TRABALHOS ESPIRITUAIS DOS MAGOS BRANCOS DO ORIENTE

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TRABALHOS ESPIRITUAIS DOS MAGOS BRANCOS DO ORIENTE

Mensagem  fadinha em Ter 28 Ago 2012 - 12:46

A LINHA MESTRA DE TRABALHOS ESPIRITUAIS DOS MAGOS BRANCOS DO ORIENTE


A Linha Mestra de Trabalhos Espirituais dos Magos Brancos do Oriente é a mesma que comumente é chamada de “Linha do Oriente”, e vieram para a Umbanda, na sua implantação, a fim de incrementarem com suas sabedorias e seus conhecimentos, o nascer de uma religiosidade que iria atender a todas as necessidades humanas e espirituais.

Grande parte das doenças tem sua origem no psiquismo e a orientação segura para o desenvolvimento das faculdades mediúnicas se fazia necessária, a fim de atuar com eficiência no atendimento às pessoas aflitas. Para isto, a Linha Mestra de Trabalhos Espirituais dos Magos Brancos do Oriente, dirigida pela Veneranda Kuan Yin e pelo Venerando Mahababa, tendo como patrono para a Umbanda, São João Batista, o Joe como patrono e respons trouxeram consigo milhares de trabalhadores, capazes de auxiliar nesse desenvolvimento, fortalecendo o psiquismo dos médiuns, a fim de guardar-lhes o equilíbrio.

Atualmente buscam as casas que se dedicam a Espiritualidade Maior, calcadas na observância do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, no amor, caridade, fé e fraternidade, para a vigilância e o atendimento às vitimas que se encontram nas garras do baixo astral. São trabalhadores fortes e enérgicos, sempre prontos ao auxílio fraterno. Dedicam-se e em muito à aculturação evangélica e, através dos conhecimentos milenares, vem despertando o mundo para a simplicidade da vivência cristã. Além disso, buscam, por meio da ciência, despertar nas consciências o conhecimento das vidas sucessivas.

São experientes em socorrer e reeducar Espíritos de carrascos e supliciadores; violentados e violentadores, que, abandonando a carne em tão difícil situação, permaneciam na Crosta da Terra, influenciando a humanidade, para que provocassem outros desmandos. Encaminham esses Espíritos para o tratamento adequado para as suas angústias; assim, eles se preparam para novas reencarnações, nas quais procurarão aprender a amar uns aos outros em grupos familiares ou de ideal fraterno. Especializarem-se na desvinculação dos complexos processos obsessivos mentais, onde a gravidade dessas obsessões fica gravada nas matrizes profundas dos corpos espirituais.

Trouxeram todos os conhecimentos milenares, que capacitaria à humanidade no desenvolvimento de suas faculdades interiores, mostrando-nos que a mediunidade é a faculdade que ajuda as criaturas que andam em busca do Divino Criador e só poderão encontrá-lo, quando desenvolverem o sentimento da compreensão e do entendimento, conquistando a paz para os próprios corações, nos orientando na prática e na execução dos dons divinos. São especialistas na prática da espiritualidade superior, bem como no desmanche de magias negras, feitiçarias e atuações espirituais negativas que atinge a nossa mais sublime contextura espiritual.

É uma Linha de Trabalhos Espiritual de atuação muito caridosa, amorosa e trabalhadora, envidando todos os esforços no crescimento dos filhos de fé e de todos que a eles recorrem. A Linha Mestra de Trabalhos Espirituais dos Magos Brancos do Oriente, na Umbanda, atua em processos curativos físicos, atuando grandemente também na cura do nosso Espírito. Portanto, todo o trabalho de cura na Umbanda é supervisionado pela Linha Mestra de Trabalhos Espirituais dos Magos Brancos do Oriente.

A Linha Mestra de Trabalhos Espirituais dos Magos Brancos do Oriente pela sua bondade e misericórdia, durante todo esse processo de amadurecimento necessário aos umbandistas, encontraram guarida em algumas casas, pautadas na evangelização e no amor, onde se fazem presentes na “cura”, até o dia que se abrisse o precedente para que pudessem atuar de forma completa, servindo-se de médiuns maduros e conscientes. Enquanto a “permissão” do Alto não acontecia e enquanto os médiuns não dessem condições de amadurecimento espiritual/mediúnico, ainda assim, sempre se fizeram presentes de modo silencioso, delicado e reservado. Quando os nossos irmãos Magos do Oriente se fazem presentes na fase da incorporação, utilizando a sua própria roupagem fluídica nos dão mensagens de cunho religioso e filosófico dentro de uma pureza e de uma sabedoria impressionantes, usando um linguajar catedrático. Assim o fazem para que os filhos de fé observem que a Umbanda também tem fundamentos, e que não é somente dirigida por Espíritos que não possuem cultura, como muitos pensam. Pela simplicidade no linguajar dos nossos irmãos Guias da Umbanda, muitos filhos de fé, por desconhecimento, não dão a devida atenção aos ensinamentos das nossas entidades, procurando incrementar nos filhos de fé a responsabilidade da reforma íntima.

Muitos Templos Umbandistas não trabalham diretamente com os Povos do Oriente, devido ao total desconhecimento do tipo de atuação desses Guias Espirituais e estes permanecem no campo mediúnico de forma passiva, aguardando o amadurecimento necessário para que possam atuar de modo ativo. A Linha Mestra de Trabalhos Espirituais dos Magos Brancos do Oriente somente atuará de forma incisiva na mediunidade nos Templos Umbandistas, quando seus filhos de fé começarem a absorver a espiritualidade maior, aplicando-a em sua vida material e espiritual, através da Evangelização, Reforma Íntima, Moral, Fé, Amor e Devoção, pois só assim encontrarão guarida mediúnica/espiritual para atuarem de forma luminosa na vida de todos.

Atentem bem para o fato de que os Guias Espirituais pertencentes a Linha Mestra de Trabalhos Espirituais dos Magos Brancos do Oriente manifestam-se na fase de incorporação para os casos especiais já citados em linhas acima (trabalhos de cura e palestras elucidativas); esses Guias Espirituais não realizam atendimentos corriqueiros, como o fazem os Caboclos, os Pretos-Velhos, etc. Se fazem muito presentes através da mediunidade intuitiva, curativa, psicográfica e principalmente através do Araporã (a cura pelo amor) um sistema de imposição de mãos da Umbanda, coordenado pela Confraria dos Magos Brancos do Oriente.

Agora, para os trabalhos de atendimento corriqueiro, a Linha Mestra de Trabalhos Espirituais dos Magos Brancos do Oriente tem a “Linha Auxiliar de Trabalhos Espirituais dos Ciganos” – que atuam nos assuntos terrenos com grande maestria, pois estão muito próximos aos humanos encarnados.

Vejam, que nas aplicações do Araporã não há a necessidade de incorporação mediúnica, pois seus aplicadores estão intimamente ligados a Confraria dos Magos Brancos do Oriente, que atuarão delicadamente e incisivamente nos plexos mediúnicos, mas de forma passiva, canalizando suas energias e suas bênçãos.

Onde houver o Araporã, ali estará à atuação direta dos Magos Brancos do Oriente. Toda Casa Umbandista devotada ao Araporã, contará com a presença de Guias Espirituais da Linha do Oriente que presidirão e darão assistência espiritual nas aplicações. Todos os médiuns pertencentes àquela Casa Umbandista contarão com a presença de Guias Espirituais da Linha do Oriente atuando em sua mediunidade, a fim de se manifestar à presença do amor Divino nas aplicações do Araporã. Lembrem-se que os Guias militantes na Linha Mestra não apreciam consultas corriqueiras, mas atuam nas aplicações do Araporã, e, incorporados em trabalhos caritativos de cura, que são suas manifestações diretas.

A Linha Mestra de Trabalhos Espirituais dos Magos Brancos do Oriente também tem como agregado, a Linha Auxiliar de Trabalhos Espirituais dos Curadores. Todos os Espíritos militantes em trabalhos caritativos de cura, sejam quais forem ou de onde vieram, pertencem à Linha Auxiliar de Trabalhos Espirituais dos Curadores. São os especialistas em curas.

Lembrem-se: tanto os arquétipos Curadores quanto os arquétipos Ciganos, tratam-se de Linhas Auxiliares de Trabalhos Espirituais; portanto, não são Linhas de Trabalhos Raciais e nem Étnicas.

Não pensem que os Guias atuantes na Linha do Oriente são Espíritos que viveram tão somente em terras orientais, mas sim, Espíritos ligados em grau, atividades, moral e trabalho; então, estarão presentes nas aplicações do Araporã, e em trabalhos de cura, Caboclos, Pretos Velhos, Crianças, Baianos, Médicos, Enfermeiras, Sacerdotes, Curandeiros, Pajés, etc., e mais Guias Orientais mesmo, todos interligados nos mesmo ideais. Não nos esqueçamos que Linha de Trabalho Espiritual é uma postura e não agrupamento racial ou étnico regional.

Temos grandes Magos do Oriente como nossos Guias Espirituais, a incrementar nossa espiritualidade como: Maharajah, Mestre Zartú, Pai Jacob, Kuan Shi Yin, Mahababa, Samara, Orí do Oriente, Rabi Kyamansu, Jimbaruê de Aruanda, Mestre Luiz, Inhoarairi, Itaraiaci, Marcos I, Chang Foi Lang, Ling Fo, Maria de Magdala, Swami Hia, Krisna, Hilarion, El Morya, Sêmulo, Razin, Maria de Magdala, Ghandi, Ramatis, Akenaton, Pai Emmanuel do Oriente, Pai João do Tibet, Pai Ramim do Oriente, Pai Samuel dos Himalaias, entre outros.

Daí, vamos entender, que muitos irmãos, Espíritos superiores pertencentes em algumas de suas encarnações a povos do Oriente, ou mesmos usando roupagem fluídica oriental, pertencem a uma Linha específica de trabalho na Umbanda. Esta Linha trouxe para a Umbanda, o auxílio dos Espíritos, que quando encarnados, muitos pertenceram a raças provindas do Oriente, com toda a sua bagagem cultural e religiosa, ou seja, Marroquinos, Caldeus, Beduínos, Assírios, Babilônios, Hindus, Árabes, Japoneses, Chineses, Mongóis, Muçulmanos, Judeus, Tibetanos, Fenícios, etc.

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Re: TRABALHOS ESPIRITUAIS DOS MAGOS BRANCOS DO ORIENTE

Mensagem  estel em Ter 28 Ago 2012 - 13:00

Bem interessante.

Não sabia disso.

Desculpe, mas o que é Araporã?


Abraços,
Estel.

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Re: TRABALHOS ESPIRITUAIS DOS MAGOS BRANCOS DO ORIENTE

Mensagem  fadinha em Qua 29 Ago 2012 - 13:03

Olá Estel...

eu também não sabia... que os magos brancos (da fraternidade Branca) se apresentassem na Umbanda. Mas existe até casa Umbandista com o nome de Kuan Yin. A Umbanda utiliza a magia das plantas.

Vou colocar um texto sobre o Araporã.

fadinha

Defesa Psíquica com Arruda e Guiné Umbandistas… Pensem Nisso!

ARAPORÃ – O SISTEMA DE IMPOSIÇÃO DE MÃOS DA UMBANDA



Em 2004, corridos 34 anos de trabalhos mediúnicos na Umbanda, algo nos incomodava interiormente, pois percebíamos que alguma coisa fazia falta dentro da temática dos atendimentos aos necessitados. Somos sabedores que a Umbanda é uma das mais ecléticas religiões, pois aceita em seu meio, tudo aquilo que for realmente positivo, incluindo em sua ritualística e doutrina as grandes verdades eternas da sobrevivência do Espírito, a fenomenologia mediúnica, bem como as práticas que visam o auxílio ao próximo.

Faltava algo que contrariava as orientações dadas por Jesus que dizia: “Imporão as mãos nos enfermos e os curarão”. Fazemos um trabalho de atendimento com orientações, descargas, passes mediúnicos, etc., mas, faltava algo que realizássemos materialmente sem o concurso da “incorporação”, pois incorporados praticamente éramos passivos na doação de fluidos regeneradores. Será que tínhamos que ficar somente incorporados para darmos uma benção fluídica para as pessoas? Será que somente com a presença de um Guia Espiritual teríamos as condições de doarmos fluidos benditos? E os servidores de um Templo que não incorporam; como poderiam auxiliar na doação energética ao próximo?

Tateou-se a prática do Passe Magnético ao modo kardecista em nosso meio, mas, não repercutia de modo satisfatório em nosso íntimo. Tentamos a prática da Cura Prânica, mas, também não repercutia de modo satisfatório em nossos corações. Mais uma vez, pela necessidade, tentamos a inclusão do Reiki e mais uma vez, não tocou nosso Espírito. O que fazer? O que esta faltando?

Foi quando, num belo dia do mês de setembro de 2004, quando estávamos a tatear o teclado do computador, sentimos uma presença espiritual muito forte, nos inspirando a escrever algo de positivo aos nossos irmãos; surgiu em nossa mente, em questão de segundos a formação de um método de imposição de mãos que viria a suprir nossas necessidades de auxílio ao próximo.

Era o querido e amado Pai Jacob que nos intuía e nos instruía a formação de um método de imposição de mãos, o Passe Magnético umbandista, onde o amor Divino se manifestaria.

As informações vieram numa enxurrada de sabedoria. Pai Jacob nos esclareceu mais ainda, sobre a atuação da Linha do Oriente na Umbanda.

Reparamos que, a Umbanda em seu início foi fundamentada e plantada em solo brasileiro pelo imenso esforço da Linha do Oriente. Muitos Guias Espirituais desta linha se manifestaram, mas logo se afastaram das comunicações através da mediunidade psicofônica, ficando na retaguarda, sustentando todo o desenrolar da religião recém formada. Em nosso Templo, através da mediunidade da Mãe Alice, tivemos a grata satisfação de estarmos sempre em contato com dois dos dirigentes astrais de nossa casa, o Maharajh e o amado Pai Jacob que trabalharam por 56 anos, incorporados, em trabalhos doutrinários e caritativos de cura.

Mas sempre perguntávamos: Porque não ocorrem mais as manifestações mediúnicas nos Templos Umbandistas da Linha do Oriente? Quais são as reais atividades desta linha de trabalho espiritual dentro da Umbanda? Ao que se destina?

Elevado em nosso pensamento e emocionado em nossa alma, em minutos recebemos a inspiração da formação do “Araporã – A Cura pelo Amor”, que viria trazer a benção da canalização energética e aplicação dos Fluidos Cósmicos Universais, dos Fluidos Magnéticos e dos Fluidos da Natureza, a fim de ser ensinado nos Templos Umbandistas e seus filhos pudessem se beneficiar de suas aplicações.

Logo após, para a nossa alegria, vieram a Senhora Kuan Shih Yin e o Senhor Mahababa, Venerandos da Confraria dos Magos Brancos do Oriente, que nos esclareceram que o Araporã seria a manifestação de trabalho desta Confraria na Umbanda; ou seja, a atuação da Linha do Oriente.

Grande alegria se apossou de nossos corações, pois agora sim, estava em nossas mãos uma técnica de Passe Magnético da Umbanda que, como Umbandista, tocava a nossa alma. Em um mês estava pronta toda a base teórica e prática do Araporã, o qual dispomos a todos os que tiverem boa vontade de servir a Deus a Jesus e aos Sagrados Orixás.

Eis aqui então meus amados irmãos, o Araporã – A Cura pelo Amor, um método de imposição de mãos a ser praticado na Umbanda; a presença divina da Confraria dos Magos Brancos do Oriente.

http://boiadeirorei.wordpress.com/2011/12/16/arapora-o-sistema-de-imposicao-de-maos-da-umbanda/

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Re: TRABALHOS ESPIRITUAIS DOS MAGOS BRANCOS DO ORIENTE

Mensagem  estel em Qua 29 Ago 2012 - 13:38

Isso tudo também é novidade para mim.

A cura pelas mãos eu conheço, a fraternidade branca se apresentar pela umbanda também é novidade.


Abraços,
Estel.

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Re: TRABALHOS ESPIRITUAIS DOS MAGOS BRANCOS DO ORIENTE

Mensagem  fadinha em Qui 30 Ago 2012 - 10:43

Estel.

A cura pela imposição das mãos é algo bem conhecido mesmo.
O Araporã é a cura pelo amor. Imagino que antes deve ser necessario expandir o amor através do coração. Porém nessa cura através do Araporã tem um agregado de energias: Fluidos Cósmicos Universais, Fluidos Magnéticos e Fluidos da Natureza.
Como se processa ainda não sei mas vou descobrir.
São poucas as casas de umbanda que possuem essa corrente dos magos brancos do oriente. A maioria nem conhece, mas é um trabalho coordenado pela Mestra Ascensa Kuan Yin que originalmente é indiana e não chinesa e nem sequer tem aparência de chinesa ou indiana. Ela é muito antiga aqui na Terra, veio com a comitiva de Sanat Kumara e hoje também faz parte do Conselho Carmico. Ela é a Deusa da compaixão.
Ela trabalha junto com a Chama Gêmea de Saint Germain, a Deusa Pórcia e ambas são do raio violeta.
Existe outra Mestra Ascensionada que se manifesta na Umbanda: a Mestra Nada, do sexto raio, rubi.
Mestra Nada se manifesta através da Rosane Amantéa : A voz do raio rubi, médium muito conhecida aqui no Brasil.
Para você ver o site da Rosane, digite: A voz do raio rubi, Rosane Amantea.
Fiquei tão emocionada com o texto sobre o Amor da Mestra Nada - copiei no tópico sobre como aumentar o amor no coração- que ao final da cópia, sei lá como, porque ou onde, o fundo da tela do meu computador, que era uma paisagem, mudou para o fundo da tela do site da Rosane. Estou encucada até hoje, não sei como aconteceu isso.
beijo, linda...

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Re: TRABALHOS ESPIRITUAIS DOS MAGOS BRANCOS DO ORIENTE

Mensagem  fadinha em Sex 31 Ago 2012 - 10:55

ARAPORÃ – A CURA PELO AMOR




O QUE É O ARAPORÃ:

Araporã é uma palavra do idioma Tupí é quer dizer: Ara: dia, luz, tempo, clima, nuvem, hora, nascer. Porã: bonito.

Portanto, literalmente, Araporã quer dizer: “Luz Bonita”. A Luz de Deus, das Santas Almas Benditas a da Mãe Natureza que é emanada pelo nosso amor através das nossas mãos para o auxílio ao próximo.

O Araporã é um veículo da manifestação do amor de Deus, dos Sagrados Orixás e de Jesus, onde através dos Fluidos Universais, dos Fluidos Magnéticos e dos Fluidos dos Elementos da Natureza, proporciona o equilíbrio físico-mental-espiritual, a fim de que possamos construir a nossa felicidade e também façamos felizes o nosso próximo.

O Araporã é a presença da Linha do Oriente na Umbanda.

O Araporã nos foi passado pelo querido e amado Pai Jacob, Guia Espiritual da Linha do Oriente, Mentor do Araporã, que mais uma vez, pela sua bondade, ternura, misericórdia e complacência, nos presenteia com um método de imposição de mãos, aonde iremos através da canalização, somar Fluidos Cósmicos Espirituais, Fluidos Magnéticos e os Fluidos da Natureza, juntamente com todo o amor Divino, exercitar através da doação energética o nosso amor por tudo e por todos.

O Araporã como imposição de mãos, também é um passe magnético, só que com uma técnica especial da Umbanda. Para entendermos, vamos ler algumas definições para o que seria passe:

• O Passe é uma transfusão de energias psíquicas (...) Emmanuel (O Consolador, Cap. V, questão 98).

• O Passe é uma transfusão de energias, alterando o campo celular. Áulus – André Luiz (Nos Domínios da Mediunidade, Cap. XVII).

• O Passe, como gênero de auxilio, invariavelmente aplicado sem qualquer contra-indicação, é sempre valioso no tratamento devido aos enfermos de toda classe (...) André Luiz – (Mecanismos da Mediunidade, Cap. XII, Passe e Oração).

• O Passe é, antes de tudo, uma transfusão de amor. Divaldo Pereira Franco (Diálogo com Dirigentes e Trabalhadores Espíritas – O Passe – propriedades e efeitos).

• O Passe é um ato de amor na sua expressão mais sublimada. Suely Caldas Schubert. (Obsessão/Desobsessão – A importância da fluidoterapia).

Passes tanto pode ser entendido como o conjunto de recursos de transferências fluídicas levadas a efeito com fins fluidoterápicos, como uma das maneiras pela qual se faz tais transferências. No primeiro caso, a imposição de mãos seria um dos recursos; no segundo, uma das maneiras.

Assim sendo, de forma literal, o passe e imposição de mãos não são a mesma coisa; em termos de uso, contudo, tem-se a imposição de mãos como uma técnica de passe, tanto que é comum se falar de um querendo-se dar a entender o outro.

Vejam, que nas aplicações do Araporã não há a necessidade de incorporação mediúnica, pois seus aplicadores estão intimamente ligados a Confraria dos Magos Brancos do Oriente, que atuarão delicadamente e incisivamente nos plexos mediúnicos, mas de forma passiva, canalizando suas energias e suas bênçãos.

Durante as aplicações do Araporã, o fluxo energético se mantém e se projeta pela vontade do médium/aplicador, como também de entidades espirituais que auxiliam na composição de fluídos necessários ao assistido.

O Araporã é um ato de amor na sua expressão mais sublimada. É uma doação ao assistido daquilo que o médium/aplicador tem de melhor (Fluídos Magnéticos), enriquecido com os Fluidos Cósmicos Universais (Prana Espiritual) e Fluidos da Natureza Terrena (Fluidos dos elementos: Ar, Fogo, Terra, Água, Mineral, Vegetal, Metal, Humano e Animal), formando uma única vontade e expressando o mesmo sentimento de amor.

O Araporã, por isso, pode trazer beneficio imediato. O assistido, sentindo-se aliviado, mesmo que por alguns momentos, terá condições de trabalhar, por sua vez, na parte que lhe compete no tratamento. A constância na aplicação do Araporã, aos poucos, propiciará ao assistido as energias de que carece e o alívio que tanto busca.

As atividades de aplicações do Araporã é um serviço conjunto. Os Fluidos Vitais do médium/aplicador associam-se aos Fluidos Universais Cósmicos e aos da Natureza, beneficiando as criaturas em níveis físico, emocional e psicológico.

Importante, porém, lembramos que a disposição psíquica de quem recebe o Araporã é que garantirá a maior ou menor assimilação das energias. À vontade e a disciplina mental são à base do fenômeno de transfusão e absorção de energias.

O Araporã não deve ser visto tão somente como uma técnica de cura ou mesmo de purificação espiritual. O Araporã abrange muito mais do isso; ele é uma interação nossa com toda a vida que nos cerca, fazendo assim com que possamos nos reequilibrar interiormente e exteriormente, na prática da caridade desmedida e onde poderemos praticar o nosso amor pelo próximo assim como Jesus nos ensinou.

Na prática do Araporã, simplesmente estaremos obedecendo à máxima de Jesus, quando nos exortou: “Amai ao próximo como a ti mesmo”.

Com as aplicações purificadoras do Araporã, estaremos sendo capazes de eliminar as essências tóxicas espirituais, mentais e físicas, permitindo a aquisição natural de saúde mental, física, espiritual e prosperidade.

Assim como nosso corpo físico necessita de “alimento” para existir, o nosso Espírito também carece de “alimento”. O Araporã reabastece nossos centros de força, alinhando-os, equilibrando-os e magnetizando-os, trazendo os fluidos vitais universais, que serão canalizados e serão emanados através das nossas mãos, inundando nosso ser de luz e amor.

O Corpo Astral possui centros de recepção de energia ligados ao corpo físico através do chacras, que, por sua vez, são terminações nervosas ligadas aos diversos sistemas que fazem o organismo funcionar. Energias deletérias vindas do ambiente, de pessoas encarnadas ou desencarnadas, do próprio corpo mental do individuo (pensamentos negativos), ou mesmo efeito de invejas, ciúmes, olho gordo e magias negras, trazendo desequilíbrio mental e doenças no plano físico. O Araporã pode reequilibrar esses centros de força através da aplicação de fluidos saudáveis.

O Araporã é transformação, pois vai da causa do problema e eleva a energia, mudando valores. O Araporã atua no nível celular, metabólico, imunológico e de defesa psíquica, despertando um processo de auto-cura.

Os Fluidos manipulados e canalizados pelo Araporã, Fluidos Universais, Fluidos Magnéticos e Fluidos da Natureza Terrena, são puros e por si só higienizam o ambiente, o aplicador e o assistido e só flui através de aplicadores bem preparados e iniciados e que tenham ética e amor como princípios.

Para ser um aplicador do Araporã é preciso fazer um curso e ser iniciado. Irá aprender a canalizar os Fluídos Cósmicos, os Fluidos Magnéticos, e os Fluidos da Mãe Natureza; e para que esses Fluidos sejam benéficos, há necessidade de convicção e querer servir ao próximo.

A cura esta dentro de nós mesmos. O Araporã não defende, em hipótese alguma, o abandono da medicina tradicional.

“O Araporã só é aplicado fora das instituições Umbandistas com parcimônia, para evitar transtornos fluídicos para o aplicador e para o assistido”



Objetivos das aplicações do Araporã:

• Liberação de sentimentos negativos.

• Saúde para o corpo físico – mental e espiritual.

• Prosperidade.

• Desmaculação de negatividades dos Corpos Áurico, Etérico, e Astral

• Centralização, alinhamento e reequilíbrio dos Chacras.

• Limpeza Áurica.

• Estados obsessivos (trata o obsedado e o obsessor).

• Desmaculação de magias negras e feitiçarias.

• Potencialização magnética.

• Luz para o Espírito.

• Torna as pessoas física e espiritualmente saudáveis.

• Liga as pessoas a Deus, aos Sagrados Orixás a Jesus aos Guias Espirituais e às Forças da Natureza.

• O Araporã conduz a servir.

• Enfim, o Araporã aplicado corretamente e amiúde, fará com que o aplicador, desde que vivencie a reforma íntima em sua vida, se torne um receptáculo de luz constante, que fará com que seu Espírito e seu corpo físico esteja sempre inundado de luz, carregado de Fluidos Cósmicos Universais, Fluidos Magnéticos e principalmente energizado com os Fluidos advindos da Natureza, atingindo a plenitude da paz e saúde espiritual, física e mental.



TIPO DE APLICAÇÃO DO ARAPORÃ

Cúpula Curadora do Araporã

• Aplicações ministradas por um aplicador.

• Dependendo da gravidade emergencial ou mesmo algum tipo de doença grave, poderá ser aplicado por um conjunto aplicadores.

• Aplicações em grupo.

Na Cúpula Curadora, tanto o aplicador como o assistido ficarão sentados. As aplicações têm a duração de no máximo 15 minutos.

(continuação - capítulo 9: O Araporã nos Templos Umbandistas)


http://www.umbanda.com.br/secarapora/cura-amor.html

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Re: TRABALHOS ESPIRITUAIS DOS MAGOS BRANCOS DO ORIENTE

Mensagem  fadinha em Sab 1 Set 2012 - 22:52

AS CONFRARIAS DA UMBANDA

Aruanda para os Umbandistas é o local de morada dos Espíritos, ou seja, o mesmo Céu dos católicos, dos judeus, dos islâmicos, etc.

Sabemos que cada agremiação religiosa existente no mundo tem sua origem e localização em alguma parte do grande astral, e conseqüentemente tem os Espíritos que a dirigem, controlando, auxiliando, magnetizando, irradiando forcas benéficas, para que essa religião possa se efetivar positivamente no plano terrestre, como via ascensional para Deus.

Portanto estamos intimamente ligados com a religião que professamos (desde que a tenhamos de alma e coração), e estamos ligados a toda espiritualidade regente dessa religião.

Então, como todas as religiões, a Umbanda também têm seu assentamento na espiritualidade e possui locais específicos para o seu trabalho, tendo como moradores Espíritos afins aos seus postulados, todos vivendo harmoniosamente, disciplinados e com o mesmo Espírito de iniciativas e metas.

Aqui trataremos especificamente da Umbanda.

O plano espiritual ostenta-se por toda à parte, em redor de nós ou de espaço delimitado.
Tudo o que existe nas Confrarias espirituais é produto do poder mental de seus habitantes, que moldam a paisagem espiritual pelo pensamento e vontade criadora, moldando vestes etéreas que os cobrem, bem como as habitações e tudo o que existe em que lhe apraz viver.

Existem inúmeras Colônias espirituais no plano astral da Terra. Colônias são cidades espirituais que abrigam os desencarnados temporariamente.
As Colônias podem ser pequenas, medias ou grandes, dependendo do trabalho efetuado perante a espiritualidade.

As Confrarias, por localizarem-se em Camadas Concêntricas Superiores, não são assediadas por Espíritos trevosos, portanto não tem nenhum sistema de defesa a não ser a fé, o amor e a luz de Deus por proteção. Lembre-se que os Espíritos trevosos não adentram de maneira nenhuma as Camadas Superiores de Luz, devido a sua baixa espiritualidade. Se adentrassem, seus corpos mentais não agüentariam a superioridade do local.

Nas Confrarias existem moradias, praças, grandes hospitais, escolas, bibliotecas, jardins, casas de repouso, locais para reuniões e palestras.

Já, as Irmandades são fechadas; têm portões, sistemas de defesa, sentinelas, guardiões, moradias, praças, hospitais, manicômios, biblioteca, casas de repouso, jardins, locais para reuniões e palestras.

As Irmandades sofrem constantemente o assédio dos Espíritos inferiores, devido às constantes mudanças que efetuam, indo de um local para o outro, e podem se locomover desde as Camadas Concêntricas Superiores, até as Camadas Concêntricas Inferiores, menos nas Zonas Sub-Crostais Inferiores.
As Confrarias ligadas a Umbanda são dirigidas por Templos dedicados as Irradiações de Deus, tendo intercambio uma com as outras e com os postos de socorro a elas subordinadas.

Existem as Fraternidades, também comandadas por Templos, que perfazem o conjunto que denominamos de Confraria.

Todas as Fraternidades possuem as “Escolas de Regeneração”, organizadas e dedicadas às varias atividades pertinentes à questão individual do necessitado e geralmente são utilizadas para a recuperação de irmãos mentalmente escravizados no mal, mas já desligados deste mesmo mal.

As Irmandades, subordinadas as Fraternidades, são postos de socorro móveis (transitórios ou rotativos) e são locais em que os Espíritos socorridos têm permanência transitória, sendo amparados e orientados tendo a liberdade de escolher o caminho a seguir.

Somente na “Confraria dos Cavaleiros da Luz Divina”, os Espíritos mais trevosos e renitentes, ficam alojados obrigatoriamente em celas prisionais e/ou manicômios especializados, recebendo tratamento adequado para que seus mentais conturbados sejam apaziguados e possam se libertar de suas viciações, pois se deixassem livres, iriam atormentar os humanos novamente.

A “Confraria dos Cavaleiros da Luz Divina” está localizada nas zonas purgatoriais, ou mais comumente conhecida como Umbral. O Umbral é uma região dolorosa, criada, erguida e cultivada pela mente rebelde e viciosa humana. No Umbral não existe um comando; é cada um por si. É uma espécie de zona purgatorial.
Na espiritualidade, a Umbanda esta ligada às seguintes organizações: Confrarias; Fraternidades Irmandades; Fortalezas; e, Reformatórios.

As Fortalezas e os Reformatórios serão explanados no livro: “Os Guardiões Exús e as Guardiãs Pombas Gira na Umbanda – Seu Simbolismo e Função”.

tenda espírita mamãe Oxum


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Re: TRABALHOS ESPIRITUAIS DOS MAGOS BRANCOS DO ORIENTE

Mensagem  fadinha em Sab 8 Set 2012 - 10:52

continuando....

O QUE SÃO AS CONFRARIAS




As Confrarias são os agrupamentos direcionadores e delas surgem as Fraternidades, que são “agrupamentos” especializados em diversos tipos de atividades. Os dirigentes das Confrarias são conhecidos como “Venerandos”. As Confrarias ligadas a Umbanda, dão apoio e sustentação a todas as Casas Espiritualistas Cristãs, com base no Evangelho, no Amor e no Perdão.

As Confrarias, para se ter uma idéia do tamanho, se parecem com imensas cidades, algumas chegando até o tamanho aproximado de um estado brasileiro. Dentro das Confrarias existem Templos, fora às habitações, escolas, hospitais, pronto socorros, manicômios, praças, centro de estudos, bibliotecas, centro de palestras, locais para reuniões, etc. Existe toda uma complexidade de habitações necessárias ao trabalho ali realizado.

As palestras realizadas nas Confrarias são disputadíssimas, tendo recursos audio/visuais e seguem um padrão de harmonia impressionante. Quando o Venerando ou a Veneranda vai realizar alguma palestra doutrinaria, falta lugar para se acomodar, pois são esmerados no trato Evangélico e dos assuntos tratados com carinho e amor.

No centro de cada Confraria, existe um grande Templo dedicado ao Poder Reinante do Divino Criador (Orixás) respectivo, e de lá partem as Irmandades que dividem a agremiação em seis partes, tendo outras em oito ou nove partes.

Nos momentos de orações diárias, toda a Confraria se recolhe em preces fervorosas, onde vemos a luz de Deus se irradiar em tudo e em todos. São momentos preciosos.

As Bibliotecas das Confrarias são verdadeiras bênçãos de conhecimentos, todas com imensos volumes maravilhosos na encadernação e no conteúdo espiritual.

O Bosque da Harmonização é de uma beleza sem igual. Todo rodeado por árvores delicadas e flores de um perfume inigualável. Todo Bosque das Confrarias é cortado por um imenso rio de águas caudalosas, serenas, que parte, de uma imensa cachoeira ladeada por pedras esverdeadas e toda cercada por roseiras multicoloridas. A música por lá é constante e não se consegue saber de onde parte. Por todos os lados que se vá ouve-se aquela música inebriante, calmante, que leva nossas almas até os páramos da Luz.

A impressão que se têm é que a qualquer momento, um ser do mais alto padrão espiritual irá entrar em contato visual com todos. A música penetra em nosso ser de uma maneira tal, que somos levados a viagens interiores de onde nunca gostaríamos de sair. Fontes luminosas grassam por toda parte. É indescritível.

O Templo Sede é um Santuário de Bênçãos, onde mentores iluminados, habitantes de regiões mais puras e mais felizes, se fazem presentes, a trazer o amor, o carinho e a palavra amiga.
Assim as agremiações estão divididas em seis, sete, oitos ou nove partes, cada uma delas partindo do Templo Central, configurando-se em centro administrativo.

Em toda a volta do Templo central está à grande praça, de maravilhosos contornos, ostentando imensos jardins e que, para que se avalie o tamanho, está apta para receber, comodamente cerca de um milhão de pessoas. Nesta praça, esta o ponto de convergência das Fraternidades. Nos Templos Sedes vivem os abnegados Venerandos trabalhadores incansáveis.

As Fraternidades também possuem uma praça que as circunda, recebendo também comodamente cerca de 200 mil pessoas cada uma. Todas as construções e pavimentações são simples, mas ricamente elaboradas, contendo bancos ao seu redor, todos sob a sombra de árvores frondosas. Graça por toda a volta jardins, contendo inúmeras espécies de flores delicadas, graciosas e multicoloridas, perfumando todo o local.
Além da praça temos núcleos habitacionais (que são aos milhares), destinados aos trabalhadores de cada Irmandade, sendo que os mais graduados, geralmente moram mais perto do grande Templo.
Existem grandes parques arborizados, onde se erguem grandes construções destinadas ao lazer dos habitantes. São salas de música, relaxamento, etc.

Existe também lagos, cachoeiras, mar, campinas, bosques, ou seja, tudo o que temos na Natureza terrena, lá também existe, só que de forma melhorada. A fauna e a flora são exuberantes e todos vivem harmonicamente. Os bosques são riquíssimos em vegetais floridos, perfumados e toda a fauna é exuberante, com pássaros voando graciosamente, enquanto outros animais se achegam para receberem um afagar carinhoso. São imensamente dóceis e amigos. Existem rios bordados por imensos tapetes de grama viçosa, onde se vislumbram cisnes, patos, peixes, todos em harmonia ambiental. Os rios correm tranqüilamente, refletindo em suas águas todo o firmamento.

Em todas as Confrarias reinam o amor incondicional e em certos ambientes propícios, onde a Natureza parece nos abraçar, constituem locais excelentes para encontros de almas gêmeas, onde fazem juras eternas de amor.

Os móveis existentes em todas as habitações são muito parecidos com os terrenos. Todas as residências são cortadas por amplas avenidas arborizadas, todas indo em direção do grande Templo. Em volta das casas existem grandes jardins floridos e árvores frondosas com sombras abençoadas. O ar é puro e a atmosfera de profunda tranqüilidade espiritual. Nas Confrarias não existe nenhum sinal de inércia ou de ociosidade.
Os edifícios são simples, mas de uma beleza sem igual. Em tudo reina a simplicidade, a ordem, a limpeza, a igualdade e a harmonia. Os núcleos residências, destinados aos Espíritos, são adquiridos por méritos caritativos, que como um “salário” é pago ao trabalhador por hora de trabalho prestado a comunidades espiritual ou material. São adquiridas pelo trabalho perseverante, no auxilio ao próximo.

Em toda a Confraria existem campos de cultivo, destinados a alimentação de seus habitantes. À tardinha, quando o sol se põe, ouve-se um leve bater de sinos e os trabalhadores se recolhem em seus lares, enquanto outros continuam suas tarefas. É o momento do reencontro familiar, orações, bênçãos, alimentação e repouso necessário.
A disciplina hierárquica e os horários são regiamente cumpridos. Não existem confrontos, dúvidas e questionamentos infelizes. O amor é tudo nas Confrarias.

Dentro da Confraria existem as Fraternidades, que são grupos específicos de trabalho, cada uma com suas atividades e trabalhadores especializados. Os dirigentes das Fraternidades são conhecidos como Mestres. Das Fraternidades surgem as Irmandades, que são “casas da luz” que tem por finalidade o socorro imediato, e se locomovem (toda Irmandade – São como casas transitórias) de um lado para o outro, segundo as necessidades; os dirigentes das Irmandades são conhecidos como Pais e Mães. Cada uma dessas colônias tem trabalhos específicos perante Deus a toda à humanidade.

Vale lembrar, que cada uma delas irradiam forças de Deus, e dependendo dos Orixás que a regem, saberemos que tipo de irradiação seria. Isso vale para as Confrarias, Fraternidades e Irmandades. Cada um dos Templos tem um trabalho especifico, dependendo do Orixá regente.

No plano terreno surgem as humanizações das Irmandades, as quais denominamos de “Templos Umbandistas e/ou agremiações religiosas e espiritualistas” e seus trabalhadores são denominados de “Servidores” (médiuns de Umbanda) e são a concretização e o trabalho das Confrarias no plano terreno.

Em todas as Confrarias existem os complexos habitacionais, hospitalares, casas de repouso, bibliotecas, centros de estudos, escolas de conhecimento, casas de recepção e bosques de harmonização, somente modificando os trabalhos realizados, dependendo do tipo de atividade a que se destina a agremiação.

Vamos agora, sucintamente, vislumbrar como é a Confraria dos Magos Brancos do Oriente. Num dia de “arrebatamento”, foi-nos mostrado com detalhes, a grandeza dessa Confraria Espiritual.
Esmiuçaremos todas as Confrarias ligadas à Umbanda no livro: “Os Guias Espirituais Militantes da Umbanda – Seus Simbolismos e Funções” de nossa autoria, no prelo.

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fadinha

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Re: TRABALHOS ESPIRITUAIS DOS MAGOS BRANCOS DO ORIENTE

Mensagem  fadinha em Qua 12 Set 2012 - 10:11

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CONFRARIA DOS MAGOS BRANCO DO ORIENTE

Na Confraria dos Magos Brancos do Oriente, o Templo central é o “Templo da Irmandade do Grande Oriente”, dedicado ao Senhor da Vida, e a aculturação evangélica e, através dos conhecimentos milenares, vem despertando o mundo para a simplicidade da vivência cristã. Além disso, buscam, por meio da ciência, despertar nas consciências o conhecimento das vidas sucessivas, bem como a benção da mediunidade.
Este Templo é todo confeccionado de um material muito parecido com madrepérola, tal o seu brilho e a sua irradiação. Todas as paredes externas são desenhadas com arabescos, traduzindo trechos espirituais de alto quilate em uma linguagem muito antiga, desconhecido por nós humanos. É todo ladeado por jardins e fontes de extrema beleza.
Muitos animais por ali passeiam livres, e o que mais chama atenção, são belos pavões multicoloridos que dão um toque todo especial ao local. Só para se ter uma idéia, ele é muito parecido com o Taj Mahal da Índia. Como em todas as Confrarias, ali também existem moradias e a disciplina é esmerada. Todo o ar em volta da Confraria tem um leve perfume de sândalo e rosas, que inebria nossa alma e eleva o nosso Espírito. A roupagem de muitos Espíritos ali residentes em muito se assemelha a mesma que tiveram na vida terrena, ou seja, vestes indianas, egípcias, marroquinas, beduínas, chinesas, etc. Existem sete alamedas que partem simetricamente do Templo Central, em linha reta, cada uma terminando numa Fraternidade. Daremos agora o nome da cada Fraternidade e o dirigente de cada uma.
Não daremos os pormenores das atividades das Fraternidades aqui expostas para não criar expectativas, e muito menos desenvolver conceitos fixos para o grandioso trabalho desenvolvido pelos nossos irmãos do Oriente; só passaremos uma breve pincelada de suas atividades. Só podemos dizer que todas, em uníssono, trabalham para o bem geral, nos incitando diuturnamente o bem, o amor, a paz, a fraternidade, a reforma íntima e a caridade.


Fraternidade do Sol Nascente – Mestra Amaterasu Omikami

Esta Fraternidade tem como tarefa a harmonização na Terra. Mostra-nos que a diferença racial desaparece quando os homens, conscientizando-se de suas atribuições como filhos do Criador, aprendem a respeitar-se mutuamente, através de um ideal superior. Seus trabalhadores cuidam das mulheres desvalidas, sem família, prejudicadas, que peregrinaram sem lar na Terra, mas encontraram no Espaço alguém que lhes ofereceu condições para reconquistarem a dignidade feminina, tornando-se as enfermeiras de quantos vagam por este Vale de Lágrimas, vitimas da obsessão. Libertando as mentes escravizadas no vicio e no erro, elevam-nas, para que, se reencontrado a si mesmas, reencontrem o Criador.


Fraternidade da Paz Celestial – Mestre Lao Tzú

Dedica-se à aculturação evangélica e, através dos conhecimentos milenares, vem despertando o mundo para a simplicidade da vivencia Cristã. Nessa Fraternidade existe uma biblioteca de grandes proporções, possuidora de documentos raros e obras de suma importância, reveladoras de todo o conhecimento humano, supervisionada pelo próprio Lao Tzú
Esta Fraternidade nos ensina que nenhuma tarefa deveria ser apressada, bastante, e que tudo deve acontecer no seu devido tempo. Que a “simplicidade” é a chave para a verdade e a liberdade. Encorajam-nos para observarmos mais a Natureza do que os acontecimentos de mestres; a observarem e entenderem as leis da Natureza, a desenvolverem a intuição e a construir um poder pessoal a ser usado para se conduzir na vida com carinho e sem imposição da força.


Fraternidade dos Discípulos do Himalaia – Mestre Siddhartha Gautama

Se fosse preciso reeducar as criaturas encarnadas, necessário também seria socorrer carrascos e supliciados, violentados e violentadores, que, abandonando a carne em tão difícil situação, permaneciam na Crosta da Terra, influenciando a Humanidade, para que provocasse outros desmandos.
Procuram as entidades chamar esses Espíritos desviados para o caminho da verdade e do Amor Cristão, encaminhando-os ao lugar onde recebem o tratamento adequado para as suas angustias; assim, eles se preparam para novas reencarnações, nas quais procurarão aprender a amar uns aos outros em grupos familiares ou de ideal fraterno.
Essa Fraternidade nos auxilia a entendermos e praticarmos as “Quatro Nobres Verdades”:

1. A Natureza do Sofrimento: Esta é a nobre verdade do sofrimento: nascimento é sofrimento, envelhecimento é sofrimento, enfermidade é sofrimento, morte é sofrimento; tristeza, lamentação, dor, angústia e desespero são sofrimentos; a união com aquilo que é desprazeroso é sofrimento; a separação daquilo que é prazeroso é sofrimento; não obter o que queremos é sofrimento; em resumo, os cinco agregados influenciados pelo apego são sofrimento.

2. Origem do Sofrimento: Esta é a nobre verdade da origem do sofrimento: é este desejo que conduz a uma renovada existência, acompanhado pela cobiça e pelo prazer, buscando o prazer aqui e ali; isto é, o desejo pelos prazeres sensuais, o desejo por ser/existir, o desejo por não ser/existir.

3. Cessação do Sofrimento: Esta é a nobre verdade da cessação do sofrimento: é o desaparecimento e cessação sem deixar vestígios daquele mesmo desejo, o abandono e renúncia a ele, a libertação dele, a independência dele.

4. O Caminho para a Cessação do Sofrimento: Esta é a nobre verdade do caminho que conduz à cessação do sofrimento: é este Nobre Caminho Óctuplo: entendimento correto, pensamento correto, linguagem correta, ação correta, modo de vida correto, esforço correto, atenção plena correta, concentração correta.


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Fraternidade dos Discípulos do Deserto – Mestre João Batista

São João Batista é o patrono espiritual, e tem o comando terreno da Linha do Oriente para a Umbanda.
Data Comemorativa : 24 de Junho (é o dia que comemoramos toda a Linha do Oriente)
A relevância do papel de São João Batista reside no fato de ter sido o “precursor” de Cristo, a voz que clamava no deserto e anunciava a chegada do Messias, insistindo para que os judeus se preparassem, pela penitência, para essa vinda. Já no Antigo Testamento encontramos passagens que se referem a João Batista. Ele é anunciado por Malaquias e principalmente por Isaías. Os outros profetas são um prenúncio do Batista e é com ele que a missão profética atingiu sua plenitude. Ele é assim, um dos elos de ligação entre o Antigo e o Novo Testamento. Segundo o Evangelho de Lucas, João, mais tarde chamado o Batista, nasceu numa cidade do reino de Judá, filho do sacerdote Zacarias e de Isabel, parenta próxima de Maria, mãe de Jesus. São João Batista era valoroso pregador, amigo da justiça e da verdade. Operário, é ele o símbolo rude da verdade. Exprimindo a austera disciplina que antecede a espontaneidade. João é o primeiro sinal do cristão ativo, em guerra com as próprias imperfeições do seu mundo interior, a fim de estabelecer com Jesus, o santuário de sua realização. Chamado o Batista porque, por ele, o povo era batizado no rio Jordão, confessando os seus pecados.
Lucas narra as circunstâncias sobrenaturais que precederam o nascimento do menino. Isabel, estéril e já idosa, viu sua vontade de ter filhos satisfeita, quando o anjo Gabriel anunciou a Zacarias que a esposa lhe daria um filho, que devia se chamar João.
Depois disso, Maria foi visitar Isabel. “Ora quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visite?”(Lc 1:41-43). Todas essas circunstâncias realçam o papel que se atribui a João Batista como precursor de Cristo.
Ao atingir a maturidade, o Batista se encaminhou para o deserto e, nesse ambiente, preparou-se, através da oração e da penitência – que significa mudança de atitude, para cumprir sua missão. Através de uma vida extremamente coerente, não cessava jamais de chamar os homens à conversão, advertindo: “Arrependei-vos e convertei-vos, pois o reino de Deus está próximo”. João Batista passou a ser conhecido como profeta. Alertava o povo para a proximidade da vinda do Messias e praticava um ritual de purificação corporal por meio de imersão dos fiéis na água, para simbolizar uma mudança interior de vida. A vaidade, o orgulho, ou até mesmo, a soberba, jamais estiveram presentes em São João Batista e podemos comprová-lo pelos relatos evangélicos. Por sua austeridade e fidelidade cristã, ele é confundido com o próprio Cristo, mas, imediatamente, retruca: “Eu não sou o Cristo” (Jo 3, 28) e “não sou digno de desatar a correia de sua sandália”. (Jo 1,27).
Quando seus discípulos hesitavam, sem saber a quem seguir, ele apontava em direção ao único caminho, demonstrando o Rumo Certo, ao exclamar: “Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. (Jo 1,29). João batizou Jesus, embora não quisesse fazê-lo, dizendo: “Eu é que tenho necessidade de ser batizado por ti e tu vens a mim?” (Mt 3:14). Mais tarde, João foi preso e degolado por Herodes Antipas, por denunciar a vida imoral do governante. Marcos relata, em seu evangelho (6:14-29), a execução: Salomé, filha de Herodíades, mulher de Herodes, pediu a este, por ordem da mãe, a cabeça do profeta, que lhe foi servida numa bandeja. O corpo de João foi segundo Marcos, enterrado por seus discípulos. São João Batista era primo de Jesus em segundo grau, porque Isabel, sua mãe, era prima/irmã da Mãe Maria Santíssima. Conforme se tem conhecimento Jesus e João eram muito amigos e companheiros, com pouco diferença de idade entre eles. Na verdade João Batista veio como precursor e um dos Espíritos destinados a preparar o ambiente terreno para a reencarnação do mestre Jesus.
Com a implantação do catolicismo, a igreja passou a incentivar seus fieis a acenderam a fogueira para os seus Santos (São João, São Pedro. Santo Antonio) e não mais para suas crenças e rituais pagãos para a comemoração dos solstícios, no continente europeu, surgindo daí a ligação de São João Batista com Xangô, e também por seu temperamento aguerrido e de extrema firmeza.
Observem que João Batista iniciou suas pregações antes de Jesus, portanto, não participou ativamente ou passivamente dos ensinamentos do Mestre. Daí, na acepção da palavra, João Batista não foi um “cristão” converso, mas foi aceito e incorporado pelo catolicismo como Santo Cristão.

É uma das Fraternidades mais dedicadas ao acompanhamento das servidoras da Mãe Maria Santíssima e à proteção daqueles que buscam socorro, vitimas da aflição. Atualmente, buscam nas Casas Cristãs as vibrações condensadas de paz, emitidas pelos corações cristãos, para a vigilância e ao atendimento às vitimas dos desacertos do Oriente. São servidores fortes, enérgicos, sempre prontos ao auxilio fraterno. Deslocam-se com facilidade de um continente ao outro, sempre como mensageiros da ordem e cumpridores de seus deveres.

Fraternidade dos Discípulos da Índia – Mestre Shri Ram


Veio oferecer sua colaboração no desenvolvimento mediúnico, de modo a auxiliar os sofredores, mostrando-lhes que a mediunidade é a faculdade que ajuda as criaturas que andam em busca do Criador e só poderão encontrá-lo, quando desenvolverem o sentimento da compreensão e do entendimento, conquistando a paz para os próprios corações. Esta Fraternidade nos ensina a meditarmos e orarmos a fim de viajarmos pelos reinos da consciência cósmica, a fim de brilhar o nosso consciencial, permitindo sermos tocados pelo Poder Supremo que a tudo permeia.


Fraternidade dos Discípulos do Nilo – Mestre Akenaton


Sabendo-se que grande parte das doenças tem origem no psiquismo, não poderia faltar à orientação segura para o desenvolvimento das faculdades mediúnicas, a fim de atuar com eficiência no atendimento às pessoas aflitas. Para isto, apresentou-se a Fraternidade dos Egípcios tem trabalhadores capazes de auxiliar nesse desenvolvimento, fortalecendo o psiquismo dos médiuns, a fim de guardar-lhes o equilíbrio. Akanaton foi faraó egípcio e, desde então, veio se dedicando ao encaminhamento dos médiuns, para que não lhes faltassem ajuda e equilíbrio nas tarefas, bem como a fé inabalável no Divino Criador. Os trabalhadores desta Fraternidade nos auxiliam a entender que todos devemos coexistir em harmonia sem nos destruir e procurando viver em harmonia; que na realidade, não existe nenhuma ruptura entre o aparente e o oculto. Que todos os homens são iguais perante Deus, e que devemos, juntos, nos auxiliar a nos aproximar da fonte divina.


Fraternidade da Cruz e do Triângulo – Mestre Ramatis


Existe no plano espiritual, uma congregação denominada: “Fraternidade do Triângulo e da Cruz”, que faz parte da Confraria dos Magos Brancos do Oriente. Um de seus dirigentes, Ramatis, é um dos instrutores da Umbanda.
Na dimensão espiritual, Ramatís exerce uma forte atuação junto à Fraternidade da Cruz e do Triângulo e se empenha em divulgar os ensinamentos de Jesus Cristo. Paralelamente, ensina a atuar segundo a antiga tradição espiritualista do Oriente, estabelecendo assim um intercâmbio entre as correntes espiritualistas do Ocidente e do Oriente.
Segundo relatos de vários espiritualistas, no final do século XIX, no Oriente, houve uma fusão entre duas importantes fraternidades. Tratava-se da Fraternidade da Cruz, que divulga os ensinamentos de Jesus, e a Fraternidade do Triângulo, ligada à tradição espiritual oriental.

Após essa união, as duas fraternidades – consideradas Fraternidades Brancas – consolidaram uma série de práticas e trabalhos espirituais que resultaram na formação da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Seus membros usam vestes brancas com cintos e emblemas de tonalidade azul-clara esverdeada.
Sobre o peito, trazem suspensa uma corrente com um triângulo luminoso, no qual se encontra uma cruz, símbolo que exalta a obra de Jesus e da mística oriental. O que os mentores informam é que todos os discípulos da Fraternidade que se encontram reencarnados na Terra são profundamente devotados às duas correntes espiritualistas.
Os discípulos dessa ordem cultuam os ensinamentos de Jesus, que foi o elo definitivo entre todos os instrutores terráqueos, assim como a sabedoria e o trabalho espiritual dos grandes Mestres do Oriente. Esse é um dos motivos pelos quais os seguidores de Ramatís na Terra – embora profundamente devotados ao pensamento cristão – também têm profundo respeito pela espiritualidade do Oriente.
Para entendermos bem o trabalho dos nossos irmãos da Linha do Oriente, leiam com atenção o que nos diz o Guia Espiritual Jimbaruê de Aruanda:


“Para se atenuar à miséria humana é necessário reconhecer e sanar a saúde moral, antes de ser atacado e enigma doloroso e transcendental das enfermidades físicas do homem.

Assim, irmãos, usai a moral com esforço e estofo, para melhores jornadas.

O Pai ensina-vos no progresso espiritual, trilhando este caminhar deixado, pelo grande luminar deste planeta, o Mestre Jesus”.

Jimbaruê de Aruanda

Sarava a Linha do Oriente.
Vamos apresentar alguns Guias Espirituais da Linha do Oriente muito conhecidos nos meios espiritualistas e umbandistas, que perfazem um trabalho grandioso perante toda a humanidade:

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Re: TRABALHOS ESPIRITUAIS DOS MAGOS BRANCOS DO ORIENTE

Mensagem  fadinha em Qua 12 Set 2012 - 10:48

A Linha do Oriente

é parte da herança da Umbanda brasileira. Ela é composta por inúmeras entidades, classificadas em sete falanges e maioritariamente de origem oriental. Apesar disso, muitos espíritos desta Linha podem apresentar-se como caboclos ou pretos velhos.


O Caboclo Timbirí (caboclo japonês) e Pai Jacó (Jacob do Oriente, um preto velho bastante versado na Cabala Hebraica), são os casos mais conhecidos. Hoje em dia, ganha força o culto do Caboclo Pena de Pavão,entidade que trabalha com as forças espirituais divinas de origem indiana.


Mas nem todos os espíritos são orientais no sentido comum da palavra. Esta Linha procurou abrigar as mais diversas entidades, que a princípio não se encaixavam na matriz formadora do brasileiro (índio, português e africano).


A Linha do Oriente foi muito popular de 1950 a 1960, quando as tradições budistas e hindus se firmaram entre o povo brasileiro. Os imigrantes chineses e japoneses, sobretudo, passaram a freqüentar a Umbanda e trouxeram seus ancestrais e costumes mágicos.


Antes destas datas, também era comum nesta Linha a presença dos queridos espíritos ciganos, que possuem origem oriental. Mas tamanha foi a simpatia do povo umbandista por estas entidades, que os espíritos criaram uma "Linha" independente de trabalho, com sua própria hierarquia, magia e ensinamentos. Hoje a influência do Povo Cigano cresce cada vez mais dentro da Umbanda.


Existem muitas maneiras de classificar esta Linha e este pequeno artigo, não pretende colocar uma ordem na maneira dos umbandistas estudarem esta vertente de trabalho espiritual. Deixo a palavra final para os mais velhos e sábios, desta belíssima e diversificada religião. Coloco aqui algumas instruções que colhi com adeptos e médiuns afinados com a Linha do Oriente.


Namaste e Salve o Oriente!






CARACTERÍSTICAS DA LINHA DO ORIENTE:


Lugares preferidos para oferendas: As entidades gostam de colinas descampadas, praias desertas, jardins reservados (mas também recebem
oferendas nas matas e santuários ou congás domésticos).


• Cores das velas:Rosa, amarela, azul clara, alaranjada ou branca.


• Bebidas: Suco de morango, suco de abacaxi, água com mel, cerveja e vinho doce branco ou tinto.


• Tabaco: Fumo para cachimbo ou charuto.Também utilizam cigarro de cravo.


• Ervas e Flores: Alfazema, todas as flores que sejam brancas, palmas amarelas, mon¬senhor branco, monsenhor amarelo.


• Essências: Alfazema, olíbano, benjoim, mirra, sândalo e tâmara.


• Pedras: Citrino, quartzo rutilado, topázio imperial (citrino tornado amarelo por aquecimento) e topázio.


• Dia da semana recomendado para o culto e oferendas semanais: Quinta-feira.


• Lua recomendada (para oferenda mensal): Segundo dia do quarto minguante ou primeiro dia da Lua Cheia.


• Guias ou colares: Colar com cento e oito contas (108), sendo 54 brancas e 54 amarelas. Enfiar seqüencialmente uma branca e uma
amarela. Fechar com firma branca. As entidades indianas também utilizam o rosário de sândalo ou tulasi de 108 contas (japa mala). Algumas
criam suas próprias guias, segundo o mistério que trabalham.


CLASSIFICAÇÃO DA LINHA DO ORIENTE


Suas Falanges, Espíritos e Chefes:


01 - Falange dos Indianos:


Espíritos de antigos sacerdotes, mestres, yogues e etc. Um de seus mais conhecidos integrantes é Ramatis. Está sob a chefia de Pai Zartu.



02 - Falange dos Árabes e Turcos:


Espíritos de mouros, guerreiros nômades do deserto (tuaregs), sábios marroquinos, etc... A maioria é muçulmana. Uma Legião está composta de rabinos, cabalistas e mestres judeus que ensinam dentro da
Umbanda a miteriosa Cabala. Está sob a chefia de Pai Jimbaruê.



03 - Falange dos Chineses, Mongóis e outros Povos do Oriente:


Espíritos de chineses, tibetanos, japoneses, mongóis, etc. Curiosamente, uma Legião está integrada por espíritos de origem esquimó, que trabalham muito bem no desmanche de demandas e feitiços de magia negra.
Sob a chefia de Pai Ory do Oriente.


04 - Falange dos Egípcios:


Espíritos de antigos sacerdotes, sacerdotisas e magos de origem egípcia antiga. Sob a chefia de Pai Inhoaraí.


O5 - Falange dos Maias, Toltecas, Astecas e Incas:


Espíritos de xamãs, chefes e guerreiros destes povos. Sob a chefia de Pai Itaraiaci.


06 - Falange dos Europeus:


Não são propriamente do Oriente, mas integram esta Linha que é bastante sincrética. Espíritos de sábios, magos, mestres e velhos guerreiros de origem européia: romanos, gauleses, ingleses, escandinavos, etc. Sob a
chefia do Imperador Marcus I.


07 - Falange dos Médicos e Sábios:


Os espíritos desta Falange são especializados na arte da cura, que é integrada por médicos e terapeutas de diversas origens. Sob a chefia de Pai José de Arimateia


http://terradearuanda.blogspot.com.br/2011/06/linha-do-oriente.html


fadinha

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Re: TRABALHOS ESPIRITUAIS DOS MAGOS BRANCOS DO ORIENTE

Mensagem  fadinha em Qua 19 Set 2012 - 11:10

O ARAPORÃ NOS TEMPLOS UMBANDISTAS


http://www.umbanda.com.br/images/stories/templo/ARAPORA14.jpg


A prática do Araporã nos Templos Umbandistas deve-se tornar prática rotineira, haja vista a eficiência das aplicações, bem como a utilização de membros ativos (servidores) incorporantes ou não incorporantes.

Lembre-se que o Passe Mediúnico só pode ser efetuado por alguém incorporado e na aplicação do Araporã não haverá a incorporação, mas sim, a participação dos mentores espirituais, através do aplicador.

O uso desse tipo de purificação já era corriqueiro nas práticas Cristãs primitivas, obedecendo às assertivas importantes de Jesus: “... imporão as mãos nos enfermos e estes sararão” (Marcos, 16:18), ou “E curai os enfermos que nele houver e dizei-lhes: É chegado a vós o Reino de Deus” (Lucas, 10:9).

No dia-a-dia do Templo Umbandista, o Araporã é mais acessível de ser praticado pelos servidores, possibilitando a formação de equipes preparadas para tal. Basta ter boa vontade, animo de servir ao próximo, saúde física razoável, saúde mental, reforma íntima e meta de moral elevada.

Haverá a necessidade de se estudar as orientações doutrinárias sobre as emanações de Fluidos Cósmicos Universais, dos Fluidos Magnéticos e dos Fluidos da Mãe Natureza, a mecânica das irradiações, ação do pensamento e a maneira de se aplicar o Araporã.

A aplicação do Araporã será efetuada com movimentos ligeiros e precisos sobre o corpo do paciente, dispensado barulhos, exercícios complicados, etc. Somente, em cada chacra, enquanto dura a aplicação, são efetuadas rezas. O Araporã, embora também magnético, não se baseia tão somente em regras e orientações puras do magnetismo humano, mas também em transferências de Fluidos Cósmicos Espirituais e dos Fluidos da Mãe Natureza, captados e emanados pelos Guias Espirituais que sempre estarão ao nosso lado, quando a intenção for puramente caritativa, facilitando bastante à atuação dos Espíritos benfeitores. Juntando-se a necessidade do assistido, oportunidade da aplicação e merecimento de ambos, a aplicação certamente se efetuará numa junção magnética/espiritual (misto).

Recomenda-se que as aplicações do Araporã devam ser efetuadas em locais reservados ou no próprio salão de trabalhos espirituais. Antes das aplicações do Araporã é importante se somar à leitura e a palestra preparatória a fim de se elevar os sentimentos de todos os presentes, preparando o ambiente mental e espiritual.

Os temas da leitura e palestra preparatória devem ser claros e objetivos, focalizando questões sobre a imortalidade da alma, amor, perdão, lei de causa e efeito e o significado da dor e do sofrimento. Faz-se necessário periodicamente o esclarecimento sobre o passe e como a pessoa deve portar-se para um melhor aproveitamento desse recurso. Além do passe, o importante é que o Templo Umbandista não se transforme somente o ponto-socorro, mas que se caracterize como escola que introduz as possibilidade da oficina de trabalho e isso só será conquistado através das palestras elucidativas e dos aconselhamentos proferidos pelos Guias Espirituais.

O emprego de locais reservados a prática do Araporã tem a vantagem do recolhimento de todos, criando condições mais discretas para a prática, facilitando a opção para aqueles que queiram ou não receber o Araporã. Todavia, a impossibilidade de se dispor de um local reservado, não invalida as aplicações efetuadas no próprio salão de atividades mediúnicas, só tomando o cuidado de, no mínimo se ter uma cortina separando as atividades com o contato visual (curiosidade) da assistência. Deve-se tomar o cuidado de bem dispor as cadeiras, a fim de facilitar o deslocamento dos aplicadores sem incomodar os assistidos.

Muitos podem perguntar: Mas porque da necessidade de aplicação do Araporã se os Guias Espirituais podem nos dar os passes?

• Os Guias Espirituais tem muitas ocupações no Plano Espiritual e não estão a nossa disposição a hora que queremos, principalmente incorporando.

• Quando os Guias vêm num trabalho espiritual, com horários pré-determinados, já se organizam anteriormente para efetuarem seus trabalhos. Não há necessidade de se esperar até um trabalho espiritual, geralmente efetuado somente uma vez por semana e a noite, para podermos efetuar o socorro abençoado da aplicação de Fluidos, mas sim utilizarmos as aplicações do Araporã como recurso eficaz de bênçãos e cura de quem deles necessitam. Poderemos até abrir as portas de nossos Templos durante o dia, todos os dias, para as aplicações do Araporã.

• O Araporã será um trabalho de reforço energético necessário, efetuado após os atendimentos mediúnicos (em dias separados).

• Os médiuns que não tem o dom paranormal mediúnico de incorporação, também poderão participar efetivamente dos trabalhos caritativos, doando energias salutares e não ficando somente passivos nos trabalhos espirituais.

Não devemos transformar o momento das aplicações do Araporã em trabalho de desenvolvimento mediúnico ou mesmo incorporações para Descarregos (desobsessões) e outras atividades concernentes a um trabalho mediúnico espiritual. O assistido estará no ambiente somente para aplicaçoes do Araporã.

O Araporã é um eficiente recurso a ser utilizado nos Templos Umbandistas e pelos médiuns, a fim de dar socorro e conforto necessário a quem nos procura. O Araporã representa uma simplificação e um eficaz método de bênçãos para que, também, durante o dia possamos dar atendimento especializado aos necessitados que nos procuram. O Araporã preenche uma grande lacuna e resolve inúmeras dificuldades de assistência ao público em geral, com a circunstância relevante de que se pode ter a certeza de que a assistência dada será a mais perfeita possível, por vir diretamente dos Guias Espirituais.

Inclusive, o aplicador, ao invés de proceder a um trabalho espiritual de incorporação em sua casa (o que é totalmente não recomendável), poderá fazer uso da aplicação do Araporã, aos que possivelmente o procurarem, só tomando o devido cuidado de não transformar sua residência em local de aplicações, mas simplesmente atender a alguém que realmente esteja necessidade de um socorro imediato.

O Araporã também pode ser aplicado nos Templos Umbandistas não somente pelos médiuns, mas também por freqüentadores, desde que capacitados, sem precisarem fazer parte efetiva do corpo mediúnico, suas atribuições e obrigações.

Então, mãos a obra. Vamos estudar, entender e aplicar a benção do Araporã



APLICAÇÃO DO ARAPORÁ - ESCLARECIMENTOS BÁSICOS




ARAPORÃ X PASSES MEDIÚNICOS

• Quanto às técnicas, ou seja, quanto aos modos ou as maneiras que esses dois tipos de emissões de fluidos são ou podem ser aplicados, são semelhantes. Inclusive, em muitos casos, apenas numa análise exclusivamente visual não se consegue distinguir um do outro.

• Quanto à autoria, são radicalmente diferentes porque o autor do Araporã é um aplicador encarnado, enquanto no Passe mediúnico o autor é um benfeitor desencarnado que, naquele momento, obrigatoriamente está utilizando (ou co-utilizando) o corpo físico do seu médium encarnado.

• Quanto aos papéis secundários, também as situações são inversas porque no Araporã os benfeitores desencarnados podem atuar (e atuam) como auxiliares do aplicador encarnado, enquanto no Passe Mediúnico o médium encarnado, se puder e quiser, pode (e deve) atuar como auxiliar do benfeitor desencarnado que nele está incorporado naquele momento.

• Quanto à existência ou não de intermediário obrigatório, isto ocorre apenas no Passe Mediúnico porque esse tipo de passe só acontece existir quando um médium-passista encarnado atua como intermediário obrigatório do benfeitor desencarnado.

Basta lembrar que somente quem é médium de incorporação pode ser médium-passista, ou seja, somente ele pode atuar como intermediário do benfeitor desencarnado num Passe Mediúnico.

Quanto ao Araporã: A priori, é óbvio que não é indispensável que o aplicador seja um membro ativo de alguma Instituição Umbandista porque será ele, o aplicador encarnado, quem dirigirá, comandará e executará as aplicações do Araporã. Mas, qualquer pessoa que preencha o recomendado pode ser um aplicador do Araporã.


ARAPORÃ x PASSE MAGNÉTICO x REIKE x JOHREI x CURA PRÂNICA x CURA MAGNIFICADA.


Tanto o Reike, o Passe Espírita, a Cura Magnificada, a Cura Prânica, o Jhorei e o Mahikari,

são terapias de imposição de mãos eficientes,mas, existem algumas diferenças quanto à

captação de fluidos energéticos em relação ao Araporã.



Nessas terapias, os fluidos canalizados são:

• Fluidos magnéticos humanos (do próprio operador) e,

• Fluidos cósmicos (provindos da espiritualidade).




No Araporã, os fluidos canalizados são:

• Fluidos Cósmicos Espirituais

• Fluidos da Terra

• Fluidos do Ar

• Fluidos da Água

• Fluidos do Fogo

• Fluidos dos Minerais

• Fluidos dos Metais

• Fluidos dos Vegetais

• Fluidos dos Animais

• Fluidos Etéricos Humanos



No Araporã, exige-se que o aplicador sofra uma reforma íntima eficiente, para que possa canalizar condizentemente os fluidos da Natureza e da espiritualidade. Afinal, só poderemos emitir fluidos regeneradores se tivermos moral ilibada e santidade das intenções

O realmente indispensável, é a vontade de servir ao próximo sem almejar vantagens pessoais,

Uma vez atendida essa exigência básica, basta atender aquilo que solicita o bom senso: ser adulto, proceder à devida reforma íntima e ter saúde mental e física normais. Deve-se ter conhecimento da doutrina umbandista, e serem evangelizados.

Quem não for adepto do movimento umbandista, poderá ter dificuldades nas aplicações, pois este método de imposição de mãos requer como princípio, diretrizes ensinadas na Umbanda, bem como a utilização dos Fluidos utilizados em suas aplicações obedecerem a invocações e canalizações dos Sagrados Orixás, de forças espirituais e da Natureza, que fazem partes dos postulados umbandistas, portanto, são movimentações religiosas. Para isso, o curso do Araporã dará condições de entendimento dos postulados umbandistas ao leigo que queira se tornar um aplicador. Quem preencher esses requisitos estará plenamente apto para iniciar o seu aprendizado para ministrar o Araporã.

Dois requisitos do aplicador:

Na questão anterior, o pré-requisito foi para quem ainda não é, mas almeja ser um aplicador do Araporã, porém agora estamos tratando de algo ainda mais sério porque se refere a duas exigências indispensáveis para quem já é (ou julga ser) um doador de fluidos competente.

O primeiro requisito:

Esta exigência claramente salta aos olhos, de tão óbvia que é, porque diz respeito ao competente aprendizado teórico e prático do Araporã. Em palavras mais diretas, tal qual em outras importantes atividades humanas, no Araporã só se pode adquirir competência após suficiente e competente aprendizado técnico e prático.

O segundo requisito:

Este não é tão óbvio assim porque se trata de uma exigência que só pode ser percebida por quem bem entende deste assunto.

É o suficiente, necessário e competente conhecimento do Magnetismo Humano Sutil, dos Fluídos Cósmicos Universais, dos Fluídos emanados da Natureza e dos Princípios Espirituais necessários à Reforma Íntima, e de alguns postulados religiosos da Umbanda, conhecimentos esses sem o qual é missão impossível ser um aplicador competente!

Após a conclusão do aprendizado, o aplicador realizará um ritual consagratório, onde, após, será autorizado pela espiritualidade a ser membro ativo como aplicador do Araporã.

continua...

http://www.umbanda.com.br/home/32-linha-oriente.html

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Re: TRABALHOS ESPIRITUAIS DOS MAGOS BRANCOS DO ORIENTE

Mensagem  fadinha em Sex 21 Set 2012 - 12:38

Olá amigos,

a divisão das falanges nesse blog é um pouco diferente e inclui os médicos curadores.
fadinha

ESPIRITOS DA UMBANDA - LINHA DO ORIENTE

ESPÍRITOS DA UMBANDA - LINHA DO
ORIENTE



Seguindo nossa série de Estudos sobre os espíritos que integram a religião de Umbanda, iremos tratar neste texto de espíritos místicos, de grande conhecimento, sabedoria e cultura. São eles nossos irmãos Orientais.


Sabidamente, a cultura Oriental é muito mais antiga e avançada do que a existente no ocidente. Surgiu no Oriente os primeiros sábios, a medicina avançada, o misticismo. Enfim, Oriente é sinônimo de conhecimento.


Como a Umbanda é uma religião que oferece a todos os espíritos a oportunidade de se manifestar e servir a caridade, é na Linha do Oriente que se manifestam espíritos que, quando encarnados, professavam outras crenças, como por exemplo, o Budismo, Xintoísmo, Hinduísmo, Islamismo, antigas religiões egípcias, etc. Espíritos que, apesar de continuarem vinculados àquela fé, aceitaram adentrar à seara umbandista e, em nome da caridade e do amor ao próximo, manifestam-se nos terreiros, trazendo seus conhecimentos para a cura, para o ensinamento e para o conforto.

Há registros de manifestação de entidades da Linha do Oriente na Tenda Nossa Senhora da Piedade, casa mater da Umbanda. Todavia, são poucas as casas que trabalham com essa Linha.


Na doutrina seguida pela Tenda de Umbanda Filhos da Vovó Rita, a Linha do Oriente integra uma das Sete Linhas de Umbanda. Sendo assim, são realizadas sessões de desenvolvimento nessa Linha durante o ano.


Os espíritos que se manifestam nessa Linha, são espíritos calmos, discretos, que pouco falam. Espíritos que não se utilizam de bebida ou de fumo. Quando falam, proferem frases curtas e cheias de enigmas. Alguns, preferem escrever para deixar suas mensagens. Nessa Linha os atabaques são batidos de forma mais lenta e suave. Uma sensação de paz interior e elevação invade o terreiro e os filhos.




Da Linha do Oriente também podem vir pretos velhos, marinheiros, ciganos e ciganas, entidades conhecedoras do antigo esoterismo e magia.




É bastante difundido entre os terreiros que trabalham com essa Linha, a existência de uma divisão entre falanges. A título de curiosidade, tal divisão compreende:


01 - Falange dos Indianos:
Espíritos de antigos sacerdotes, mes­tres, yogues, hindús, etc. Um de seus mais conhecidos inte­gran­tes é Ramatis. Está sob a chefia de Pai Zartú.


02 - Falange dos Árabes e Turcos:
Espíritos de mouros, guerreiros nôma­des do deserto (tuaregs), sábios marroquinos, etc... A maioria é mu­çulmana. Está sob a chefia de Pai Jimbaruę.


03 - Falange dos Chineses, Japoneses, Mon­góis
e outros Povos do Oriente:
Espíritos de chineses, tibetanos, japoneses, mongóis, esquimós, etc. Está Sob a chefia de Pai Ory do Oriente.


04 - Falange dos Egípcios, Maias, Aztecas, Incas, Toltecas:
Com exceção dos egípcios, os outros povos não são propriamente do Oriente, mas representam antigas civilizações da humanidade.Estão sob a chefia de Pai Inhoaraí.


O5 - Falange dos Índios Caraíbas:
Não são do Oriente, mas também representam civilizações antigas. Espíritos de xamăs, chefes e guer­rei­ros destes povos. Sob a chefia de Pai Itaraiaci.

06 - Falange dos Europeus:

Também năo săo propriamente do Oriente, mas inte­gram esta Linha que é bas­tante sincrética. Espí­ri­­tos de sábios, ma­gos, mestres e velhos gue­rreiros de origem européia: romanos, gau­leses, ingleses, es­can­dinavos, etc. Sob a che­fia do Impe­rador Marcus I.


07 - Falange dos Médicos e Sábios:

Imagem de Zartú


Os espíritos desta Falange săo especiali­zados na arte da cura, que é integrada por médicos de diversas origens e conhecimentos. Também são chamados de "Doutores do Espaço". Estão sob a chefia de José de Arimatéia.


Também, é atribuída a chefia dessa Linha à São João Batista, conseqüentemente, à Xangô, Orixá ao qual é sincretizado. (ver explicação sobre Xangô).


Como visto acima, a Linha do Oriente é composta por espíritos de diversas origens e crenças. Magos, Sábios, Guerreiros, Xamãs, Ciganos, Médicos, etc. Todos são espíritos que se manifestam em nome da caridade e amor, auxiliando os irmãos encarnados, independentemente do nome que eles dêem a Deus. São na verdade, trabalhadores da Luz Universal.


Suas oferendas são simples. Costumam levar água mineral, flores, incensos e velas brancas e/ou Lilás. A oferenda vai variar da origem do espírito, que, nesse caso, se for necessário, passará o que deve ser utilizado.


Sua saudação também é simples: "Salve o Povo do Oriente! Salve o Povo da Cura!"



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Re: TRABALHOS ESPIRITUAIS DOS MAGOS BRANCOS DO ORIENTE

Mensagem  fadinha em Dom 13 Jan 2013 - 11:53

UMBANDA - LINHA DO ORIENTE

Fazendo parte das linhas independentes, das linhas autônomas de Umbanda, aparece brilhante com seus seres, a Linha do Oriente. Grande é o número dos que a constituem; são bondosos, bastante evoluídos e irradiam de sua Aura, vibrações puras, vibrações harmoniosas que lhes dão o característico na apresentação.
Esta linha tem como patrono ou chefe espiritual – São João Batista.
Quando apresentam-se estes seres, dão aos Médiuns os gestos, a forma, as maneiras dos povos orientais; dificilmente aparecem nos trabalhos tomando aparelhos, mas gostam de demonstrar a sua presença, sem contudo tomar o Médium; usam pouco ritual, fazem saudações, limitam-se ao uso da mirra, incenso e demais.
São tolerantes, serenos e de grande brandura nas manifestações e conselhos; são ótimos trabalhadores da magia e quando fazem trabalhos de cura são excelentes curadores; embora simples nas suas manifestações, ao se apresentarem deixam transparecer algum conhecimento.
Esta Linha possue sub-linhas com seus chefes e demais trabalhadores; os povos que a integram são orientais, mongóes, chins, indianos, árabes e outros.
Dos chefes das suas sub-linhas que muito trabalham, para citar alguns mencionamos – Ori do Oriente e Zarthú.
Quando traçam pontos aparece, em geral, o Triangulo, a ESFINGE, o Pentagrama Sagrado e demais símbolos; isto porém, raras vezes acontece; quase sempre isso é feito por outros entes que não pertencem a esta Linha, como meio para atrair os componentes da Linha do Oriente.
É uma das linhas que se empenha em fazer revelação de grandes acontecimentos, de novos conhecimentos, procurando sempre beneficiar a humanidade e contribuir para sua evolução.
Possam estas entidades deixar nos corações materiais a centelha do amor Divino, fortificados na aureola de luz do seu patrono São João Batista.

Do Livro Primeiras Revelações de Umbanda

http://umbandasecxxi.blogspot.com.br/2012/05/umbanda-linha-do-oriente.html

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Re: TRABALHOS ESPIRITUAIS DOS MAGOS BRANCOS DO ORIENTE

Mensagem  fadinha em Seg 15 Abr 2013 - 20:34

O ESPIRITUALISMO DE RUBENS SARACENI

O escritor Rubens Saraceni, babalorixá da umbanda e pesquisador de magia e espiritualismo, vem se destacando no mero por entender que a mediunidade não pode estar restrita a um ou outro Caminho Espiritual

- Alex Alprim

Rubens Saraceni nasceu em 1951, e há mais de 25 anos exerce sua mediunidade e faz seus estudos no campo da espiritualidade. Seus inúmeros livros já publicados são psicografados, ditados e orientados pelos Mestres da Luz. Sua jornada, segundo conta, foi iniciada no espiritismo de "mesa branca", passando posteriormente para a umbanda, onde se tornou babalorixá.

No entanto, como gosta de deixar bem claro, o universo da umbanda não é o único no qual ele se movimenta e realiza seus estudos, uma vez que o dom da mediunidade não pode estar
restrito a uma ou outra linha religiosa, doutrinária ou de pesquisas.
Recebendo a outorga dos planos superiores para iniciar pessoas em magia, também recebeu a autorização para começar a divulgar o que foi denominado "Magia Divina das Sete Chamas", que explica em seus livros.

Hoje com mais de vinte livros publicados, Saraceni é um dos autores mais procurados da editora Madras. Nesta entrevista, ele fala sobre seus estudos, sobre o aspecto teórico e prático da umbanda, magia e espiritualismo em geral.

Qual a relação entre a umbanda e as .mensagens espirituais ditadas pelos Mestres da Luz? Quem são os Mestres da Luz e como eles se encaixam na tradição umbandista?

Os Mestres da Luz são espíritos mentores da umbanda; são regentes de grandes linhas espirituais, ainda que eles não se apresentem formalmente. Mas regem as gigantescas correntes de espíritos e, através dessas psicografias, eles têm procurado passar noções sobre o mundo espiritual.

Quais noções?

Principalmente, eles procuram transmitir às pessoas que a vida não se encerra aqui no plano material, por isso é necessário que a pessoa vigie os seus atos, seus sentimentos, e trabalhe para que, quando vier a passagem para o outro lado, a pessoa esteja bem preparada para vivenciar a sua realidade maior, que é a realidade do espírito. Então, eles têm uma finalidade. Os livros às vezes mostram determinados eventos, determinadas vivências, que muitos classificam como sendo um pouco chocantes, porque mexem na ferida mesmo, sem muito rodeio; mas tudo isso visa despertar nas pessoas uma conscientização.

O que é considerado chocante?

Quando se descrevem algumas quedas espirituais que aconteceram com pessoas. O desencarne jogou essas pessoas de encontro a uma realidade que elas achavam que não existiria; achavam que não teria aquela punição divina, que não viria para ela uma sentença que a jogasse de encontro ao próprio universo sombrio que ela havia criado à sua volta aqui na Terra.

Então, de acordo com essa visão, existe uma estrutura maniqueísta do mundo muito próxima à que a moral cristã vem desenvolvendo nos últimos dois mil anos?

A moral cristã prega o seguinte: se você faz o bem, você vai para o céu; se você faz o mal, você vai para o inferno. Ela está correta, só que temos de entender o que é esse céu e esse inferno. Para nós, o céu são as faixas de luz para as quais cada um é atraído por afinidade de sentimentos, afinidades vibracionais; e o inferno também são faixas específicas da Criação, para as quais são recolhidos espíritos que, aqui em cima, no plano material, não desenvolveram sua consciência. Se nós simplificarmos, está correto. A pessoa é atraída pelas faixas vibratórias com as quais tem afinidade. Esse é o céu e o inferno para mim - e dentro da umbanda também é isso.

Seria semelhante às teorias das sintonias dos grandes mestres ascensionados, com as pessoas sintonizadas com faixas de mais ou menos luz?

É isso mesmo. Essa é uma consciência que está se desenvolvendo muito rapidamente dentro da umbanda e sendo bem aceita, porque nos explica o porquê da existência do suposto inferno: ele não existe por acaso, porque tem a finalidade de recolher espíritos que, de uma forma ou de outra,sofreram regressões conscienciais quando passaram pela carne.

Qual o ponto em comum entre aumbanda, o candomblé e o espiritismo hoje?

O ponto em comum das três é a manifestação dos espíritos através da incorporação das mensagens, ainda que no candomblé a dinâmica seja um pouco diferente da dinâmica da umbanda, e totalmente diferente da dinâmica do espiritismo. A umbanda mantém a ponte de contato tanto com o candomblé quanto como espiritismo. Todas essas três doutrinas, ou essas três religiões -vamos colocar assim - têm como ponto em comum a mediunidade como sustentação. No candomblé, tem de haver a manifestação do orixá; na umbanda, tem de haver a manifestação dos espíritos e, eventualmente, do orixá do médium; e no espiritismo, existe a manifestação das entidades e o trabalho desenvolvido pelos espíritos que incorporam nos médiuns, curando e orientando as pessoas - tudo visando 0 crescimento e a melhoria do ser.

Como você encara, na umbanda e no candomblé, prática de sacrifícios animais, principalmente com relação ao conhecimento que os Mestres de Luz vêm trazendo?

Quando estudamos um pouco o candomblé, vemos que o sacrifício animal tem uma função específica já tradicional, secular. Então, nada contra, porque é algo que já vem de gerações. A umbanda não adota sacrifícios de animais. Algumas pessoas que transitam tanto no candomblé quanto na umbanda fazem, mas a umbanda em si não adota sacrifícios animais. Ela não condena. Acho que cada um tem o seu processo de feitura de trabalhos, sua dinâmica, que deve ser respeitada. No verdadeiro candomblé, o sacrifício só é ritualizado em ocasiões muito específicas, mas vemos pessoas não-preparadas desvirtuando, desenvolvendo métodos próprios que consideram que para tudo tem de haver sacrifícios. Os verdadeiros praticantes do candomblé, pessoas muito bem preparadas, dizem que o sacrifício é muito raro e, mesmo assim, é tirado só o axé do animal, porque o alimento é compartilhado na ceia coletiva.

Como é a estrutura tradicional da umbanda, e que caminhos evolutivos ela está seguindo nos últimos anos?

A estruturação da umbanda começou por volta de 1908, com o médium Zé Fernandino de Moraes, quando, através dele, foi dito que estava se iniciando uma religião e que todos os espíritos seriam bem-vindos a ela. A faculdade de incorporação é anterior à umbanda, candomblé e espiritismo, mas ali estava o marco inicial, estruturado na manifestação dos espíritos por nomes simbólicos, tal como o próprio fundador da religião, o espírito chamado Caboclo das Sete Encruzilhadas, os sete cruzamentos, as sete irradiações. Os espíritos se manifestariam não com nomes próprios, mas como símbolos das hierarquias às quais estavam ligados, entre caboclos, pretos velhos, crianças, exus.

Ela se expandiu muito rapidamente, porque tinha o amparo do Astral, e se estruturou assim: o espírito se manifesta, auxilia o encarnado que vai até ele e, ao mesmo tempo, vai passando uma doutrina de vida, de melhoria de consciência. Com aquele linguajar simples deles, bem direto e objetivo, eles vão tocando nos pontos que interessam àquela pessoa e, a partir dali, a pessoa vai despertando para a realidade do espírito. Então, a religião procura trabalhar as pessoas. Sua estrutura tem o objetivo de resgatar as pessoas para a realidade espiritual. Não é um processo rápido, violento, mas um processo de atração permanente, principalmente voltado ao ser humano que está passando por dificuldades.

Como você começou a psicografar? Já havia psicografia na umbanda?

Se existia a psicografia pura, eu não tenho elementos para falar sobre isso. Existiam muitos escritores de umbanda desde o começo do século. Eles poderiam estar escrevendo inspirados, mas sem dar essa conotação. Quando eu iniciei a psicografia - com alguns livros que foram publicados e outros que não foram - e quando surgiu O Guardião da Meia-Noite, que foi um marco na umbanda como psicografia de um médium umbandista, isso foi um pouco assustador porque a psicografia estava associada ao espiritismo, ao kardecismo. Na época, eu recebi críticas de irmãos kardecistas; pois, se eu era da umbanda, como é que podia psicografar? Médium é médium, seja da umbanda, candomblé ou espiritismo - não importa a doutrina que ele siga. Eu mostrei que o dom da pessoa independe da formação religiosa; tendo o dom, ela canaliza o que o astral quer. Um tem dom para psicografar, outro para fazer pinturas mediúnicas, dar consultas, ler as cartas, as mãos...

E hoje isso já é aceito? Existem outros trabalhos desse tipo?

Já. Quando o Pai Benedito se manifestou, incorporado mesmo em mim, e conversou com a minha esposa, ele disse que estava começando a psicografia na umbanda, que a espiritualidade estava iniciando um processo de psicografia nos moldes do kardecismo através de médiuns dentro da umbanda. Ainda estava sendo considerado um fenômeno, mas com o tempo outros surgiriam. E, de fato, passaram uns cinco ou seis anos depois de eu estar psicografando, e outros médiuns da umbanda começaram a chegar a mim e dizer que estava acontecendo a mesma coisa; estavam psicografando livros e até tinham medo de falar. Pai Benedito falou que muitos espíritos estão preparados para trazer romances mediúnicos, histórias sobre espíritos ou vivenciadas há séculos ou milênios, tendo como fundo a vida de espíritos que são grandes mentores da umbanda e que comandam um trabalho imenso em benefício da humanidade. Eu já conheço dezenas de pessoas que estão psicografando, médiuns desenvolvidos dentro da umbanda.

Fale um pouco sobre o trabalho espiritual que você vem desenvolvendo ultimamente.

Estou desenvolvendo vários trabalhos paralelos, todos visando o crescimento das pessoas. O mais marcante tem sido o trabalho de magia, porque nela nós não diferenciamos as pessoas, nem por seu grau escolar, nem por sua religiosidade.

A magia é neutra e praticada por todas as pessoas que queiram aflorar o seu dom íntimo. Outro campo em que venho desenvolvendo um trabalho muito grande é na teologia da umbanda. Comecei esse trabalho mais ou menos em 1996, e foi difícil falar nisso porque era uma coisa inédita até então - nem existia esse termo na umbanda. É outra inovação que, hoje, muitas pessoas já estão usando na umbanda, com cursos de teologia da umbanda, ou seja, o estudo do universo divino. Ele veio ao encontro da necessidade do momento dentro da religião, e está começando a gerar muitos trabalhos.

Também visa dotar a religião de um conhecimento próprio dela, não mais dependente de outras doutrinas, sem precisar buscar lá fora e adaptar para a umbanda. As pessoas não precisam buscar no espiritismo ou no candomblé a explicação para os mistérios que fluem através de sua prática religiosa.

Em várias estruturas religiosas, em especial as afro-brasileiras, parece existir uma forte tendência a tentar adaptar a linguagem mágica européia do período renascentista - mais recentemente, das vertentes americanas ligadas aos mestres ascensionados e agregar essa linguagem à sua religiosidade. Como você vê essa situação em seu trabalho?

A teologia que estamos desenvolvendo é pura, fundamentada unicamente nos orixás, sem recorrer às doutrinas alheias para extrair de lá a explicação dos mistérios. Houve a revelação do que nós classificamos como os fatores de Deus, as qualidades divinas. A partir daí foram desenvolvidos vários livros como a Gênesis da Umbanda, Código de Umbanda, Sete Linhas de Umbanda, Orixás Ancestrais, livros que, fundamentados no mistério orixá, explicam tudo que a pessoa precisa saber sem recorrer ao candomblé, ao espiritismo ou a qualquer outra doutrina.

O mistério orixá começou a ser explicado de uma forma que eu chamo de científica, porque ela tem uma lógica, segue um padrão repetitivo, explicando o mistério para a época em que vivemos. E isso é o que traz às pessoas a satisfação quando estudam teologia, porque explica o universo divino de uma forma muito ordenada, não mitológica, mítica ou mística, mas racional. Isso, somando-se à magia, criou todo um universo que completa a umbandista, porque a umbanda é uma religião mágica por excelência.

O trabalho dos guias espirituais é realizar magias que beneficiem as pessoas, magias que utilizam elementos da natureza, sejam ervas, flores, frutos, pedras, sementes ou raízes: tudo é elemento mágico que eles utilizam para curar pessoas, limpar ambientes, etc. Então, trouxemos também uma magia nova, cada etapa fundamentada em um elemento: magia das chamas, magia das ervas, magia das pedras, do pó, etc. São vinte e um graus no total, e tudo vai sendo explicado de forma racional. A nossa teologia é bem racionalista; estuda os mistérios de Deus a partir de uma interpretação trazida pela espiritualidade, uma interpretação superior, não criada aqui pela nossa mente terrena. A magia não está conectada diretamente à umbanda; a teologia sim, foi pensada pela espiritualidade, pelos Mestres da Luz, para religião de umbanda, mas é uma fonte de informações pra qualquer pessoa.

E, de uma forma geral, como você vê o desenvolvimento do espiritualismo hoje?

O espiritualismo sempre foi praticado pela humanidade sob muitos nomes, mas hoje em dia eu vejo o espiritualismo assumindo o seu lugar em função do próprio relaxamento dos preconceitos. Tivemos um período de perseguição às práticas espiritualistas, qualquer que seja o nome que se dê a essas práticas.

Hoje o espiritualismo tem uma grande oportunidade de se firmar como alternativa para evolução das pessoas. Se cada religião tem os seus dogmas e doutrinas, até fazendo com que o fiel desenvolva dentro de si determinados preconceitos contra outras religiões, o espiritualismo é irreligioso.

O espiritualismo seria a chave do processo evolutivo humano neste plano?

Com certeza, porque dando às pessoas a oportunidade de manifestar os seus dons, dons dos espíritos, é que essas pessoas vão encontrar a si próprias, vão se conhecer. Os dons dos espíritos têm de ser vivenciados aqui na carne. Em determinados segmentos religiosos esses dons são reprimidos e vistos como coisas demoníacas, mas essas pessoas não entendem nada de dons. Dom é uma qualidade que o espírito desenvolve e que se torna um meio para que todo um universo oculto flua através dele, um universo espiritual, divino. O espiritualismo tem a grande oportunidade, agora, de não se deixar levar pelas influências do dogmatismo. O dogmatismo mata tudo.

Qualquer dogma mata uma estrutura religiosa?

Mata, porque se as pessoas começam a dizer que só um dom é aceitável e os outros não, que a pessoa pode incorporar um guia espiritual mas não pode psicografar, ou pode psicografar mas só pode falar de Jesus (pois, se falar de um orixá ou caboclo é heresia), então já matou. É isso que faz o espiritismo. Com todo o respeito que eu tenho, o espiritismo dogmatizou a mediunidade de psicografia, porque só se pode falar de Jesus. Se um médium kardecista encostar um espírito que não professe, ou não professou o cristianismo em sua última encarnação, e não fale as verdades na linguagem ali codificada, ele é bloqueado.

Nós não devemos deixar que esses dogmas existam dentro da umbanda. O dom é meu, eu conquistei. Sei lá quantas vidas eu precisei viver aqui na Terra para desenvolver esse dom e, se hoje ele flui naturalmente, eu não vou dizer que só tenho de escrever sobre orixás. Em meus livros escrevo sobre tudo. Em A Princesa dos Encantos falo sobre o nascimento do hinduísmo, em O Livro da Vida falo sobre Akhenaton; e falo sobre o surgimento dos templários na Europa, do início da civilização egípcia, etc.
O importante é o que esse espírito viveu no passado. Pouco importa se esse espírito de hoje se manifesta na umbanda com o nome simbólico de caboclo tal, se o grande momento dele, sua grande experiência humana foi na índia, no Egito, na Mesopotâmia, na Europa ou no Brasil pré-cristão. Espírito não tem identidade.

Você gostaria de deixar alguma mensagem para as pessoas que estão se iniciando nesse caminho espiritual, não só da umbanda mas na espiritualidade de uma forma geral?

Na espiritualidade de uma forma geral, todas as vias de crescimento para o ser humano, colocadas por Deus à nossa disposição, são boas.

Eu não desenvolvi dentro de mim esse preconceito de que a minha é melhor, a do fulano é pior; para mim, todas são boas. Então, eu digo às pessoas, que queiram se iniciar ou estão se iniciando, que façam sua caminhada sem temor. Confie que tudo está sendo conduzido pelo Superior. Mas procure se instruir; procure aprender e não colocar bloqueios dentro de si mesmo, contra isso ou aquilo, mas sim ir até cada coisa e aprender sobre ela, e delas extrair o seu juízo, a sua experiência, porque isso é que vai contar.

http://www.ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1894&catid=80%3Amythos&Itemid=110

fadinha

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Re: TRABALHOS ESPIRITUAIS DOS MAGOS BRANCOS DO ORIENTE

Mensagem  fadinha em Dom 28 Abr 2013 - 13:16

O trabalho mediúnico

NÃO É fácil ser médium e mais difícil ainda é ser médium de
Umbanda.
A mediunidade é o elo de ligação, o caminho e a meta
das pessoas possuidoras desse dom. E longe de ser um instrumento
passivo, o médium, como mediador que é, tem o dever de buscar o autoaprimoramento
e a reta conduta pois, esses são os sintonizadores maiores da
mediunidade.
É como disse o mestre: "Uma árvore má não pode dar bons
frutos"… e é plantando que se colhe, ou seja, nossas afinidades refletem o
nível e o tipo de espíritos que atraímos para nosso campo mediúnico.


Sabemos o quanto é penoso o caminho da matéria, quantos pseudoatalhos
existem no caminho da evolução, incontáveis atalhos que não levam a lugar
nenhum e, para conseguirmos uma sintonia fina com "canais" superiores
precisamos de três coisas básicas: humildade, simplicidade, e pureza de
pensamentos, sentimentos e ações.

A primeira vista parece simples, mas
quando pisamos no chão, nos damos conta de nossa fraqueza que, nos atira a
caminhos escuros e incertos. Então, só apelando para o Astral superior é que
conseguiremos trilhar o verdadeiro caminho da espiritualidade pois, se
estamos fracos, nossa fé verdadeira pautada pela razão nos libertará. E
gradativamente conquistaremos e domaremos o nosso pior inimigo que, está
em nosso íntimo.

Ainda, em termos científicos podemos definir a mediunidade como um
aumento variável da percepção extrafísica
(PES), causada por modificações
e acréscimos energéticos nos chacras de determinadas pessoas, e ressaltamos
que esse processo ocorre antes de encarne ou seja, a nível Astral.

Essas pessoas, os médiuns, possuem o dom mediúnico por terem missões
kármicas dentro do movimento espiritualista.
A palavra mediunidade
significa modo, meio de manifestação, ou intermediação.

E partindo do fato de que a mediunidade está vinculada a missões definidas,
não é correto afirmarmos que todas as pessoas são médiuns; Podemos dizer
que todos são suceptiveis à influências espirituais mas, isso não é
mediunidade.

Saibam também que existem diversas formas de mediunidade, tais como: a
clarividência, a clariaudiência, vidência etc. E existe uma forma de
mediunidade mais acentuda, a mais utilizada na Umbanda, que é a
mediunidade de incorporação.

O médium de incorporação é aquele que além da ligação e proteção da
corrente espiritual de sua vibração original (Orixá), possui uma forte ligação
com determinadas entidades espirituais.

Essa ligação vem de ligações kármicas e do acordo firmado no plano Astral,
pelo próprio médium antes de seu reencarne, onde o mesmo se compromete a
trabalhar pela causa espiritualista em determinado movimento ou culto.

Por essa razão que ouvimos pessoas dizerem que foram falar com a entidade
tal, e ela lhe aconselhou para que vestisse a roupa branca, ou seja, que
assumisse sua missão mediúnica.

Vocês que passaram por isso, se conversaram com "entidades de fato" e foram
chamados para o trabalho, não percam tempo. Procurem um templo que mais
se afinize com suas idéias e assumam seu compromisso que, certamente
serão mais felizes e realizados.

Dentro da mediúnidade de incorporação existem três tipos básicos de atuação
que carcterizam graus kármicos e de consciência, expressos nos médiuns de
karma: probatório, evolutivo, ou missionário.

Os médiuns de karma probatória
se afinizam e trabalham com entidades no
grau de protetores.
A maioria de nós está nessa condição e utiliza o caminho
da mediunidade como apaziguador para débitos kármicos antigos.

Há também,
os médiuns de karma evolutivo s
e afinizam e trabalham com
entidades no grau guia,
eles possuem um mediunismo mais apurado com
possibilidades de desenvolver a clarividência e a clariaudiência, na
depêndencia da função desenpenhada, a qual lhe foi confiada no astral.

Por fim,
existem raros médiuns no grau de missionários,
eles são mestres com
grandes missões junto a coletividade a qual pertencem, e se mediunizados
podem contactar e manifestar entidades no grau de Orixás Menores;

Eles possuem vários dons mediúnicos, associados a um grande conhecimento,
adquirido em encarnações pretéritas, e alicerciados pela luz do amor e da
sabedoria que só raras pessoas possuem.

Enfim, independente do grau ou atividade mediúnica, todas as entidades
espirituais trabalham e todos os médiuns estão aptos a desenvolver também,
importantes trabalhos que contribuirão para evolução mundial.

Se cada um fizer sua pequena parte, por amor, teremos um mundo bem
melhor porque o futuro realmente depende de nós !

fadinha

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Re: TRABALHOS ESPIRITUAIS DOS MAGOS BRANCOS DO ORIENTE

Mensagem  estel em Ter 30 Abr 2013 - 10:15

É difícil e muito complicado, pois as pessoas que escolhem esse caminho são muitas vezes hostilizadas e temidas.

Para quem acha que é legal, e escolhe esse caminho só por curiosidade, pense duas vezes.


Abraços,
Estel.

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Re: TRABALHOS ESPIRITUAIS DOS MAGOS BRANCOS DO ORIENTE

Mensagem  fadinha em Ter 30 Abr 2013 - 13:14

Estel

Concordo com você. Mas o médium não escolhe seu caminho por curiosidade. Ele escolhe cumprir o compromisso que assumiu com as entidades que vai receber antes do nascimento, um acordo firmado e por isso o médium nasce com uma conformação física especial na aura. O seu intuito é acelerar a queima do carma. Eu sei perfeitamente que nascemos desmemoriados e muitos não cumprem o que prometeram e daí tem vidas muito infelizes porque o espaço na aura existe e se não é ocupado por entidades amigas e desenvolvidas de acordo com o médium, vai ser ocupado por entidades não tão amigas e, se o médium não tem um caráter forte, vai ser ocupado por entidades que só tem intenção malévola.
As pessoas que só tem curiosidade e não mediunidade não passam pelo crivo das entidades. Aí ela pode, se sentir que tem uma ligação, frequentar como consulente (uma alternativa para os médiuns que não querem assumir o controle da própria mediunidade) ou trabalhar como cambono, por exemplo, que tem muito trabalho para todos dentro do centro e todos que pertencem a um centro (mesmo os consulentes) são protegidos dos males comuns que são assédio de entidades doentias.

Agora o caminho é difícil, mas foi escolhido antes da encarnação para queima de carma por pessoas que tem a consciência disso, coisa que nem todo mundo tem.
A pessoa não tem que se posicionar perante a sociedade, tem éque cumprir para ser mais feliz e harmônica.
Mas assim, que mal tem em perguntar, não é mesmo? qual é o caminho fácil aqui na Terra? eu queria muito saber.

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Re: TRABALHOS ESPIRITUAIS DOS MAGOS BRANCOS DO ORIENTE

Mensagem  fadinha em Qua 12 Jun 2013 - 13:06

A UMBANDA ESOTÉRICA



é a grande religião do século XXI. UMBANDA com cultura, esclarecimento, absorvendo os ensinamentos de diversas religiões e filosofias, sem contudo perder suas raízes oriundas dos Cultos Afros; é a ... UMBANDA COM RAÍZES, PÉ NO CHÃO.

É de conhecimento geral de todos os iniciados, médiuns e adeptos, que a UMBANDA é Brasileira, pois em nossa cultura, sabemos que ela se formou com os próprios escravos provenientes do continente africano, que aqui aportaram. Cultuavam os Orixás e através a mesclagem com os indígenas que aqui já habitavam e que também se beneficiavam das diversas formas da natureza, constituíram após o desencarne, na Religião autêntica e verdadeira, atuando na forma espiritual como orientadores e que conhecemos como os nossos "Pretos(as) Velhos(as)" e "Caboclos(as). 
Na realidade somos uma parte desta árvore frondosa que é o Espiritismo ou seja, uma vida após a passagem terrena e com certeza de uma continuação, através as diversas reencarnações.
 
Absorvemos os ensinamentos milenares, do Brâmanismo, do Taoísmo, do Budismo Zen, do Hinduísmo, do Hermetismo, da Kaballah, do Cristianismo, do Caiballion, dos Essenios, da Fraternidade Branca, da Alquimia, etc. Como não assimilar os ensinamentos dos Grandes Mestres, como JESUS CRISTO, o nosso OXALÁ, de Apolônio de Tiana, do grande Hermes, de Sidarta Gautama (BUDA), de Lao Tse, de Confúcio, dos Mestres Ascencionados, de São Thomaz de Aquino e sua grande obra Teologia, da Alquimia, do Xamanismo e de centenas de outras personalidades como Alan Kardek, Charles Richet, Camille Flamarion, Leon Denis, Swedenborg, Conan Doyle, etc. E ficaríamos enumerando uma série interminável de presenças, em diversas épocas da humanidade..
Enfim, UMBANDA ESOTÉRICA é a mesma UMBANDA, com amor e carinho para com o semelhante, porém com estudo e aplicação de todo cabedal legado pelos antecessores, em conjunto com a FORÇA e a VIBRAÇÃO DOS NOSSOS ORIXÁS.

Babalorixá Paulo Newton de Almeida

http://italojreronita.blogspot.com.br/2010/08/umbanda-esoterica.html

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Re: TRABALHOS ESPIRITUAIS DOS MAGOS BRANCOS DO ORIENTE

Mensagem  fadinha em Qua 12 Jun 2013 - 13:23

Iniciação na Umbanda Esotérica

Iniciação é um processo que o adepto de uma religião passa,  simbolizando sua caminhada para o amadurecimento espiritual.
Cada um de nós tem seu próprio caminho, mesmo na iniciação, pois apesar de passar pelos mesmos rituais, isso não significa que responderão da mesma forma, pois cada um foca sua vida e o espiritual de uma forma, mesmo que a base seja a mesma.
A iniciação na Umbanda é algo novo, que teve maior enfoque com o advento das obras de W. W. da Matta e Silva.
Ser iniciado na Umbanda Esotérica, representa que o adepto galgou alguns degraus da "escada de Jacó",  ou seja, deveria ser alguém com mais conhecimentos de si mesmo e da religião, deveria ser um exemplo a ser seguido pela comunidade Terreiro e também da sociedade em geral. Um iniciado da Umbanda Esotérica deveria ser um conhecedor da Magia em todos seus aspectos, e também das mazelas humanas.
Um iniciado da Umbanda Esotérica deveria cada vez mais amar seu próximo e praticar a caridade através dos instrumentos que ganhou com a iniciação.
Iniciação também poderia se chamar o DESPERTAR para as realidades superiores, ou seja, tornar-se alguém pronto para ajudar os que ainda penam e gemem no mundo das formas.
Diferente do que vem dizendo determinado dirigente espiritual, a Umbanda Esotérica não faz iniciados afastados da realidade do mundo e nem uma elite no sentido pedante, ao contrário, um Iniciado da Umbanda Esotérica tem que "amassar barro", para poder trabalhar sua pedra bruta, mas não há que se negar que ele representa uma elite sim, só que uma elite pensante, e de espiritualidade desperta e pulsante, que tem a capacidade de levar luz onde necessitar.
Um dos maiores iniciados que encarnaram nesta Terra, antes de subir aos céus, foi aos infernos, porque seria diferente conosco, meros capangueiros?


http://umbandadeportasabertas.blogspot.com.br/2012/07/iniciacao-na-umbanda-esoterica.html

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Re: TRABALHOS ESPIRITUAIS DOS MAGOS BRANCOS DO ORIENTE

Mensagem  estel em Qua 12 Jun 2013 - 17:31

Texto muito bom, irmãzinha.

Tenho curiosidade de saber como podemos nos comunicar com nossos "guias" ou "mentores" espirituais, mesmo sem frequentar qualquer centro, se existe alguma técnica ou exercício para isso.

Pergunto porque tenho sentido cada vez mais sensações, escuto sussurros e até o meu nome, quando estou quieta no meu quarto a noite pedindo orientações e meditando. Sinto arrepios no alto da cabeça como se estivessem acariciando meus cabelos.

Tenho a impressão que estou me comunicando, tipo telefone sem fio, eles falam de lá e eu não entendo nada de cá.


Abraços,
Estel.

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Re: TRABALHOS ESPIRITUAIS DOS MAGOS BRANCOS DO ORIENTE

Mensagem  fadinha em Qua 12 Jun 2013 - 23:59

Estel,

Tenho curiosidade de saber como podemos nos comunicar com nossos "guias" ou "mentores" espirituais, mesmo sem frequentar qualquer centro, se existe alguma técnica ou exercício para isso.

Pergunto porque tenho sentido cada vez mais sensações, escuto sussurros e até o meu nome, quando estou quieta no meu quarto a noite pedindo orientações e meditando. Sinto arrepios no alto da cabeça como se estivessem acariciando meus cabelos.

Tenho a impressão que estou me comunicando, tipo telefone sem fio, eles falam de lá e eu não entendo nada de cá.


No tocante a entidades, "espíritos", não existe nenhuma segurança fora de um centro sério. Porque você só estará protegida quando outras entidades confiáveis controlam as entidades que se aproximam de você e controlam com cuidado o processo de incorporação para não haver caso de aproximação de entidades mistificadoras.
Só eles poderão orientar você direitinho, porque na mesma hora que conta para a entidade o que está se passando com você, ela vai vendo adiante o que é realmente e tem uma série de entidades em volta prontos para irem no seu ambiente conferir o que existe lá.

Normalmente a aproximação das suas entidades é levada com muito cuidado e, enquanto o médium deve elevar a sua frequência a entidade deve abaixar a dela e ainda preparar o médium para "receber" com passes e magias para limpar o corpo do médium para ela poder se aproximar.

Eu não sei quanto ao espiritismo, como se processa, apesar de ter frequentado um tempo até razoável.
 
Olha, os arrepios no corpo e na cabeça são características de Iemanjá...que não incorpora e não fala com você. Eu até acredito, contrariando muita gente, que ela pode falar, sim. Ela se aproxima dessa forma, com arrepios e quando está bem perto você chora muito (representa a força das águas) de soluçar, e ao mesmo tempo faz certos gestos imitando as ondas do mar. Você até pode pensar que é quem está fazendo os gestos mas não é, é um impulso que não controla de fato.
Então tem muitos detalhes que é impossível alguém que não conhece controlar tudo isso. Normalmente ficam dois médiuns incorporados, um na sua frente e outro atrás, as entidades incorporadas no médium ajudando e acompanhando o processo de aproximação e conversando com você, explicando o que está acontecendo. Você pode estar tontinha mas entende perfeitamente.

Se você não confia em nenhum centro para desenvolver, vá tomar passe e peça para controlar isso, não permitir acontecer por enquanto... você pode ir levando dessa forma.

Estel, para quem você está pedindo orientações à noite? cuidado com o horário. Não faça orações ou converse ou tente sair no astral após as 22h. Nunca acenda vela nesse horário. É um horário da esquerda e a esquerda descontrolada é muito difícil conviver. Tem pessoas que tem a esquerda tão desenvolvida que  são seres de luz, mas a maioria não é.
Após as 22h, só faça orações para seu Anjo da Guarda e Deus (deixe bem claro isso) porque seres das sombras aguardam uma oração para aumentar com a energia da oração seu poder de maldade.
Eu sempre fui paranormal, Estel.
Tem a sua paranormalidade que você desenvolveu ao longo das vidas e tem a mediunidade que é essa comunicação com outros níveis de existência. Só os médiuns são capazes, os paranormais, não.

Minha amiga, tome cuidado. Procure um centro, faça uma consulta, vê se gosta, vá em outro, compare. Mas, tenha a certeza, o plano espiritual não se engana e a levará para onde é seu lugar.

Um abraço,

cuide-se.

fadinha

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Re: TRABALHOS ESPIRITUAIS DOS MAGOS BRANCOS DO ORIENTE

Mensagem  estel em Qui 13 Jun 2013 - 8:55

Obrigada pela resposta, irmãzinha.

Essa parte do horário eu não sabia, e era bem nesta hora que eu meditava e fazia minhas orações, pois é a hora que a casa silencia e eu fico mais a vontade.

Vou mudar meus horários.

O problema é achar um centro sério.


Abraços,
Estel.

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Re: TRABALHOS ESPIRITUAIS DOS MAGOS BRANCOS DO ORIENTE

Mensagem  fadinha em Sex 14 Jun 2013 - 15:22

Estel,

não sei se consegui passar a idéia para você.
Você disse:

Tenho curiosidade de saber como podemos nos comunicar com nossos "guias" ou "mentores" espirituais, mesmo sem frequentar qualquer centro, se existe alguma técnica ou exercício para isso.

Para você chegar nos guias e mentores espirituais você tem que começar do começo. Precisa ir em um centro se desenvolver, receber entidades que vão "preparar o caminho" para entidades de mais luz, limpando o canal mediúnico. Eu mesma tenho uma Mentora que é oriental mas que ainda não se aproximou de mim, tenho que estar com a energia mais elevada para ela conseguir se comunicar comigo. As entidades viram e me falaram sobre isso. Os guias são muito elevados para nós no começo. Eles são mais próximos dos Orixás que são Anjos Regentes Planetários. São Anjos Devas, responsáveis pelos 4 elementos: terra, água, fogo e ar, os quais possuímos na composição dos nossos corpos.
um grande abraço,

fadinha

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Re: TRABALHOS ESPIRITUAIS DOS MAGOS BRANCOS DO ORIENTE

Mensagem  estel em Sex 14 Jun 2013 - 15:40

Eu entendi sim, irmãzinha.

Já haviam me dito isso, que eu tenho que procurar um lugar para me ajudarem a desenvolver minha mediunidade.

Só não encontrei um lugar ainda.

Obrigada pela ajuda.


Abraços,
Estel.

estel

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Re: TRABALHOS ESPIRITUAIS DOS MAGOS BRANCOS DO ORIENTE

Mensagem  fadinha em Sab 15 Jun 2013 - 14:11

Em todo caso, Estel, vou deixar uma explicação do Rubens Sarraceni, escritor, sobre os Mestres de Luz. Mas o caminho é esse para que você tenha acesso direto deve primeiro desenvolver a mediunidade que é inata.

fadinha



O ESPIRITUALISMO DE RUBENS SARACENI
      
O escritor Rubens Saraceni, babalorixá da umbanda e pesquisador de magia e espiritualismo, vem se destacando no mero por entender que a mQdiuuice não pode estar restrita a um ou outro Caminho Espiritual
- Alex Alprim


Rubens Saraceni nasceu em 1951, e há mais de 25 anos exerce sua mediunidade e faz seus estudos no campo da espiritualidade. Seus inúmeros livros já publicados são psicografados, ditados e orientados pelos Mestres da Luz. Sua jornada, segundo conta, foi iniciada no espiritismo de "mesa branca", passando posteriormente para a umbanda, onde se tornou babalorixá.

No entanto, como gosta de deixar bem claro, o universo da umbanda não é o único no qual ele se movimenta e realiza seus estudos, uma vez que o dom da mediunidade não pode estar
restrito a uma ou outra linha religiosa, doutrinária ou de pesquisas.
Recebendo a outorga dos planos superiores para iniciar pessoas em magia, também recebeu a autorização para começar a divulgar o que foi denominado "Magia Divina das Sete Chamas", que explica em seus livros.

Hoje com mais de vinte livros publicados, Saraceni é um dos autores mais procurados da editora Madras. Nesta entrevista, ele fala sobre seus estudos, sobre o aspecto teórico e prático da umbanda, magia e espiritualismo em geral.

Qual a relação entre a umbanda e as .mensagens espirituais ditadas pelos Mestres da Luz? Quem são os Mestres da Luz e como eles se encaixam na tradição umbandista?

Os Mestres da Luz são espíritos mentores da umbanda; são regentes de grandes linhas espirituais, ainda que eles não se apresentem formalmente. Mas regem as gigantescas correntes de espíritos e, através dessas psicografias, eles têm procurado passar noções sobre o mundo espiritual.

Quais noções?

Principalmente, eles procuram transmitir às pessoas que a vida não se encerra aqui no plano material, por isso é necessário que a pessoa vigie os seus atos, seus sentimentos, e trabalhe para que, quando vier a passagem para o outro lado, a pessoa esteja bem preparada para vivenciar a sua realidade maior, que é a realidade do espírito. Então, eles têm uma finalidade. Os livros às vezes mostram determinados eventos, determinadas vivências, que muitos classificam como sendo um pouco chocantes, porque mexem na ferida mesmo, sem muito rodeio; mas tudo isso visa despertar nas pessoas uma conscientização.

O que é considerado chocante?

Quando se descrevem algumas quedas espirituais que aconteceram com pessoas. O desencarne jogou essas pessoas de encontro a uma realidade que elas achavam que não existiria; achavam que não teria aquela punição divina, que não viria para ela uma sentença que a jogasse de encontro ao próprio universo sombrio que ela havia criado à sua volta aqui na Terra.

Então, de acordo com essa visão, existe uma estrutura maniqueísta do mundo muito próxima à que a moral cristã vem desenvolvendo nos últimos dois mil anos?

A moral cristã prega o seguinte: se você faz o bem, você vai para o céu; se você faz o mal, você vai para o inferno. Ela está correta, só que temos de entender o que é esse céu e esse inferno. Para nós, o céu são as faixas de luz para as quais cada um é atraído por afinidade de sentimentos, afinidades vibracionais; e o inferno também são faixas específicas da Criação, para as quais são recolhidos espíritos que, aqui em cima, no plano material, não desenvolveram sua consciência. Se nós simplificarmos, está correto. A pessoa é atraída pelas faixas vibratórias com as quais tem afinidade. Esse é o céu e o inferno para mim - e dentro da umbanda também é isso.

Seria semelhante às teorias das sintonias dos grandes mestres ascensionados, com as pessoas sintonizadas com faixas de mais ou menos luz?

É isso mesmo. Essa é uma consciência que está se desenvolvendo muito rapidamente dentro da umbanda e sendo bem aceita, porque nos explica o porquê da existência do suposto inferno: ele não existe por acaso, porque tem a finalidade de recolher espíritos que, de uma forma ou de outra,sofreram regressões conscienciais quando passaram pela carne.

Qual o ponto em comum entre aumbanda, o candomblé e o espiritismo hoje?

O ponto em comum das três é a manifestação dos espíritos através da incorporação das mensagens, ainda que no candomblé a dinâmica seja um pouco diferente da dinâmica da umbanda, e totalmente diferente da dinâmica do espiritismo. A umbanda mantém a ponte de contato tanto com o candomblé quanto como espiritismo. Todas essas três doutrinas, ou essas três religiões -vamos colocar assim - têm como ponto em comum a mediunidade como sustentação. No candomblé, tem de haver a manifestação do orixá; na umbanda, tem de haver a manifestação dos espíritos e, eventualmente, do orixá do médium; e no espiritismo, existe a manifestação das entidades e o trabalho desenvolvido pelos espíritos que incorporam nos médiuns, curando e orientando as pessoas - tudo visando 0 crescimento e a melhoria do ser.

Como você encara, na umbanda e no candomblé, prática de sacrifícios animais, principalmente com relação ao conhecimento que os Mestres de Luz vêm trazendo?

Quando estudamos um pouco o candomblé, vemos que o sacrifício animal tem uma função específica já tradicional, secular. Então, nada contra, porque é algo que já vem de gerações. A umbanda não adota sacrifícios de animais. Algumas pessoas que transitam tanto no candomblé quanto na umbanda fazem, mas a umbanda em si não adota sacrifícios animais. Ela não condena. Acho que cada um tem o seu processo de feitura de trabalhos, sua dinâmica, que deve ser respeitada. No verdadeiro candomblé, o sacrifício só é ritualizado em ocasiões muito específicas, mas vemos pessoas não-preparadas desvirtuando, desenvolvendo métodos próprios que consideram que para tudo tem de haver sacrifícios. Os verdadeiros praticantes do candomblé, pessoas muito bem preparadas, dizem que o sacrifício é muito raro e, mesmo assim, é tirado só o axé do animal, porque o alimento é compartilhado na ceia coletiva.

Como é a estrutura tradicional da umbanda, e que caminhos evolutivos ela está seguindo nos últimos anos?

A estruturação da umbanda começou por volta de 1908, com o médium Zé Fernandino de Moraes, quando, através dele, foi dito que estava se iniciando uma religião e que todos os espíritos seriam bem-vindos a ela. A faculdade de incorporação é anterior à umbanda, candomblé e espiritismo, mas ali estava o marco inicial, estruturado na manifestação dos espíritos por nomes simbólicos, tal como o próprio fundador da religião, o espírito chamado Caboclo das Sete Encruzilhadas, os sete cruzamentos, as sete irradiações. Os espíritos se manifestariam não com nomes próprios, mas como símbolos das hierarquias às quais estavam ligados, entre caboclos, pretos velhos, crianças, exus.

Ela se expandiu muito rapidamente, porque tinha o amparo do Astral, e se estruturou assim: o espírito se manifesta, auxilia o encarnado que vai até ele e, ao mesmo tempo, vai passando uma doutrina de vida, de melhoria de consciência. Com aquele linguajar simples deles, bem direto e objetivo, eles vão tocando nos pontos que interessam àquela pessoa e, a partir dali, a pessoa vai despertando para a realidade do espírito. Então, a religião procura trabalhar as pessoas. Sua estrutura tem o objetivo de resgatar as pessoas para a realidade espiritual. Não é um processo rápido, violento, mas um processo de atração permanente, principalmente voltado ao ser humano que está passando por dificuldades.

Como você começou a psicografar? Já havia psicografia na umbanda?

Se existia a psicografia pura, eu não tenho elementos para falar sobre isso. Existiam muitos escritores de umbanda desde o começo do século. Eles poderiam estar escrevendo inspirados, mas sem dar essa conotação. Quando eu iniciei a psicografia - com alguns livros que foram publicados e outros que não foram - e quando surgiu O Guardião da Meia-Noite, que foi um marco na umbanda como psicografia de um médium umbandista, isso foi um pouco assustador porque a psicografia estava associada ao espiritismo, ao kardecismo. Na época, eu recebi críticas de irmãos kardecistas; pois, se eu era da umbanda, como é que podia psicografar? Médium é médium, seja da umbanda, candomblé ou espiritismo - não importa a doutrina que ele siga. Eu mostrei que o dom da pessoa independe da formação religiosa; tendo o dom, ela canaliza o que o astral quer. Um tem dom para psicografar, outro para fazer pinturas mediúnicas, dar consultas, ler as cartas, as mãos...

E hoje isso já é aceito? Existem outros trabalhos desse tipo?

Já. Quando o Pai Benedito se manifestou, incorporado mesmo em mim, e conversou com a minha esposa, ele disse que estava começando a psicografia na umbanda, que a espiritualidade estava iniciando um processo de psicografia nos moldes do kardecismo através de médiuns dentro da umbanda. Ainda estava sendo considerado um fenômeno, mas com o tempo outros surgiriam. E, de fato, passaram uns cinco ou seis anos depois de eu estar psicografando, e outros médiuns da umbanda começaram a chegar a mim e dizer que estava acontecendo a mesma coisa; estavam psicografando livros e até tinham medo de falar. Pai Benedito falou que muitos espíritos estão preparados para trazer romances mediúnicos, histórias sobre espíritos ou vivenciadas há séculos ou milênios, tendo como fundo a vida de espíritos que são grandes mentores da umbanda e que comandam um trabalho imenso em benefício da humanidade. Eu já conheço dezenas de pessoas que estão psicografando, médiuns desenvolvidos dentro da umbanda.

Fale um pouco sobre o trabalho espiritual que você vem desenvolvendo ultimamente.

Estou desenvolvendo vários trabalhos paralelos, todos visando o crescimento das pessoas. O mais marcante tem sido o trabalho de magia, porque nela nós não diferenciamos as pessoas, nem por seu grau escolar, nem por sua religiosidade.

A magia é neutra e praticada por todas as pessoas que queiram aflorar o seu dom íntimo. Outro campo em que venho desenvolvendo um trabalho muito grande é na teologia da umbanda. Comecei esse trabalho mais ou menos em 1996, e foi difícil falar nisso porque era uma coisa inédita até então - nem existia esse termo na umbanda. É outra inovação que, hoje, muitas pessoas já estão usando na umbanda, com cursos de teologia da umbanda, ou seja, o estudo do universo divino. Ele veio ao encontro da necessidade do momento dentro da religião, e está começando a gerar muitos trabalhos.

Também visa dotar a religião de um conhecimento próprio dela, não mais dependente de outras doutrinas, sem precisar buscar lá fora e adaptar para a umbanda. As pessoas não precisam buscar no espiritismo ou no candomblé a explicação para os mistérios que fluem através de sua prática religiosa.

Em várias estruturas religiosas, em especial as afro-brasileiras, parece existir uma forte tendência a tentar adaptar a linguagem mágica européia do período renascentista - mais recentemente, das vertentes americanas ligadas aos mestres ascensionados e agregar essa linguagem à sua religiosidade. Como você vê essa situação em seu trabalho?

A teologia que estamos desenvolvendo é pura, fundamentada unicamente nos orixás, sem recorrer às doutrinas alheias para extrair de lá a explicação dos mistérios. Houve a revelação do que nós classificamos como os fatores de Deus, as qualidades divinas. A partir daí foram desenvolvidos vários livros como a Gênesis da Umbanda, Código de Umbanda, Sete Linhas de Umbanda, Orixás Ancestrais, livros que, fundamentados no mistério orixá, explicam tudo que a pessoa precisa saber sem recorrer ao candomblé, ao espiritismo ou a qualquer outra doutrina.

O mistério orixá começou a ser explicado de uma forma que eu chamo de científica, porque ela tem uma lógica, segue um padrão repetitivo, explicando o mistério para a época em que vivemos. E isso é o que traz às pessoas a satisfação quando estudam teologia, porque explica o universo divino de uma forma muito ordenada, não mitológica, mítica ou mística, mas racional. Isso, somando-se à magia, criou todo um universo que completa a umbandista, porque a umbanda é uma religião mágica por excelência.

O trabalho dos guias espirituais é realizar magias que beneficiem as pessoas, magias que utilizam elementos da natureza, sejam ervas, flores, frutos, pedras, sementes ou raízes: tudo é elemento mágico que eles utilizam para curar pessoas, limpar ambientes, etc. Então, trouxemos também uma magia nova, cada etapa fundamentada em um elemento: magia das chamas, magia das ervas, magia das pedras, do pó, etc. São vinte e um graus no total, e tudo vai sendo explicado de forma racional. A nossa teologia é bem racionalista; estuda os mistérios de Deus a partir de uma interpretação trazida pela espiritualidade, uma interpretação superior, não criada aqui pela nossa mente terrena. A magia não está conectada diretamente à umbanda; a teologia sim, foi pensada pela espiritualidade, pelos Mestres da Luz, para religião de umbanda, mas é uma fonte de informações pra qualquer pessoa.

E, de uma forma geral, como você vê o desenvolvimento do espiritualismo hoje?

O espiritualismo sempre foi praticado pela humanidade sob muitos nomes, mas hoje em dia eu vejo o espiritualismo assumindo o seu lugar em função do próprio relaxamento dos preconceitos. Tivemos um período de perseguição às práticas espiritualistas, qualquer que seja o nome que se dê a essas práticas.

Hoje o espiritualismo tem uma grande oportunidade de se firmar como alternativa para evolução das pessoas. Se cada religião tem os seus dogmas e doutrinas, até fazendo com que o fiel desenvolva dentro de si determinados preconceitos contra outras religiões, o espiritualismo é irreligioso.

O espiritualismo seria a chave do processo evolutivo humano neste plano?

Com certeza, porque dando às pessoas a oportunidade de manifestar os seus dons, dons dos espíritos, é que essas pessoas vão encontrar a si próprias, vão se conhecer. Os dons dos espíritos têm de ser vivenciados aqui na carne. Em determinados segmentos religiosos esses dons são reprimidos e vistos como coisas demoníacas, mas essas pessoas não entendem nada de dons. Dom é uma qualidade que o espírito desenvolve e que se torna um meio para que todo um universo oculto flua através dele, um universo espiritual, divino. O espiritualismo tem a grande oportunidade, agora, de não se deixar levar pelas influências do dogmatismo. O dogmatismo mata tudo.

Qualquer dogma mata uma estrutura religiosa?

Mata, porque se as pessoas começam a dizer que só um dom é aceitável e os outros não, que a pessoa pode incorporar um guia espiritual mas não pode psicografar, ou pode psicografar mas só pode falar de Jesus (pois, se falar de um orixá ou caboclo é heresia), então já matou. É isso que faz o espiritismo. Com todo o respeito que eu tenho, o espiritismo dogmatizou a mediunidade de psicografia, porque só se pode falar de Jesus. Se um médium kardecista encostar um espírito que não professe, ou não professou o cristianismo em sua última encarnação, e não fale as verdades na linguagem ali codificada, ele é bloqueado.

Nós não devemos deixar que esses dogmas existam dentro da umbanda. O dom é meu, eu conquistei. Sei lá quantas vidas eu precisei viver aqui na Terra para desenvolver esse dom e, se hoje ele flui naturalmente, eu não vou dizer que só tenho de escrever sobre orixás. Em meus livros escrevo sobre tudo. Em A Princesa dos Encantos falo sobre o nascimento do hinduísmo, em O Livro da Vida falo sobre Akhenaton; e falo sobre o surgimento dos templários na Europa, do início da civilização egípcia, etc.

O importante é o que esse espírito viveu no passado. Pouco importa se esse espírito de hoje se manifesta na umbanda com o nome simbólico de caboclo tal, se o grande momento dele, sua grande experiência humana foi na índia, no Egito, na Mesopotâmia, na Europa ou no Brasil pré-cristão. Espírito não tem identidade.

Você gostaria de deixar alguma mensagem para as pessoas que estão se iniciando nesse caminho espiritual, não só da umbanda mas na espiritualidade de uma forma geral?

Na espiritualidade de uma forma geral, todas as vias de crescimento para o ser humano, colocadas por Deus à nossa disposição, são boas.

Eu não desenvolvi dentro de mim esse preconceito de que a minha é melhor, a do fulano é pior; para mim, todas são boas. Então, eu digo às pessoas, que queiram se iniciar ou estão se iniciando, que façam sua caminhada sem temor. Confie que tudo está sendo conduzido pelo Superior. Mas procure se instruir; procure aprender e não colocar bloqueios dentro de si mesmo, contra isso ou aquilo, mas sim ir até cada coisa e aprender sobre ela, e delas extrair o seu juízo, a sua experiência, porque isso é que vai contar.




Revista Sexto Sentido
Número 30
Páginas 06-11

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fadinha

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Re: TRABALHOS ESPIRITUAIS DOS MAGOS BRANCOS DO ORIENTE

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