mello Gomide
Físico, Professor Titular (aposentado) do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA)
Co-autor do livro Philosophy of Science: Brief History (Amazon Books, 2010, com Marcelo Samuel Berman)
José Bueno Conti
Geógrafo, Doutor em Geografia Física e Livre-docente em Climatologia
Professor Titular do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP)
Autor do livro Clima e Meio Ambiente (Atual, 2011)
José Carlos Parente de Oliveira
Físico, Doutor em Física e Pós-doutor em Física da Atmosfera
Professor Associado (aposentado) da Universidade Federal do Ceará (UFC)
Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE)
Francisco Arthur Silva Vecchia
Engenheiro de Produção, Mestre em Arquitetura e Doutor em Geografia
Professor Associado do Departamento de Hidráulica e Saneamento da Escola de Engenharia de São Carlos (USP)
Diretor do Centro de Recursos Hídricos e Ecologia Aplicada (CRHEA)
Ricardo Augusto Felicio
Meteorologista, Mestre e Doutor em Climatologia
Professor do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP)
Antonio Jaschke Machado
Meteorologista, Mestre e Doutor em Climatologia
Professor do Departamento de Geografia da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP)
João Wagner Alencar Castro
Geólogo, Mestre em Sedimentologia e Doutor em Geomorfologia
Professor Adjunto do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Chefe do Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional / UFRJ
Helena Polivanov
Geóloga, Mestra em Geologia de Engenharia e Doutora em Geologia de Engenharia e Ambiental
Professora Associada do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Gustavo Macedo de Mello Baptista
Geógrafo, Mestre em Tecnologia Ambiental e Recursos Hídricos e Doutor em Geologia
Professor Adjunto do Instituto de Geociências da Universidade de Brasília (UnB)
Autor do livro Aquecimento Global: ciência ou religião? (Hinterlândia, 2009)
Paulo Cesar Soares Geólogo,
Doutor em Ciências e Livre-docente em Estratigrafia
Professor Titular da Universidade Federal do Paraná (UFPR)
Gildo Magalhães dos Santos Filho
Engenheiro Eletrônico, Doutor em História Social e Livre-docente em História da Ciência e Tecnologia
Professor Associado do Departamento de História da Universidade de São Paulo (USP)
Paulo Cesar Martins Pereira de Azevedo Branco
Geólogo, Pesquisador em Geociências (B-Sênior) do Serviço Geológico do Brasil - CPRM
Especialista em Geoprocessamento e Modelagem Espacial de Dados em Geociências
Daniela de Souza Onça
Geógrafa, Mestra e Doutora em Climatologia
Professora da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)
Marcos José de Oliveira
Engenheiro Ambiental, Mestre em Engenharia Ambiental e Climatologia Aplicada
Doutorando em Geociências Aplicadas na Universidade de Brasília (UnB)
Geraldo Luís Saraiva Lino
Geólogo, coeditor do sítio Alerta em Rede
Autor do livro A fraude do aquecimento global: como um fenômeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial (Capax Dei, 2009)
Maria Angélica Barreto Ramos
Geóloga, Pesquisadora em Geociências (Senior) do Serviço Geológico do Brasil - CPRM
Mestre em Geociências - Opção Geoquímica Ambiental e Especialista em Geoprocessamento e Modelagem Espacial de Dados em Geociências

Fonte: http://diariodovale.uol.com.br

http://ensinamentos-das-pleiades.blogspot.com.br/2012/06/mentira-tem-perna-curta-em-carta.html?utm_source=BP_recent



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